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Centro Paranaense de Referência em Agroecologia apoia pequeno agricultor

Centro Paranaense de Referência em Agroecologia apoia pequeno agricultor (Foto: Arnaldo Alves/AENotícias)

O anseio da sociedade pelo consumo de alimentos mais saudáveis e livres de agrotóxicos levou o Governo do Paraná a investir na estruturação de um local de pesquisa, ensino e extensão em agroecologia. Foi assim que surgiu, há quatro anos, o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), uma empresa vinculada à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento que funciona em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba).

O diretor-presidente do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia, Airton Dieguez Brisolla, apresentou as principais atividades da autarquia na Escola de Governo desta terça-feira (23). “Trabalhamos em duas vertentes: agricultura e alimentação mais saudável, com proteção ao meio ambiente e responsabilidade social”, disse Airton Brizola.

Segundo o presidente do CPRA, “o Paraná tornou-se referência em pesquisa, extensão e produção agroecológica, não só para os demais Estados brasileiros, como para outros países”. “As ações desenvolvidas pelos técnicos, em parceria com os produtores, associações, estudantes e instituições de ensino agrícola têm se mostrado como ponto de referência no respeito às condições ambientais”, explicou Brisolla. O público preferencial de atendimento das atividades do CPRA é a agricultura familiar.

O diretor-adjunto do CPRA, Filipe Braga Farhat, lembrou do intercâmbio e trocas de experiências no modo de produção agroecológica feitas no Estado, e que já “estão efetivamente mostrando seus resultados”. “A agroecologia é a integração de vários conhecimentos, sejam ambientais, culturais, agrícolas, técnicos entre outros”, disse Farhat, destacando algumas destas ações, como a desenvolvida no Vale do Ribeira, onde estudantes das universidades participaram de várias atividades junto às comunidades locais.

Entre os programas desenvolvidos no CPRA estão o desenvolvimento da olericultura orgânica, plantas medicinais, fruticultura orgânica, a produção ecológica de leite, ovinocultura e caprinocultura de corte, preservação do material genético, trabalhos junto às comunidades indígenas e de quilombolas, além da educação ambiental.

“Toda essas ações desenvolvidas também em parcerias com outros órgão do governo estadual e federal, com as respectivas prefeituras municipais”, diz o diretor-adjunto do CPRA. Existem cerca de 370 mil propriedades rurais em todo Paraná, sendo que, 5,3 mil agricultores adotaram a agroecologia como modo de produção, numa média de 2,4 hectare por agricultor. Farhat apresentou um levantamento que comprova que os alimentos orgânicos e agroecológicos têm muito mais nutrientes em relação aos convencionais. Segundo ele, o uso intensivo de agrotóxicos e inseticidas retira vitaminas e minerais dos alimentos.

O CPRA se transformou em local de pesquisa, ensino e extensão também para estudantes da América do Sul. Freqüentam o local professores e estudantes do Paraguai, Argentina e também de comunidades quilombolas e indígenas. As práticas ali desenvolvidas como a técnica de fazer estufas de bambu, criação de animais pelo método Voizin e o policultivo em mandala (cultivo em círculos), prática que confunde e afasta os insetos, vem atraindo o interesse de produtores, estudantes e técnicos de todo o País e também da América Latina.

Outra prática que está chamando a atenção, salientou Farhat, é o projeto, em parceria com o Tecpar – de uso de óleos vegetais como combustíveis para os tratores, oriundos de óleos de soja ou de girassol. Os tratores do CPRA já são movidos com esses combustíveis alternativos, que podem ser difundidos entre os produtores.

Filipe Braga Farhat lembrou também do programa Universidade Sem Fronteiras, desenvolvida em conjunto com a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, e que estão ajudando a dinamizar os trabalhos da agroecologia no Estado, numa espécie de extensão rural. Um grupo de bolsistas, recém-formados está desenvolvendo em Cerro Azul a criação de um mercado local com produtos orgânicos e agroecológicos.

O projeto consiste em aliar a experiência dos agricultores locais para produzir alimentos, sem a dependência de insumos químicos, para consumo da comunidade local. Para facilitar o elo entre os produtores e consumidores potenciais, foi criada a Feira Vida Saudável, apenas com produtos da região. Outra ação foi o projeto Caminhadas no Meio Rural, em que a população urbana tem oportunidade de caminhar até o meio rural para conhecer o processo de cultivo e de produção dos alimentos.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná.

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