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Mercado de orgânicos exige gestão mais eficiente do pequeno agricultor

São Paulo – O crescimento do mercado de orgânicos no País está exigindo cada vez mais a qualificação do pequeno produtor rural, diz o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. Ele explica que o nível de exigência do consumidor de orgânicos é muito maior do que do consumidor em geral, obrigando o empreendimento rural a ter não apenas uma boa gestão, mas canais de comercialização adequados e qualidade acima da média do mercado. “Este é um grande desafio para todo o Sistema Sebrae. Ajudar os pequenos produtores a crescerem neste mercado.”

Com o diretor-técnico do Sebrae em São Paulo, Paulo Arruda, Carlos Alberto dos Santos visitou esta semana a Biofach/Exposustentat 2010, que termina nesta sexta-feira (5), em São Paulo. A feira é um das maiores do setor na América Latina e uma preparação, para as empresas brasileiras, da Biofach Alemanha, a maior feira do mundo no segmento. O Sebrae participa da feira com um estande de 200 metros quadrados voltado para os dois eventos, apoiando 33 produtores de 14 estados brasileiros.

Ação coletiva

Além da qualidade e da comercialização adequada dos produtos, Santos acredita que outro fator importante é a ação coletiva. “Quem trabalha em conjunto consegue atender mais rapidamente às demandas de mercado. Sozinho, o produtor enfrenta dificuldades na entrega e na logística do negócio.”

Em relação ao preço do produto orgânico, Carlos Alberto dos Santos, diz que o aumento no número de consumidores nos próximos anos irá equalizar o custo da produção. “O governo federal tem ajudado muito com o marco regulatório.” A partir de janeiro de 2011, os produtos orgânicos deverão ter um selo de certificação.

Bonecos e sementes

No estande do Sebrae, os empresários comemoravam os bons resultados da feira, principalmente os contatos feitos com lojas e possíveis compradores de outras regiões. As artesãs Maria José da Costa de Lima e Regina Zulmira da Silva nunca tinham saído da Paraíba. Elas fazem parte da Associação dos Pequenos Agricultores do Assentamento Tiradentes (Sementes da Terra), em Mari, localizado a 65 km de João Pessoa.

Beneficiárias do Bolsa Família, elas esperam no futuro garantir  com seus produtos a renda dos familiares. “Temos uma roça com feijão, mandioca, tomate, milho. Comemos parte e vendemos o excedente.” Há dois anos, 15 mulheres do assentamento se juntaram e criaram a associação com o objetivo de vender artesanato.

Com a ajuda do Sebrae na Paraíba, elas passaram a produzir “bonecos” no formato de tomates, pimentas, berinjelas. Junto com pequeno vaso, vão também sementes e um folheto explicando como plantar. “Já temos a coleção pimentas e turma da horta. Estamos vendendo para as escolas e algumas lojas no interior da Paraíba”, diz Maria José.

Mas o objetivo é ir mais longe, como conta Regina Silva. “Queremos vender para lojas em São Paulo e quem sabe para o exterior.” Na Biofach, os “bonecos” fizeram sucesso e chamaram a atenção dos compradores. “Já temos algumas encomendas de pessoas interessadas”, diz Regina.

 Por Beth Matias, Agência Sebrae de Notícias.

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