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Corante natural do milho substitui com vantagens o artificial

Milho roxo traz menor impacto ao ambiente e benefícios à saúde humana por conta de propriedades antioxidantes

Milho roxo traz menor impacto ao ambiente e benefícios à saúde humana por conta de propriedades antioxidantes

Uma nova pesquisa testou a extração de corantes de milho como alternativa aos corantes sintéticos. O motivo é que, além de não poluir, os corantes naturais podem trazer benefícios à saúde por apresentar pigmentos antioxidantes e anti-inflamatórios.

O estudo foi publicado na revista Ciência e Tecnologia de Alimentos. “O interesse em pesquisas por corantes naturais aumentou consideravelmente nas últimas décadas devido às severas críticas dos consumidores, às restrições impostas pela Organização Mundial da Saúde e outras instituições aos corantes sintéticos”, destacam os autores.

De acordo com Elias Basile Tambourgi, professsor da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um dos autores do artigo, além do uso em corantes de alimentos e de tecidos, o milho é uma fonte de antocianinas, pigmentos pertencentes ao grupo dos polifenóis – compostos responsáveis por dar cores aos vegetais.

“As antocianinas atuam como agente antioxidante que age na inibição dos radicais livres, atuando na prevenção de doenças degenerativas como o câncer. Além disso, melhoram a adaptação à visão noturna, prevenindo a fadiga visual. São usadas como anti-inflamatório e também já foram aplicadas no tratamento contra obesidade e hiperglicemia”, disse Tambourgi à Agência FAPESP.

O pesquisador ressalta a necessidade de mais pesquisas a fim de destacar a importância das antocianinas na dieta humana. “Além disso, precisamos melhorar as metodologias de extração (quantificação e identificação), obter a composição e compreender a funcionalidade das fontes naturais”, disse.

No novo estudo, foram utilizadas duas variedades nativas de milho (Zea mays L.) peruano, roxa e vermelha, adquiridas em fazendas a cerca de 150 quilômetros ao sul de Lima. Segundo o estudo, o corante do milho roxo tem se mostrado estável.

“Chegamos a realizar testes de fixação em produtos têxteis, como algodão. O que mais chama a atenção é seu uso artesanal no Peru, na coloração de roupas. Podemos notar que esses produtos apresentam forte cor roxa, e não se deterioram ao longo do tempo, nem mesmo pela ação do calor”, disse.

Métodos de extração

Os autores destacam que as antocianinas do milho roxo foram usadas pelos incas na preparação de bebidas e no tingimento de fibras têxteis. “Eles obtinham os pigmentos de forma artesanal, utilizando processos mecânicos através de atrito e raspagem da semente”, apontam.

“Embora existam pesquisas indicando significativos avanços e benefícios das antocianinas extraídas do milho roxo, até o presente momento não conhecemos estudos sobre novas metodologias de extração desses pigmentos livres das substâncias químicas tóxicas”, ressaltou.

Nos testes foram utilizados três métodos de extração: por imersão, por lixiviação e por supercrítica, que consiste em explorar as propriedades críticas do dióxido de carbono (comportamento de fluido) como solvente e promover o seu contato com o soluto, utilizando-se uma forma estática de extração.

Nos dois primeiros processos foram utilizados água deionizada, etanol, metanol, éter de petróleo, ciclo hexano e isopropanol como solventes, todos de grau analítico. E tanto no primeiro como no segundo método, o etanol foi o solvente com maior rendimento de extração dos pigmentos.

Os resultados apontaram ainda que a lixiviação (com algumas modificações) foi o método mais eficiente nas extrações dos corantes, com aproximadamente 88% de antocianinas, assim como na recuperação dos solventes.

“Mas como os dois primeiros métodos são simples, baratos e fáceis de serem aplicados, também apresentaram bons resultados. A extração do pigmento roxo pode ser realizada de modo simples e com solvente (etanol) disponível no mercado”, disse o professor da Unicamp.

Tambourgi coordenou diversos projetos apoiados pela FAPESP, entre os quais “Purificação de amilases de Zea mays para a aplicação na hidrólise de amido para uso na indústria alcooleira”, na modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular.

