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Artigo: Transgênicos Bt – o caminho para a catástrofe

Calcula-se que, por causa do plantio dos transgênicos Bt, 50% a 90% das abelhas que se alimentam do pólen de sua florada, tenham desaparecido nos EUA, só no ano passado.

Calcula-se que, por causa do plantio dos transgênicos Bt, 50% a 90% das abelhas que se alimentam do pólen de sua florada, tenham desaparecido nos EUA, só no ano passado.

Por Nagib Nassar*

“Estamos destruindo o nosso meio ambiente e ecossistemas, e andando cegos a uma catástrofe que não tem fim, ao ceder à pressão das multinacionais produtoras de transgênicos Bt”

Qual é o preço para se plantar transgenicos Bt nos Estados Unidos? Esta é a questão mais debatida agora pela imprensa livre e independente americana.

O Christian Science Monitor, jornal importante naquele país, publicou na semana passada um artigo alertando quanto aos danos causados pelo plantio dos transgenicos Bt.

Calcula-se que, por causa do plantio dos transgênicos Bt, 50% a 90% das abelhas que se alimentam do pólen de sua florada, tenham desaparecido nos EUA, só no ano passado.

Como conseqüência deste fato, houve a perda de mais de dois terços da produção nacional americana de mel. Trata-se de uma quantia avaliada por nada menos de 14 bilhões dólares anualmente!

As abelhas estão acabando, desaparecendo! Estamos com as colméias vazias! Reclamam os agricultores americanos em todos os estados agrícolas do país; são 24 estados onde se concentram atividades agrícolas e se plantam as culturas transgênicas Bt.

A inserção desta toxina, por meios moleculares às culturas americanas, aumentou nos últimos anos e incluiu várias culturas horticulturais e de campo, estendendo a culturas como as do algodão, até mesmo à da mostarda.

Uma grande parte dessas culturas são plantas alogamas, que dependem da polinização por insetos para formar seus frutos.

Os insetos polinizadores mais ativos são as abelhas. Há ainda outros insetos que pertencem a outras famílias, mas todos estão unidos pelo perigo de serem contaminados pela toxina Bt, durante suas visitas às flores de plantas Bt.

Quando as colméias começaram a ficar desabitadaa, foram notadas pelos agricultores americanos, que perceberam algo perigoso pairando no ar. Logo os seus medos ficaram ainda maiores, quando o desaparecimento das abelhas aumentou a cada ano, atingindo, no ano passado, um nível de 90% das colméias em alguns estados, como a Flórida.

Os cientistas chamaram o caso de Colapso Desordenado de Colméias (CDC), atribuído principalmente pela intoxicação oriunda da toxina de plantas Bt.

Inicialmente, o CDC foi notado na Flórida e logo confirmado em todos os estados agrícolas plantadores de culturas Bt, particularmente o algodão e a mostarda Bt.

Os agricultores produtores de mel relataram perda na produção do mel de nada menos que 50%, chegando a alguns estados a 90%. Esse índice não tem antecedência em toda a história da produção agrícola nos EUA.

Há uma grande preocupação entre os economistas e analistas agrícolas americanos que a catástrofe possa ser ainda maior e afetar significativamente a produção e o consumo alimentício em todos os EUA.

Somente neste ano a perda é calculada em torno de 1/3 de toda a produção alimentícia americana.

Levo essas informações àqueles que querem liberar o milho bt e defenderam a liberação do algodão bt no Brasil.

Adiciono, ainda, que o Brasil é o maior produtor de mel em toda a América Latina. Além disso, o mais importante é que nós somos o maior produtor mundial de culturas alimentícias, que dependem de polinização por insetos, como a laranja e outras plantas cítricas.

Estamos destruindo o nosso meio ambiente e ecossistemas, e andando cegos a uma catástrofe que não tem fim, ao ceder à pressão das multinacionais produtoras de transgênicos Bt.

*Nagib Nassar é professor titular de Genética da UnB (http://www.geneconserve.pro.br)

MAPA/RS promove Curso sobre Legislação e Garantia da Qualidade Orgânica

Curso destina-se a capacitar multiplicadores de produtos orgânicos

Curso destina-se a capacitar multiplicadores de produtos orgânicos

Através da Coordenação da Comissão Estadual da Produção Orgânica-RS (CPOrg-RS), a Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul promove, de 14 a 16 de junho, o Iº Curso sobre Legislação e Garantia da Qualidade Orgânica. As 18 horas/aula destinam-se a capacitar multiplicadores que já têm experiência teórico-prática em sistemas orgânicos e atuam nas áreas de produção e/ou ensino/difusão. O programa abordará a Instrução Normativa N° 64 (Produção Animal e Vegetal) publicada no final do ano passado e a Instrução Normativa N° 19 (Mecanismos de Garantia da Qualidade Orgânica), publicada em maio deste ano.
 
