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Seminário em Curitiba busca alternativas ao cultivo de fumo

                                                       Ubirajara Machado

No seminário, serão debatidas experiências de diversificação produtiva. Uma delas é a da fruticultura entre agricultores que antes plantavam fumo
No seminário, serão debatidas experiências de diversificação produtiva. Uma delas é a da fruticultura entre agricultores que antes plantavam fumo

Pela primeira vez agricultores familiares dos três estados do Sul e do Nordeste, representantes dos governos Federal e Estadual, da área de saúde, movimentos sociais e outras organizações estarão reunidas para discutir alternativas à produção e geração de renda diversificada nas propriedades fumicultoras.

O encontro acontecerá de 4 a 6 de maio, durante o Seminário Diversificação na Agricultura Familiar, no auditório do Canal da Música, em Curitiba (PR). O Seminário também debaterá as consequências do cultivo do fumo para a saúde dos agricultores e a construção de políticas públicas para o setor.

A expectativa é de que 500 pessoas participem do evento. Aproximadamente 300 delas irão em caravanas de agricultores familiares de municípios do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Estima-se que existam cerca de  160 mil famílias fumicultoras na região Sul, distribuídas em 700 municípios.

Construção de propostas

O objetivo do Seminário é ampliar o debate sobre a diversificação em áreas fumicultoras, construir propostas e definir parcerias que contemplem a variedade produtiva como estratégia para fortalecer a agricultura familiar nas regiões produtoras de fumo.

A iniciativa de realização do encontro é uma parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (SEAB). O evento dá continuidade à  articulação iniciada em 2005, com a criação do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco.

O secretário nacional de Agricultura Familiar (MDA/SAF), Adoniram Sanches Peraci, explica que o seminário é um esforço do Governo Federal para ampliar o debate com as diferentes organizações e governos. A finalidade é encontrar alternativas de produção e novas formas de renda para as propriedades fumicultoras.

“Do encontro, sairão encaminhamentos para fortalecer e ampliar o Programa de Diversificação na perspectiva de um desenvolvimento rural sustentável e com qualidade de vida para as famílias agricultoras”, diz.

Fumicultores no Paraná

Segundo dados da safra 2007/2008, existem no Paraná em torno de 34,1 mil famílias trabalhando com a produção de fumo. Desse total, boa parte se concentra nas regiões de Irati (com 25% do total da área produzida), Ponta Grossa (18%) e Curitiba (com 15% do total de 75 mil hectares no estado).

O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Valter Bianchini, também destaca a importância do encontro. “Estamos em um processo de reconversão da cultura. Diversos fatores estão nos levando a buscar alternativas, dando possibilidades mais saudáveis de ganhos aos agricultores”, diz .

Segundo Bianchini, a produção de fumo é de alto risco à saúde, não só do produtor mas também do consumidor. “Existe uma tendência natural com a diminuição do consumo. Vamos discutir as experiências já colocadas em prática com as alternativas para o setor, seja na fruticultura, pecuária de leite, avicultura, entre outros, que podem dar maior e melhor sustentabilidade ao agricultor”, afirma.

Programa de Diversificação

O Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco é uma das ações implementadas pelo Governo Federal desde 2005, ano em que o Brasil tornou-se signatário da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O objetivo é buscar alternativas produtivas e geradoras de renda na fumicultura, com foco na qualidade de vida e na sustentabilidade econômica, social, ambiental e cultural entre as famílias agricultoras.

O MDA é o coordenador do Programa, em parceria com organizações governamentais e sociedade civil.  Atualmente, 60 projetos são apoiados na região Sul e no Nordeste, atendendo cerca de 20 mil famílias. As ações abrangem a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), capacitação e pesquisa.

Ao longo de quatro anos, o  Programa ganhou visibilidade internacional, sendo apontado como referência pela OMS e pelos países que compõem a Convenção das Partes (COP).  Tem repercutido, também, nos municípios produtores de fumo e já possui ações planejadas para 2009.

Em âmbito nacional, por exemplo, podem ser citadas a qualificação em políticas públicas para gestores municipais e lideranças dos municípios gaúchos produtores de fumo. Já na  atuação internacional, está prevista a participação do Brasil no Grupo de Trabalho Internacional (GT) de alternativas a cultura do fumo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário.

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