O novo estudo foi feito com Felix Martin Cabajal Gamarra, da Faculdade de Engenharia Química, e Edison Bittencourt, do Departamento de Tecnologia de Polímeros, amboa da Unicamp, e com Gisele Costa Leme, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Para ler o artigo Extração de corantes de milho (Zea mays L.), disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Por Alex Sander Alcântara, da Agência Fapesp de Notícias.

Curso prepara empreendimentos para Salão do Turismo e Bio Fair

Oficina capacita para a Bio Brazil Fair 2009

Oficina capacita para a Bio Brazil Fair 2009

Começou nessa terça-feira (26) e segue até quinta-feira (28) a oficina de capacitação dos empreendimentos selecionados para o 4º Salão do Turismo e para a Bio Brazil Fair 2009. O evento é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pela Cooperação Técnica Alemã GTZ, no Hotel Sonesta, em Brasília.

Participam da capacitação representantes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), profissionais para orientar os agricultores, além de diretores do MDA e do Ministério do Turismo (MTur).

Entre os temas a serem debatidos, destacam-se as políticas das secretarias de Agricultura Familiar (SAF) e Desenvolvimento Territorial (SDT), as políticas de turismo, a produção associada ao turismo e o Salão do Turismo como estratégia. Também faz parte da programação a apresentação do Programa de Agroindústria e do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), e a discussão sobre legislação, mercado de orgânicos, exigências de mercado, formação de preços e o comportamento do expositor frente ao cliente/comprador.

A V Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia (Bio Brazil Fair 2009) será realizada de 23 a 26 de julho, em São Paulo, e tem a finalidade de promover, divulgar e comercializar produtos orgânicos. A quarta edição do Salão do Turismo – Roteiros do Brasil também acontece em São Paulo, de 1º a 5 de julho.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Palestra sobre o valor nutricional dos alimentos orgânicos

Alimentos orgânicos são mais saudáveis e nutritivos

Alimentos orgânicos são mais saudáveis e nutritivos

A loja Grão Natural está integrada na Semana dos Produtos Orgânicos. Desde segunda-feira (25) até sábado (30), Grão Natural está distribuindo materiais educativos e fazendo degustação de produtos orgânicos. Na sexta-feira (29) promove palestra sobre o valor nutricional dos produtos orgânicos com a nutricionista Ângela Gindri Martins, ocasião em que sorteará camisetas e uma produtos orgânicos.

A palestra será realizada nas dependências da loja, Av. Benjamin Constant, 1508 (esquina com Av. Berlim), bairro São João, Porto Alegre. A Semana dos Produtos Orgânicos é um evento que ocorre em todo o Brasil. Promovido pelo Ministério da Agricultura, a semana pretende esclarecer os consumidores sobre o que são os produtos orgânicos, fazendo uma abordagem em relação aos benefícios ambientais, sociais e nutricionais, com o objetivo de estimular o consumo.

Em todo o país estão programados centenas de eventos. Somente no Rio Grande do Sul são mais de 80 atividades, que vão de palestras, oficinas, sorteios de produtos orgânicos, degustações, cursos de culinária, entre outras.

A produção orgânica tem como base princípios agroecológicos que orientam o desenvolvimento de sistemas produtivos, os quais buscam preservar a vida e promover a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

O consumidor desse tipo de produto, além de levar para casa um alimento saudável proveniente de um sistema produtivo que não utiliza agrotóxicos ou materiais sintéticos, contribui para o fortalecimento de uma outra forma de ver a produção agropecuária e agroindustrial, onde se pensa na produção de substâncias essenciais à vida, considera-se o respeito à Terra e a todos os seres vivos que nela habitam.

Mais informações no site Grão Natural.

Liberte-se da Ansiedade

alimentacaosaudavel
A alimentação está diretamente ligada à ansiedade. Veja algumas dicas de como se livrar desse mal.

Medo, tensão, unhas roídas, pernas que não param de mexer. Esses são alguns sinais da ansiedade. Ela pode ser sintoma de um momento difícil que passamos na vida ou até estar ligada ao nosso jeito de ser e estilo de vida moderno.