Para a Coordenadora da CPOrg-RS, Angela Escosteguy, ” o objetivo principal do curso é capacitar multiplicadores sobre as normas da nova legislação, para que as informações cheguem aos envolvidos com a produção orgânica no nosso Estado”, afirma. Conforme a Lei, todo o setor tem o prazo até 28 de dezembro deste ano para se adequar às exigências.
 
Além da FFA Angela Escosteguy, serão palestrantes os Fiscais Roberto Mattar, Chefe da Divisão de Mecanismos da Garantia da Qualidade Orgânica/DEPROS/SDS/MAPA-DF e Alcídio Witeck, da CPOrg-RS. O curso ocorrerá nas dependências da Cooperativa Agroecológica Sítio Pé na Terra, para 45 participantes indicados por entidades governamentais e não governamentais ligadas à produção orgânica no nosso Estado, além de fiscais federais agropecuários. A SFA/RS fornecerá o curso, a estadia e a alimentação orgânica para os participantes.
 
Nos dias 17 e 18 de junho, o mesmo Curso será realizado na cidade de Pelotas, em parceria com a Embrapa CT, para capacitar mais 80 profissionais da região, um dos pólos de produção orgânica do nosso Estado.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação SFA/MAPA-RS.

Como incluir o ferro na alimentação das crianças

Deficiência do nutriente pode propiciar o aparecimento da anemia.

Deficiência do nutriente pode propiciar o aparecimento da anemia.

É importante que os pais ofereçam às crianças os alimentos ricos desse mineral A alimentação das crianças merece uma atenção especial, ainda mais no que diz respeito ao consumo do ferro, um micronutriente do grupo dos sais minerais; pois a deficiência deste nutriente pode propiciar o aparecimento da anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos no sangue). Mais da metade das crianças brasileiras têm deficiência de ferro ou já apresentaram algum grau de anemia.

Entre os sintomas da anemia, destacam-se: aparência apática, a criança fica sem vontade de brincar, sem apetite e com mais dificuldade de aprender na escola. Até os 10 anos de idade, a criança precisa de 10 miligramas de ferro por dia, que podem ser obtidos por meio da ingestão de dois pedaços de carne e três colheres (sopa) de leguminosas (feijão, lentilha ou ervilha).

“O ferro apresenta-se nos alimentos sob duas formas: Heme e Não Heme. O ferro Heme está presente nas carnes e vísceras, tem uma biodisponibilidade bastante elevada; o ferro Não Heme é encontrado nos cereais e nas hortaliças, sendo absorvido em apenas 10% pelo organismo”, explica a nutricionista e tutora do Portal Educação, Ana Paula Leão Rossi.

Os vegetais folhosos verdes, as leguminosas e os ovos contêm ferro, mas este não é bem absorvido como o ferro obtido nas carnes. No entanto, é possível compensar esta dificuldade com a ingestão simultânea de um suco rico em vitamina C (laranja, limão, acerola ou tangerina). Estas frutas melhoram a absorção do ferro.

Além disso, o fígado de qualquer animal é outra opção. Um pedaço pequeno (50 gramas) contém metade das necessidades de ferro. Alimentos enriquecidos com ferro, como o leite e os cereais, podem ser indicados para as crianças que não conseguem consumir, em quantidade suficiente, os alimentos que são fontes naturais deste sal mineral.

“É importante orientar os pais para que sejam fornecidos para as crianças alimentos ricos desse mineral, uma vez que pode ser encontrado em alimentos como carne de vaca, frango e peixe, gema do ovo e em outros alimentos como: feijão, soja, lentilha, ervilha, espinafre, brócolis, hortaliças verdes escuras”, alerta a nutricionista.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Portal Educação

Pesquisa da UERJ associa consumo de leite em pó a perda de gordura abdominal

Pesquisa mostra que consumo de leite em pó desnatado auxilia na perda de gordura abdominal

Pesquisa mostra que consumo de leite em pó desnatado auxilia na perda de gordura abdominal

Diminuição da circunferência abdominal com o uso do leite em pó. Essa foi a conclusão de uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que verificou que o consumo de leite em pó desnatado, associado a uma dieta hipocalórica, auxilia na perda de gordura abdominal.
Para a nutricionista e pesquisadora da Clínica de Fisiopatologia Experimental (Clinex), Márcia Simas, o cálcio presente nos laticínios, maior fonte do nutriente, está relacionado a um menor peso e gordura corporais e baixa pressão arterial. A maior fonte do cálcio presente na alimentação são os laticínios, por exemplo, queijos, leite e iogurtes.

