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Quem ganha com o fim do monitoramento de transgênicos?


Ontem (5), o Ministério Público Federal protocolou uma recomendação à CTNBio (responsável pela análise de transgênicos no Brasil). E o que o MPF recomendou? “Não acabe com o monitoramento pós liberação comercial”.

O fim do monitoramento, loucura anunciada uma semana antes da reunião de dezembro da CTNBio, foi criticada pelos poucos membros com bom senso na comissão, repudiada pelas organizações da sociedade civil, e bastante debatida na imprensa. Seu maior defensor era Walter Colli, presidente da comissão.

Mas quem ganha com o fim deste monitoramento?

– As empresas, que estariam isentas da responsabilidade de fazer testes de médio e longo prazo.

E quem perde?

– Os consumidores brasileiros, que passariam a comer alimentos transgênicos sem garantia de testes de segurança;

– Os produtores rurais brasileiros, pois potenciais efeitos maléficos dos transgênicos para a produção  não seriam diagnosticados;

– O meio ambiente, que seria entregue à própria sorte depois que cientistas pretensiosos soltassem transgênicos e virassem as costas;

– O Brasil, pois retrocederia em direitos básicos assegurados na Constituição, no Código de Defesa do Consumidor, e na Lei de Biossegurança. Além disso, nosso País desrespeitaria comprimossos assumidos no âmbito da Convenção Internacional sobre Diversidade Biológica.

Os debates acalorados nas últimas reuniões da CTNBio em 2009 (e também últimas reuniões do Sr. Colli), mostraram que ele era o único a defender com unhas e dentes a proposta. Outros radicais dos transgênicos, geralmente duros nas defesas de absurdos, estiveram tímidos.

Agora, com um parecer tão forte e explícito do Ministério Público, nos perguntamos “quem vai continuar a defender esta proposta na CTNBio?” A resposta pode vir na próxima semana, quando a comissão faz sua primeira reunião do ano.

O grande vencedor da proposta, por enquanto, é Walter Colli. Hoje ele se despede da presidência da CTNBio, e cai nos braços abertos no mercado. Ele se consagrou como o grande defensor dos interesses da indústria, em uma comissão que deveria presar pelo interesse público, e deixou uma bomba para o próximo presidente.

Fonte: Greenblob (Blog do Greenpeace).

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