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Qualidade e certificação do alimento orgânico são tema de curso

Qualidade e certificação dos orgânicos debatido em Pelotas (RS)

Qualidade e certificação dos orgânicos debatido em Pelotas (RS)

Foi realizado nas últimas quinta (18) e sexta-feira (19), na Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS), o Curso “Legislação e Garantia da Qualidade Orgânica” que debateu a legislação que trata do controle de qualidade da produção orgânica.

O evento reuniu pesquisadores, técnicos, estudantes e produtores da rede orgânica, que participaram de três momentos: a apresentação das duas instruções normativas (IN19 e IN64), discussão em grupo sobre os assuntos abordados e simulação dos documentos necessários para obter a certificação.

Participaram como ministrantes do curso, o representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Roberto Mattar e do MAPA de Porto Alegre e coordenadora da Comissão de Produção Orgânica do RS, Angela Escosteguy. De acordo com Angela, o foco do curso foi mostrar como deve ser feita a regulamentação da rede de produção orgânica e a garantia da qualidade. “A identificação do produto é importante tanto para o produtor quanto para o consumidor”, afirmou.

Roberto destacou que a certificação ainda não era regulamentada pelo Estado, mas que, com as duas instruções normativas publicadas recentemente, (uma em dezembro de 2008 e outra em maio de 2009) ela pode ser obtida. Esse curso esclareceu os processos de identificação da produção orgânica”, disse.

Os mecanismos de garantia da qualidade orgânica abordados foram: certificação por auditoria, os Sistemas Participativos de Garantia (SPG) e a venda direta por agricultores familiares sem certificação. No caso dos dois primeiros, os produtos terão direito a um selo que é oficial no País e que o tornará conhecido, após ser aprovado pelo processo de certificação de qualidade enquanto produto orgânico.

De acordo com o Chefe Adjunto de Comunicação e Negócios da Embrapa Clima Temperado, João Carlos Costa Gomes, que esteve presente durante a abertura do evento, os avanços da agricultura familiar e da agroecologia foram responsáveis pelas mudanças e pela implantação de políticas públicas e normativas na área de certificação. “A relação da sociedade com a natureza está se perdendo tanto que, daqui a algum tempo, não saberemos o que estamos comendo. Desta forma, o alimento orgânico procura resgatar um pouco desta relação”, diz Costa.

Segundo o pesquisador da Unidade e coordenador do curso, Carlos Alberto Medeiros, reunir as pessoas interessadas no assunto na Sede da Embrapa Clima Temperado,unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento  tem um valor importante, pois remete aos trabalhos de pesquisa desenvolvidos pela instituição. “A demanda de agricultores e de técnicos que trabalham com sistemas de produção orgânica, por informações sobre como funcionam as normas de certificação é muito grande, principalmente porque elas só foram editadas recentemente”,  finaliza Medeiros.

Texto Vida Sustentável com informações da  Assessoria de Comunicação da Embrapa.

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