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Brasil: seminário contra Monocultivo de eucalipto

Livro reúne vários artigos que denunciam a farsa do reflorestamento.

Livro reúne vários artigos que denunciam a farsa do reflorestamento.

Com o tema Meio ambiente, produção de alimentos e os impactos da monocultura de eucaliptos em Encruzilhada do Sul e região, aconteceu no dia 6 de dezembro um seminário em Encruzilhada do Sul na localidade de Corredor do Meio. Como umas das linhas de ações o Seminário que reuniu mais de 100 pessoas, definiu discutir um projeto de lei que limite o plantio de eucaliptos, pinus e acácia no município.

O seminário teve como assessor Althen Teixeira Filho, professor de Anatomia Animal da Universidade Federal de Pelotas-UFPEL.

Althen também é autor do livro euCALIPTAIS, um livro que reúne vários artigos que denunciam a farsa do reflorestamento.

No Seminário o professor falou sobre as mentiras e falsas promessas das empresas produtoras de celulose, sobre geração de renda e retorno de impostos. Também falou sobre os acordos políticos entre as empresas de celulose e o governo do estado, já que a governadora Yeda recebeu R$ 500.000,00 da Aracruz, para financiar sua campanha, o que firmou seu compromisso antes mesmo de ser eleita.

A tarde houve apresentações artísticas e depoimentos de pessoas que estão sofrendo as conseqüências diretas da vizinha monocultura de eucaliptos.

Do seminário saíram outros encaminhamentos concretos de ações contra o monocultivo de eucalipto, dentre eles destaca-se:

– Investir na produção de alimentos diversificados e ecológicos;

– Organizar formas de comercializar os produtos da agricultura camponesa a nível local;

– Discutir um projeto de lei articulado plano diretor que limite o plantio de eucaliptos, pinus e acácia no município (Enc. do Sul), realizando audiências publicas para discutir o projeto;

– Promover atividades (feiras, encontros, material de propaganda…) que proponha a população da cidade a se organizar para comprar alimentos diretamente das famílias camponesas;

– Construir um compromisso da secretaria de educação municipal em trabalhar nas escolas a questão do meio ambiente e dos alimentos saudáveis;

– Continuar com os encontros de estudo sobre o tema;

O Seminário é resultado do processo que começou no 8 de março de 2008, onde o MMC e demais movimentos da Via Campesina realizaram um ato em Encruzilhada do Sul. A partir dali mais entidades começaram a reunir-se e a discutir a problemática dos monocultivos no município e região.

Seminário Sentido Universal dos Direitos Humanos e a Luta das Mulheres comemora os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

No dia 10 de dezembro, em celebração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi realizado no Instituto Superior de Teologia, o seminário Sentido Universal dos Direitos Humanos e a Luta das Mulheres.

O Seminário foi promovido pelo Movimento de Mulheres Camponesas e a Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo. Fizeram parte da mesa a Teóloga Ivone Gebara e o militante da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, Paulo Carbonari.

O painelista e a painelista falaram sobre a importância da conquista dos Direitos Humanos e do desafio colocado sobre a conquista destes direitos humanos para todas e todos. Segundo Paulo Carbonari, 963 milhões de pessoas passam fome no mundo, o que aumenta este desafio.

Paulo também falou da importância de refletirmos os sentidos de liberdade e igualdade a partir da discussão dos Direitos Humanos, para Paulo é preciso resignificar o sentido da palavra liberdade nesta discussão, visto que hoje a liberdade esta ligada ao mercado e ao consumo, fundamentalmente ligada a ter ou não dinheiro.

Da mesma forma é preciso pensar em igualdade a partir das diferenças de cada um e cada uma.

Ivone Gebara falou da importância de concebermos a declaração dos direitos humanos como uma luta constante e como resultado desta luta. Ivone lembrou mulheres que a história omitiu, mas que foram fundamentai para a luta dos Direitos Humanos, como Margarida Alves, ou como as Mulheres Camponesas que em 2006 destruíram mudas de eucalipto no viveiro da Aracruz, em um ato de denúncia contra um projeto de morte e pelos Direitos Humanos.

O seminário foi aberto a comunidade de Passo Fundo.

Fonte: Biodiversidade na América Latina e Caribe.

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