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Comunidades quilombolas de Pernambuco receberão sementes crioulas melhoradas

Semente crioula de milho

Semente crioula de milho

Comunidades quilombolas do semi-árido do estado de Pernambuco vão ser beneficiadas com sementes melhoradas de milho, feijão, mandioca e algodão, com maior qualidade nutricional e mais produtivas.

As sementes foram desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que assinou, com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, termo de cooperação para implementação do projeto Semente Crioula- Resistência Quilombola: Soberania Alimentar na Caatinga.

O objetivo do projeto é contribuir para a melhoria da alimentação das comunidades quilombolas no Brasil. Inicialmente, serão atendidas as comunidades de Conceição das Crioulas, Contendas e Santana – localizadas no município de Salgueiro – e Jatobá e Santana – no município de Cabrobó.

Segundo estudos da Embrapa, que já fez levantamentos e trabalhos de base nesses locais, 52 % da população negra das cinco comunidades se encontram “em situação de insegurança alimentar”.

A participação da Empraba no projeto será voltada para a melhoria do sistema genético das sementes, principalmente do milho, do feijão, da mandioca e do algodão. Com o passar dos anos, essas sementes foram perdendo qualidade e produtividade.

Além disso, a Embrapa vai atuar no resgate das espécies tradicionalmente consumidas na região, o enriquecimento do acervo das espécies cultivadas, consumidas e comercializadas pelas comunidades, com a incorporação de tecnologias e produtos desenvolvidos pela empresa pública de pesquisa.

A secretaria, que é responsável pela Agenda Social Quilombola, que pauta suas ações nas comunidades remanescentes de quilombos, tem como meta levar dignidade e os direitos da cidadania às mais de 1.700 comunidades quilombolas, localizadas em 22 estados e em mais de 300 municípios brasileiros.

O termo de cooperação que marcou o lançamento do projeto foi assinado pelo ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, e pela diretora da Embrapa, Tatiane Viana de Abreu.

Segundo o ministro, a parceria com a Embrapa é importante em função da tecnologia que a empresa pode colocar a serviço das comunidades quilombolas. “Com isso, dá sustentabilidade ao processo de produção de alimentos, que vai contribuir para a sustentabilidade daquelas comunidades”.

Santos afirmou que a questão da segurança alimentar é algo fundamental. “Garantir condições dignas de vida a essa população, não só na questão da segurança alimentar, mas também da titulação, da regularização fundiária, são coisas essenciais que o estado deve garantir a essas comunidades.”

Ele disse que, na Agenda Social Quilombola o governo tem desenvolvido uma série de ações e investimentos, envolvendo vários ministérios. “Aonde a agenda quilombola tem chegado, tem contribuído para melhoria da qualidade de vida e gerando um quadro de redução da desnutrição, principalmente das crianças”, observou o ministro.

O Programa Semente Crioula deve ser levado a outras comunidades quilombolas, depois de estar consolidado no sertão de Pernambuco. “Evidentemente que, na medida que ele tenha êxito naquela região, certamente vamos replicá-lo em função do sucesso e, a partir daí, vamos verificar o impacto para ver a possibilidade de reproduzi-lo em outras áreas.”

Fonte: Agência Brasil (ABr).

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