A pesquisa acompanhou a dieta de 50 pessoas de ambos os sexos, com obesidade grau 1, entre 20 e 60 anos, e com pressão arterial normal. Durante 4 meses, os pacientes foram divididos em dois grupos que seguiam a mesma dieta hipocalórica. No entanto, um grupo recebeu suplementação de cálcio na forma de ingestão diária de 60 gramas de leite em pó desnatado, o equivalente a 3 copos de 200 ml.

Os resultados avaliados sugeriram a forte conexão do cálcio na redução de gordura, principalmente na região abdominal. De acordo Márcia Simas, a redução estatística do grupo com reforço de cálcio foi em torno de 8 centímetros, uma diferença em média de 2 centímetros em relação ao outro grupo. Além disso, foi percebida também a diminuição da pressão arterial.

A pesquisa se estendeu e deu origem a investigação da ação do cálcio intracelular e de que maneira ele é responsável pelas modificações do peso.

Por Mônica Sousa, assessoria de imprensa da UERJ.

Alimentação desequilibrada pode causar graves problemas de saúde

Alimentação deve ser equilibrada

Alimentação deve ser equilibrada

Uma alimentação desequilibrada pode causar uma série de problemas de saúde, como o aumento de peso ou a obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, colesterol e triglicérides elevados, desnutrição, anemia e alguns tipos de câncer. A adoção de hábitos alimentares saudáveis é um dos passos para quem busca melhor qualidade de vida.

Pensando nisso, o Senac abre inscrições para o curso de Reeducação Alimentar. Durante as aulas, que serão ministradas pela nutricionista Taciana Guedes no Senac Poço, no período de 15 a 19 deste mês, os alunos serão capacitados a estabelecer a diferença entre comer e alimentar-se bem, interpretar as informações contidas nos rótulos dos alimentos, fazer a distinção entre alimentos diet e light, e identificar a alimentação ideal para cada fase da vida.

Mais informações sobre o curso pode ser obtida através do (82) 2122 7844 e http://www.al.senac.br/.

Fonte: Ascom – Senac/AL

Álcool e drogas são fatores de risco para câncer de intestino

500 mil pessoas morrem por ano no mundo em decorrência deste tipo de câncer.

500 mil pessoas morrem por ano no mundo em decorrência deste tipo de câncer.

Além do pulmão, intestino também sofre pela ingestão da nicotina Muitos já sabem que ingerir bebidas alcoólicas e fumar não faz bem à saúde. Mas um estudo global liderado por pesquisadores australianos mostra que alguns elementos do estilo de vida, como o consumo de álcool e o hábito de fumar, são fatores de risco importantes para câncer de intestino.

De acordo com os autores da pesquisa, 500 mil pessoas morrem por ano no mundo em decorrência deste tipo de câncer. As vítimas são, na maioria, pessoas com mais de 50 anos, com histórico familiar da doença, história pessoal de outro câncer, dieta rica em gordura e carne vermelha, obesidade e sedentarismo.

Quando revisado mais de uma centena de fatores de risco para a doença, os pesquisadores descobriram que pessoas que consomem as maiores quantidades de álcool têm 60% maior risco de desenvolver o câncer, comparadas àquelas que não bebem. O cigarro, obesidade e o diabetes, estariam associados a 20% das possibilidades de desenvolver um câncer no intestino – o mesmo risco ligado ao consumo exagerado de carnes vermelhas.

“O estilo de vida que cada pessoa leva refletirá no seu estado de saúde e doenças como o câncer não costumam aparecer imediatamente, elas levam um tempo maior para se manifestar, dificultando o seu tratamento”, declara o enfermeiro e tutor do Portal Educação Alisson Daniel.

Ainda de acordo com os pesquisadores australianos, a população sabe dos riscos da obesidade e maus hábitos alimentares, mas a participação do álcool e do diabetes da doença ainda é desconhecida.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Portal Educação.