Mais do que buscar solução no exterior, importante é perceber que ela nasce de dentro pra fora e que sua raiz precisa ser tratada. Noites de sono tranqüilas, organização, uma agenda com folgas para lazer; todos esses fatores podem ajudar a diminuir a ansiedade.

O que muitos não sabem (ou esquecem), é que a alimentação também é importante: pode tanto ser uma vilã, que só faz aumentar o nervosismo, ou uma aliada, que vai ajudar a segurar a onda e baixar a ansiedade.

Mas o que minha comida tem a ver com essa ansiedade? A alimentação é fundamental, pois é matéria prima para a formação de neurotransmissores, substância que o cérebro produz para o equilíbrio físico e emocional. A alimentação é responsável pelo bom funcionamento intestinal e isso é importante porque a maior parte da serotonina, que dá sensação de bem estar, é produzida no intestino.

Para isso, é preciso comer bastante fibras solúveis, farelo de aveia, de trigo, semente de linhaça, frutas e verduras.

A natureza oferece vários alimentos para quem quer buscar uma fonte natural de combate à ansiedade. Segue uma listinha para vocês:

> Alface: rico em lactucina, substância que funciona como calmante;
> Arroz integral: rico em triptofano, acalma e melhora o humor;
> Castanha-do-Pará: contém selênio, antioxidante e anti-stress;
> Espinafre: rico em potássio e ácido fólico, ajuda na circulação e previne depressão;
> Maracujá: a mais conhecida, considerada um sedativo natural;
> Pimenta: rica em capsaicina, estimula as terminações nervosas da língua, provocando aumento de endorfina, que relaxa e melhora também o humor.

Na luta contra a ansiedade é muito importante considerar o bem estar do nosso corpo e isso inclui uma boa noite de sono. Evitar alimentos estimulantes são essenciais para que tenhamos melhores noites, muito mais tranquilas.

Alguns alimentos considerados agressores, são: café, gorduras e frituras, açúcar refinado, muita carne vermelha, chás escuros, refrigerantes à base de cola, entre outros.

Alimentação equilibrada, auto-observação, sono tranquilo e atividade física regular são ingredientes que devem estar presente na sua vida diária para que a ansiedade seja deixada de lado de uma vez!

Por Camila Gabriela Camargo
Nutricionista Especialista em Qualidade de Vida pela UNICAMP. Atua como Personal Diet e como nutricionista da Prefeitura Municipal de Itu. Atende em consultório particular.

Semana dos Alimentos Orgânicos realiza mais de 80 eventos do Rio Grande do Sul

Princípios agroecológicos promovem a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Princípios agroecológicos promovem a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Inicia neste domingo (24) em todo o Brasil a Semana dos Alimentos Orgânicos. O evento, que se estende até o dia 31 de maio visa esclarecer os consumidores sobre o que são os produtos orgânicos, fazendo uma abordagem em relação aos benefícios ambientais, sociais e nutricionais, com o objetivo de estimular o consumo. Somente no Rio Grande do Sul estão programados mais de 80 eventos, que vão de palestras, oficinas, sorteios de cestas com produtos orgânicos, degustações, cursos de culinária, entre outras atividades.

Segundo a coordenadora da Comissão Estadual de Produção Orgânica no Rio Grande do Sul (CPOrg-RS), do Ministério da Agricultura, Angela Escosteguy, a quantidade de eventos que se realiza no estado demonstra o crescimento que vem ocorrendo nesse setor. Ela lembra que em 2006, primeiro ano em que o Rio Grande do Sul participou foram realizados nove eventos, todos em Porto Alegre. Nos dois anos seguintes a participação estendeu-se para alguns municípios do interior, abrangendo o total de 42 atividades.

Hoje a situação é diferente. “Neste ano já temos mais de 40 municípios integrados ao nosso trabalho, o que demonstra a conscientização dos consumidores para a utilização dos produtos orgânicos”, explica. Ela credita o sucesso da expansão deste ano à integração e esforço da Comissão Estadual, “cujo objetivo justamente é auxiliar o desenvolvimento da produção orgânica, tendo por base a integração entre os diversos agentes da rede de produção orgânica do setor público e do privado, e a participação efetiva da sociedade”.

