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Doenças afetam muito mais as populações indígenas

De acordo com estudo publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia, os indígenas das regiões sudeste e sul são hospitalizados muito mais frequentemente que o resto da população, com destaques para as doenças respiratórias, que respondem por até 64,6% dos casos. O trabalho é da autoria de Andrey Moreira Cardoso, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz, e colegas, e foi disponibilizado na edição de março de 2010 da revista.

 
Pesquisa demonstra necessidade de maior conhecimento da epidemiologia das infecções respiratórias agudas entre os Guarani 
Para coleta de dados, conforme explicam os autores, foi realizado estudo da morbidade hospitalar na população indígena Guarani assistida pela Funasa, que habita 83 aldeias e acampamentos das regiões sul e sudeste do Brasil, assim distribuídos segundo os estados: Rio Grande do Sul (32), Santa Catarina (16), Paraná (4), São Paulo (27) e Rio de Janeiro (5). Eles também afirmam que foi implantado um sistema para monitorar as hospitalizações de indígenas Guarani, coordenado por um dos pesquisadores e conduzido por equipe de enfermeiros da Funasa devidamente treinados em duas oficinas realizadas no Rio de Janeiro, intercaladas por um teste-piloto no campo.

Os especialistas revelam que “no período, ocorreram 666 hospitalizações concentradas em 497 indivíduos, sendo a maioria maiores de 5 anos (71,9%). As doenças respiratórias foram as principais causas de hospitalização (64,6%), sobretudo em crianças (maiores de 5 anos: 77,6%; menores de 1 ano: 83,4%), superando as magnitudes das proporções de hospitalização por essas causas em outros grupos indígenas. A taxa de hospitalização (por 100 pessoas-ano) global foi de 8,8, correspondendo a 71,4 em menores de 1 ano e a 21,0 em indivíduos entre 1 e 4 anos. A taxa de hospitalização por infecção respiratória aguda (IRA – 5,3) superou em 6,5 e 2,0 vezes àquelas por diarreia e por demais causas, enquanto que nos menores de 5 anos (IRA = 23,7), essas razões de taxas foram de 7,4 e 5,4, respectivamente. A taxa padronizada de hospitalização Guarani superou as taxas padronizadas das regiões sul e sudeste em 40% e 210%, respectivamente”.

Para Andrey e colegas, a pesquisa demonstra uma “necessidade premente de maior conhecimento da epidemiologia das infecções respiratórias agudas entre os Guarani e de incremento da qualidade técnico-assistencial das equipes de saúde locais e dos profissionais do sistema de referência extra-aldeia, incluindo aspectos antropológicos, para atuarem de forma integral e eficiente no controle das IRA entre os grupos indígenas no Sul e Sudeste do Brasil”. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

Por Fiocruz/Agência Notisa.

3 Responses to “Doenças afetam muito mais as populações indígenas”

  1. 1
    rafaela fernanda:
    vocÊs não tem vergonha na cara deixam os coitados lá morrendo com essas doenças e não fasem nada pra ajudar ainda tem coragem de colocar na internet seus covardes estou de cara com voces
  2. 2
    Antonia Silva Santos:
    Estou fazendo um trabalho, onde mostra que as principais doencas dos indios sao? Tuberculosa , malaria e o HIV. n’ao tem artigo mostranto IRA.
  3. 3
    Amanda:
    Eu concordo com a rafaela fernanda, mas acho que talvez, em vez de vocês colocarem coisas ruins, uma solução, para resolver o tal problema que os índios, ou algumas pessoas tem.

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