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Animais de corte são responsáveis por cerca de 18% das emissões mundiais de gases estufa

Professor de direito ambiental e promotor de justiça da Bahia, Heron José de Santana Gordilho

Os relatórios da FAO/ ONU revelam que a criação de animais de corte é responsável por cerca de 18% das emissões mundiais de gases estufa, que agravam o aquecimento do planeta, superando a indústria global de transportes. “O consumo de carne e o aquecimento global” foi o tema do professor de direito ambiental e promotor de justiça da Bahia, Heron José de Santana Gordilho.

“No Brasil, as pessoas continuam a consumir grandes quantidades de carne, contribuindo não apenas com os efeitos negativos sobre o clima e a biodiversidade, mas também sobre a nossa saúde, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e câncer do aparelho digestivo. Uma conta que, no final, será paga por todos nós”. O promotor defendeu em sua palestra a necessidade do governo em implantar ações nas escolas para incentivar uma alimentação vegana, além de uma diferenciação de tributos, reduzindo os valores dos produtos que não possua origem animal.

Heron Santana aponta para a necessidade de nos colocarmos no lugar do outro, para que defendamos os direitos básicos de vida, integridade e liberdade, pois “a violência e a opressão são círculos viciosos”. Para ele, a violência contra um animal é tão reprovável quanto a violência a uma criança, uma mulher, já que “os animais sentem tanta dor como uma criança, quanto às pessoas, eles desejam não sentir essa dor, eles têm interesses, boa parte deles têm família, filhos, perspectivas. Toda violência, se você pode não ser violento, ela é um mal em si”.

O promotor é referência mundial por ter conseguido, em 2005, o primeiro hábeas corpus para um chimpanzé do zoológico de Salvador que seria transportado para um lugar com menos benefícios. Ele diz agir conforme sua consciência e baseia-se no artigo 225 da Constituição Federal que diz que está proibida, em todo território nacional, a prática crueldade contra os animais. “Eu acho que meus colegas e a maioria da sociedade não se deu conta de que é possível conviver ser a violência contra animais, assim como é possível viver sem a violência contra crianças, mulheres e outras minorias”.

Mais informações sobre o III Congresso Vegetariano Brasileiro na próxima quinta-feira (23/9), partir das 10h, no Programa Sintonia da Terra, uma parceria do NEJ/RS e UFRGS, na Rádio da Universidade (1080 AM), em Porto Alegre, ou pela internet no site www.ufrgs.br/radio.

Texto e fotos de Danielle Sibonis/EcoAgência de Notícias Ambientais

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