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Beto Moesch recebe homenagem dos ecojornalistas e chama de covardia as alterações no Código Florestal Brasileiro

Beto Moesch recebe placa de homenagem das mãos dos integrantes do NEJ/RS (Foto: Helena Dutra)

O advogado, ambientalista e vereador Beto Moesch foi homenageado na noite desta terça-feira (10) pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ/RS), ao final da palestra que realizou dentro do projeto Terça Ecológica, sobre “Os Impactos do Código Florestal nas Cidades”. Antigo parceiro de luta, ele recebeu das mãos dos integrantes do NEJ/RS presentes à palestra uma placa acondicionada em estojo de veludo, com os dizeres: O Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ/RS) homenageia Beto Moesch pela sua trajetória pautada pela sua coerência e coragem, como líder político e ambientalista, e agradece sua parceria”.

Ao abrir o evento, o próprio orador lembrou que no início da década de 1990 ajudou o NEJ/RS em uma das edições da publicação “Manual de Emergência para Desastres Ambientais”, um guia dirigido aos profissionais da área da comunicação. Em sua palestra, Beto Moesch traçou um quadro mostrando as várias fases dos códigos florestais no país. E lembrou que a primeira proposta mais concreta surgiu em 1934, quando o então presidente Getúlio Vargas implantou um código que preservava 25% das áreas como Reserva Legal (área localizada no interior da propriedade ou posse rural, que deve ser mantida com a sua cobertura vegetal nativa, seja de florestas ou outras formas de vegetação).

Além disso, o código florestal previa também área de preservação permanente em topos de morros, encostas ou reservas de recursos hídricos. “Já naquela época”, salienta o vereador ambientalista, “se sabia que a vegetação é fundamental para evitar a erosão, manter os recursos hídricos e, até mesmo, para a polenização”. Depois veio o Código Florestal de 1965 onde ocorreu a revisão em vários aspectos.

E acrescentou: “Agora, quando tentávamos implantar o Código Florestal, veio essa proposta brutal, absurda e covarde de alteração, que está no Congresso Nacional e representa um verdadeiro retrocesso em tudo o que se conseguiu até hoje”.

Beto Moesch também falou sobre o Plano Diretor de Porto Alegre, ao destacar que a Conferência Ambiental realizada em 2006 aprovou várias resoluções no sentido de aumentar a permeabilidade e a vegetação no ambiente urbano. Em 2007, através da Instrução número 22, foi criada na capital gaúcha, a Zona Legal Urbana, “algo inédito na área ambiental que impede, inclusive, o corte raso”, afirmou.  No entender do vereador ambientalista e ex-secretário municipal do meio ambiente, essa Instrução dialoga com o Código Florestal Federal e constitui-se numa verdadeira revolução ambiental no Brasil e no mundo.

Ao ser indagado sobre a notícia de que deve abandonar a política, Beto Moesch disse que depois de 12 anos de atividades legislativas está decepcionado por lutar praticamente sozinho pela defesa do meio ambiente. “Mas não vou abandonar a militância”, concluiu. “Deverei trabalhar como consultor ambiental e estarei sempre ao lado dos ativistas na defesa do meio ambiente e qualidade de vida”.

A Terça Ecológica é um evento mensal do NEJ-RS, realizado desde 1994, que reúne especialistas para debater assuntos ambientais com a comunidade. A entrada é franca.

Para conhecer o site do vereador ambientalista clique aqui.

Por Juarez Tosi para EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais.

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