Os parceiros também têm aumentado e se diversificado. Além de ONGs, temos a participação de governos, estabelecimentos de ensino, desde a pré-escola até pós-graduação em universidades, e o segundo setor, como lojas, restaurantes e grandes redes de supermercados, complementa Angela Escosteguy.

Princípios agroecológicosA produção orgânica tem como base princípios agroecológicos que orientam o desenvolvimento de sistemas produtivos, os quais buscam preservar a vida e promover a sustentabilidade econômica, social e ambiental. O consumidor desse tipo de produtos, além de levar para casa um alimento saudável proveniente de um sistema produtivo que não utiliza agrotóxicos ou materiais sintéticos, contribui para o fortalecimento de uma outra forma de ver a produção agropecuária e agroindustrial, onde se pensa na produção de substâncias essenciais à vida, considera-se o respeito à Terra e a todos os seres vivos que nela habitam.

 

No texto de divulgação da semana, o Ministério da Agricultura destaca que a “consciência do consumidor levará ao fortalecimento dos produtores orgânicos, em grande parte agricultores familiares responsáveis pela prestação de serviços ambientais fundamentais para a sobrevivência do planeta, como a manutenção da quantidade e qualidade da água e a preservação da biodiversidade. É preciso proporcionar a esses consumidores um maior acesso a informações sobre os sistemas orgânicos de produção e aproximá-los das pessoas envolvidas com esta proposta”.

Veja aqui a programação completa para o Rio Grande do Sul.

Texto de Juarez Tosi, para Vida Sustentável.

Agricultura orgânica preserva ambiente e promove biodiversidade

propriedade de Roque Domingos Rossi, município de Gramado, cultivo de chás junto à mata.

propriedade de Roque Domingos Rossi, município de Gramado, cultivo de chás junto à mata.

O Dia da Biodiversidade, definido pela ONU como 22 de maio, é o destaque neste sábado, dia 23, na Feira dos Agricultores Ecologistas, FAE. O respeito pela diversidade da vida está exposto em cada banca, tanto nos produtos como nos cartazes amarelos que mostram exemplos práticos de como a agricultura limpa promove a biodiversidade e a manutenção dos ecossistemas.
 
Para o produtor Pedro José Lovatto “a maior ameaça à biodiversidade são as espécies invasoras, que ocupam o nicho ecológico das nativas”. Como presidente da Associação Agroecológica e integrante da comissão de feirantes, ele alerta aos colegas sobre a importância de fazer o controle das espécies exóticas como ligustro japônico, uva do Japão, madressilva, pínus, eucalipto e amora preta, entre outras.
 
A preservação das matas também é comum entre os feirantes. “Mais de 90 por cento de nossa propriedade é de mata nativa” comenta Roque Domingos Rossi, produtor de ervas e chás medicinais no interior de Gramado. A riqueza do local e o respeito à natureza podem ser vistos ao vivo, pois Roque e sua família recebem pequenos grupos interessados em conhecer de perto o trabalho com manejo orgânico.
 
Ao promover o fortalecimento do solo e das plantas por meio de práticas naturais, a agricultura orgânica protege o meio ambiente e a biodiversidade. Além da manutenção dos ambientes naturais, que são fundamentais para a preservação da vida, há uma variedade muito maior de cultivos, herança da agricultura tradicional desenvolvida pelos imigrantes nas pequenas propriedades.
 
Banca da Biodiversidade
 
As mais de 40 bancas que formam a FAE apresentam, cada  uma, grande diversidade de produtos. Para marcar o Dia da Biodiversidade, uma banca especial localizada na metade da primeira quadra da rua José Bonifácio reúne alguns produtos disponibilizados pelos feirantes.
 
A riqueza da vida aparece nos feijões, pipocas e milhos coloridos que encantam os olhos e resultam do trabalho de Vilmar Menegat para resgatar as sementes crioulas. “Entre feijões, abóboras, lentilha, pimentas, milhos, conseguimos reunir e criar um banco com no mínimo 65 sementes crioulas”, comenta o integrante da Associação dos Produtores Ecologistas da Linha Pereira Lima do município de Ipê. Na comemoração do Solstício de Inverno, 20 de junho, Vilmar estará na feira para oferecer sementes e grãos.
 