Produção agroecológica garante renda à produtores de hortaliças

Os alimentos adquiridos são levados para a Central de Processamento de Alimentos (CPA)

Aimentos adquiridos são levados para Central de Processamento (CPA) - Foto Denise Secreta

A Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) é uma alternativa viável para garantir uma renda adicional para pequenos produtores, empregando a mão de obra familiar (de cinco pessoas) por no máximo 3,5 horas por dia, utilizando uma área de cinco hectares. Com base em dados levantados numa experiência desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Social, na Paraíba, apurou-se que uma unidade de produção com 24 itens (que incluem ovos caipiras, frutas, verduras e legumes), gera uma receita líquida de R$ 1.108,10, descontados os custos de produção, calculados em R$ 523,20.

No caso dos produtores de Campo Grande, que não têm o custo de aquisição do kit de produção (em torno de R$ 5 mil) que recebem da prefeitura em comodato, a margem de lucro pode ser ainda maior. Outro cuidado foi garantir mercado para parte da produção deles. Um convênio com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, garantiu R$ 1.150.000,00 para custear a CDLAF – Compra Direta Local da Agricultura Familiar de 350 produtores, grupo que inclui os 20 agricultores familiares que produzem orgânicos. Cada produtor pode vender até R$ 3,5 mil para o programa, o que na projeção de um ano, garante uma renda de aproximadamente R$ 300,00 por mês.

Os alimentos adquiridos são levados para a Central de Processamento de Alimentos (CPA) que a prefeitura mantém junto à Ceasa. Depois de lavadas, separadas e embaladas, são doadas para entidades filantrópicas. “Muitas famílias estão se organizando em pequenas feiras montadas em locais próximos das propriedades para venderem o excedente da produção”, revela o titular da Sedesc. “Não se pode ignorar que as próprias famílias passaram a ter oportunidade de enriquecer sua dieta com alimentos saudáveis”, complementa Edil Albuquerque.

Uma destas famílias é a do agricultor Argemiro Oliveira, que desde a década de 80 dedica-se a agricultura familiar na região do Bairro Santa Emília. No ano passado ele foi um dos selecionados para o projeto piloto do PAIS. “Trabalhamos eu, minha esposa e meu filho. Foi um avanço, em especial devido ao kit, que facilita muito o trabalho de irrigação. Hoje a produção esta maior do que era antes”, afirma Argemiro, que, além de criar galinhas, planta couve, quiabo, cenoura, alface, coentro, salsa e cebolinha.

Além de comodatários como o senhor Argemiro, o programa tem como alvo um universo de agricultores familiares da zona rural de Campo Grande, organizados em 20 associações, 10 assentamentos, alguns a mais de 100 quilômetros da área urbana. É o caso das 162 famílias do Assentamento Três Corações, que fica a 110 km do centro, praticamente na divisa da Capital com Nova Alvorada do Sul. Lá três assentados foram selecionados para receber o kit e iniciar produção orgânica.

“Temos que desenvolver ações para melhorar a renda e assim fixar no campo 90 mil moradores da zona rural. Apenas três cidades do Estado (Dourados, Corumbá e Três Lagoas) têm uma população maior que esta”, lembra Edil Albuquerque, que além deste projeto do PAI, empenhado em trazer para Campo Grande uma megaindústria láctea (a Vencedora) que vai comprar diariamente 300 mil litros de leite, beneficiando 1.500 produtores.

Sistema de produção

O eixo central da Produção Agroecológica é integrar a produção vegetal (frutas, verduras, legumes) e animal (galinha caipira), com utilização do esterco removido do galinheiro, palhas, folhas e o que for produzido e não tiver aproveitamento para consumo ou venda como adubo. Estes materiais passam por processo de compostagem. O sistema é composto por canteiros, um galinheiro e o quintal agroecológico, onde são cultivadas as culturas perenes. São necessários 0,5 hectare e a mão de obra de 5 pessoas da família.

Na parte central do empreendimento se constrói um galinheiro com capacidade para 11 aves (10 galinhas e um galo). A construção dos canteiros é feita em torno do galinheiro também em forma circular. A irrigação é feita por gotejamento, sistema que aumenta a eficiência do uso da água, além de propiciar aumento de produtividade. O sistema de irrigação deverá contemplar ainda o quintal agroecológico, onde vai se produzir frutas, grãos e outras culturas.

Compostagem
A compostagem é o processo de transformação de materiais grosseiros, como palhada e estrume, em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura. Este processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de micro-organismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono.
 

 

Por essa razão uma pilha de composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento. É um modo de fornecer as condições adequadas aos micro-organismos para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas.

Na parte central se constrói um galinheiro circular com capacidade para 11 aves (10 galinhas e um galo). Os canteiros são feitos em torno do galinheiro também em forma circular. A irrigação é feita por gotejamento, sistema que aumenta a eficiência do uso da água, além de propiciar aumento de produtividade. O sistema de irrigação também deve atender o quintal agroecológico.

