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Feira em Canguçu preserva sementes crioulas

Agricultor de Morro Redondo, Adolfo Noremberg, valoriza o conhecimento contido na sementes crioulas (Foto: Emater/RS-Ascar - Regional Pelotas)

Agricultor de Morro Redondo, Adolfo Noremberg, valoriza o conhecimento contido na sementes crioulas (Foto: Emater/RS-Ascar - Regional Pelotas)

Solicitar essa imagem em alta resoluçãoPor tirarem delas o sustento da família, os agricultores reconhecem a importância de se preservar o conhecimento, a tecnologia popular e a história contidas nas sementes crioulas. Prova disso foi a expressiva participação e engajamento na 4ª Feira Estadual de Sementes Crioulas e Tecnologias Populares, que reuniu produtores e representantes de entidades ligadas ao setor de todo o Rio Grande do Sul, durante este final de semana (05 e 06/12), no Ginásio de Esportes Conrado Ernani Beto, em Canguçu.

A Feira, este ano, teve como tema o Bioma Pampa e buscou divulgar a importância de se conservar a biodiversidade, em especial as sementes crioulas e a sustentabilidade na agricultura familiar.

“Só assim poderemos garantir a segurança alimentar das pessoas, hoje e das futuras gerações”, frisa a assistente técnica regional da Emater/RS-Ascar, Cléria Jacondino. O presidente da Unaic, André dos Santos, ressalta que a preservação da biodiversidade é fundamental para manter o equilíbrio de todo o sistema. “Precisamos avaliar e buscar alternativas para que nossos filhos e netos possam encontrar animais e plantas únicos do Bioma Pampa em seu habitat natural”.

Aos 65 anos, o agricultor de Morro Redondo, Adolfo Noremberg, é um exemplo de homem engajado nesta valorização do conhecimento contido nas sementes crioulas. Ele não se importa em deixar sua casa no final de semana para participar de todas as feiras para as quais é convidado pela equipe da Emater/RS-Ascar de seu município, e desta vez não foi diferente. Noremberg, que levou suas sementes crioulas de milho e feijão para apresentar aos visitantes da Feira de Canguçu, conta que a valorização deste produto começou já na infância, fruto das lições transmitidas por seu pai. “Muitos acham difícil cultivar sementes crioulas, mas é preciso manter esta produção”, argumenta.

Além da preservação e valorização das sementes crioulas e das tecnologias populares, a Feira também oportuniza a geração de renda para os moradores do meio rural, já que promove a comercialização de artesanato e produtos da agroindústria – dos 200 estandes montados no Ginásio Conrado Ernani Bento, 68 são dedicados ao artesanato e 24 a produtos da agroindústria. Para atrair ainda mais visitantes, a programação inclui ainda palestras, debates, oficinas e apresentações artísticas.

A realização do evento é da União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu (Unaic), com apoio da Prefeitura, Câmara, Embrapa Clima Temperado, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Emater/RS-Ascar, que apóia o evento baseada na Frente Programática Alimentos para Todos, executada de acordo com os Programa Estrturantes do Governo do Estado.

Fonte: Jornalista Patrícia Strelow, assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Pelotas.

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