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Crise climática e ecológica é debatida em Porto Alegre/RS

A elevação na temperatura média do planeta tem alarmado, nos últimos anos, cientistas e a população em geral. E as marcas desse fenômeno têm se repetido mês após mês pelo planeta afora. São inúmeros casos de secas, enchentes, tornados, furacões que se forem tomados de forma isolada não representam muito. Mas se começarmos a contabilizá-los em um contexto planetário veremos que, em geral, a maior parte dos casos estão ligados à ação desenvolvida pelo homem.

E essa preocupação é parte de um curso que ocorre nesta terça-feira (4), em Porto Alegre. O biólogo Paulo Brack e o engenheiro agrônomo Celso Copstein Waldemar vão ministrar o curso “Como enfrentar a crise climática e ecológica?”. A promoção é da ONG InGá – Estudos Ambientais. O coordenador geral da InGá, Vicente Medaglia, explica que “a oportunidade contribui para conscientização da crise climática, visando uma mobilização dos atores sociais para enfrentá-la. Também proporciona um ambiente crítico de discussão política, longe da abordagem mercadológica que impera nos cursos de mudanças climáticas, normalmente focadas em vendas de créditos de carbono”. Para ele, as soluções do mercado para a crise climática são falsas.

Já o agronomo Celso Waldemar, também mestre em ecologia vegetal pela UFRGS, acrescenta que “a questão do aquecimento global e das mudanças climáticas são temas interligados que ganham espaço na sociedade, sendo necessário que todos se apropriem das informações do que está ocorrendo no clima e nos diferentes ecossistemas, bem como nas conseqüências sociais que já são trágicas em várias partes do mundo”. No seu entender, desde a Revolução Industrial, e principalmente nas últimas décadas, as atividades econômicas vêm interferindo fortemente no equilíbrio da evolução da vida no planeta estabelecida há aproximadamente quatro bilhões de anos.

“A média de CO2 até a metade do século 18 era de 250 ppm (partes por milhão)”, destaca Celso Waldemar, “sendo que hoje já chega a 394 ppm. A temperatura média da atmosfera mundial já subiu em média 0,8 ºC no mesmo período. Caso continue este processo poderemos ter uma situação incontrolável, de proporções catastróficas. A emissão de gases de efeito estufa além de iniciar uma grave crise climática está aprofundando uma crise ecológica com grandes conseqüências sociais (pessoas desalojadas, refugiadas e milhares que perecem todos os anos devido a eventos climáticos extremos) e ambientais (perda acelerada de biodiversidade praticamente em todos os biomas, terrestres e aquáticos)”.

O engenheiro agrônomo conclui que os acordos internacionais de proteção ao clima, como o protocolo de Kyoto, não estão surtindo efeito em face à resistência do modelo de desenvolvimento vigente.

Começou o tempo da consciência da finitude daquilo que nos parecia mais perene: A persistência da vitalidade da Terra, a continuidade do equilíbrio da biosfera e a imortalidade da espécie humana.

“O preço a pagar é alto”, diz, “mas é tarde demais para ser pessimista. A humanidade, considerando toda a sua diversidade, tem poucos anos para reverter essa situação, observar atentamente à extensão da destruição das riquezas da Terra e considerar mudanças em nossos padrões de consumo e relação com a natureza. Temos que ser inteligentes e nos mobilizarmos para definir um novo rumo para nossa vida neste planeta, caso queiramos continuar habitando nele”.

Mini-curso – A capacitação possui uma carga horária de 30h, entre os dias 4 de outubro e 29 de novembro, todas às terças-feiras das 19h às 22h, na sede do InGá (Fernando Machado, 464, Centro, Porto Alegre/RS).

O evento é composto de seis módulos. A abertura terá apresentação e comentários do filme “Home – Nosso planeta, Nossa casa”. Em seguida, o curso vai abordar o diagnóstico científico sobre as mudanças climáticas, com discussão sobre o contexto político da crise climática e ecológica. Também vai tratar de soluções tecnológicas para a crise, seguido de uma discussão sobre as soluções políticas. E, finalmente, vai ser elaborado um trabalho em grupo com a proposta de se criar um projeto interdisciplinar para enfrentar e apontar soluções para a crise climática.

Ficha Técnica:
Mini-curso “Como enfrentar a crise climática e ecológica”?
Data: 4 de outubro e 29 de novembro, todas às terças-feiras das 19h às 22h
Duração: 30h
Local: Sede do InGá (Fernando Machado, 464, Centro, Porto Alegre/RS).
Ministrantes
Celso Copstein Waldemar – engenheiro agrônomo, mestre em Ecologia Vegetal pela UFRGS.
Técnico da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, trabalha atualmente no Centro de Referência em Energias Renováveis e Eficiência Energética bem como no Centro de Informação e Educação Ambiental da SMAM. É vice-presidente da AGAPAN (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural).
Paulo Brack – biólogo, mestre em Botânica (UFRGS) e doutor em Ecologia (UFSCar). Professor da UFRGS, membro fundador do InGá, ex membro do COMAM, CONSEMA, CTNBio e atualmente um dos representantes da Região Sul no CONAMA.
Investimento
R$ 150,00 profissionais, público em geral
R$ 100,00 estudantes e/ou membros do Ingá,
Maiores informações: (51) 84179391.

Por Juarez Tosi, para Vida Sustentável.

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