Frutas que curam
 
“O limão, mesmo sendo ácido, possui como propriedade alcalinizar o sangue” afirma a nutricionista Herta Karp Wiener. Como é o Dia da Biodiversidade, a partir das 8h30min, ela distribui duas espécies da fruta: limão-tahiti e limão-cravo.
 
Maiores informações sobre as propriedades do limão podem ser obtidas na Banca do Meio, ao lado do Caldo-de-cana, das 8:30h ao meio-dia.
 
Presença do Greenpeace
 
Marcando o Dia da Biodiversidade, o Greenpeace vem à feira para apresentar algumas ações que promovem a preservação da vida. Entre os materiais distribuídos está o Guia do Consumidor, com a lista de produtos que podem conter transgênicos; O rastro da Pecuária na Amazônia, Mato Grosso: o Estado da Destruição; À deriva: um panorama dos Mares Brasileiros e um caça – palavras com temas ambientais.
 
No mesmo dia, a ONG  coleta assinaturas para a Petição com três propostas dirigidas ao presidente Lula, para que o Brasil assuma a liderança nas negociações da 15º Conferência das Partes da ONU, a ocorrer em Compenhagen, na Dinamarca. O Greepeace está localizada ao lado da Banca do Arroz.
 
Próximos eventos
 
No dia 30 de maio, a FAE recebe o autor Denis Beauchamp que, com exclusividade, lança a obra A casa limpa da faxineira ecológica, contendo práticas e receitas de produtos de limpeza que não agridem o meio ambiente e a biodiversidade.
 
Em 06 de junho, a feira comemora o Dia do Meio Ambiente.
 
A celebração do início da nova estação, Solstício de Inverno, será no dia 20 de junho.
 
A Feira dos Agricultores Ecologistas acontece todos os sábados, das 7 às 13h, na primeira quadra da rua José Bonifácio.
 
Texto da jornalista Cláudia Dreier.

Artigo mostra que educação é um bom remédio para o tratamento do diabetes

                                                          Foto: Cofen

No Brasil, calcula-se que existam mais de 5 milhões de pessoas com a doença
No Brasil, calcula-se que existam mais de 5 milhões de pessoas com a doença

A educação é uma poderosa ferramenta para o controle do diabetes. É o que afirmam pesquisadores da UFMG, USP, PUC-Minas e Fiocruz em artigo recém-publicado na Revista de Saúde Pública. A equipe comparou duas estratégias educativas adotadas em um hospital de Belo Horizonte: uma em grupo e outra individual. “As duas estratégias do programa educativo em diabetes foram efetivas, porém a educação em grupo apresentou melhores resultados de controle glicêmico do que a individual”, concluem a professora da UFMG e doutora pela Fiocruz Heloisa de Carvalho Torres e co-autores no artigo.

Em outras palavras, as duas estratégias foram semelhantes no que diz respeito à promoção de conhecimentos sobre a doença, seu tratamento e os cuidados com a saúde, como dieta e exercícios físicos. No entanto, em relação à redução e ao controle dos níveis de açúcar no sangue – um fator fundamental para os pacientes com diabetes –, a estratégia de educação em grupo se mostrou mais eficaz, segundo o estudo em Belo Horizonte. Existem hoje no mundo cerca de 120 milhões de diabéticos e estima-se que este número chegará a 300 milhões até 2025. No Brasil, calcula-se que existam mais de 5 milhões de pessoas com a doença, que acomete em torno de 8% da população do país com idade entre 30 e 69 anos.

“Considerando que a educação é fundamental para o autogerenciamento dos cuidados em diabetes mellitus, o serviço de endocrinologia e metabologia do hospital estudado tem realizado programa educativo com pacientes com diabetes tipo 2 desde 2001”, diz o artigo, assinado também por Laercio Franco, da USP, Mayara Stradioto, da PUC-Minas, Virginia Hortale, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), e Virginia Schall, da Fiocruz Minas. “O objetivo principal do programa é proporcionar uma maior adesão ao tratamento para o controle da doença”.

