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Hortaliças e cereais apresentam maior crescimento

O segmento de maior crescimento entre os orgânicos, segundo Alexandre Harkaly, diretor executivo da certificadora IBD que tem hoje perto de 1 mil clientes, são as hortaliças, seguidas dos cereais, que sofrem pela limitação tecnológica para expansão de áreas por dificuldades com controle mecânico de ervas daninhas. “O mercado produtor não dá conta da demanda e os preços sobem.”

A expansão externa ajuda a estimular os negócios. O Brasil abriga o maior fornecedor mundial de açúcar orgânico, a Native, subsidiária do grupo Balbo e responsável por 33% da produção mundial, com produtos presentes em mais de 60 países e 150 tipos de alimentos orgânicos – a marca assina também sucos, achocolatados, cereais matinais, cookies, geleias, café, azeite, bebidas de soja, chocolate e água de coco, seu mais recente lançamento, e acaba de lançar loja virtual para ampliar o alcance do consumidor. A Agropalma produz 12 mil toneladas anuais de óleo de palma orgânico, 10% de sua produção total e 95% destinadas ao mercado externo. “A fabricação de industrializados no Brasil é incipiente. Mas vemos o consumo aumentou quase 20%”, diz o gerente de exportações André Gasparini.

O óleo é usado para a produção de alimentos como salgadinhos e é o produto mais comercializado em todo o mundo, mas o Brasil, com olhos na soja, responde por apenas 0,5% da produção mundial. Em café orgânico, a líder brasileira é a produtora e trader Camocim, de Henrique Sloper.

O empresário registra alguns avanços, como o surgimento de fornecedores de insumos como as 120 toneladas de adubo orgânico consumidas ao ano, mas ainda produz apenas 1,2 mil sacas das 2,5 mil almejadas em sua fazenda no Espírito Santo e tem dificuldade para encontrar fornecedores e atender a meta de movimentar 10 mil sacas ao ano. “A demanda no Brasil é tímida. Exporto 90% da produção.”

Marcas especializadas no segmento, como Jasmine, Vitalin e Korin, avançam nos quesitos industrialização e variedade. A primeira assina produtos integrais e orgânicos e, no ano passado lançou uma linha para bebês com papinhas, mingaus e purês de frutas. “Somos os primeiros concorrentes da Nestlé no Brasil”, comemora o diretor Damian Allain. Hoje os itens certificados respondem por 20% do portfólio de 170 SKUs e 15% do faturamento, que no ano passado chegou a R$ 120 milhões. A Vitalin oferece 25 itens entre alimentos integrais e orgânicos e registrou crescimento de 67% em 2013, quando faturou R$ 8 milhões de reais, diz o diretor Rogério Manske. No ano passado, lançou produtos como os cookies integrais. Este ano, será a vez da granola.

A Korin, por sua vez, passou de R$ 20 milhões de faturamento em 2007 para os R$ 76 milhões do ano passado com as linhas sustentável e orgânica certificada – os frangos da marca, por exemplo, são sempre isentos de antibióticos, criados soltos e alimentados sem farinhas de origem animal, mas no primeiro caso consomem milho e soja convencionais. Além de frangos, ovos e vegetais, fornece uma centena de artigos certificados resultantes de produção própria ou de terceiros e avança na industrialização, com linhas como as de sopas e, em breve, de massas prontas, leites e laticínios. Na linha sustentável, não certificada, as novidades são as carnes bovinas de animais criados pela Associação Brasileira de Pecuária Orgânica e os cosméticos à base de fitoingredientes, produzidos pela Arvenes. “Alguns produtos orgânicos importados, como massas secas, são vendidos como sustentáveis, porque a lei é restritiva”, diz o diretor geral Reginaldo Morikawa.

A marca atua também no varejo e desde o ano passado com franquias, já com três lojas. O crescimento passa de 30% ao ano. Mesmo índice registrado nas vendas de orgânicos pelo Pão de Açúcar. A categoria está presente em 100% das lojas da rede e sua marca de alimentação saudável Taeq apresentou novidades orgânicas recentes como sucos prontos e queijos. O grupo mantém programa de identificação e capacitação e fornecedores há oito anos, com 140 produtores orgânicos. “Todos devem ser certificados”, diz a gerente comercial de orgânicos Sandra Saboia.

Por Martha Funke, Valor Econômico.

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