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Falta de políticas publicas entrava crescimento de orgânicos no Paraná

A falta de políticas públicas de assistência técnica eficientes e de programas de educação e conscientização de produtores rurais e consumidores é um dos principais entraves para a o crescimento da produção agroecológica no Paraná, especialmente na agricultura familiar, segundo os participantes da audiência pública promovida pela Assembléia Legislativa na última terça-feira (7).

Segundo o deputado Elton Welter (PT), líder do Bloco Parlamentar da Agricultura Familiar e autor do projeto de lei que dispõe sobre incentivos à implantação da agricultura orgânica, a sociedade precisa ter consciência sobre a necessidade de mudança de paradigma da produção agropecuária do Estado. “Os governos precisam criar mecanismos para incentivar a produção agroecológica, dando assistência técnica e condições para que os agricultores familiares possam  produzir alimentos orgânicos. A produção agroecológica precisa ser economicamente viável e para isso há necessidade de fortalecer os mercados locais, melhorar a infraestrutura de produção e distribuição de produtos orgânicos e investir na educação para a conscientização da população sobre o perigo que os agrotóxicos representam para saúde”, disse.

Jair Pelegrin, gerente da Câmara Setorial da Agricultura Orgânica e Agroecologia do Conselho Estadual de Agricultura Familiar, diz que há necessidade de programas de formação e capacitação dos produtores, investimento em pesquisa e uma política pública de apoio aos produtores em relação à avaliação e conformidade dos produtos. “É preciso valorizar o conhecimento tradicional e investir em pesquisa porque não há referências ou pesquisas sobre sementes, variedades, técnicas de plantio. Os agricultores orgânicos são extorquidos pelas certificadoras e sofrem restrições em relação à sanidade que muitas vezes tornam o negócio impraticável”.

Marcelo Passos, presidente da Associação de Produtores de Orgânicos, defendeu melhorias no projeto de lei e ressaltou a necessidade de criar incentivos para que os agricultores familiares produzam alimentos aliando políticas de produção com as de conservação ambiental. “É preciso fortalecer os mercados locais, melhorar a infraestrutura de produção e distribuição de produtos e criar um mecanismo de compensação no momento de transição de um modelo de agricultura tradicional para o modelo agroecológico, que é crucial para os produtores de orgânicos”, explicou.

Ivo Melão, presidente da Associação de Consumidores de Orgânicos, entidade que reúne 400 associados e simpatizantes, explicou o trabalho da entidade e ressaltou a necessidade de apoio ao trabalho integrado entre produtores e consumidores. “O modelo de desenvolvimento rural em vigor trouxe o empobrecimento dos recursos naturais, a redução da biodiversidade, a degradação do solo e o corte desenfreado de matas nativas. Hoje, no Paraná, temos cerca de 7.500 estabelecimentos de produção orgânica, o que representa cerca de 8,5% dos estabelecimentos do país. Cerca de 90% dos produtores de orgânicos no Estado tem até 50 hectares de terra, são agricultores familiares. Há um potencial muito grande de crescimento que precisa ser apoiado”.

Também participaram da audiência pública os deputados Luciana Rafagnin ( PT) e Rasca Rodrigues (PV), que integram a Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, produtores de orgânicos e representantes de órgãos governamentais.

Por Débora Iankilevich, Assessoria de Imprensa da Assembléia Legislativa do Paraná.

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