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Senadora propõe limites à propaganda de alimentos não-saudáveis

Pela proposta divulgação de alimentos prejudiciais à saúde só poderão ser veiculadas em rádio e televisão entre 21h e 6h

Pela proposta divulgação de alimentos prejudiciais à saúde só poderão ser veiculadas em rádio e televisão entre 21h e 6h

A senadora Marisa Serrano (PSDB/MS) apresentou o Projeto (PLS 150/2009) para regulamentar a propaganda de alimentos, especialmente os voltados ao público infantil. Pela proposta, a divulgação ou promoção de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada, gordura trans, sódio, e as de bebidas com baixo teor nutricional só poderão ser veiculadas em rádio e televisão entre 21h e 6h. O comercial destes produtos ainda deverá ser acompanhado de mensagens de advertência sobre os riscos associados ao consumo excessivo. O projeto espelha-se na regulação da propaganda do tabaco, que tem mostrado resultados positivos em termos de mudanças de comportamento em relação ao consumo de cigarros.

A matéria ainda estabelece que a propaganda não possa sugerir que o alimento é saudável ou benéfico à saúde. Fica também impedido o comercial direcionado às crianças e aos adolescentes, seja mediante a vinculação de personagens ao alimento, seja por meio da oferta de brindes, brinquedos, filmes ou jogos eletrônicos. “Sabemos que o marketing de alimentos influi na escolha do consumidor diante da gôndola do supermercado. É claro que a criança vai querer consumir o biscoito que traz o seu personagem preferido na embalagem”, afirmou Marisa Serrano.

O PLS 150/2009 ainda proíbe a veiculação de propaganda dos alimentos que podem ser danosos à saúde, se consumidos em excesso, em instituições de ensino e em materiais educativos ou lúdicos. A proposição também obriga a divulgação do valor energético dos alimentos. Além disso, recupera, as principais determinações da proposta de regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em relação aos alimentos não-saudáveis.

A pesquisa Monitoramento de Propaganda de Alimentos Visando à Prática da Alimentação Saudável, realizada pelo Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição, da Universidade de Brasília, demonstrou que as propagandas de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal são as mais presentes em alguns meios de comunicação: cerca de 71,6% do total de alimentos veiculados na televisão pertenciam aos grupos de fast food; guloseimas e sorvetes; refrigerantes e sucos artificiais; salgadinhos de pacote; biscoitos doce ou bolos. As crianças foram o alvo preferencial da propaganda de alimentos: 44,1% das peças publicitárias desse tipo foram destinadas a esse público.

Um estudo realizado por pesquisadores da Austrália e dos Países Baixos, editado no European Journal of Public Health, afirma que limitar a exposição de crianças ao marketing de alimentos altamente calóricos pode ajudar a tornar a dieta infantil mais saudável. Segundo a Senadora Marisa Serrano, este é um dos objetivos da iniciativa do projeto de lei de sua autoria. Ela acredita que é preciso estar atento aos índices de obesidade infantil no país. De acordo com uma reportagem da revista Saúde, a obesidade atinge 15% das crianças. A falta de exercícios e a alimentação inadequada são os grandes culpados pelos quilos a mais.

Além do impacto na auto-estima, a obesidade aumenta a chance de problemas ortopédicos, de infecções respiratórias e de pele, diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. A criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto com excesso de peso. O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda.

Fonte: Assessoria da Senadora.

Infarto é mais fulminante em mulheres

A taxa de mortalidade de mulheres por infarto é maior do que de homens

A taxa de mortalidade de mulheres por infarto é maior do que de homens

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revela que, em todas as faixas etárias, a taxa de mortalidade por infarto em mulheres é superior a dos homens. Na média, a cada 100 homens internados pelo Sistema Único de Saúde devido a um infarto, 11,89 morrem. Já entre as mulheres, a taxa de mortalidade é maior. São 17,95 mortes a cada 100 que são internadas.

A situação é semelhante em todas as faixas etárias. De 30 a 39 anos, por exemplo, a taxa de mortalidade das mulheres representa 13,33% do total de internações, enquanto, nos homens, a taxa cai para 5,61%. Na faixa de 80 anos, a taxa de mortalidade das mulheres é de 34,82% e a dos homens, 27,22%.

Um dos maiores fatores de risco para a mulher é não distinguir os sintomas que causam o infarto. É possível diagnosticar a doença pela percepção dos seguintes sintomas: cansaço, falta de ar, náuseas, suor intenso, dores no queixo, pescoço e costas. Quando elas são surpreendidas com a doença, geralmente já têm um histórico de outras patologias que favoreceram o aparecimento do infarto.

“As pacientes não acreditam que aqueles sintomas podem indicar infarto e vão ao médico tratar como outra doença, assim o diagnóstico é retardado e suas chances de cura diminuem”, alerta a cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Elizabeth Regina Giunco Alexandre.

Como as mulheres tendem a viver mais que os homens, o número de idosas com doenças cardiovasculares é maior. A idade de maior risco para o sexo masculino é a partir de 45 anos e, para o sexo feminino, 55 anos, geralmente após a menopausa.

Infartos em mulheres jovens, na maior parte das vezes, são decorrentes do uso de drogas e do tabagismo (o grande vilão da doença no sexo feminino). Mas a mulher geralmente enfarta quando já tem problemas de saúde como hipertensão, alterações de colesterol e triglicérides, diabetes e obesidade. Fatores hereditários também podem ser considerados de risco.

