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Uso de linhaça previne doenças como o câncer e diabetes

A semente do linho Linum usitatissimum, também conhecida como linhaça, é um dos mais importantes alimentos funcionais que podemos incluir na nossa alimentação. Sua origem é asiática, da região da Mesopotâmia, e os relatos de sua utilização remontam a cinco mil anos antes de Cristo.

Segundo a nutricionista Alessandra Rocha, a funcionalidade dessa herbácea se deve aos benefícios que traz à saúde. “Com aproximadamente 39% de óleo em sua composição, a semente de linhaça é um dos alimentos mais ricos em ômega 3 de toda a natureza (cerca de 57%) e de ômega 6.

O balanceamento ideal na quantidade desses dois ácidos graxos é que permite a produção das prostagladinas, responsáveis pela remoção do excesso de sódio dos rins. Ou seja, ao ingerirmos óleo ou farinha de linhaça, conseguimos diminuir a retenção de líquidos no corpo”, ela afirma. Além do altíssimo teor de ácidos graxos essenciais (ômega 3, ômega 6 e ômega 9) a linhaça contém compostos anticancerígenos, antioxidantes e de renovação celular, importantes para a prevenção de uma série de doenças.

Incluir a linhaça na alimentação diária previne também as enfermidades cardiovasculares, por meio da redução do colesterol ruim e seu consequente acúmulo nas artérias. Além disso, ela melhora o funcionamento do metabolismo, contribui para a estabilidade dos níveis de glicemia nos diabéticos e, por conta das propriedades antioxidantes, ajuda a retardar o envelhecimento. Em sua composição estão presentes altas taxas de fibras solúveis, vitaminas C, E, B1, B2, caroteno, zinco, ferro, magnésio, potássio, cálcio e fósforo.

Como consumir? A semente de linhaça pode ser consumida nas formas de óleo ou farinha. O óleo é extraído da semente inteira e comercializado em cápsulas, que costumam ser indicadas em tratamentos dermatológicos e antiinflamatórios, a fim de suplementar a necessidade de ácidos graxos no organismo. Já a farinha da linhaça pode ser encontrada em dois tipos: marrom ou dourada.

Do ponto de vista nutricional, elas são semelhantes. O que as diferencia é a forma de cultivo e o sabor. A linhaça dourada é cultivada em regiões frias e seu sabor é mais suave, enquanto a marrom possui uma casca mais resistente e é cultivada em regiões de clima quente e úmido, o que explica seu cultivo maior no Brasil.

“O ideal é consumir o óleo puro de linhaça, em pequenas quantidades, ou adicionar a farinha moída na hora aos sucos ou iogurtes. Há ótimas receitas de bolos com a farinha de linhaça; vale a pena experimentar!”, desafia Alessandra. Aliada do emagrecimento Para quem quer perder peso com saúde, a linhaça é um complemento alimentar nutritivo e eficaz. Após seu consumo, o cérebro produz um hormônio chamado colecistocinina, responsável pela sensação de saciedade.

“O consumo regular da linhaça comprovadamente acelera o funcionamento do intestino, ajudando na eliminação das toxinas”, afirma Alessandra. Pessoas que sofrem com intestino preso podem consumir até 2 colheres de sopa de farinha de linhaça por dia, em shakes batidos com frutas, sucos e em refeições mais pesadas como o almoço. Ela também pode ser adicionada ao feijão, à farofa ou outros alimentos.

Para quem tem um bom funcionamento intestinal, o recomendado é consumir apenas duas colheres de sobremesa por dia. O consumo excessivo deve ser evitado. Para que os resultados da dieta, seja de emagrecimento ou outras, sejam positivos, a inclusão da linhaça deve ser equilibrada. Além de combater o sobrepeso, reduzir o colesterol e melhorar o intestino, algumas pesquisas também relacionam o consumo da linhaça à saúde da pele e dos olhos. “A saúde da pele reflete o bom ou o mau funcionamento do organismo”, completa Alessandra.

Fonte: Bonde News.

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