Na estratégia educativa em grupo, pouco mais de dez pacientes participam de encontros, com duração média de duas horas cada, nos quais são realizadas dinâmicas interativas e lúdicas. Já a estratégia individual consiste em uma consulta de cerca de 30 minutos na qual o paciente recebe orientações. No artigo, os pesquisadores apresentam dados relativos a 31 pacientes da educação em grupo e 26 da individual que participaram assiduamente do programa durante seis meses. Os primeiros participaram de 11 encontros e os outros, de seis consultas.

Todos os pacientes foram avaliados em três momentos distintos: no início, antes de qualquer encontro ou consulta, após três meses e após seis meses de intervenção educativa. As avaliações consistiam em exames clínicos e aplicação de questionários sobre conhecimentos e atitudes em relação à doença. “Ainda que não estatisticamente significativo, observou-se que o tempo de contato, o número de profissionais e o número de sessões na educação em grupo e individual promoveram melhora de conhecimentos e atitudes, favorecendo a mudança de comportamento dos pacientes para aderirem à dieta e às atividades físicas”, comentam os pesquisadores no artigo.

Os autores apontam o curto período de acompanhamento dos participantes (um semestre) como uma das limitações do estudo: eles acreditam que, com um período mais longo, seria possível detectar uma melhora mais expressiva, pois a mudança de hábitos é algo que requer tempo. Mesmo assim, foi possível observar uma redução dos valores de hemoglobina glicada (parâmetro usado para medir o açúcar no sangue), especialmente entre os participantes da educação em grupo, entre os quais este aspecto clínico caiu de 9,3% para 7,6%

Por Fernanda Marques, da Agência Fiocruz de Notícias.

Aumento na ingestão de calorias acelera a obesidade

Obesidade é uma ameaça tanto para adultos como para crianças

Obesidade é uma ameaça tanto para adultos como para crianças

O que tem contribuído mais para a epidemia de obesidade: a ingestão excessiva de alimentos ou o sedentarismo? A questão vem sendo discutida há tempos, mas, segundo um estudo que acaba de ser divulgado, a culpa é principalmente do primeiro item.

A pesquisa foi apresentada no último dia 08, no Congresso Europeu de Obesidade. Segundo o trabalho, feita por um grupo internacional, o aumento na obesidade nos Estados Unidos desde a década de 1970 se deve quase que completamente ao aumento na ingestão de calorias.

De acordo com a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, o estudo inova ao examinar a questão das contribuições proporcionais à epidemia de obesidade ao combinar relações metabólicas e dados epidemiológicos e agrícolas, entre outros.

“Há muitas sugestões de que tanto a redução da atividade física como o aumento na ingestão de calorias têm sido os principais vetores da obesidade. Mas, até agora, ninguém havia proposto como quantificar as contribuições relativas desses dois pontos”, disse Boyd Swinburn, diretor do Centro de Prevenção da Obesidade da Universidade Deakin, na Austrália, órgão que atua junto à Organização Mundial de Saúde.

“O novo estudo demonstra que o ganho de peso na população norte-americana parece ser explicado totalmente pela ingestão de mais calorias. Aparentemente, as mudanças nas frequências de atividades físicas têm um papel mínimo”, afirmou.

Os pesquisadores examinaram inicialmente 1.399 adultos e 963 crianças para determinar quantas calorias seus corpos queimam no total em circunstâncias normais.

Após obterem as taxas de queima de calorias de cada um dos voluntários, Swinburn e colegas calcularam quanto os adultos precisam comer de modo a que mantenham um peso estável e quanto as crianças necessitam para que estejam em uma curva de crescimento normal.

Em seguida, foi feita a análise de quanto os norte-americanos comem, por meio de dados nacionais da disponibilidade de alimentos (a quantidade de alimento produzida e importada menos o total exportado, desperdiçado e usado em animais ou em outras situações), desde a década de 1970.

A ideia era estimar qual seria o peso aproximado 30 anos depois levando em conta apenas a ingestão de alimentos. Para isso, também usaram dados de outro estudo nacional sobre o peso médio dos habitantes dos Estados Unidos.