É preciso ficar atento aos sintomas e aos fatores de risco para diagnosticar corretamente a doença e com maior agilidade. Assim, as chances de cura são maiores. No dia 27 de junho, a Secretaria de Estado da Saúde realizará um mutirão para detectar problemas de saúde relacionados ao coração.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde de São Paulo.

Seminário em Curitiba busca alternativas ao cultivo de fumo

                                                       Ubirajara Machado
No seminário, serão debatidas experiências de diversificação produtiva. Uma delas é a da fruticultura entre agricultores que antes plantavam fumo
No seminário, serão debatidas experiências de diversificação produtiva. Uma delas é a da fruticultura entre agricultores que antes plantavam fumo

Pela primeira vez agricultores familiares dos três estados do Sul e do Nordeste, representantes dos governos Federal e Estadual, da área de saúde, movimentos sociais e outras organizações estarão reunidas para discutir alternativas à produção e geração de renda diversificada nas propriedades fumicultoras.

O encontro acontecerá de 4 a 6 de maio, durante o Seminário Diversificação na Agricultura Familiar, no auditório do Canal da Música, em Curitiba (PR). O Seminário também debaterá as consequências do cultivo do fumo para a saúde dos agricultores e a construção de políticas públicas para o setor.

A expectativa é de que 500 pessoas participem do evento. Aproximadamente 300 delas irão em caravanas de agricultores familiares de municípios do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Estima-se que existam cerca de  160 mil famílias fumicultoras na região Sul, distribuídas em 700 municípios.

Construção de propostas

O objetivo do Seminário é ampliar o debate sobre a diversificação em áreas fumicultoras, construir propostas e definir parcerias que contemplem a variedade produtiva como estratégia para fortalecer a agricultura familiar nas regiões produtoras de fumo.

A iniciativa de realização do encontro é uma parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (SEAB). O evento dá continuidade à  articulação iniciada em 2005, com a criação do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco.

O secretário nacional de Agricultura Familiar (MDA/SAF), Adoniram Sanches Peraci, explica que o seminário é um esforço do Governo Federal para ampliar o debate com as diferentes organizações e governos. A finalidade é encontrar alternativas de produção e novas formas de renda para as propriedades fumicultoras.

“Do encontro, sairão encaminhamentos para fortalecer e ampliar o Programa de Diversificação na perspectiva de um desenvolvimento rural sustentável e com qualidade de vida para as famílias agricultoras”, diz.

Fumicultores no Paraná

Segundo dados da safra 2007/2008, existem no Paraná em torno de 34,1 mil famílias trabalhando com a produção de fumo. Desse total, boa parte se concentra nas regiões de Irati (com 25% do total da área produzida), Ponta Grossa (18%) e Curitiba (com 15% do total de 75 mil hectares no estado).

O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Valter Bianchini, também destaca a importância do encontro. “Estamos em um processo de reconversão da cultura. Diversos fatores estão nos levando a buscar alternativas, dando possibilidades mais saudáveis de ganhos aos agricultores”, diz .

Segundo Bianchini, a produção de fumo é de alto risco à saúde, não só do produtor mas também do consumidor. “Existe uma tendência natural com a diminuição do consumo. Vamos discutir as experiências já colocadas em prática com as alternativas para o setor, seja na fruticultura, pecuária de leite, avicultura, entre outros, que podem dar maior e melhor sustentabilidade ao agricultor”, afirma.

Programa de Diversificação

O Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco é uma das ações implementadas pelo Governo Federal desde 2005, ano em que o Brasil tornou-se signatário da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O objetivo é buscar alternativas produtivas e geradoras de renda na fumicultura, com foco na qualidade de vida e na sustentabilidade econômica, social, ambiental e cultural entre as famílias agricultoras.

O MDA é o coordenador do Programa, em parceria com organizações governamentais e sociedade civil.  Atualmente, 60 projetos são apoiados na região Sul e no Nordeste, atendendo cerca de 20 mil famílias. As ações abrangem a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), capacitação e pesquisa.

Ao longo de quatro anos, o  Programa ganhou visibilidade internacional, sendo apontado como referência pela OMS e pelos países que compõem a Convenção das Partes (COP).  Tem repercutido, também, nos municípios produtores de fumo e já possui ações planejadas para 2009.

Em âmbito nacional, por exemplo, podem ser citadas a qualificação em políticas públicas para gestores municipais e lideranças dos municípios gaúchos produtores de fumo. Já na  atuação internacional, está prevista a participação do Brasil no Grupo de Trabalho Internacional (GT) de alternativas a cultura do fumo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Pimentão é o alimento mais contaminado por agrotóxicos

Anvisa diz que mais de 64% das amostras de pimentão estão contaminadas

Anvisa diz que mais de 64% das amostras de pimentão estão contaminadas

 

 

O pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades para resíduos de agrotóxicos, durante o ano de 2008. Mais de 64% das amostras de pimentão, analisadas pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apresentaram problemas. O morango, a uva e a cenoura também apresentaram índices elevados de amostras irregulares, com mais de 30% cada.

No lançamento dos dados do Programa, nesta quarta-feira (15), em Brasília (DF), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou a importância do trabalho da Anvisa no monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos. “No Brasil, a segunda causa de intoxicação, depois de medicamentos, é por agrotóxicos, o que tem uma dimensão importante”, afirmou Temporão.

