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Rio Grande do Sul lança relatório sobre contaminação em alimentos

As secretarias estaduais da Saúde e da Agricultura, em conjunto com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre (RS) e o Centro Estadual de Vigilância em Saúde-CEVS, editaram o Relatório Geral 1999-2008 do Programa de Monitoramento de Hortigranjeiros do Rio Grande do Sul. Com o objetivo de avaliar e fiscalizar a qualidade higiênico-sanitária dos produtos in natura comercializados na Ceasa/RS, a iniciativa possibilitou a análise de 1.183 amostras de alimentos quanto à contaminação microbiológica (presença de coliformes), enteroparasitológica (parasitas) e por resíduos de agrotóxicos.

Dos produtos avaliados quanto à contaminação microbiológica, o tempero verde, com 25,9%, apresentou o maior valor significativo de coliformes. Esse alimento apresenta risco de transmissão de doenças, porque geralmente é pouco higienizado antes do consumo. Brócolis e couve-flor apresentaram os menores índices de presença de coliformes. Quanto a presença de parasitas, 74% das amostras de rúcula, radicci e espinafre apresentaram contaminação. Esses dados se referem a amostras coletadas e analisadas entre 1999 e 2008.

A pesquisa de resíduos de agrotóxicos inclui o período entre 1999 e 2008, revelando a presença de inseticidas organofosforados na cebola (44,4%), abóbora (22,6%) e morango (16,8%). A contaminação se deu pela utilização do produto, por parte dos agricultores de produtos não autorizados, que aplicaram quantidade acima do máximo permitido pela legislação.

A ação na área pública procura evitar essas contaminações, conscientizando os responsáveis pelos produtos, o que é competência dos órgãos fiscalizadores e dever do estado. A partir do monitoramento, os objetivos específicos prevêem a identificação e mapeamento das áreas de risco de fornecimento de produtos, além de promover medidas de orientação, prevenção e controle de hortigranjeiros ao longo de toda a cadeia da produção ao consumo.

Recolhidas pelo CEVS junto à Ceasa de Porto Alegre, todas as amostras foram analisadas nos laboratórios do Laboratório Central do Estado-IPB-Lacen, da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde-Fepps. A elaboração do relatório final também contou com a participação da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater/RS e Departamento de Produção Vegetal – DPV/SEAPPA/RS, com apoio da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Fundação Estadual de Proteção Ambiental-Fepam e Batalhão de Polícia Ambiental.

Fonte: Isaude.net.

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