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Agroecologia e criatividade garantem renda e qualidade de vida a família assentada na Paraíba

O assentado Sebastião da Silva investe para diversificar a produção - Foto: Kalyandra Vaz (Ascom Incra/PB)

Com uma produção diversificada e sem agrotóxicos, Sebastião da Silva, 42 anos, usa a agroecologia e a criatividade para conquistar clientes e uma melhor qualidade de vida para a família. Morador do assentamento Outeiro de Miranda, em Lucena (PB), a 42 quilômetros de João Pessoa, ele é pioneiro na horticultura do município. “Não tenho concorrência. Quando os produtos chegam de fora já vêm murchos e com veneno. Quero agora diversificar mais, ter uma horta completa”, diz.

Na horta dele há espaço para tudo: tomate, cebola, cenoura, pimentão, alface, coentro, salsinha, cebolinha, hortelã, rabanete, rúcula, espinafre, agrião, brócolis, nabo e alho-poró. O assentado trabalha, ainda, com culturas tradicionais, como milho, feijão, batata-doce, macaxeira e inhame, além de frutas, como banana (prata, anã e maçã), maracujá, acerola, graviola, manga e mamão.
 
Sebastião da Silva recebe visitas de outros assentados, de professores universitários e também de turistas, inclusive do exterior, que veraneiam em Lucena. “Ele é sempre convidado pelo Sebrae para eventos fora do estado, como a Frutal, em Fortaleza, e a Biofach, em São Paulo. A cada viagem traz novas experiências”, afirma o engenheiro agrônomo José de Sousa Ramalho Neto, que presta assistência técnica no assentamento.
 
As verduras e frutas rendem aproximadamente R$ 850 por mês à família do assentado. “Vendo na feira livre aos sábados, mas vem gente até de João Pessoa comprar na minha casa”, revela.
 
Dinamismo
 
Torneiro mecânico analfabeto, a prática de Sebastião foi reforçada com um curso de agroecologia promovido em 2004 pelo Sebrae-PB no assentamento, criado pelo Incra na Paraíba. Um empréstimo de R$ 18 mil do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) possibilitou a implantação de sistemas de energia elétrica e irrigação.
 
Para evitar perdas e testar novas culturas, como o morango, construiu uma sementeira. Ele também criou uma técnica de germinação para o espinafre. “Sebastião quebrou a ‘dormência’ das sementes colocando-as de molho na água por 24 horas”, explica Ramalho Neto.
 
A terra é fortalecida pelo húmus produzido em um minhocário nutrido com cascas de verduras e frutas, esterco bovino e esterco das cerca de cem galinhas do aviário de Sebastião. Para arar a terra o assentado utiliza uma ferramenta feita com tubos e varões de ferro. A bicicleta foi transformada em um triciclo com capacidade para carregar caixas que transportam a produção.

Fonte: Ascom Incra/PB.

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