Os desvios detectados pelo PARA foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso não autorizado para determinadas culturas. No balanço geral, das 1773 amostras dos dezessete alimentos monitorados (alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura, laranja, abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva), 15,28% estavam insatisfatórias.

A cultura de tomate foi a que apresentou maiores avanços quanto à diminuição dos índices de irregularidades. Em 2007, 44,72% das amostras de tomate analisadas apresentaram resíduos de agrotóxicos acima do permitido. No último ano, esse número caiu para 18,27%.

O arroz e o feijão, coletados pela primeira vez no Programa de 2008, apresentaram índices de irregularidades de 3,68% e 2,92% respectivamente. Juntamente com a manga, batata, banana, cebola e maçã, esses dois alimentos apresentaram os menores teores de irregularidade detectados.

A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentou um índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 2%. A banana, que chegou a apresentar índice de 6,53% neste período, fechou 2008 com incidência de 1,03% de irregularidades.

Chama atenção, nos resultados do Programa, o uso de agrotóxicos não permitidos, em todas as culturas analisadas. Ingredientes ativos banidos em diversas partes do mundo, como acefato, metamidofós e endossulfam, foram encontrados de forma irregular nas culturas de abacaxi, alface, arroz, batata, cebola, cenoura, laranja, mamão, morango, pimentão, repolho, tomate e uva.

Cuidados

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes nas superfícies dos alimentos.

PARA

O objetivo do PARA, criado em 2001, é manter a segurança alimentar do consumidor e a saúde do trabalhador rural. O Programa, coordenado pela Anvisa em conjunto com os órgãos de Vigilância Sanitária Estaduais e Municipais, abrange, atualmente, 25 estados e o Distrito Federal.

Em 2008, realizaram coletas em supermercados (de acordo com o plano de amostragem) os estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Neste mesmo ano, as ações de ampliação do Programa treinaram os estados de Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima. Os dez estados treinados, mais São Paulo, participarão do PARA em 2009.

A escolha dos itens analisados pelo Programa leva em consideração a importância destes alimentos na cesta básica do brasileiro, o consumo, o uso de agrotóxicos e a distribuição das lavouras pelo território nacional. No último ano, o PARA acompanhou oito novas culturas, até então nunca monitoradas: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.

O Programa funciona a partir de amostras coletadas pelas vigilâncias sanitárias dos estados e municípios. No último ano, as amostras foram enviadas para análise aos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães (IOM/FUNED/MG), Laboratório Central do Paraná (LACEN/PR) e Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP), nas quais foram investigadas até 167 diferentes agrotóxicos.

Caso a utilização de agrotóxicos esteja em desacordo com os limites permitidos pela Anvisa, os órgãos responsáveis pelas áreas de agricultura e meio ambiente são acionados para rastrear e solucionar o problema.

” Trabalhadores rurais são expostos a estes agrotóxicos sem os equipamentos próprios para o manejo destes produtos”, explica José Agenor Álvares, diretor da Anvisa. As medidas em relação aos produtores são, principalmente, de orientação para que sejam adotadas as Boas Práticas Agrícolas (BPAs).

 

DADOS CONSOLIDADOS DO PARA 2008

Cultura

Total de amostras analisadas

Amostras insatisfatórios

Total

%

Abacaxi

95

9

9,47

Alface

101

20

19,80

Arroz

136

6

4,41

Banana

97

1

1,03

Batata

100

2

2,00

Cebola

103

3

2,91

Cenoura

102

31

30,39

Feijão

137

4

2,92

Laranja

101

15

14,85

Maçã

102

4

3,92

Mamão

104

18

17,31

Manga

101

1

0,99

Morango

86

31

36,05

Pimentão

101

65

64,36

Repolho

102

9

8,82

Tomate

104

19

18,27

Uva

101

33

32,67

Total

1773

271

15,28

Ações Práticas:

1 - Realizar reuniões nos Estados, com os órgãos de vigilância sanitária e agricultura e os representantes dos supermercados, dos produtores rurais, do Ministério Público e da Sociedade Civil para o estabelecimento de ações conjuntas.

2 – Reavaliar ingredientes ativos de importância toxicológica evidenciada pelos resultados do PARA.

3 – Dar continuidade às ações de fortalecimento da rede de referência de Laboratórios de Saúde Pública para o monitoramento de resíduos de agrotóxicos nos alimentos.

4 – Continuar ampliando o quantitativo de amostras e a diversidade das culturas envolvidas no PARA.

5. Seguir ampliando as estratégias junto aos Estados para a rastreabilidade de produtos in natura.

6 – Fomentar a estruturação da assistência técnica rural para aprimorar a qualificação do produtor.

7 – Organizar e fomentar ações e campanhas educativas voltadas para todos os atores sociais envolvidos na cadeia produtiva de Frutas, Verduras e Legumes : dos trabalhadores rurais aos consumidores.

8 – Elaborar uma versão da nota técnica comentada para ser disponibilizada nas estruturas de divulgação da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e outros canais de comunicação direta com a sociedade.

9 – Incluir as ações do PARA no Plano Integrado de Vigilância e Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

10 – Estabelecer parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), por meio do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES) da Diretoria de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento Rural.

11 – Definir as ações a serem desenvolvidas em relação aos ingredientes ativos que apresentaram maior freqüência de irregularidades e para as culturas com grande número de resultados insatisfatórios.

12 – Fortalecer os programas de governo já existentes, como o de produção integrada e o de produção orgânica.