“Se o aumento de peso real se mostrasse o mesmo que a estimativa havia apontado, isso implicaria que a ingestão de alimentos era a responsável. Se isso não ocorresse, significaria que mudanças na atividade física também tiveram papel importante”, disse Swinburn.

Os resultados mostraram que, em crianças, o peso estimado e o real eram exatamente o mesmo, indicando que o consumo calórico sozinho poderia explicar o aumento de peso médio observado no período.

“Para os adultos, estimamos que eles estariam em média 10,8 quilos mais pesados, mas o aumento ficou em 8,6 quilos. Isso sugere que o excesso na ingestão de alimentos ainda explica o ganho de peso, mas que houve melhorias na atividade física nesses 30 anos que evitaram um crescimento ainda maior”, afirmou.

Segundo Swinburn, para que o peso médio retorne aos valores da década de 1970, seria preciso diminuir a ingestão calórica em cerca de 350 calorias por dia para crianças e em 500 calorias (um sanduíche grande) para adultos.

“Uma alternativa para atingir resultados semelhantes seria aumentar a atividade física em 150 minutos por dia para crianças e 110 para adultos. Realisticamente, embora a combinação dos dois fatores seja o ideal, o foco deve estar principalmente na redução da ingestão calórica”, disse.

O pesquisador enfatiza que a atividade física não pode ser ignorada como um importante fator para auxiliar na redução da obesidade e que deve continuar a ser promovida por conta de diversos outros benefícios à saúde

Entretanto, Swinburn destaca que as expectativas em relação ao que pode ser atingido por meio de exercícios devem ser diminuídas e as políticas públicas de saúde precisam ser dirigidas mais no sentido de encorajar a população a comer menos.

Fonte: Agência Fapesp.

Plano mundial de combate ao álcool terá contribuições do Brasil


A lei seca – alternativa à redução das mortes no trânsito que o país – chamou a atenção de representantes de 26 países que discutiram o tema, em São Paulo
A experiência brasileira no combate ao consumo de álcool poderá ser discutida para aplicação em escala mundial em junho desse ano. Algumas das iniciativas nacionais, como a implementação da lei seca, foram apresentadas na semana passada, em São Paulo, durante reunião com a participação de representantes de 26 países da região das Américas (do Norte, do Sul e Central) e do Caribe. O encontro foi convocado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que está realizando Consultas Técnicas Regionais nos cinco continentes (América, Europa, Ásia, África e Oceania) com o objetivo de debater o problema do consumo nocivo de álcool no mundo.

Durante a reunião em São Paulo, o exemplo brasileiro da Lei Seca foi bastante comentado, como alternativa à redução das mortes e ferimentos no trânsito. O álcool é responsável por 6% das mortes no mundo e está associado a doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, cirrose hepática, câncer, além de acidentes de trânsito e de trabalho, e à violência doméstica e urbana. Estudos indicam ainda que 11% da população brasileira entre 12 e 65 anos apresentam quadro de dependência, que é a forma mais grave de transtorno associado ao consumo de bebidas.

As informações e sugestões serão reunidas em um Documento Preliminar, a ser submetido a todos os países-membros da ONU, em junho, em Genebra. As propostas que forem aprovadas em consenso farão parte de uma nova proposta consolidada, que deverá ser submetida à Assembléia Mundial da Saúde, em 2010. O plano mundial será submetido à aprovação dos 190 países que integram o sistema das Nações Unidas.

A consulta regional das Américas foi realizada no Brasil por escolha da OMS, com o apoio da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) e do Ministério da Saúde (MS). Participaram pelo Brasil, além do MS e Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), a Secretaria Nacional de Políticas de Drogas (Senad) – da Presidência da República, e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). “Solicitamos o apoio do Brasil, por ser um país que tem mostrado um claro compromisso da saúde pública com o tema”, justificou Vladimir Pozniak, coordenador do projeto na OMS.

Ele lembra ainda que já foram realizadas consultas na Ásia (Tailândia) e na Oceania (Nova Zelândia). “Não temos nada definido ainda. Estamos fazendo uma ampla consulta a todos os países. É uma tarefa gigantesca e complexa, que só terá êxito se for capaz de construir os consensos possíveis que unifiquem todos os países”, explica Pozniak.

