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Inscrições abertas para Fóruns da Bio Brazil Fair

Discussões abordarão meio-ambiente, economia verde, tecnologia, políticas públicas, comercialização, sustentabilidade e mercado internacional. (Foto: Primeira Página)

Programado para os dias 24 e 25 de maio, o 8º Fórum Brasileiro de Agricultura Orgânica e Sustentável e o 1º Seminário Municipal de Agricultura Orgânica serão realizados durante a programação da Bio Brazil Fair – 8ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia.

O Fórum de 2012 tem como objetivo ser uma grande plataforma de ideias sobre práticas que promovam a democratização do acesso aos produtos orgânicos e naturais. Serão discutidas formas de implantação da Economia Verde e oportunidades para a geração de negócios à produção agroecológica.

Grandes temas que devem nortear as discussões são: meio-ambiente, tecnologia, políticas públicas, comercialização, sustentabilidade e mercado internacional.

Junto ao Fórum, a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras – Supervisão Geral de Abastecimento promoverá o 1º Seminário Municipal de Agricultura Orgânico.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do site da feira, www.biobrazilfair.com.br
Fonte: Primeira Página.

Agroecologia e criatividade garantem renda e qualidade de vida a família assentada na Paraíba

O assentado Sebastião da Silva investe para diversificar a produção - Foto: Kalyandra Vaz (Ascom Incra/PB)

Com uma produção diversificada e sem agrotóxicos, Sebastião da Silva, 42 anos, usa a agroecologia e a criatividade para conquistar clientes e uma melhor qualidade de vida para a família. Morador do assentamento Outeiro de Miranda, em Lucena (PB), a 42 quilômetros de João Pessoa, ele é pioneiro na horticultura do município. “Não tenho concorrência. Quando os produtos chegam de fora já vêm murchos e com veneno. Quero agora diversificar mais, ter uma horta completa”, diz.

Na horta dele há espaço para tudo: tomate, cebola, cenoura, pimentão, alface, coentro, salsinha, cebolinha, hortelã, rabanete, rúcula, espinafre, agrião, brócolis, nabo e alho-poró. O assentado trabalha, ainda, com culturas tradicionais, como milho, feijão, batata-doce, macaxeira e inhame, além de frutas, como banana (prata, anã e maçã), maracujá, acerola, graviola, manga e mamão.
 
Sebastião da Silva recebe visitas de outros assentados, de professores universitários e também de turistas, inclusive do exterior, que veraneiam em Lucena. “Ele é sempre convidado pelo Sebrae para eventos fora do estado, como a Frutal, em Fortaleza, e a Biofach, em São Paulo. A cada viagem traz novas experiências”, afirma o engenheiro agrônomo José de Sousa Ramalho Neto, que presta assistência técnica no assentamento.
 
As verduras e frutas rendem aproximadamente R$ 850 por mês à família do assentado. “Vendo na feira livre aos sábados, mas vem gente até de João Pessoa comprar na minha casa”, revela.
 
Dinamismo
 
Torneiro mecânico analfabeto, a prática de Sebastião foi reforçada com um curso de agroecologia promovido em 2004 pelo Sebrae-PB no assentamento, criado pelo Incra na Paraíba. Um empréstimo de R$ 18 mil do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) possibilitou a implantação de sistemas de energia elétrica e irrigação.
 
Para evitar perdas e testar novas culturas, como o morango, construiu uma sementeira. Ele também criou uma técnica de germinação para o espinafre. “Sebastião quebrou a ‘dormência’ das sementes colocando-as de molho na água por 24 horas”, explica Ramalho Neto.
 
A terra é fortalecida pelo húmus produzido em um minhocário nutrido com cascas de verduras e frutas, esterco bovino e esterco das cerca de cem galinhas do aviário de Sebastião. Para arar a terra o assentado utiliza uma ferramenta feita com tubos e varões de ferro. A bicicleta foi transformada em um triciclo com capacidade para carregar caixas que transportam a produção.

Fonte: Ascom Incra/PB.

