Vida Sustentável

Vida Sustentável

Vida Sustentável RSS Feed
 
 
 
 

Seu Sidinei extrai sabores da diversidade em Mato Grosso do Sul

Agricultor Sidinei Ribeiro de Santana defende a diversidade

Agricultor Sidinei Ribeiro de Santana defende a diversidade

Nos 35 hectares do agricultor Sidinei Ribeiro de Santana, 51 anos, no assentamento Nova Alvorada do Sul, no município sul-mato-grossense de Nova Alvorada do Sul, prospera a diversidade. Tem cana-de-açúcar, manga, mexerica, banana, laranja lima, ingá, nêspera, guavira, abacate, pêssego, maracujá doce, amora. Tem árvore nobre, como jacarandá e ipê de todas as cores. O que não nasceu espontaneamente foi plantado pelo assentado. E ele ainda tem 20 vacas para produzir leite.

É desta diversidade que sai a matéria-prima dos produtos Santa Esmeralda que seu Sidinei vai expor e comercializar, na V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, no Rio de Janeiro de 26 a 30 novembro. “Não uso veneno, tudo é alimento da natureza para a natureza”, afirma o adepto da permacultura, técnica que se caracteriza pelo desenvolvimento de projetos ambientalmente sustentáveis.

Saborear os doces de leite e as frutas produzidos por seu Sidinei é mais do que um prazer para o paladar. Significa também testemunhar uma história de superação. “Nos primeiros anos, eu e meu filho plantávamos milho, feijão, mandioca, cuidávamos de nossas vacas, chegamos até a ter dois carrinhos, usados, lógico, mas depois…”, lembra seu Sidinei, referindo-se ao acidente de moto que deixou Welington Aparecido de Santana tetraplégico.

“Perdemos quase tudo com o tratamento do Welignton. Mas a vida continua e há que superar a dor, os recursos limitados, as distâncias. Há que acreditar, trabalhar e persistir”, ensina o agricultor. Seu Sidinei fez isso buscando conhecimento. “Fiz cursos de inseminação artificial, permacultura, derivados de leite. Sempre que posso, estou presente nas feiras promovidas por órgãos do governo.

As 20 vacas da propriedade produzem, em média, 90 litros de leite por dia na época das chuvas. O leite transforma em doces de leite pastoso, em barra, com amendoim e coco. Também faz queijo dos tipos frescal tradicional e minas, além de requeijão. A maior parte da produção é vendida a servidores públicos em Campo Grande e Nova Alvorada do Sul. A comercialização rende em torno de R$ 1 mil/mês, fora os custos.

Fonte: Assessoria de Comunicação da V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária.

Comente!!

Indicamos

Receba nossas informações:

Nome:



Email: