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Agricultura orgânica e turismo rural incrementam renda de 300 famílias

Qualidade de Vida: do fumo com agrotóxicos para o alimentos orgânico

Qualidade de Vida: do fumo com agrotóxicos para o alimentos orgânico

Quem vê a jovem agricultora Lucilene Assing,  24 anos, falar com alegria dos produtos que sua família e mais outras 290 famílias produzem de forma agroecológica não imagina que há 18 anos a estória era diferente.  Lucilene passou a infância vendo os pais trabalhando na lavoura de fumo e adoecerem com o uso de agrotóxicos.

A família resolveu mudar de atividade e largar a fumicultura de vez. Depois de passar por várias atividades conheceram a agricultura orgânica. Foi assim que nasceu, em 1996, a Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), que participa do Brasil Rural Contemporâneo – VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, no Rio de Janeiro. Grande parte dos integrantes da associação também eram ex-produtores de fumo.

O antigo galpão da família Assing para armazenar fumo virou um restaurante rústico onde hoje são servidas comidas tipicamente rurais produzidas pela mãe de Lucilene. A estufa que secava as folhas de fumo foi transformada em uma pequena pousada para a prática do turismo rural.

A Associação trouxe para o Brasil Rural Contemporâneo uma variedade de produtos como melado, açúcar mascavo, cachaça, mel, conservas de cenoura, cebola, vagem, doces de frutas típicas da região catarinense como uva, butiá, morango e physalis, que tem um gosto semelhante ao do damasco.

Lucilene conta que o trabalho é árduo mais  que “valeu a pena largar a fumicultura”. Todos os produtos da Agreco têm certificado de orgânico. Para a implantação da agroindústria de sua família, a jovem agricultora explica que seu pai acessou os créditos rurais do Pronaf e, agora, acessou o financiamento para a construção de um alambique.

Diversificando a atividade

Não bastasse a produção de orgânicos, o pai de Lucilene e outras 179 famílias decidiram diversificar a atividade para gerar mais renda. A aposta foi no agroturismo, também conhecido como turismo rural. Juntos, estas famílias criaram o Acolhida na Colônia, que alia agricultura familiar e turismo ecológico.

Cada propriedade rural oferece aos turistas uma opção, seja uma caminhada ecológica, uma estadia em pousada para vivenciar o clima do campo ou mesmo um café ou almoço colonial, com comidas regionais produzidas pelos próprios agricultores. Para conhecer o Acolhida na Colônia acesse: www.acolhida.com.br.

Por Palova Brito, da Feira Brasil Rural Contemporâneo.

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