MP/SP quer obrigar fabricantes a informar presença de transgênico em biscoitos

O Ministério Público do Estado de São Paulo ajuizou duas ações civis públicas, contra a Bagley do Brasil Alimento Ltda., fabricante do “Triunfo Tortini Morango“, e contra a Adria Alimentos do Brasil Ltda., fabricante do produto “Tortinhas Chocolate e Cereja” para obrigar as empresas a informar, de maneira clara, eficaz e adequada, no rótulo dos dois produtos, a presença de organismos geneticamente modificados em sua composição.

Na ação, o promotor de Justiça do Consumidor Roberto Senise Lisboa sustenta que tanto o “Triunfo Tortini Morango”, da Bagley, quanto as “Tortinhas Chocolate e Cereja”, da Adria, tem entre seus componentes a soja transgênica Roundup Ready, sem que isso seja informado ao consumidor, tendo sido, por isso, autuadas pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor.

A soja transgênica Roundup Ready é uma alteração genética da semente de soja a fim de que ela se tornasse resistente ao herbicida glifosato, suportando sua aplicação com o escopo de eliminação de ervas prejudiciais ao plantio e desenvolvimento da cultura de soja, sem ser, contudo, em tese, prejudicial a esta cultura.

Na ação, o promotor destaca que “a informação sobre a composição está atrelada à ideia de quais substâncias e/ou ingredientes são utilizados para a confecção do produto, devendo constar de modo claro e preciso na embalagem, de maneira plenamente perceptível ao consumidor, a fim de que o processo de escolha possa garantir efetivamente o mínimo de respeito à integridade física e psíquica do consumidor, permitindo-se-lhe a realização de uma análise prática sobre submeter ou não seu organismo à agressão externa que pode advir do consumo dos referidos produtos”.

Ainda segundo o promotor, “o consumidor deve ser informado sobre a origem dos produtos que são colocados a sua disposição, ainda mais quando esses produtos são elaborados através de um método não-convencional e pouco conhecido da população em geral, qual seja, a manipulação genética de organismos.

Roberto Senise Lisboa adverte que a ação não pretende discutir os eventuais riscos (ou não) que podem ser causados pela ingestão de produtos criados a partir da manipulação de organismos geneticamente modificados, “mas tão somente que se garanta à coletividade de consumidores exposta às atividades comerciais desempenhadas pelas fabricantes, as informações necessárias para autodeterminar-se e fazer escolhas conscientes sobre o que consumir”.

Argumenta também que “o mínimo possível a se fazer para garantir o direito de escolha do consumidor é informá-lo que o produto comercializado foi desenvolvido a partir da utilização de subprodutos geneticamente modificados, na medida em que caracteriza informação relevante a seu respeito.

Argumenta, ainda que a lei 11.105/05, em seu artigo 40, determina que os rótulos dos produtos que contenham organismos geneticamente modificados devem conter informação nesse sentido, sem quaisquer ressalvas.

Na ação, o promotor pede à Justiça concessão de medida liminar para impedir que os dois fabricantes coloquem no mercado novos produtos sem em que seus rótulos tragam o sinal gráfico designativo de alimento transgênico (T, em letra maiúscula, inserido em um triângulo com fundo amarelo), ladeado do nome do produto acompanhado da expressão “transgênico”. Pede, ainda, que a Justiça determine busca e apreensão de todos os lotes dos dois produtos existentes no mercado que não contenham essa informação no rótulo.

No mérito, pede a condenação das duas indústrias à obrigação de informar aos consumidores, nos rótulos, a presença de elemento transgênico na composição dos dois produtos.

Por MP São Paulo – EcoAgência.

Entre Rios do Oeste (PR) abre inscrições para concurso de Hortas Caseiras

O 5º Concurso de Hortas Caseiras de Entre Rios do Oeste está com as inscrições abertas e se estendem até o dia 30 de abril. Os interessados poderão se inscrever na Emater do município. Segundo o Diretor do Departamento de Agricultura, Elton Willens, o objetivo do concurso é incentivar o cultivo e a ingestão de produtos orgânicos e saudáveis; promover o acesso a alimentos de qualidade, melhorando a saúde da população; colher alimentos ao invés de acumular lixo nos quintais, aproveitando o lixo orgânico como adubo para as plantas; diminuir gastos com alimentos; incentivar e resgatar a agricultura saudável; incentivar as famílias a aproveitarem os espaços dos lotes na cidade para plantar produtos para sua alimentação, o que representa um processo de aprendizagem, paciência e dedicação; e cultivar plantas medicinais em vasinhos, recipientes reaproveitados, como latas de óleo e garrafas plásticas.