Fonte: CG Notícias.

Dicas para Fazer uma Alimentação Saudável

 

Verduras e legumes, para uma vida saudável

Verduras e legumes, para uma vida saudável

A melhora dos  hábitos alimentares é fundamental para que a pessoa tenha uma vida saudável. A recomendação é da coordenadora do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Sociedade Brasileira de Diabetes, Drª Josefina Bressan. No site da Sociedade Brasileira de Diabetes, ela dá algumas dicas fundamentais para que, no seu dia-a-dia, você consiga manter uma vida saudável e boa qualidade de vida.

Acompanhe as dicas:

Coma quatro ou cinco vezes por dia: Fazendo quatro ou cinco refeições leves e equilibradas você leva o organismo a utilizar mais facilmente o seu combustível de reserva, que são as gorduras, além de conseguir controlar melhor seu apetite e vontade de beliscar alimentos desnecessários.

Coma a intervalos regulares: O ideal é fazer uma refeição a cada três horas. Se isso não for possível, estabeleça intervalos de no máximo 4 horas entre as refeições. Uma vez fixados esses horários, há uma tolerância de meia hora, contanto que sejam obedecidos os intervalos mínimo e máximo. Fazendo o número previsto de refeições, a intervalos regulares, você evitará a hipoglicemia (queda no nível de açúcar no sangue) e reduzirá a chance de ter uma fome sem controle dos alimentos a serem ingeridos.

Coma sempre nos mesmos horários: Programe os horários das refeições de modo que possa cumpri-los e faça todo o possível para cumpri-los de fato. Alimentando-se sistematicamente nos mesmos horários, seu organismo se acostumará ao novo ritmo e ficará condicionado a esperar a comida somente nestes horários. Se você acordar mais tarde, perdendo a hora do café da manhã, faça essa refeição na hora do lanche e mantenha as outras refeições conforme o programado.

Coma devagar e preste atenção ao que come:  Observe primeiro o que irá comer. Mastigue bem, e lentamente, para sentir a textura e o sabor de cada alimento, experimentando o prazer de saborear o que come. Ao se alimentar dessa forma, seu cérebro receberá maior número de informações, que contribuirão para acionar o centro da saciedade, levando sua fome a ser satisfeita com menores quantidades de alimento. Separe o ato de comer das outras atividades, como ler, assistir televisão, pois estas atividades interferem recepção destas informações.

Respeite a quantidade e a qualidade dos alimentos permitidos: Como dito anteriormente, os alimentos devem ser ingeridos em quantidade e qualidade adequadas para suprir todas as necessidades nutricionais sem excesso de calorias. Cada indivíduo precisa de um plano alimentar específico.

-Evite a monotonia: Um erro comum e desastroso é repetir sempre os mesmos alimentos, pois a monotonia na alimentação faz com que o plano alimentar seja abandonado. Varie bastante dentre os alimentos de cada grupo. Invente novos pratos. Capriche na arrumação da mesa. Torne o momento da refeição um prazer.
Beba bastante líquido: beba bastante água filtrada, mineral (sem gás) e sucos naturais (sem açúcar) para hidratar-se. Evite o consumo de café, refrigerantes e sucos industrializados.

Não adote dietas radicais: Você não vai agüentar por muito tempo e voltará rapidamente para antigos e maus hábitos alimentares. Além disso, a grande perda de peso em curto período de tempo é prejudicial ao metabolismo do organismo, pois a grande perda de massa magra, com conseqüente redução do gasto energético total, o que leva possivelmente ao aumento de massa gordurosa após a dieta restritiva.

Evite ter na despensa alimentos calóricos e pobres em nutrientes saudáveis: Assim você se protege do risco de um ataque surpresa na hora de fome.

Deixe sempre na gaveta do escritório barra de cereais, bolacha integral (ingira, no máximo, 3 unidades), ou se possível, uma fruta ou iogurte natural: deste modo, quando a fome bater, terá algo saudável para comer.
Se tiver vontade de comer um doce, coma-o. Mas lembre-se: somente um pedaço ou unidade. Isso é melhor do que devorar uma caixa de bombom no final do dia.

Evite o uso de óleos e temperos industrializados para temperar as saladas: se quiser pode usar um fio de azeite, mas abuse mesmo dos temperos aromáticos como orégano, manjericão, cheiro verde, louro, pois deixarão a salada mais saborosa. Use também vinagre ou suco de limão (melhor que o vinagre, pois é rico em vitamina C).

