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Jornada de Agroecologia confirma potencial do setor

“Mesmo na crise, todo mundo precisa comer”. É a frase de Roberto Pereira, tecnólogo em agroecologia, enquanto apresenta os mais de 40 produtos colocados à venda pela Cooperativa Terra Livre na feira de produtos agroecológicos da 15ª Jornada de Agroecologia, realizada na Lapa (PR).

O agricultor é um jovem formado na Escola Latino-americana de Agroecologia (ELAA), no assentamento Contestado, na Lapa (PR). Roberto defende que hoje em dia é possível um processo de produção que supere o uso de agrotóxicos.

Há dois anos, a iniciativa agroecológica da cooperativa apresenta certificação para os produtos. Fornece alimentos para programas federais como é o caso do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Aquisição Escolar (Pnae).

A dificuldade, de acordo com ele, é reunir a mão de obra necessária.  “Hoje em dia, com famílias menores no campo, muda o patamar de produção. Por isso, fazemos trabalho coletivo e mutirão. O lado positivo é ver jovens indo estudar e voltando ao campo com conhecimento para ajudar na produção”, explica.

Várias dimensões de produtores
Ceres Hadich, integrante da coordenação do Jornada de Agroecologia, aponta que o objetivo neste ano foi organizar uma feira com produtores do campo e também praticantes da Economia Solidária da cidade. Cerca de 70 estandes foram montados no espaço de um barracão, enfeitado com imagens da luta e com as sementes crioulas.

“Pensamos em reunir várias dimensões, desde bancas de projetos e campanhas, passando pelas organizações urbanas, indígenas. E também temos os produtos da agricultura familiar, que vão da culinária até a exposição de sementes”, comenta.

Ao final do encontro, no sábado (30), será distribuído aos participantes da Jornada um estoque de sementes de 60 espécies e 200 variedades diferentes.

Agricultor desenvolve variedades crioulas do milho
Valdecir “Vinagre” Cadena tem orgulho em exibir as variedades de milho crioulo cultivado pela família há doze anos, na região de Imbaú (centro do Paraná).

O nome também lhe dá orgulho e ele espera que a sua variedade de milho, chamada “milho caiano” – mais barata, sem transgênicos e agrotóxicos –, espalhe pela região.

“Queremos que se espalhe o milho caiano pelo Paraná. Não somos os únicos produtores, mas ele não é visto em outros lugares. É mais difícil”, afirma.

Fonte: Pedro Carrano, Brasil de Fato.

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