13 – Solicitar ao Ministério da Agricultura a adoção de medidas que limitem a importação de agrotóxicos que são encontrados pelo PARA apesar de terem severas restrições internacionais, e cujos níveis de importação estão acima do teto histórico.

14 – Fomentar a integração das ações voltadas para o monitoramento de resíduos de agrotóxicos efetuados por diferentes instituições públicas, federais e estaduais.

15 – Agilizar a publicação de normas técnicas para as culturas com suporte fitossanitário insuficiente e para os produtos destinados à produção orgânica de alimentos.

16 – Integrar regionalmente as ações fiscalizatórias das Vigilâncias Sanitárias e das Secretarias de Agricultura.

17 – Informar o Ministério da Agricultura e a Polícia Federal quanto à presença de agrotóxicos proibidos no país, encontrados nas culturas analisadas pelo PARA.

18 – Apoiar ações desenvolvidas pela Associação Brasileira de Supermercado (ABRAS) no que tange: a geração de dados e informações sobre o consumo e qualidade de Frutas, Verduras e Legumes (FLVs); a organização de sistemas de “Alerta rápido para acidentes de consumo” objetivando a construção de base histórica de solução de problemas; o estabelecimento de mecanismos que permitam aos Supermercados informar e orientar o Consumidor e o compartilhamento da base de dados sobre monitoramento interno da qualidade de FLVs junto aos órgãos pertinentes;

19. Fortalecimento das ações da Produção Integrada-PI através da divulgação dos benefícios de sua utilização como agricultura sustentável, que profissionaliza o setor, através da adoção de tecnologia e capacitação, acarretando entre vários benefícios a redução da utilização de agrotóxicos nos alimentos e produtos derivados

20. Incentivar e aumentar a abrangência de atuação dos projetos SAPI e Orgânicos como parte de políticas públicas, como por exemplo: alimentos de Produção Integrada e Orgânicas na merenda escolar

21. Incentivar e apoiar o Programa Pró-Orgânico do Ministério da Agricultura para ampliar a oferta de produtos que não utilizam agrotóxicos.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa.

Chocolate com 70% de cacau combate a hipertensão

Lavoura de Cacau

Lavoura de Cacau

Redução da pressão arterial e melhora da circulação por meio do consumo diário do chocolate. Esses são alguns dos benefícios estudados em uma pesquisa desenvolvida pela Clínica Experimental do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Clinex/Hupe). Sob a orientação do coordenador, Antônio Sanjuliani, o estudo propõe que pacientes hipertensos ingiram diariamente 100 g de chocolate com 70% de cacau.

A pesquisa intitulada Avaliação da ingestão de cacau sobre o perfil lipídico marcadores inflamatórios e função endotelial e pressão arterial em pacientes com hipertensão estágio 1, está em andamento e conta com a participação das mestrandas Lívia de Paula Nogueira e Marcela Knibl. Os pesquisadores partiram da constatação de que o cacau, presente em chocolates e em algumas bebidas, possui alta concentração de flavonóides, compostos responsáveis pela produção de óxido nítrico, que auxiliam na dilatação dos vasos sanguíneos. Dessa forma, o produto pode reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares relacionadas à alta pressão arterial.

Com base nisso, as mestrandas entrevistaram cerca de 500 voluntários, entre 18 e 60 anos, a fim de selecionar um grupo para investigação. Para participar, o paciente deve ser hipertenso, mas ainda não ter sido submetido a qualquer tratamento anterior. “Além disso, tem de estar com peso normal, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, e se comprometer a não consumir chocolate além do fornecido pela Clinex, e evitar alimentos que contenham flavonóides, tais como: uva, vinho tinto e chá”, observa Sanjuliani. Devido a estas restrições, apenas 30 pessoas foram selecionadas. “É difícil encontrar pacientes que se encaixem no perfil da pesquisa”, admite o professor.

Aos voluntários, são administradas doses diárias do chocolate. Para evitar que o grupo tenha problemas com a ingestão diária de calorias e gorduras extras, a pesquisa conta com uma dieta balanceada, na qual são subtraídas as calorias do chocolate da quantidade diária recomendada pelos nutricionistas. Além disso, há uma orientação de manter o registro diário de todas as refeições consumidas no período.

Para comprovar a eficácia do cacau 70% como redutor da pressão arterial, está sendo realizada uma série de exames em cada voluntário. Dentre os principais aspectos analisados está a aferição da pressão arterial. Além do monitoramento semanal, no início e no final da análise de cada paciente é feita uma aferição a cada 20 minutos durante 24 horas com a utilização de um aparelho de alta precisão.

Há também um exame para a análise da microcirculação pelo EndoPath 2000, aparelho com tecnologia de ponta, importado de Israel e comprado pela UERJ com apoio da Fundação Carlos Chagas de Amparo a Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

A observação clínica envolve ainda a análise de resultados de coleta de sangue “Onde são observados os marcadores inflamatórios e perfil lipídico”, explica Lívia Nogueira. Além disso, todo o material coletado dos pacientes está sendo armazenado em um freezer a – 80º C pelo menos até o fim da pesquisa. De acordo com o professor Sanjuliani a pesquisa será concluída até o final deste ano.

Pacientes que se encaixem nos requisitos solicitados podem participar do estudo. Para se candidatar, entre em contato com o telefone: 2587-6836.

Por Portal da UERJ.