As preparações com molhos branco, quatro queijos, bolonhesa, ou ainda, com mussarela e presunto devem ser evitados, pois são muito calóricos. Dê preferência ao molho “ao sugo” e use os temperos aromáticos para deixar os pratos mais saborosos.

Bebidas energéticas devem ser evitadas. Mesmo os indivíduos que praticam atividade física regular não possuem necessidades energéticas ou de minerais para ingestão destes produtos. A água ainda é o melhor hidratante.

Utilize adoçante nos sucos e no cafezinho, ao invés de açúcar.

Dê preferência às carnes magras e sem gordura visível: pois possuem menos gordura e menos calóricas como peixe, frango (partes magras e sem pele), peru, patinho, contra-filé. O modo de prepará-las também é importante: cozidas, grelhadas ou assadas.

Evite enlatados, temperos industrializados, apresuntados e defumados: eles são ricos em sódio e perigosos para pessoas com predisposição a pressão alta.

Queijos amarelos (mussarela, provolone, prato, parmesão) devem ser evitados: são muitos mais gordurosos que os queijos brancos (minas, frescal, ricota e cottage).

Bebidas alcoólicas são calóricas: Consuma esporadicamente e em pequena quantidade (deixe para o fim de semana). Além disso, evite os petiscos como amendoim, batata frita, castanha de caju, carne seca ou salgadinhos que acompanham as bebidas alcoólicas, pois são calóricos e com alto teor de gordura saturada.

Em restaurantes por quilo: Passe primeiro por todas as opções antes de escolher os alimentos. Isso evitará exageros. Escolha opções de hortaliças, legumes cozidos (sem maionese ou molhos), carne magras, massas sem molhos brancos e com mussarela e presunto ou arroz branco (ou sortido com legumes) e para sobremesa, prefira as frutas.

Em épocas de calor, evite sorvetes de massa: Opte pelo picolé de fruta.

Compras no supermercado: não vá com fome: Isso evitará pegar balas, chocolates e salgadinhos. Não compre alimentos que devem ser evitados. Sempre olhe a informação nutricional presente dos rótulos dos alimentos: calorias, quantidades de carboidratos, gorduras, fibras, sódio.

Cuidado com os produtos light e diet: apesar de apresentarem redução de algum nutriente, nem sempre, esta restrição é em calorias ou gorduras.

Movimente-se: Você não precisa ir à academia! Caminhar 3 vezes por semana pelo bairro, por 40 minutos cada sessão, irá ajudá-lo a ter mais saúde!

Substituições mais saudáveis: Experimente o requeijão light, cream cheese light (mesmo estes devem ser usados com moderação), queijo tipo cottage, pois além do valor calórico reduzido, oferecem mais nutrientes como cálcio e proteínas.

*Consultoria: Drª. Josefina Bressan, coordenadora do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Sociedade Brasileira de Diabetes (2004/2005).
Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Fumantes buscam ajuda do Disque Saúde para abandonar o cigarro

Central de Teleatendimento da Ouvidoria funciona em dias úteis, das 7h às 19h.

Central de Teleatendimento da Ouvidoria funciona em dias úteis, das 7h às 19h.

Na semana de mobilização pelo Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado domingo (31 de maio), o Ministério da Saúde divulgou levantamento inédito sobre o Disque Pare de Fumar, inserido no serviço do Disque-Saúde (0800-611997). Realizado nos quatro primeiros meses de 2009 (janeiro, fevereiro, março e abril), o levantamento mostra que dúvidas relacionadas ao Tabagismo ocupam o segundo lugar (26%) nas demandas dos usuários, atrás somente do tema Doenças (32%).

 
Tabagismo é a única opção que realiza a coleta dos dados de perfil dos seus usuários por meio de sete perguntas: 1) Primeira vez que liga para o serviço?; 2) É fumante?; 3) Qual o sexo?; 4) Qual a faixa etária; 5) Qual é o estado civil; 6) Qual é a escolaridade e 7) Como ficou sabendo do serviço Disque Pare de Fumar?
 