A metodologia das consultas regionais e aprovação de versões preliminares sucessivas vêm sendo adotada pela OMS para outros temas complexos da saúde pública no mundo, como o da prevenção dos riscos e danos causados pelo tabaco. “São dois problemas bastante diversos, apesar do tabaco e do álcool serem drogas que, embora lícitas, mais danos causam à saúde da população do mundo. A estratégia proposta também será diferente daquela do tabaco, de eficácia incontestável. O conceito utilizado é o de uso nocivo do álcool, que implica o pressuposto de que esse hábito, arraigado na cultura humana desde sua origem, pode ter padrões de consumo menos danosos e riscos atenuados, desde que haja um forte compromisso dos governos em enfrentar o problema e os interesses econômicos envolvidos”, afirma o coordenador de Saúde Mental do MS, Pedro Gabriel Delgado.

 

Os temas em discussão incluem:

1) a resposta efetiva da saúde pública para prevenção e tratamento do consumo nocivo e da dependência;

2) o controle do acesso, especialmente para menores e naquelas situações de risco potencial, como à margem de rodovias;

3) a definição mais precisa do que é bebida alcoólica, eliminando a distorção presente na legislação de alguns países, inclusive do Brasil, que atribui estatuto diferente a bebidas destiladas (aguardente, uísque, rum) e fermentadas (cervejas e vinhos);

4) os riscos associados ao beber e dirigir automóvel;

5) as formas legais de controle da comercialização e da propaganda;

6) a política de preços, como medida capaz de inibir o consumo abusivo;

7) a participação da comunidade no enfrentamento do problema;
8) as campanhas de esclarecimento e educação em saúde, visando mudar os padrões de consumo nocivos (por exemplo, o hábito de embriagar-se voluntariamente, com doses excessivas, especialmente entre jovens);

9) as alternativas de participação possível na estratégia de setores econômicos interessados, como a indústria de bebidas, o comércio e os bares e restaurantes;

10) as estratégias de redução de danos, como consumo concomitante de água e alimentos, restrição voluntária da freqüência de consumo, adesão a programas de tratamento da compulsão e da dependência.

Fonte: Ministério da Saúde.

Comissão da Câmara Federal aprova identificação de alimentos transgênicos no rótulo

Simbolo que deve ser usado.

Simbolo que deve ser usado.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira (12) o Projeto de Lei 4148/08, do deputado Luís Carlos Heinze (PP-PR), que determina que os alimentos que contenham em sua composição final organismos geneticamente modificados em quantidade superior a 1% do total devem informar em suas embalagens que se trata de transgênicos.

A mesma informação terá que se afixada nas embalagens de alimentos pesados na ausência do consumidor, vendidos a granel ou in natura.

Por outro lado, rótulos dos alimentos sem esses organismos poderão trazer a inscrição “livre de transgênicos”, desde que existam similares transgênicos no mercado brasileiro.

Lei clara

O relator da matéria, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que a proposta “visa apenas consolidar em lei as normas sobre rotulagem de produtos com presença de organismos geneticamente modificados de forma clara, simplificada e esclarecedora”.

Seguindo o parecer de Barros, a comissão rejeitou por inconstitucionalidade o Projeto de Lei 5848/05, do deputado Edson Duarte (PV-BA), a que estava apensado o PL 4148/08 e que trazia regras semelhantes, com muito mais exigências e que se aplicava apenas a produtos importados ou produzidos para exportação.

O relator entendeu que a proposta exigia uma série de informações técnicas e seu cumprimento poderia prejudicar a atividade econômica. Por isso, em sua opinião, ele infringe a livre concorrência, um dos princípios constitucionais gerais da atividade econômica.

“Qual a utilidade para o consumidor em saber que o gene doador da soja Round up Ready é o agrobacterium sp? Não há razoabilidade em encher os rótulos com informações técnicas que não esclarecem o consumidor”, afirmou.

Tramitação

Por ter sido rejeitado em parecer terminativo, o PL 5848/05 será arquivado. Já o PL 4148/08 segue votação pelo Plenário.

Íntegra da proposta:
- PL-5884/2005
- PL-4148/2008

Fonte: Agência Câmara.

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