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Transgênicos e vegetarianismo marcam último dia de feiras orgânicas em São Paulo

 

Palestras fora concorridas

Palestras fora concorridas

 Os prejuízos dos alimentos geneticamente modificados em relação aos orgânicos, foi um dos temas que atraiu a atenção do participantes das feiras Bio Brazil Fair e Naturaltech que encerraram neste domingo (26),  no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. Somente no último dia foram 25 palestras, com muitas pessoas circulando pelas dezenas de estandes de produtos naturais e orgânicos.
 
O representante da ONG Greenpeace Rafael da Cruz, abordou o conceito de transgênicos e destacou que os três alimentos geneticamente modificados produzidos no Brasil são soja, milho e algodão. Mostrou, ainda, a importância da lei de rotulagem para que o consumidor possa escolher adequadamente seu alimento e encerrou sua palestra falando na Lei de Biossegurança, que regulamenta o setor de transgênicos no país.

José Estafno Bassit, da Editora Alaúde, falou sobre o tema Alimento Orgânico: Modismo ou Necessidade? O editor destacou os benefícios que os alimentos orgânicos representam para a saúde das pessoas e enfatizou: “Esse tipo de alimento proporciona consumidores e trabalhadores saudáveis e felizes”.  A Alaúde possui em sua linha editorial muitas publicações sobre alimentos naturais e orgânicos.

Salão Vegetariano

Em uma sala próxima, em palestra no 2º Salão Vegetariano, a nutricionista esportiva Priscila Di Ciero abordava a importância da alimentação vegetariana. Fundadora do Instituto Nina Rosa, a nutricionista discorreu sobre o seu percurso de vida em prol dos animais. “Nosso estilo de vida”, argumentou, “envolve, também, a nossa alimentação, o que vai determinar o desenvolvimento – ou não – de doenças. O que aumenta o risco de câncer é uma alimentação desequilibrada e a ingestão de alimentos de origem animal.

Em seguida, a própria Nina Rosa, fundadora do Instituto que leva seu nome, explicou aos presentes como foi sua trajetória até a criação da organização, que desde 2000 atua voluntariamente promovendo conhecimento sobre defesa animal, consumo sem crueldade e vegetarianismo. “Já trabalhei com moda, fui modelo fotográfico, mas só me senti preenchida quando descobri a minha verdade”, disse Nina.

Vegetarianismo por ética

Outro tema que sempre suscita dúvidas é sobre nutrição e câncer. E foi falando sobre essa questão que o médico Eric Slywitch, especialista em nutrição e nutrologia, apresentou pesquisas e trabalhos acerca da alimentação onívora e vegetariana. Segundo ele, a maior parte de seus pacientes vegetarianos adotaram essa dieta por ética. “Carnes e derivados de animais aumentam o nível de insulina, substância que está diretamente ligada ao câncer de mama, colo, reto e próstata. Estar acima do peso também contribui para diversas doenças e vários tipos de câncer”, complementou.

Em uma das últimas palestras do evento, o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rogério Dias, disse que tem sido grande a procura sobre a lei que trata da simplicação dos insumos, apresentada pelo presidente Lula, na quinta-feira (23), durante a abertura das feiras, quando assinou o Decreto número 6.913.

O Mapa estima que o setor de orgânicos reúna atualmente 15 mil produtores, em uma  área de aproximadamente 800 mil hectares. De acordo com o Decreto, o setor de agroecologia do Mapa irá coordenar o processo em que os insumos registrados receberão a denominação de Produtos Fitossanitários Aprovados para a Agricultura Orgânica.

Segundo Rogério Dias, as especificações serão estabelecidas com base em informações, testes e estudos agronômicos, toxicológicos e ambientais realizados por instituições públicas ou privadas de ensino, assistência técnica e pesquisa.

Redação de Vida Sustentável, com informações de Primeira Página.

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