O resultado indica que 80% são fumantes, 14% nunca fumaram e 6% são ex-fumante. Com relação ao sexo, 55% são masculino e 45% são feminino. Quanto à faixa etária, estado civil e escolaridade, ela é assim dividida:
 

Faixa Etária
Porcentagem
18 a 24 anos
29,1%
12 a 17 anos
21,0%
30 a 39 anos
15,4%
25 a 29 anos
12,6%
40 a 49 anos
8,7%
Menos de 12
8,3%
Mais de 50
4,8%
 
Estado civil
Porcentagem
Solteiro
49%
Casado
29%
Amigado
12%
Separado
7%
Viúvo
3%
 
 
Escolaridade
Porcentagem
1º grau
43%
2º grau
28%
Analfabeto
16%
Superior
7%
Pós-graduação
6%

 

O tipo de mídia pelo qual o usuário do sistema ficou sabendo do serviço oferecido pelo SUS é citado pelo usuário nesta ordem: maço de cigarros (35,7%), cartaz (22%), televisão (19,6%), outros meios (14,3%), rádio (4%), revista (2,2%) e jornais (2,2%).

 
Com relação à distribuição das ligações direcionadas ao Disque Pare de Fumar por região do país, a Região Sudeste é aquela que tem maior representatividade: 207.465 (42,2% do total). Em segundo lugar aparece a Região Nordeste, com 106.681 atendimentos (22,72%), seguida da Região Sul, com 84.660 (18,03%); Região Centro-Oeste, com 41.830 (8,9%) e por fim a Região Norte, com 28.846 (6,14%). No ranking por estado, São Paulo aparece em primeiro (95.723 – 20,4%), seguido de Minas Gerais (58.234 – 12,4%) e Rio Grande do Sul (45.323 – 9,7%).
 
O QUE É – O Disque Pare de Fumar, da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, coordenado pelo Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS/SGEP, tem parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e representa o local onde o cidadão pode obter orientações sobre como fazer para deixar de fumar, sobre os riscos do tabagismo e endereços de serviços de saúde que atendam suas necessidades. O objetivo é desenvolver um trabalho que contribua na redução do impacto do tabagismo na saúde da população brasileira.
 
A Unidade de Resposta Audível (URA) do Disque Saúde é a porta de entrada de todas as ligações feitas ao serviço Disque-Saúde, contabilizando os denominados atendimentos eletrônicos. Após a navegação na URA, é ofertada ao usuário a opção de falar com os teleatendentes e receber atendimento humano. A URA possibilita a navegação simultânea de 540 cidadãos, que podem acessar as informações contidas em seu banco de dados 24 horas por dia. No primeiro quadrimestre, a média/mês de atendimentos eletrônicos ficou em 1.295.069.
 
O menu Principal da URA  tem oito opções de assuntos que configuram a base do atendimento eletrônico do Disque Saúde: Campanhas do Ministério da Saúde; Doenças e Orientações de Saúde; Pare de Fumar; Preço de Medicamentos; Denúncias, Reclamações e Sugestões ao Ministério da Saúde; Programas do Ministério da Saúde; Informações sobre a Influenza A (H1N1); Para falar com um de nossos atendentes.
 
ATENDIMENTO HUMANO – A Central de Teleatendimento da Ouvidoria funciona em dias úteis, das 7h às 19h. Atualmente, este serviço tem 96 pontos ativos de atendimento, conta com uma equipe de 176 teleatendentes (universitários da área de saúde) e realizou, durante o primeiro quadrimestre de 2009, média de 66.950 atendimentos humanos/mês. Toda ligação recebida pelo Disque Saúde é captada pela URA. No período de análise, o Disque Saúde recebeu 2.142.967 ligações: 487.624 em janeiro, 365.612 em fevereiro, 632.816 em março e 656.915 em abril.
 
Após a navegação na URA, sempre é oferecida ao cidadão a opção do atendimento humano, ou seja, o atendimento junto aos teleatendentes do Disque Saúde. Para a disseminação de informações, o serviço utiliza o Banco de Informações Técnicas em Saúde (BITS), elaborado em conjunto com as áreas técnicas do MS.
 
Toda informação disseminada pelo BITS abastece um banco de dados que pode ser consultado para verificar quais e quantas informações foram transmitidas aos usuários do serviço. Durante o período de análise do relatório, foram disseminadas 76.117 informações. Tabagismo aparece em primeiro, com 19.062 acessos, seguido de Saúde Bucal (11.572) e Farmácia Popular (7.997).
               
Com relação a tratamento, as perguntas mais freqüentes foram sobre orientações para quem quer parar de fumar, para quem quer ajudar alguém a parar de fumar e sobre o uso de medicamentos. Sobre as principais complicações detectadas em quem faz uso do tabaco, destacaram-se as dúvidas sobre quais as principais doenças associadas ao fumo, a relação tabagismo/gravidez e tabagismo/impotência sexual. Dúvidas sobre tabagismo passivo, composição química do cigarro e quais são os principais produtos derivados do tabaco também foram abordadas pelos cidadãos.
 