“Há uma preocupação referente à saude familiar, qualidade do alimento e equilíbrio da natureza, por isso surge a necessidade de resgatar as hortas caseiras para a produção de alimentos saudáveis, deixando de lado a utilização de produtos químicos, o que beneficia a família e o meio ambiente”, explica Elton.

Em 20011, o concurso contou com 46 participantes e 12 foram premiados por apresentar as hortas mais organizadas, limpas e com uma boa estética. O concurso é uma realização da Prefeitura de Entre Rios do Oeste, por intermédio dos Departamentos de Agricultura e Meio Ambiente, de Assistência Social e de Saude, em parceria com a Pastoral da Criança, Associação dos Produtores Orgânicos (APOER), Itaipu Binacional, Provopar, CRAS, Clube de Mães e Biolabore.

Fonte Assessoria de Imprensa Entre Rios do Oeste.

Cúpula dos Povos estimula consumo e produção de alimentos agroecológicos

Além de debater a agroecologia, a Cúpula dos Povos pretende utilizar essa forma de produção de alimentos no cardápio do evento, que ocorrerá em junho no Rio de Janeiro em paralelo à Rio+20.

Serão adquiridos mais de 100 tipos diferentes de alimentos agroecológicos. A Cúpula estima oferecer até 20 mil refeições por dia. Em sua página na Internet, destaca que a agroecologia pode ser entendida como uma forma de produção que agrega conhecimentos populares e tradicionais para a produção de alimentos, sempre em harmonia com a natureza e seus recursos.

Além disso, envolve práticas como a não utilização de agrotóxicos no cultivo de vegetais, equilíbrio do solo e respeito às plantas nativas do local. Durante a Cúpula dos Povos, um evento critico à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a agroecologia será relacionada à busca por soberania alimentar. Marcelo Durão, da Via Campesina, aponta esta prática de agricultura como uma solução para a crise socioambiental.

Com apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Associação Nacional de Agroecologia (ANA), a Cúpula dos Povos está preparando o armazenamento dos alimentos. O sistema tem como referência o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da Conab, implementado em 2003 com recursos dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O Programa compra os alimentos produzidos por associações e cooperativas de agricultores familiares para abastecer instituições públicas, como escolas, creches e asilos brasileiros.

Fonte: Agência Pulsar Brasil.

ONG Mandacaru irá realizar Feira de Produtos Orgânicos

A ONG Mandacaru, de Salvador (BA), através de seus setores de trabalho vai realizar no mês de abril uma grande feira onde terá como atração principal os produtos da agricultura familiar. A Entidade tem em seu plano de trabalho a agricultura familiar como um dos panos de fundo na atuação das atividades a serem executadas este ano com ênfase nos produtos orgânicos.

Uma das ações concretas planejada será a Feira da Fartura agendada para o dia 03 de abril na Praça da Matriz. O objetivo da feira será promover e incentivar o consumo do produto orgânico produzido na agricultura familiar de nossa região como azeite de coco, ovo caipira, macaxeira entre outros já estão sendo preparados, além é claro de hortaliças orgânicas produzidas na Ecoescola.

Fonte: 180 graus.

Mulheres lançam Campanha Pela Agroecologia e Segurança Alimentar no Nordeste Paraense

No início de março, o MMNEPA promoveu em São Domingos do Capim- Pa a “VI Feira Regional Saberes e Sabores” e o lançamento da Campanha “Fortalecendo as Mulheres da Amazônia, Agroecologia e Segurança Alimentar: alimente essa ideia”.

O evento reuniu um total de 11 municípios do nordeste paraense, trazendo agricultoras, lideranças sindicais e de movimentos sociais da região. A diversidade da Amazônia estava presente com diversos produtos regionais, de artesanatos a agroecológicos, todos produzidos pelas mulheres e suas famílias.

A realização da feira durante o Festival da Pororoca gerou maior visibilidade para a Campanha de Agroecologia e Segurança Alimentar que faz parte de um conjunto de ações realizadas pelo Projeto Mulheres do Campo, realizado pela APACC e MMNEPA, com apoio da Pão Para o Mundo e União Européia.
http://redeanaamazonia.blogspot.com.br/2012/03/mulheres-lancam-campanha-pela.html

Por Vania Regina Carvalho, do site Combate ao Racismo Ambiental.