Comunidades quilombolas de Pernambuco receberão sementes crioulas melhoradas

Semente crioula de milho

Semente crioula de milho

Comunidades quilombolas do semi-árido do estado de Pernambuco vão ser beneficiadas com sementes melhoradas de milho, feijão, mandioca e algodão, com maior qualidade nutricional e mais produtivas.

As sementes foram desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que assinou, com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, termo de cooperação para implementação do projeto Semente Crioula- Resistência Quilombola: Soberania Alimentar na Caatinga.

O objetivo do projeto é contribuir para a melhoria da alimentação das comunidades quilombolas no Brasil. Inicialmente, serão atendidas as comunidades de Conceição das Crioulas, Contendas e Santana – localizadas no município de Salgueiro – e Jatobá e Santana – no município de Cabrobó.

Segundo estudos da Embrapa, que já fez levantamentos e trabalhos de base nesses locais, 52 % da população negra das cinco comunidades se encontram “em situação de insegurança alimentar”.

A participação da Empraba no projeto será voltada para a melhoria do sistema genético das sementes, principalmente do milho, do feijão, da mandioca e do algodão. Com o passar dos anos, essas sementes foram perdendo qualidade e produtividade.

Além disso, a Embrapa vai atuar no resgate das espécies tradicionalmente consumidas na região, o enriquecimento do acervo das espécies cultivadas, consumidas e comercializadas pelas comunidades, com a incorporação de tecnologias e produtos desenvolvidos pela empresa pública de pesquisa.

A secretaria, que é responsável pela Agenda Social Quilombola, que pauta suas ações nas comunidades remanescentes de quilombos, tem como meta levar dignidade e os direitos da cidadania às mais de 1.700 comunidades quilombolas, localizadas em 22 estados e em mais de 300 municípios brasileiros.

O termo de cooperação que marcou o lançamento do projeto foi assinado pelo ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, e pela diretora da Embrapa, Tatiane Viana de Abreu.

Segundo o ministro, a parceria com a Embrapa é importante em função da tecnologia que a empresa pode colocar a serviço das comunidades quilombolas. “Com isso, dá sustentabilidade ao processo de produção de alimentos, que vai contribuir para a sustentabilidade daquelas comunidades”.

Santos afirmou que a questão da segurança alimentar é algo fundamental. “Garantir condições dignas de vida a essa população, não só na questão da segurança alimentar, mas também da titulação, da regularização fundiária, são coisas essenciais que o estado deve garantir a essas comunidades.”

Ele disse que, na Agenda Social Quilombola o governo tem desenvolvido uma série de ações e investimentos, envolvendo vários ministérios. “Aonde a agenda quilombola tem chegado, tem contribuído para melhoria da qualidade de vida e gerando um quadro de redução da desnutrição, principalmente das crianças”, observou o ministro.

O Programa Semente Crioula deve ser levado a outras comunidades quilombolas, depois de estar consolidado no sertão de Pernambuco. “Evidentemente que, na medida que ele tenha êxito naquela região, certamente vamos replicá-lo em função do sucesso e, a partir daí, vamos verificar o impacto para ver a possibilidade de reproduzi-lo em outras áreas.”

Fonte: Agência Brasil (ABr).

Assentados gaúchos promovem primeira feira

A Cooperativa Regional dos Assentados da Fronteira Oeste (Cooperforte), entidade que representa com cerca de 380 famílias de agricultores de oito projetos de assentamento, promove, neste sábado (11), a 1ª Feira de Produtos da Reforma Agrária. A atividade será realizada na Praça Artigas, em Santana do Livramento, oeste do Rio Grande do Sul.

Hortigranjeiros, feijão, mel, pães caseiros, biscoitos, rapaduras, vinho de mesa, erva-mate, geléias e doces, entre outros produtos, serão oferecidos à população, com preços diferenciados. “Pretendemos dar desconto de 20% a 30% no preço final, em comparação com o que é vendido na cidade”, garante a assentada Rosi de Lima Costa, que também é tesoureira da cooperativa.

Como explica Rosi, além de espaço para exposição e venda do resultado da produção dos assentados, a feira oferecerá oportunidade para divulgação da participação da cooperativa no Programa Fome Zero do Governo Federal. Duas vezes por semana, 1.640 litros de leite produzido nos assentamentos são recolhidos por uma empresa local que faz o beneficiamento. Depois de embalado, o leite tipo “C” é distribuído a entidades sociais do município beneficiárias do programa.

Para que a primeira feira registre sucesso em vendas, membros da cooperativa e da prefeitura investem na divulgação do evento por meio de programas nas rádios, exposição de cartazes e carro de som. “É a primeira feira de muitas que pretendemos fazer”, afirma a agricultora.

A realização da feira conta com apoio da Prefeitura de Santana do Livramento que também cede o caminhão para transporte dos produtos. Os projetos de assentamento que participam da feira são: Santa Rita, Nossa Senhora da Conceição, Sepé Tiarajú, São Leopoldo/Jupira, Fidel Castro, Recanto, Cerro dos Munhoz e Roseli Nunes.`

Por Vida Sustentável com informações do MDA.

Pesquisa mostra que é comum brasileiro dirigir após beber

 

Já está sendo lançada a campanha de prevenção a acidentes.

Já está sendo lançada a campanha de prevenção a acidentes.