Os assuntos mais demandados, dentro da opção Tabagismo foram:
Assunto
Número
Porcentagem
Tratamento
7.862
41,2%
Prevenção
5.688
29,8%
Legislação
3.244
17,0%
Complicações
1.181
6,2%
Sintomas
824
4,3%
Definição
259
1,4%
Campanhas
3
0,0%
Pesquisa ITC – Brasil
1
0,0%
TOTAL
19.062
100%
 
TRATAMENTO – A compra direta dos medicamentos para parar de fumar é feita pelo Ministério da Saúde, conforme solicitação do Inca. Os pedidos são feitos pelas secretarias municipais às secretarias estaduais, que repassam ao Inca, que encaminha ao MS. Os tratamentos são feitos nas unidades básicas de saúde e hospitais. O MS adquire o adesivo de nicotina (7mg,14mg e 21mg), a goma de mascar e o medicamento Cloridrato de Bupropiona (150mg).
 
A bupropiona já foi contratada, mas conforme o cronograma a primeira parcela deverá ser entregue até 60 dias após assinatura do contrato efetuada dia 15/05/2009. É possível que a entrega seja antecipada, conforme pedido do MS.  A bupropiona é um remédio antitabágico, de dispensação mediante a apresentação do Receituário de Controle Especial em duas vias sendo usado como última opção no tratamento. Na última aquisição foram adquiridos adesivos transdérmicos (7mg, 14mg e 21mg), o Cloridrato de Bupropiona (150mg) – conforme tabela abaixo.
 
Medicamento
Quantidade
Preço Unit.
Custo Total
Adesivos Transdérmicos 7mg
779.520
R$ 3,24
R$ 2.525.644,80
Adesivos Transdérmicos 14mg
1.559.040
R$ 3,41
R$ 5.316.326,40
Adesivos Transdérmicos 21mg
1.948.800
R$ 3,49
R$ 6.801.312,00
TOTAL
   
R$ 14.643.283,20
Cloridrato de Bupropiona 150mg
859.650
R$ 0,5934
R$ 510.116,31
Goma de Mascar
480.000
*  
TOTAL
   
R$ 510.116,31
(*) O quantitativo de Goma está sem valor, pois refere-se a substituição de aquisição anterior.

Associação de Medicina dos EUA pede moratória para alimentos transgênicos

Transgênicos oferecem riscos à saúde

Transgênicos oferecem riscos à saúde

A Academia Americana de Medicina Ambiental divulgou documento com posição sobre os alimentos geneticamente modificados, afirmando que “os produtos transgênicos representam um sério risco a saúde”, ao mesmo tempo em que pede uma moratória imediata.

Citando vários estudos realizados com animais, a Academia dos EUA conclui: “Há mais do que uma associação casual entre os alimentos transgênicos e os efeitos adversos à saúde”.

No documento, a Academia ainda alerta: “Os alimentos geneticamente modificados representam um risco nas áreas da toxicologia, alergias, funções imunológicas, saúde reprodutiva, metabolismo, fisiologia e saúde genética.”

A Academia pede por:

Uma moratória sobre os alimentos geneticamente modificados, implementação de testes de segurança de longo prazo imediatos e etiquetação dos alimentos transgênicos.

Que médicos alertem seus pacientes, a comunidade médica e o público para que evitem os alimentos geneticamente modificados.

Que os médicos considerem o papel dos alimentos geneticamente modificados nas doenças de seus pacientes.

Mais estudos independentes de longo prazo que comecem a juntar dados para investigar o papel dos alimentos transgênicos na saúde humana.

“Vários estudos em animais mostraram que os alimentos geneticamente modificados causam danos a vários sistemas orgânicos no corpo. Com essa evidência volumosa, é necessário ter uma moratória sobre os alimentos transgênicos para a segurança de nossos pacientes e do público”, diz o médico Amy Dean, chefe do Paraná e membro do Conselho da Academia nos EUA.

“Os médicos estão provavelmente vendo os efeitos em seus pacientes, mas precisam saber como fazer as perguntas certas”, diz a médica Jennifer Armstrong, presidente da Academia. “Os alimentos geneticamente modificados mais comuns que são consumidos na América do Norte são a soja, milho, canola e óleo de algodão”.

O comunicado da Academia sobre alimentos geneticamente modificados pode ser encontrado em http://aaemonline.org/gmopost.html. A Academia é uma associação internacional de médicos e outros profissionais dedicados a mostrar os aspectos clínicos da saúde ambiental. Mais informações são disponíveis em www.aaemonline.or.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná.

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