Alimentos orgânicos beneficiam pessoas e meio ambiente

Solarização é uma técnica que utiliza radiação solar na erradicação de nematoides (Ass. Imprensa Unoeste)

Verduras, legumes, grãos e frutas de origem orgânica. É crescente o número de pessoas que escolhem este tipo de alimento. Os produtos orgânicos são alternativas mais saudáveis para o ser humano e também para o meio ambiente, pois são cultivados sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos.

De acordo com o Instituto Biodinâmico (IBD), principal empresa que atesta a qualidade dos produtos da agricultura orgânica brasileira, dos países da América Latina, o Brasil é o que mais consome produtos orgânicos, o equivalente a 1% de todo o mercado de alimentos. Cerca de 70% da produção orgânica vendida no Brasil é em supermercados.

O coordenador do programa de pós-graduação em Agronomia e professor da graduação na área da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Fábio Fernando de Araújo, explica que a agricultura orgânica segue parâmetros que vão desde o preparo do solo até o desenvolvimento das culturas. “Este tipo de alimento diferencia-se do convencional, pois possui uma série de restrições e manejos distintos. O controle de pragas que é feito através de técnicas naturais ao invés de agrotóxicos e a adubação que utiliza adubo de origem natural como rochas moídas, esterco e húmus, são exemplos”.

Ele fala que esta modalidade agrícola respeita o trabalhador rural e exige o registro na carteira de trabalho, que garante os direitos estabelecidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Araújo observa que é obrigatória para todos os produtos orgânicos comercializados no Brasil, a avaliação da conformidade por organismos credenciados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Esta identificação acontece através do selo oficial do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg), que pode ser emitido por diferentes órgãos como o IBD e IND (Instituto Nacional de Tecnologia)”.

O professor revela que os benefícios proporcionados pelos alimentos orgânicos são comprovados cientificamente. “Em 2011, a revista europeia Biological Agriculture & horticulture publicou o trabalho intitulado Organic versus conventional – a comparative study on quality and nutritional value of fruit and vegetable juices (Orgânico versus convencional – um estudo comparativo sobre a qualidade e valores nutricionais de sucos de frutas e vegetais). Foi constatado que os alimentos produzidos pela agricultura orgânica apresentam maiores concentrações de substâncias antioxidantes como flavonoides, que auxiliam o organismo na defesa do organismo contra moléculas tóxicas que causam câncer. Além disso, os legumes cultivados de forma convencional apresentam maiores teores de nitrato na sua composição o que é preocupante para a saúde humana, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

Em relação aos conhecimentos fornecidos na universidade sobre este tema, Araújo destaca que são desenvolvidas ações que conscientizam e embasam os futuros profissionais. “Os alunos são envolvidos diretamente em atividades que proporcionam uma visualização de como deve ser a produção orgânica. É importante ressaltar que o curso de Agronomia da Unoeste é um dos poucos no Brasil que possui em sua grade curricular a disciplina Agricultura Sustentável, fornecendo um sólido embasamento”.

Ele acrescenta que a instituição possui uma horta no campus II que permite a visualização e aplicação prática dos conteúdos passados em aula. “Atualmente, ocorre neste espaço um processo de conversão do sistema convencional para o sistema orgânico. Entre as ações desenvolvidas está em andamento um projeto piloto de recuperação do solo, que utiliza a técnica da solarização. Este procedimento natural cobre a área de plantio com um plástico transparente, que serve para a captação da radiação solar, aquecendo o solo e matando até 90% dos nematoides, vermes prejudiciais às verduras”.

O acadêmico do 8º termo de Agronomia, Gilberto Fonseca Lima diz que a agricultura orgânica possui técnicas simples e de fácil manejo. “É importante aprender como trabalhar este método alternativo, que poderei utilizar na minha profissão”.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Unoeste.

Práticas agroecológicas no combate ao deserto verde

Deserto verde no ES (Foto: Valter Campanato)

Os monocultivos de eucalipto e pinus ocupam 6 milhões e 500 mil hectares de terra no Brasil. Agricultores falam sobre os problemas sociais e ambientais deixados por estes cultivos. E apontam uma saída verdadeiramente sustentável: a agroecologia.

