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Agricultores familiares negociam U$ 1 mi na BioFach 2010

Cooperativistas visitam a Biofach

As 15 cooperativas presentes no estande do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na BioFach 2010 conseguiram o melhor desempenho comercial desde que o Ministério começou a apoiar a participação de empreendimentos da agricultura familiar no evento. A feira é a maior de produtos orgânicos do mundo e teve este ano a sua oitava edição, de 17 a 20 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha. 

Segundo o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF/MDA), Arnoldo de Campos, foram fechados negócios de US$ 1,04 milhão diretamente na feira. Outros US$ 3,85 foram abertos durante a BioFach e, se fechados, poderão gerar até US$ 4,9 milhões em negócios decorrentes da participação na feira. Em 2009, os negócios fechados diretamente na BioFach ou decorrentes dela somaram US$ 1,3 milhão. Ao final de 2010, os negócios deverão ser pelo menos 100% maiores do que no ano anterior, destaca Campos.

O MDA tem promovido a participação de cooperativas de agricultores familiares na BioFach desde 2003. Este ano, foi reunida a maior delegação, com 15 cooperativas. No ano anterior, foram nove empreendimentos.

A agricultura familiar levou para a feira produtos como castanha-do-brasil, castanha de caju, cacau, guaraná, café, açúcar mascavo, melado, mel, cachaça, licores e caipirinha, derivados de umbu, manga, maracujá, morango, tangerina, entre outras frutas, plantas medicinais e aromáticas, erva mate, entre outros produtos.

Visitaram o estande do MDA, 244 empresas, representantes de 53 países. Entre as mais interessadas destacam-se as empresas da Alemanha (56), Brasil (33), França (22), Itália (13), Estados Unidos (8), Holanda (8), Suíça (7), Bélgica (6) e Espanha (5). Entre as novidades este ano, a visita de empresários da China (5), Austrália (5), Israel (5) e Turquia (4). Países como Irã, Arábia Saudita, Armênia, Sérvia, República Tcheca, Índia, Espanha, Malásia, entre outros, também visitaram o espaço brasileiro.

De acordo com o diretor do MDA, o Brasil compareceu com produtos de qualidade, diferenciados, com características muito peculiares e com forte apelo social e ambiental, requisitos muito valorizados no mercado de produtos orgânicos internacional.

A seleção dos participantes foi feita por meio de chamada púbica em 2009 e teve, entre os critérios de escolha, ser um empreendimento da agricultura familiar, ter capacidade exportadora e certificação orgânica internacional. Entre os negócios já realizados ou abertos na feira deste ano, as cooperativas da região Sul responderam por 47%, seguidas pelas do Nordeste, com 34%. As do Norte representaram 11% do total e as cooperativas do Centro-Oeste 8%.

Comércio Justo

A feira marcou, também, a aproximação entre a produção orgânica e o comércio justo. Pela primeira vez, a BioFach abriu espaço para empreendimentos do Fair Trade (comércio justo) para que apresentassem suas mercadorias em local privilegiado e de grande circulação.

Há uma tendência clara de valorização de requisitos sociais e ambientais no mesmo produto. Nesse sentido, o Brasil também estava representado, tendo vários empreendimentos com os dois certificados, tanto o de orgânicos como o de comércio justo, ambos com reconhecimento internacional, explica Campos.

Seminário

O MDA realizou, ainda, um seminário sobre a produção orgânica e sustentável no Brasil, um dia antes do início da BioFach 2010, intitulado Brazilian Family Farming – Brazilian Social Footprint. O objetivo era divulgar os produtos da agricultura familiar brasileira, dos povos e comunidades tradicionais e da nossa biodiversidade, além de apresentar as oportunidades de parceria com potenciais investidores.

A Copa do Mundo de Futebol de 2014 foi um dos temas dos painéis do seminário, uma vez que o Brasil se prepara para ter como um dos motes da Copa o tema Sustentabilidade. Segundo o diretor do MDA, está sendo articulando uma força-tarefa nacional e internacional para fazer com que este grande evento seja também uma grande oportunidade para os negócios sustentáveis, como a produção orgânica e dos produtos da biodiversidade.

Participaram do seminário empresas compradoras internacionais, prestadores de serviço do mundo orgânico e brasileiros presentes na BioFach. O embaixador do Brasil na Alemanha, o Luiz Eduardo Gonçalves, foi um dos palestrantes e encerrou a programação do seminário com informações sobre a atuação dos dois países (Brasil e Alemanha) nos temas relacionados ao comércio e ao Meio Ambiente.

Fonte: Portal MDA.

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