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Você sabe de onde vem o câncer?

Apesar de ainda não ter sido descoberto, o caminho para cura do câncer, pode ser encurtado caso haja um entendimento maior sobre o que ocasiona a doença. Existem mil teorias e, por que não dizer, várias ‘lendas urbanas’ no que diz respeito às origens do problema.

O oncologista clínico William Fuzita explica que o desenvolvimento da doença pode de fato estar relacionado aos hábitos do indivíduo ou a fatores internos, como alterações genéticas. “Epidemiologicamente, 10% dos tumores malignos têm origem genética, 30% familial e 60% esporádicos”, aponta.

Nesse sentido, os 10% originários da genética denotam a hereditariedade de alguma alteração, o que resulta em um risco de 85% no aparecimento do câncer. Já os 30% podem ser observados em grupos familiares que apresentam uma concentração de vários tumores ou associação de tumores malignos maior do que a população em geral.

“Podemos citar uma família que tem o hábito de ingerir muita farinha, poucas frutas, legumes e vegetais; devido a esse costume alimentar ser ‘normal’, há um aumento do número de câncer nesse grupo”, exemplifica Fuzita.

As neoplasias malignas esporádicas representam 60%, ou seja, a maioria dos tumores, cujo risco não é transmitido às gerações seguintes. “Estão relacionados às infecções por micro-organismos como: HPV (câncer de colo do útero, pênis, canal anal, cavidade oral) que é transmitido pelo contato sexual sem preservativos; hepatite B e hepatite C (associado ao câncer do fígado) transmitidas pela relação sexual sem preservativos e por contato com sangue e derivados de pessoas infectadas”, explica.

Contudo, a grande dúvida da população é se a alimentação – e, em especial, as bebidas – influi no aparecimento da doença. Recentemente, um estudo da Universidade de Washington, nos EUA, apontou que meninas adolescentes que consomem bebidas alcoólicas em demasiado têm mais facilidade para desenvolver um câncer de mama.

“A ingestão abusiva de álcool está associada ao desenvolvimento dos tumores de mama, pâncreas, fígado, cavidade oral. Pode haver sinergismo entre os fatores de risco, como por exemplo, o etilismo e o tabagismo com a infecção pelo HPV podem multiplicar o risco de desenvolvimento dos tumores malignos da cavidade oral”, confirma o oncologista.

A bebida alcoólica é absorvida de uma maneira muito mais eficaz na mulher. Ela sente os efeitos do álcool muito mais rápido que o homem, e isso pode fazer diferença no desenvolvimento de doenças mais precocemente na mulher que bebe do que no homem.

Portanto mesmo uma quantidade moderada de álcool, pode elevar o risco para o desenvolvimento do câncer de mama no sexo feminino”, acrescenta.

Fonte: Em Tempo Online.

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