Esta é uma proposta alternativa de agricultura familiar socialmente justa e economicamente viável. Ela agrega saberes populares e tradicionais das experiências de agricultores familiares, de comunidades indígenas, quilombolas e camponesas.

Utilizando um discurso de sustentabilidade e responsabilidade social, empresários e integrantes do próprio governo vêm investindo nos monocultivos do eucalipto e do pinus.

A Companhia Vale do Rio Doce, por exemplo, por meio de um projeto chamado Vale Florestar estimula e cultiva extensas áreas de eucalipto. Prática que a empresa chama de “reflorestamento”.

A agricultora Maria Fátima mora no município de Otacílio Costa, em Santa Catarina. De acordo com ela os monocultivos não podem ser considerados como florestas. O problema é que, depois de um tempo, o uso excessivo de agrotóxicos faz com que não cresçam outras plantas e a área de cultivo se transforma praticamente em um imenso “deserto verde” .

Maria de Fátima lembra que a agroecologia é uma prática de cultivo de alimentos que dispensa a utilização de venenos e combate a concentração de terras

O quilombola João Batista também conta como a proposta agroecológica tem colaborado com a auto-estima dos agricultores de Angelim, uma das 32 comunidade da região do Sapê do Norte, no Espirito Santo.

Fonte: Rede Pulsar.

Divisa apresenta índice de agrotóxico em alimentos no Piauí

Alface como é dos produtos com mais agrotóxicos do Piauí

O relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para) realizado pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Piauí (Divisa) apontou a alface como líder dos produtos mais agrotóxicos do Piauí, com índice 100% insatisfatório. Em seguida, aparece o pimentão, com 83,3%, e o tomate, com 66,7%. O pepino e a cenoura tiveram 50% de índice insatisfatório.

O programa avaliou a coleta de 18 tipos de alimentos, dentre arroz, abacaxi, mamão, morango e pepino, totalizando 120 amostras. Os únicos produtos que tiveram índice satisfatório foram banana, manga, cebola e beterraba, que não apresentaram nenhum tipo de agrotóxico.

O relatório completo foi apresentado nessa quarta-feira (14), pela diretora da Unidade Estadual de Vigilância Sanitária, Tatiana Chaves, durante a 160ª reunião ordinária do Conselho Estadual de Saúde. De acordo com a diretora, o fato ocorre pela pouca adesão de empresas junto à Divisão. “De acordo com a Anvisa, das 966 empresas cadastradas, apenas 242 tem registro no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGP), o que dificulta o controle e a inspeção da maioria”, explica.

Em relação ao ano de 2010, houve um crescimento na quantidade de empresas que se regularizaram junto à Agência (364) e de empresas com o SNGPC (119). A Vigilância coordena, supervisiona, controla e executa atividades relacionadas ao registro, informação, inspeção, controle de riscos e estabelecimento. Em conjunto com as vigilâncias municipais, no ano de 2011, foram realizadas 176 inspeções em indústrias de alimentos e serviços de alimentação.

Além disso, durante todo o ano de 2011, a divisão realizou buscas em hospitais públicos e privados, com o objetivo de divulgar o serviço e acompanhar os agravos relacionados às intoxicações em humanos. Para isso, a Coordenação Estadual de Infecção Hospitalar realizou monitoramento na notificação de infecções de corrente sanguínea, além de implementar ações de medidas de prevenção de infecções por causa de bactérias multirresistentes a antibióticos, em hospitais públicos e privados do Estado.

Toda a atividade da Divisa, no ano de 2011, foi apresentada e aprovada pelos conselheiros durante a 160ª reunião.

Comissões

Durante a reunião do conselho foram formadas algumas comissões para acompanhamento de participação dos usuários como órgão fiscalizador. Dentre as que foram montadas, destacam-se a Comissão de Ética em Pesquisa e Comissão Permanente de Acompanhamento, Avaliação e Controle do Planejamento e Execução das Políticas e das Ações de Saúde dentro do Hospital Getúlio Vargas. Essa comissão será composta por cinco membros, sendo um titular e quatro suplentes.

Por Flalrreta Alves, Divisa/Piauí.

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