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Conceito de ‘slow food’ pode valorizar cadeia de orgânicos na Paraíba

Criado na década de 80 em contraposição ao fast food (do inglês, comida rápida), o conceito slow food (comida demorada, em português) pode ser uma alternativa para produtores de alimentos orgânicos da Paraíba. Primando pela qualidade e pelo respeito socioambiental, a pratica de excelência no manuseio de alimentos pode render a produtores preços maiores em cerca de 20%. O tema foi abordado no último dia 22, ao final do II Seminário de Indicação Geográfica, apoiado pelo Sebrae na Paraíba e que acontece na sede da instituição, em João Pessoa.

Segundo Adriana Lucena, representante da Slow Food Foundation, rede mundial que conta com mais de 100 mil associados, a filosofia do slow food vai mais além do que o benefício ao produtor; passa também pelo resgate do prazer da alimentação por meio da ecogastronomia.

“Ao ser bem produzido – o que significa que o alimento passa por parâmetros de respeito ao meio ambiente, ao trabalho e pela valorização do produtor – o alimento rende um sabor melhor, de mais qualidade. Defendemos o direito ao prazer de alimentar-se com uma comida boa, limpa e justa”, explicou Adriana.

Especialista em gastronomia que utiliza produtos de origem, aqueles que possuem selos de procedência, Paulo Abreu, do Estilo Gourmand, afirma que no exterior existe um número crescente de restaurantes que utilizam produtos orgânicos e fazem disso sua marca.

“Esses restaurantes atraem clientela e ganham prestigio de acordo com o sabor e a origem do alimento. Existem também as lojas de produtos gourmet, que absorvem esses tipos de produtos orgânicos com indicação geográfica e selos de procedência. Em todos os dois casos observamos um consumidor que paga mais por isso. E paga feliz”, comentou.

Perfil do consumidor

O especialista alerta que o perfil do consumidor de alimentos está mudando devido à busca por melhores opções e produtos mais saudáveis, além da preocupação crescente com o meio ambiente e com o próximo. No entanto, o Brasil ainda não atende a essa parcela de mercado de forma satisfatória.

“Poucos produtores trabalham com o orgânico ou se preocupam em ter selos de precedência, além de não fazerem uma boa comunicação com o publico para que as pessoas conheçam e consumam o produto sustentável. A falta de políticas públicas de subsídios para o setor também dificulta”, alerta Paulo.

Por Érica Chianca, da Agência Sebrae de Notícias.

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