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Integração entre cultura e ambiente é defendida em evento sobre Agroecologia

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Legislação ambiental, viver bem em integração com a natureza, plantas alimentícias não convencionais foram os assuntos tratados na tarde desta quarta-feira, 9, durante o X Seminário Internacional e XI Estadual sobre Agroecologia, que acontece no Auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa. O evento, que tem como tema Produzindo sem degradar, acontece até amanhã, quinta-feira, 10, com o lançamento da Carta Agroecológica de Porto Alegre.

Com o subtema Cultivando respeito cultural e ambiental, Frei Sergio Görgen, do Movimento dos Pequenos Agricultures (MPA), analisou a Legislação ambiental, agricultura familiar e proteção da biodiversidade. Para ele, é necessário conciliar agricultura e floresta, pois o modelo de produção adotado no país não é adequado, o que gera novas crises ambientais. “Todos temos responsabilidades pelo modelo que foi implantado aqui e temos que fazer algo. É viável e melhor produzir alimentos ecológicos”, salientou.

No caso da Reserva Legal, Görgen defende a adequação das áreas já consolidadas, como as regiões de parreirais, a partir das mudanças do Código Florestal, cujas propostas estão tramitando no Congresso Nacional e, no RS, sendo analisado o projeto de lei que unifica a legislação ambiental.

CURIOSIDADES

Sobre Plantas alimentícias não convencionais: potencial e cultivos agroecológicos, Valdely Ferreira Kinupp, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), de Manaus (AM), apresentou diversas pontencialidades de plantas nativas, com potencial comercial, “interessantes de comer”, diz. Para ele, que tem tese de mestrado na Ufrgs sobre essas produções, falta políticas públicas que difundam as propriedades de plantas como o jaracatiá, o pepino silvestre, o picão-branco e o caruru, “dos quais se pode fazer sucos, geleias e até sorvete”, sugere Kinupp. “A planta tem que ter produção, pois não se pode comer o que não tem”, diz.

Kinupp enumerou, somente da Região Metropolitana de Porto Alegre, a existência de 153 espécies de frutas, 66 de flores, 150 de hortaliças e 130 de ervas, “todas comestíveis”. Para ele, a falta de conhecimento está atrelada ao não uso e à não produção desses alimentos.

Viver bem, com segurança alimentar foi a palestra apresentada pelo agricultor Jurandi Anunciação de Oliveira, de Boa Vista do Canal de Cafarnaum (BA). Ele destacou a diversidade de sua propriedade, na Caatinga, incluindo a produção de mel e de cabra. “Acredito que com um bom trabalho e algo de concreto para se mostrar a gente pode mudar a situação. Hoje eu produzo mel na Caatinga, o que dá uma boa renda por ano”, comemora.

Sistema de conformidade orgânica – Na mesma tarde também foi feita a apresentação do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica. De acordo com o agrônomo Mário Gerber, da Emater/RS-Ascar, existe três mecanismos de controle da qualidade de orgânicos, através de auditoria, por Sistema Participativo e via Controle Social. “As pessoas estabelecerão uma relação de confiança mútua para validar a qualidade de orgânico dos alimentos, o que dará maior segurança aos consumidores”, avalia Gerber.

O prazo para o cadastro dos produtores vai até o próximo dia 28 de dezembro. Cinco Ministérios estão discutindo a prorrogação. No entanto, o superintendente federal do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, Francisco Signor, salientou que, mesmo que o prazo não seja estendido, é importante que todos busquem se adequar à legislação para cumprir as normas. No local, representantes dos municípios integrantes da Organização Encosta da Serra-Sul (OES-Sul) fizeram a entrega simbólica de documentação a Signor. A organização é composta por 42 produtores da Região que querem fazer o cadastro como produtor orgânico junto ao Ministério da Agricultura.

Os Seminários integram as Frentes Programáticas Assistência Técnica e Extensão Rural, Responsabilidade Ambiental, Inclusão Social e Cidadania e Alimentos Para Todos, desenvolvidas pela Emater/RS-Ascar em consonância com os Programas Estruturantes do Governo do Estado, ambos realizadores do evento, ao lado da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Texto das jornalistas Adriane Bertoglio Rodrigues e Carine Massierer Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar.

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