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Produção ecologicamente correta é tema principal do Congresso Latino-americano de Agroecologia

Produtação de morangos orgânicos de Tijucas do Sul (PR). Foto:SEAB.

Produção de morangos orgânicos de Tijucas do Sul (PR). Foto:SEAB.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos apresentará no 6º Congresso Brasileiro de Agroecologia e 2º Congresso Latino-americano de Agroecologia, programas que permitam geração de renda para o agricultor, a baixo custo, mas que também protejam o meio ambiente. Os eventos acontecerão de 9 a 12 de novembro, em Curitiba, e está prevista a participação de 3 mil pessoas entre professores, alunos, cientistas, estudantes, agricultores, consumidores e técnicos.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, serão apresentados os resultados alcançados na construção de 69 módulos agroecológicos, por meio do Projeto Paraná Biodiversidade, que atendem mil famílias de agricultores das regiões dos corredores de biodiversidade que são Araucária, Iguaçu-Paraná e Cauiá-Ilha Grande. “A segurança alimentar deve passar por cultivos cada vez mais ecologicamente corretos”, disse.

A proposta dos módulos é converter a agricultura tradicional por sistemas produtivos com baixo impacto à fauna e à flora local. O trabalho inclui, por exemplo, a introdução de espécies nativas de plantas para auxiliar no controle de pragas. Nos módulos, técnicos da Emater, Secretaria da Agricultura, Meio Ambiente e Instituto Ambiental do Paraná capacitam agricultores, professores, líderes locais e universitários para divulgar técnicas agroecológicas.

Segundo Rasca, os agricultores que vivem próximos aos Corredores estão aptos a produzir alimentos usando técnicas agrícolas de menor impacto ao meio ambiente.

Para o coordenador de agroecologia da Secretaria. Ênio Goss, esse método é o melhor modelo de produção agrícola, uma vez que é economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. “A agroecologia nada mais é do que imitar a produção, só que dentro dos módulos naturais, beneficiando a todos”, afirmou. O Congresso pretende gravar a forte diferença entre a agroeconomia que visa o lucro dos agricultores e da agroecologia que propõe apenas benefícios para o produtor.

Além dos módulos agroecológicos, a Secretaria do Meio Ambiente também apresentará material de educação ambiental direcionado aos agricultores e até mesmo a produção de um DVD com receitas e orientações para o reaproveitamento de alimentos.

O Paraná é o principal produtor de produtos orgânicos do Brasil, em números de agricultores. A produção está centrada em propriedades familiares, com área média de 2,4 hectares, ao contrário de outros estados, onde grandes proprietários também já adotaram o sistema agroecológico.

A produção sem insumos químicos gera 15 mil empregos diretos no Paraná e é diversificada. Entre as produções orgânicas estão a soja, hortaliças, frutas, erva-mate, café, milho, feijão e açúcar mascavo.

Uma demonstração do interesse crescente em torno da Agroecologia no Brasil e na América Latina é o número de trabalhos inscritos no congresso, considerado surpreendente. Foram inscritos 1.500 trabalhos, que irão discutir, entre outros assuntos, as alternativas disponíveis para aumentar a produção de alimentos com menos dependência de pacotes tecnológicos, como insumos químicos e agrotóxicos, e com menos agressão ao meio ambiente.

Eixos – De acordo com o pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná e coordenador da Comissão Técnico e Cientifica, que está fazendo a avaliação dos trabalhos inscritos, Moacir Darolt, o evento está sendo organizado conforme grandes eixos temáticos. Entre eles está a segurança alimentar, agrotóxicos, transgênicos, agricultura convencional e transgênica, agroenergia, aquecimento global, saúde, comercialização, e mutações de vírus, que resultaram no que estamos vendo hoje que é essa pandemia de gripe suína.

O evento também abre espaços para o 1º Encontro Nacional de Grupos de Estudantes de Agroecologia, e do seminário que vai privilegiar os relatos das experiências de agricultores.

Na avaliação do secretário Rasca Rodrigues, o governo deve rever a postura porque a sociedade brasileira não pode ficar na dependência de sistemas de produção não sustentáveis. “Estamos num momento de ter uma postura política para essa área com mais responsabilidade”, disse.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná.

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