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MS incentiva a criação de políticas de alimentação saudável

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O consumo de frutas e hortaliças no Brasil é apenas um terço do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que seria de 400 gramas por dia. Além disso, avaliação feita pelo Ministério da Saúde em 14 mil crianças entre dois e cinco anos atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 2008, aponta que apenas 25,2% delas consomem frutas entre cinco e sete vezes por semana. Por outro lado, o consumo diário de bebidas adicionadas de mel, açúcar, rapadura corresponde a 47,9% nessa faixa etária.

A situação é ainda mais grave no caso de crianças entre cinco e dez anos, quando elas começam a decidir o que gostariam de comer. De um total de 15 mil crianças entrevistadas nessa faixa etária, 38,3% informaram consumir frutas diariamente. Enquanto que 26,6% afirmaram que balas, biscoitos recheados, chocolates e outros doces fazem parte das suas dietas entre cinco e sete vezes na semana.

Durante a abertura do 5º Congresso Panamericano de Incentivo ao Consumo de Frutas e Hortaliças, a coordenadora da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcellos, afirmou que esses dados corroboram a necessidade de o país traçar estratégias para incentivar a alimentação saudável. “Diferentes estudos nacionais e internacionais demonstram que um consumo adequado de frutas e hortaliças reduz o número de doenças crônicas”, avaliou. Segundo a OMS, o consumo insuficiente de frutas e hortaliças contribui, anualmente, para 2,7 milhões de mortes e por 31% das doenças isquêmicas do coração, 11% das doenças cérebro-vasculares e 19% dos cânceres gastrointestinais ocorridos em todo o mundo.

Articulado pelo Ministério da Saúde em parceria com outros órgãos federais e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o encontro segue até o dia 24 e busca traças estratégias que ajudem a aumentar o consumo de frutas e hortaliças no Brasil e em outros países do continente americano.
POLÍTICA AGRESSIVA – Para o presidente do Instituto de Nutrição e Tecnologia de Alimentos do Chile, Fernando Vio, é necessária uma política pública agressiva para que, desde a infância, as frutas e hortaliças estejam no cardápio. “É evidente o benefício não apenas para a saúde, mas também para a economia, tanto para pequenos produtores como para o comércio”, destaca. No Chile, apenas metade da população come, pelo menos, cinco vezes porções de frutas e verduras por dia, ou 400 gramas, conforme recomendado pela OMS.

Já o representante da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), Enrique Jacoby, considera positivo o fato de, nos últimos anos, o poder público ter dado mais atenção para o marketing de alimentos, inclusive de baixa qualidade. “Isso gera resultados positivos. É importante haver recomendações para restrição de políticas que favorecem esse tipo de alimentação”, diz Jacoby.

RISCOS – A coordenadora Ana Beatriz Vasconcellos ressalta a necessidade de estratégias intersetoriais que possam potencializar o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras. Entre as áreas no Brasil que deverão ser reforçadas estão o setor agrícola, inclusive a agricultura familiar, visando ao aumento da oferta desses produtos e o resgate de hábitos alimentares saudáveis. “Sabemos que ações educativas e informativas, que acontecem no ambiente da saúde e da educação, por si só não fazem toda a reversão. Precisamos aliá-las a estratégias do setor produtivo, abastecimento, preços e facilidade de acesso, entre outras iniciativas”, diz a coordenadora.

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, 15,7% dos adultos consomem a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela OMS, que é de cinco porções em cinco ou mais dias da semana. Esse índice é quase três vezes maior que o de 2006, quando 5,6% dos adultos seguiam a recomendação.

SERVIÇO:

5º Congresso Pan-Americano de Incentivo ao Consumo de Frutas e Hortaliças
Data: entre os dias 21 e 24 de setembro.
Endereço: Hotel Nacional, em Brasília (DF)

Fonte: Ascom/Ministério da Saúde.

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