Cinqüenta e quatro mil pessoas respondem a questionários por telefone e dizem que estão praticando mais exercícios, comendo mais hortaliças e fumando menos

No Dia Mundial da Saúde, comemorado na terça-feira (7), o ministro da Saúde José Gomes Temporão anunciou dados inéditos sobre indicadores de qualidade de vida no Brasil. A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2008), revelou que os brasileiros estão atentos com a sua saúde. “O brasileiro faz mais atividade física, consome menos carne gordurosa, está fumando menos. Ampliou-se o acesso ao diagnóstico da hipertensão arterial. O número de mulheres que fazem mamografia e exame preventivo do câncer foi ampliado. Por outro lado, persiste o número de brasileiros com excesso de peso, obesos e o consumo de bebida alcoólica, principalmente beber e dirigir, voltou ao padrão anterior da vigência da Lei Seca”, afirma Temporão.

A pesquisa também mostra que é comum entre os brasileiros o hábito de dirigir após beber. “A luz amarela acendeu. É uma questão que se enfrenta com fiscalização e com a construção de um novo padrão de consciência da população”, comenta o ministro da Saúde. Por isso, o Ministério da Saúde e o Ministério das Cidades lançam nesta quarta-feira, 8 de abril, campanha de prevenção a acidentes voltada tanto para aqueles que dirigem alcoolizados quanto para os caminhoneiros que consomem anfetaminas durante a longa jornada de trabalho.  
 
O Vigitel 2008 foi realizado por amostragem com 54 mil pessoas residentes nas capitais e no Distrito Federal. É o terceiro ano consecutivo que o Ministério realiza o levantamento. O questionário inclui perguntas sobre hábitos alimentares, atividade física, auto-avaliação do estado de saúde, tabagismo, consumo de álcool, prevenção de câncer, excesso de peso e obesidade.

Com os resultados do estudo, o Ministério da Saúde registra informações para subsidiar o monitoramento dos fatores de risco e proteção para as doenças crônicas não transmissíveis (câncer, infarto, derrame, etc) e contribuir para o planejamento de ações que reduzam a ocorrência dessas enfermidades.

VEJA TAMBÉM
Estudo completo do Vigitel 2008 (PDF)
Mais pessoas praticam atividade física no país 
Idosos são incentivados a praticarem atividades físicas
Como está a sua alimentação? Faça o teste e confira

Veja os principais resultados do estudo nas 27 capitais:

1 – Álcool e direção

Cresce consumo de álcool no Brasil
No Brasil, as informações sobre o consumo abusivo de álcool mostram tendência de crescimento. Em 2008, 19% declaram ter consumido álcool de forma abusiva em alguma ocasião nos últimos 30 dias. Em 2007, foram 17,5%; em 2006, primeiro ano do Vigitel, foram 16,1%. O consumo é mais freqüente em faixas etárias mais jovens – alcançando 30% dos homens e 10% das mulheres entre 18 e 44 anos.
Veja texto completo: Cresce consumo abusivo de álcool entre os brasileiros

Consumo abusivo de álcool é 3x maior entre homens em relação às mulheres
Dados inéditos do Ministério da Saúde confirmam que o consumo abusivo de álcool continua mais freqüente e intenso entre os homens em relação às mulheres. De acordo com dados do Vigitel 2008, o percentual de consumo abusivo de álcool para o sexo masculino é de 29% dos entrevistados, 10 pontos percentuais acima da média nacional (19%) e três vezes maior do que o registrado entre as mulheres (10,5%). De acordo com o estudo, o percentual de consumo abusivo de álcool entre homens em 2008 foi o maior desde 2006, quando teve início o Vigitel. Há três anos, 25,3% dos homens entrevistados afirmaram ter consumido abusivamente o álcool, contra 27,2% (2007) e 29% (2008).
Veja texto completo: Cresce consumo abusivo de álcool entre os brasileiros

Mulheres aumentaram o consumo abusivo de álcool
As mulheres estão bebendo mais. De acordo com o Vigitel, em 2008 o percentual de consumo abusivo de álcool foi de 10,5%, contra 9,3% em 2007 e 8,1% em 2006.
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Beber e dirigir
O brasileiro voltou a beber e dirigir com mais freqüência nos últimos meses de 2008 em relação aos primeiros meses da Lei Seca, em vigor desde junho do passado, e reverteu a tendência inicial de queda verificada pelo Ministério da Saúde. Nos meses de julho, agosto, setembro e outubro do ano passado, os percentuais de pessoas que afirmaram ter consumido álcool de forma abusiva e ter dirigido depois foram de 1,3%, 0,9%, 1,2%, 1,2%, respectivamente. Em novembro e dezembro, os percentuais saltaram para 2,1% e 2,6%, dados bastante elevados em relação aos meses anteriores.

Com relação ao cenário nacional, o dado percentual médio do Brasil foi de 1,5%, menor do que os 2% verificados em 2007, ano em que Vigitel iniciou a pesquisa sobre álcool e direção.

Comparativo do consumo abusivo de bebidas alcoólicas* e direção de veículo motorizado em capitais brasileiras, entre julho a dezembro de 2007 e 2008 e primeiros meses de 2009.

