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Biodiversidade é destaque em exposição e debates sobre Agroecologia

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Livros, revistas, fitoterápicos e sementes de espécies nativas, adequadas para cada região do Estado, integram a exposição da Biodiversidade. A mostra pode ser conferida até o final da tarde desta quinta-feira, 10, no Vestíbulo Nobre da Assembleia Legislativa, quando encerra o o X Seminário Internacional e o XI Seminário Estadual sobre Agroecologia, que acontece no Auditório Dante Barone, com o tema Produzindo sem degradar.

Pesquisa em agroecologia: desafios e possibilidades é o subtema abordado na manhã desta quinta-feira. A sensibilidade agroecológica dos docentes do Centro de Ciências Rurais da UFSM, de Santa Maria, foi destacada pelo professor Danilo Rheinheimer dos Santos, na palestra sobre CCR: portador de experiências agroecológicas e interação com a sociedade. Segundo informou, em todos os programas de Pós-Graduação em Agronomia do país há docentes pesquisando algo alternativo. “Calculamos que mais de 30% dos docentes têm sensibilidade agroecológica e outros 30% estão perdidos”, calcula Santos.

Nos cursos de extensão da UFSM, o foco é a agricultura familiar. “Na agronomia, a ecologia é forte. Na disciplina de ciência do solo, predomina a biologia. Na zootecnia, os focos são o campo nativo, o Bioma Pampa e o pastoreio rotativo voisin”, cita Santos. Ele enumera ainda a especialização em Agricultura Familiar Camponesa e Educação no Campo e a pós-graduação em Agrobiologia. “Como instituição de ensino, somos referência por estarmos em transição para temas agroecológicos”, afirma Santos, ao observar a necessidade de fortalecer a pesquisa participativa e de encontrar alternativas mais ecológicas de produção. “No CCR, há possibilidades emergentes”.

TRANSIÇÕES
A Construção do conhecimento agroecológico na Embrapa foi abordada por Ynaiá Bueno, da Embrapa Transferência de Tecnologia, de Brasília (DF). Ela explanou sobre as diferenças de enfoque, entre a agricultura familiar, que integra homem-natureza, utiliza recursos locais e policultiva, e o agronegócio, que utiliza insumos externos, produz monoculturas e mantém a postura tecnológica.

Para Ynaiá, a questões sociais e políticas são fundamentais para a agroecologia estar vinculada a esse avanço da Embrapa, cuja transição está embutida até mesmo na missão da empresa. “A mudança não é só institucional. Ela precisa ser pessoal, na forma de agir das pessoas, e includente, respeitando e aceitando as diferenças”, afirma. “Já nas instituições, a agroecologia deve estar na gestão estratégica, no perfil dos técnicos e nas relações de parceria”, observa Ynaiá.

BIODIVERSIDADE
“A conservação da biodiversidade tem, como desafio, a preservação de sementes crioulas”. A afirmação é de André Ferreira, presidente da União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu (Unaic), que palestrou sobre A Experimentação participativa como modelo de pesquisa do e para o agricultor.

Ferreira analisou a história da Unaic, desde sua criação, em 1988. “Em 1994, iniciamos o trabalho de pesquisa e conservação de sementes crioulas e, em 2002, conquistamos a primeira unidade de Beneficiamento de Sementes, administrada por agricultores familiares”, destaca, ao afirmar que essa unidade é um marco para a instituição que encerrou no último domingo, 6 de dezembro, a quarta edição da Feira Estadual de Sementes Crioulas.

Extensão e Pesquisa – Um olhar da Extensão Rural Oficial, por Pedro Boff, da Epagri (SC) foi a palestra que encerrou a manhã de Seminários. “Na natureza precisamos aceitar os acordos de convivência, pois assim como temos uma herança biológica, temos uma herança cultural”, diz Boff, ao afirmar a existência de relaçõesa de troca. “A agroecologia é um meio de entender a natureza e construir a sociedade. Nesta ciência, há uma liberdade de expressão cultural. Por isso é possível essa construção”, salienta.

À tarde, a palestra de encerramento do evento será As dimensões política, ética e espiritual da agroecologia, pela geóloga e coordenadora do Núcleo Amigos da Terra (NAT – Brasil), Lúcia Ortiz. Ela vai falar sobre Agroecologia: resfriando o planeta no contexto da crise ética e climática. Haverá ainda debate, pronunciamentos finais e o encerramento, previsto para às 16h30, com a aprovação da Carta Agroecológica de Porto Alegre 2009.

O evento integra as Frentes Programáticas Assistência Técnica e Extensão Rural, Responsabilidade Ambiental, Inclusão Social e Cidadania e Alimentos Para Todos, desenvolvidas pela Emater/RS-Ascar em consonância com os Programas Estruturantes do Governo do Estado, ambos realizadores do evento, ao lado da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Texto da jornalista Adriane Bertoglio Rodriguesi da Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar.

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