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Naturais da Amazônia, de Belém, alia sustentabilidade, geração de renda e bons negócios

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Empresa que produz cosméticos 100% naturais é a única expositora que mantém parceria para desenvolvimento das comunidades extrativistas fornecedoras de matéria-prima

Há nove anos, a família do catarinense Arnoldo Luchtenberg se estabeleceu em Belém (PA) para produzir óleos, cremes, sabonetes 100% naturais. Era o início de uma aventura que resultou na empresa de cosméticos Naturais da Amazônia, única empresa da região Norte participante da Biofach-ExpoSustentat 2009, que tem como fornecedoras centenas de comunidades extrativistas com as quais mantém um sistema de parceria.

Durante a 7ª edição da Biofach, uma das maiores feiras de negócios sustentáveis do mundo e a maior da América Latina, que iniciou nesta quarta-feira (28), em São Paulo, a Naturais da Amazônia mostra como fez deste sistema de parceria – determinante para o desenvolvimento socioambiental de centenas de comunidades extrativistas da floresta amazônica -, baseada no comércio justo e cadeia produtiva limpa, os pilares de seu sucesso.

 

O estande da empresa está na Sala Andes Amazônica, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente para promoção de produtos e serviços sustentáveis que tem por objetivo melhorar as condições de vida dos habitantes das regiões Andina e Amazônica. Os produtos comercializados pela Naturais não levam aditivos químicos e possuem qualidade superior graças ao processo de seleção das sementes e ao manuseio do produto final realizado pelas comunidades.

Lá, a Naturais da Amazônia faz o lançamento de uma nova unidade de negócios da empresa focada no fornecimento de matéria-prima para indústria cosmética. A empresa também recebe distribuidores de todo o país e participar da rodada de negócios promovida pela Fiesp-Invent.
Um pouco de história

No início de sua história, a Naturais adquiria insumos de atravessadores, mas o sonho de Arnoldo Luchtenberg era que a empresa ajudasse a fomentar o desenvolvimento sustentável das famílias extrativistas e a preservação da Amazônia. Para conseguir isso, entrou na floresta para conhecer como viviam centenas de comunidades nos recantos mais remotos da Amazônia, ganhou a confiança delas e as ensinou a utilizar o equipamento criado pela própria Naturais da Amazônia para transformar sementes em óleos e manteigas dentro da própria comunidade.

O maquinário, financiado por instituições como a Caritas, o Governo do Pará, entidades européias, permitiu que produtos amazônicos como andiroba, babaçu, buriti, pracachy, castanha do Pará, semente de maracujá, patoá, copaíba, murumuru, ucuuba, cupuaçu e bacuri ganhassem valor agregado. A figura do atravessador deixou de existir já que a empresa garante 100% da comercialização da produção que hoje envolve 139 comunidades extrativistas localizadas na floresta dos estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre e Bolívia. Em contrapartida, as comunidades garantem a preservação da floresta amazônica.

Hoje, a cadeia produtiva que resulta na linha de produtos comercializada pela Naturais possui a certificação orgânica e ecossocial. Além da capacitação para produção, a empresa também estimula a criação de pequenas associações com objetivo de ensinar gestão em empreendimentos comunitários e de preservação da Amazônia. O lixo orgânico, resultado do processamento das oleaginosas também é fonte de riqueza, sendo reaproveitado pela comunidade como adubo orgânico. “O nosso projeto permite que essas comunidades consigam se sustentar, manter suas tradições, com prosperidade econômica e a responsabilidade de preservar a floresta”, conclui Luchtenberg.

Vida Sustentável, com informações da Ex-Libris Comunicação Integrada.

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