Tabela 1 – Álcool e direção

 
2007
2008
2009
JANEIRO
 
 
1,9
FEVEREIRO
 
 
2,0
MARÇO
 
 
2,3
ABRIL
 
1,8
 
MAIO
 
1,8
 
JUNHO
 
1,9
 
JULHO
2,2
1,3
 
AGOSTO
1,9
0,9
 
SETEMBRO
2,0
1,2
 
OUTUBRO
2,1
1,2
 
NOVEMBRO
1,8
2,1
 
DEZEMBRO
2,1
2,6
 

Fonte: Vigitel 2008

* Para o estudo, foi considerado abusivo o consumo de mais de quatro doses de álcool para as mulheres e mais de cinco para homens, em mesma ocasião, evento ou festa, nos últimos 30 dias. A avaliação considera como dose de bebida uma lata de cerveja, uma taça de vinho uma ou uma dose de destilados como uísque ou vodka.
Veja texto completo: Cresce o número de pessoas que dirigem após beber

2 – Obesidade

13% dos brasileiros são obesos
Excesso de peso se manteve estável nos últimos anos (43,3% dos brasileiros), mas a obesidade aumentou nos brasileiros, especialmente nas mulheres. Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que hoje 13% dos adultos são obesos, sendo o índice maior entre as mulheres (13,6%) do que entre os homens (12,4%). Em 2006, quando foi apresentada a primeira edição do sistema Vigitel, 11,4% dos brasileiros eram obesos. No ano seguinte, esse índice subiu para 12,9%.
Veja texto completo: 13% dos brasileiros adultos são obesos

3 – Tabagismo

Consumo de cigarros entre os jovens caiu à metade nos últimos 20 anos
O estudo Vigitel 2008 mostra que 14,8% dos jovens entre 18 e 24 anos têm o hábito de fumar. Em 1989, os jovens fumantes eram 29%. De acordo com Deborah Malta, coordenadora da área de doenças e agravos não transmissíveis do Ministério da Saúde, um dos fatores mais importantes no controle do tabagismo é evitar o início do vício entre adolescentes e jovens.

A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, realizada há 20 anos, mostrou que 35% da população adulta no Brasil era fumante. Segundo o Vigitel 2008, esse índice caiu para 15,2%. Apesar de o Brasil estar entre os países com menor incidência de tabagismo do mundo, o objetivo é reduzir esse número, em especial entre os jovens e mulheres fumantes. Em 20 anos, metade dos fumantes abandonou o tabagismo.
Veja texto completo: Cai consumo de tabaco entre os jovens

4 – Alimentação

Aumenta o consumo de frutas e hortaliças. Cai o consumo de carnes gordurosas
No Brasil, 15,7% dos brasileiros consomem a quantidade recomendada de frutas e hortaliças – quase três vezes mais do que em 2006. Se há três anos apenas 5,6% dos adultos consumiam a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de cinco porções em cinco dias ou mais da semana, hoje há motivos para comemorar.
Veja texto completo: Melhora a alimentação do brasileiro

5 – Prevenção de câncer e auto-avaliação de saúde

71% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram mamografia nos últimos 2 anos
De acordo com o estudo do Ministério da Saúde, 71% das mulheres brasileiras entre 50 e 69 anos fizeram o exame de mamografia nos últimos dois anos. As maiores freqüências de realização do exame foram registradas em Belo Horizonte (84,1%), Vitória (81,9%) e Florianópolis (80,6%). As cidades de Palmas (49,2%), Rio Branco (51,1%) e Macapá (53,5%) estão entre as cidades com menores frequência, abaixo da média nacional. O Vigitel revela que cobertura do exame aumenta com o nível de escolaridade, chegando a 89,2%, para as mulheres com 12 anos ou mais de estudo.

Apenas 4,5% dos brasileiros declaram ter estado ruim de saúde
Em 2008, apenas 4,5% dos entrevistados do Vigitel afirmaram que estavam com a saúde fora de suas expectativas. Embora as mulheres vivam mais, são elas quem mais avaliam pior o próprio estado de saúde. Isso porque as mulheres são mais sensíveis e percebem mais os problemas de saúde do que os homens, que dão pouco importância ao seu próprio corpo. Quanto maior a escolaridade, maior é a procura por avaliações de saúde por parte da população.

80,9% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame HPV nos últimos 3 anos
Prevenção do câncer do colo de útero – Segundo o Vigitel, a média nacional para frequência de realização do exame Papanicolau, nos últimos três anos, foi de 80,9%, entre as mulheres entre 25 e 59 anos. O estudo mostra que a cobertura aumentou para 89,8% nas pessoas com 12 anos ou mais de escolaridade. As cidades com as maiores coberturas do exame são nos foram identificadas em São Paulo (92,7%), Porto Alegre (90,6%) e Florianópolis (90,5%). As menores coberturas do exame estão nas cidades de Maceió (72,9%), Fortaleza, Distrito Federal e Belém (74,8%) e Natal (75%).

Cai o uso de proteção solar. 39% dos brasileiros se protegem contra UV
De 2007 para 2008, a média nacional de frequência de proteção contra radiação ultravioleta (uso de protetor solar, chapéu ou sombrinha e roupas adequadas) caiu de 53,3% para 39%. As maiores freqüências de proteção foram declaradas por moradores de Florianópolis (50,9%), Palmas (49,8%), Distrito Federal (47,7%) e Curitiba (47,2%), de acordo com o Vigitel. O Rio de Janeiro é a capital com o menor percentual de proteção, 30,8%.
Veja texto completo: 71% das brasileiras fizeram exame de mamografia

Fonte: Ministério da Saúde.

