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Produção agroecológica garante renda à produtores de hortaliças

Os alimentos adquiridos são levados para a Central de Processamento de Alimentos (CPA)

Aimentos adquiridos são levados para Central de Processamento (CPA) - Foto Denise Secreta

A Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) é uma alternativa viável para garantir uma renda adicional para pequenos produtores, empregando a mão de obra familiar (de cinco pessoas) por no máximo 3,5 horas por dia, utilizando uma área de cinco hectares. Com base em dados levantados numa experiência desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Social, na Paraíba, apurou-se que uma unidade de produção com 24 itens (que incluem ovos caipiras, frutas, verduras e legumes), gera uma receita líquida de R$ 1.108,10, descontados os custos de produção, calculados em R$ 523,20.

No caso dos produtores de Campo Grande, que não têm o custo de aquisição do kit de produção (em torno de R$ 5 mil) que recebem da prefeitura em comodato, a margem de lucro pode ser ainda maior. Outro cuidado foi garantir mercado para parte da produção deles. Um convênio com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, garantiu R$ 1.150.000,00 para custear a CDLAF – Compra Direta Local da Agricultura Familiar de 350 produtores, grupo que inclui os 20 agricultores familiares que produzem orgânicos. Cada produtor pode vender até R$ 3,5 mil para o programa, o que na projeção de um ano, garante uma renda de aproximadamente R$ 300,00 por mês.

Os alimentos adquiridos são levados para a Central de Processamento de Alimentos (CPA) que a prefeitura mantém junto à Ceasa. Depois de lavadas, separadas e embaladas, são doadas para entidades filantrópicas. “Muitas famílias estão se organizando em pequenas feiras montadas em locais próximos das propriedades para venderem o excedente da produção”, revela o titular da Sedesc. “Não se pode ignorar que as próprias famílias passaram a ter oportunidade de enriquecer sua dieta com alimentos saudáveis”, complementa Edil Albuquerque.

Uma destas famílias é a do agricultor Argemiro Oliveira, que desde a década de 80 dedica-se a agricultura familiar na região do Bairro Santa Emília. No ano passado ele foi um dos selecionados para o projeto piloto do PAIS. “Trabalhamos eu, minha esposa e meu filho. Foi um avanço, em especial devido ao kit, que facilita muito o trabalho de irrigação. Hoje a produção esta maior do que era antes”, afirma Argemiro, que, além de criar galinhas, planta couve, quiabo, cenoura, alface, coentro, salsa e cebolinha.

Além de comodatários como o senhor Argemiro, o programa tem como alvo um universo de agricultores familiares da zona rural de Campo Grande, organizados em 20 associações, 10 assentamentos, alguns a mais de 100 quilômetros da área urbana. É o caso das 162 famílias do Assentamento Três Corações, que fica a 110 km do centro, praticamente na divisa da Capital com Nova Alvorada do Sul. Lá três assentados foram selecionados para receber o kit e iniciar produção orgânica.

“Temos que desenvolver ações para melhorar a renda e assim fixar no campo 90 mil moradores da zona rural. Apenas três cidades do Estado (Dourados, Corumbá e Três Lagoas) têm uma população maior que esta”, lembra Edil Albuquerque, que além deste projeto do PAI, empenhado em trazer para Campo Grande uma megaindústria láctea (a Vencedora) que vai comprar diariamente 300 mil litros de leite, beneficiando 1.500 produtores.

Sistema de produção

O eixo central da Produção Agroecológica é integrar a produção vegetal (frutas, verduras, legumes) e animal (galinha caipira), com utilização do esterco removido do galinheiro, palhas, folhas e o que for produzido e não tiver aproveitamento para consumo ou venda como adubo. Estes materiais passam por processo de compostagem. O sistema é composto por canteiros, um galinheiro e o quintal agroecológico, onde são cultivadas as culturas perenes. São necessários 0,5 hectare e a mão de obra de 5 pessoas da família.

Na parte central do empreendimento se constrói um galinheiro com capacidade para 11 aves (10 galinhas e um galo). A construção dos canteiros é feita em torno do galinheiro também em forma circular. A irrigação é feita por gotejamento, sistema que aumenta a eficiência do uso da água, além de propiciar aumento de produtividade. O sistema de irrigação deverá contemplar ainda o quintal agroecológico, onde vai se produzir frutas, grãos e outras culturas.

Compostagem
A compostagem é o processo de transformação de materiais grosseiros, como palhada e estrume, em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura. Este processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de micro-organismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono.
 

 

Por essa razão uma pilha de composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento. É um modo de fornecer as condições adequadas aos micro-organismos para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas.

Na parte central se constrói um galinheiro circular com capacidade para 11 aves (10 galinhas e um galo). Os canteiros são feitos em torno do galinheiro também em forma circular. A irrigação é feita por gotejamento, sistema que aumenta a eficiência do uso da água, além de propiciar aumento de produtividade. O sistema de irrigação também deve atender o quintal agroecológico.

Fonte: CG Notícias.

One Response to “Produção agroecológica garante renda à produtores de hortaliças”

  1. 1
    KattyBlackyard:
    Great post! I’ll subscribe right now wth my feedreader software!

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