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Feira Ecológica destaca processo de branqueamento e “alface caxias”

A “alface caxias” e o processo de branqueamento, indispensável para as folhas verde-escuras cozidas, são os destaques da Feira dos Agricultores Ecologistas, FAE, no próximo sábado, dia 13 de novembro. Neste dia, prossegue a promoção do brócolis e da beterraba orgânicos, ambos ofertados a R$2,00 o molho. 
 
“Quando cozidas, leguminosas com folhas bem escuras, principalmente brócolis, couve e espinafre, liberam fitatos”, explica a nutricionista Herta Karp Wiener, uma grande divulgadora do processo de branqueamento. “Os fitatos, uma espécie de inseticida natural da planta, impedem que seus nutrientes, como o cálcio e o ferro, sejam assimilados pelo nosso organismo. Com o branqueamento, consegue eliminar-se até 80% dos fitatos e preservam-se as vitaminas”.
 
O processo simples e facilmente executável por qualquer cozinheiro será demonstrado na Banca do Meio, localizada ao lado do caldo-de-cana, às 9, 10, 11 e 12h. A partir das 9h será distribuído um material escrito que descreve as etapas do branqueamento o qual auxilia na nutrição correta e, segundo Herta, evita problemas como pedra nos rins e desnutrição. Também serão dadas explicações sobre como deve ser feito o cozimento do repolho ou de folhas não tão escuras, como as da beterraba.
 
Preciosidade
 
Uma banca especial, localizada ao lado da Banca do Arroz, vai destacar a “alface caxias” produzida por Jamir Vígolo, integrante da Aecia. “Tal alface possui o que chamamos de semente crioula, ou seja, aquela que o agricultor consegue colher, conservar e reproduzir” comenta Vígolo. Essa semente havia sido perdida no Estado e há oito anos foi reencontrada com um produtor do município de Caxias do Sul.
 
“Na horta, ela resiste melhor ao calor, por isso também consegue conservar-se por mais tempo na geladeira do que as outras alfaces cultivadas a partir de sementes industrializadas”. Segundo Vígolo, a “caxias” pode ser produzida durante o ano inteiro, com intervalos de dois meses, época em que coloca a semente e é replantada.
 
Agricultores chilenos chamam essa espécie de alface de carda ou costina, por produzir na encosta das montanhas. “Lá, região de clima seco, os produtores costumam amarrar suas folhas para conservar melhor a umidade  e ela fica semelhante a um repolho, chegando a pesar dois quilos”, comentou Pedro, um consumidor que ficou encantado ao reconhecer na Banca da Aécia a alface que seu pai vendia em uma feira no Chile.
 
A Feira dos Agricultores Ecologistas acontece todos os sábados no canteiro central da primeira quadra da Avenida José Bonifácio, em Porto Alegre. Iniciando às sete horas da manhã ela acaba à uma da tarde, para dar espaço à feira de artesanato.
 
Texto da jornalista Cláudia Dreier (FAE).

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