UnB pesquisa sedentarismo e hábitos de alimentação na periferia de Brasília

Excesso de açúcar, risco para a saúde

Excesso de açúcar, risco para a saúde

O Centro de Alimentação Saudável da Universidade de Brasília (UnB) está realizando uma pesquisa em São Sebastião, região administrativa a 26 quilômetros do Plano Piloto, para levantar o que influencia as pessoas na escolha dos alimentos. O estudo quer saber o porquê da preferência por produtos industrializados com alta concentração de açúcar e de gordura e baixo valor nutritivo.

“O hábito da má alimentação não tem classe social”, afirma a nutricionista Caroline Romeiro, pesquisadora da UnB. No entanto, a pesquisa já identificou que as pessoas que vivem em São Sebastião consideram mais cara a alimentação saudável, à base de frutas e hortaliças. Caroline, porém, contradiz o senso comum e lembra que há sempre frutas e hortaliças da estação, de boa qualidade e com preços em promoção.

O estudo do Centro de Alimentação Saudável faz parte de do projeto Jogo de Cintura que envolve outros setores da UnB, o governo do Distrito Federal e outras instituições. Além da alimentação, o projeto verifica as razões do sedentarismo. Segundo Caroline, a prática de atividade física depende da disponibilidade de espaço físico e de segurança.

Ela lembra que São Sebastião, por exemplo, têm parque ao redor, mas não há condições de uso por falta de infra-estrutura e vigilância. A falta de condições de uso de determinados espaços exclui grande parte da população da prática de atividades físicas. “São atividades que acontecem durante o dia. A população não sai de noite para fazer exercícios. Quem trabalha o dia inteiro, chega à noite lá, não pode participar por conta da falta de segurança no local.”

A enfermeira Edisa Brito Lopes, da Gerência de Doenças e Agravos não-Transmissíveis da Secretaria de Saúde, confirma a falta de espaço adequado para a prática de exercícios em São Sebastião, diz que os maus hábitos alimentares são comuns e assinala que o local tem, como resultado, alto índice de pessoas com sobrepeso e obesidade.

A falta de infra-estrutura, segurança e espaço adequado para praticar exercícios não aflige apenas a periferia das grandes cidades. O médico e mestre de tai chi chuan Moo Shong Woo há 35 anos reúne e orienta praticantes desta arte marcial de origem chinesa na Entrequadra 104/105 Norte do Plano Piloto de Brasília. Ele se queixa de que naquele espaço, já batizado como Praça da Harmonia Universal, falta uma área com cobertura para os dias de chuva.

Fonte: Agência Brasil (ABr)

Anvisa reavalia substâncias ativas utilizadas em agrotóxicos no Brasil

Agrotóxicos trazem riscos à população e ao meio ambiente

Agrotóxicos trazem riscos à população e ao meio ambiente

Um dado preocupa as autoridades sanitárias nacionais. Em 2008, o Brasil assumiu o posto de maior consumidor de agrotóxicos em todo mundo, posição antes ocupada pelos Estados Unidos. Só o mercado de agrotóxicos movimentou mais de US$ 7 bilhões.

Para proteger a saúde da população dos riscos associados ao uso destes produtos nas culturas agrícolas nacionais, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trabalha na reavaliação de substâncias ativas utilizadas em agrotóxicos no Brasil. “Como o registro de um agrotóxico é eterno, a reavaliação ocorre quando há alguma alteração de riscos à saúde, em comparação aos riscos avaliados durante a concessão de registro de determinada substância ativa”, explica a gerente de avaliação toxicológica da Anvisa, Letícia Rodrigues.

Até hoje, a Agência já proibiu o uso de quatro ingredientes ativos e restringiu severamente o uso de outros 19, utilizados na fabricação de mais de 300 agrotóxicos no país. “Nesse processo, destaca-se a proibição do uso como inseticida doméstico para o ingrediente ativo clorpirifós. Essa substância afetava o desenvolvimento neurológico e cognitivo de crianças que ficassem expostas a ela”, afirma Letícia.

Paralisação

Em 2008, uma série de decisões judiciais impediram a Anvisa de realizar a reavaliação de 14 ingredientes ativos (utilizados em mais de 200 agrotóxicos). “Empresas de agrotóxicos e o próprio Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola recorreram ao Judiciário para impedir a Anvisa de cumprir seu papel”, critica a consultora jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), Andrea Salazar.

Esse cenário contribuiu para o Brasil continuar a produzir e importar agrotóxicos proibidos em diversos países do mundo. “O que não se consegue mais vender para a União Européia, Estados Unidos, Canadá, Japão e China, acaba vindo parar no mercado brasileiro”, complementa Rosany Bocher, coordenadora do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz.

A consultora jurídica do IDEC, Andrea Salazar, acredita que só após a existência de jurisprudência sobre o tema as barreiras jurídicas serão vencidas. “A superação desse entrave acontecerá a partir da pacificação da jurisprudência no sentido de reconhecer a imprescindibilidade da reavaliação dos agrotóxicos para a preservação da saúde da população, garantida textualmente pela legislação vigente.”, afirma Andrea.

Após moção de apoio do Conselho Nacional de Saúde, amplo apoio da sociedade civil organizada e recursos por parte da Advocacia Geral da União, a Anvisa consegui reverter as decisões judiciais para a reavaliação de 13 substâncias ativas. Somente a reavaliação do acefato foi declarada nula. As demais reavaliações foram retomadas e estão previstas para serem finalizadas até junho de 2009.

Veja a tabela completa no site da Anvisa 

Fonte: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa.

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