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Alimentação inadequada atinge 80% das adolescentes grávidas

Apenas 10% das adolescentes conseguem mudar os hábitos alimentares na gravidez.

Apenas 10% das adolescentes conseguem mudar os hábitos alimentares na gravidez.

Um levantamento realizado pela Secretaria da Saúde do Estado do São Paulo apontou que cerca de 80% das adolescentes grávidas se alimentam de maneira inadequada durante a gestação. A pesquisa, feita no Ambulatório de Nutrição do Hospital Maternidade Interlagos, revelou um dado ainda mais preocupante. Apenas 10% delas conseguem mudar os hábitos alimentares na gravidez.

O levantamento foi feito com 200 adolescentes gestantes, com até 17 anos, atendidas no ambulatório no primeiro trimestre deste ano. Entre os problemas, o principal é a ingestão excessiva de alimentos altamente calóricos e com grande teor de sódio. Os que lideram a lista dos mais consumidos pelas jovens na gestação são os salgadinhos industrializados, bolachas doces recheadas, hambúrguer, macarrão instantâneo, chocolate, sucos de saquinho e batata-frita.

Segundo Marta Del Porto Pereira, nutricionista do ambulatório, esses problemas alimentares são prejudiciais tanto para a mãe quanto para o bebê. “Consumir comidas assim durante a gestação provoca alterações sérias nos níveis de glicemia da mãe, além de causar pressão alta. E para o bebê, o sofrimento é inevitável, interferindo até mesmo na sua formação e no ganho de peso”, alerta.

Ainda de acordo com a nutricionista, é preocupante o fato de não ocorrerem mudanças na alimentação, apesar de toda a orientação que elas recebem durante o pré-natal. “As jovens de uma maneira geral não medem as conseqüências de que o que elas fazem hoje de errado, vai refletir amanhã diretamente no bebê. Mudar esses hábitos e essa visão é uma tarefa muito complicada”, alerta Marta.

Durante a gestação é fundamental ter uma alimentação equilibrada e ingerir alimentos saudáveis, como frutas, verduras, legumes e fontes de ferro e ácido fólico, como o feijão. Beber bastante água também é fundamental nesse período. Para ter uma gestação saudável, é importante evitar alimentos gordurosos como frituras, embutidos, doces em excesso e grande quantidade de carboidratos. Eles elevam os níveis de glicemia do corpo e podem ocasionar pressão alta na mãe.

O ambulatório de Nutrição do Hospital Maternidade Interlagos funciona todas às quintas-feiras e atende cerca de 150 adolescentes gestantes por mês. O ambulatório fica na Rua Guaiúba, 3012.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde do Estado do São Paulo.

Brasil é o segundo maior produtor mundial de alimentos orgânicos

Produtos orgânicos são cultivados sem adubos químicos ou agrotóxicos

Produtos orgânicos são cultivados sem adubos químicos ou agrotóxicos

Os produtos orgânicos são cultivados sem adubos químicos ou agrotóxicos A produção orgânica, no Brasil, cresce 30% ao ano, segundo dados do Instituto Biodinâmico (IBC), reconhecido internacionalmente. O produto orgânico é cultivado sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos, com o intuito de incentivar a conservação do solo e da água e reduzir a poluição.

Hoje, são aproximadamente 6,5 milhões de hectares de terras com produção orgânica, deixando o país em segundo lugar entre os maiores produtores mundiais. Os produtos que lideram a produção são o extrativismo de castanha, açaí, pupunha, látex, frutas e outras espécies das matas tropicais, principalmente da Amazônia.

“Os produtos orgânicos são cultivados sem adubos químicos ou agrotóxicos e, por isso, evitam problemas de saúde causados pela ingestão dessas substâncias”, explica a tutora do Portal Educação, Danielle Pereira. Além disso, o produto orgânico protege a qualidade da água, a fertilidade do solo e a vida silvestre, sem contar que são mais nutritivos.

Se a população em geral incentivasse o consumo dos orgânicos, o aumento da produção, em longo prazo, resultaria em produtos mais baratos. O consumidor tem como garantia, o selo de certificação de que está adquirindo produtos orgânicos, isentos de qualquer resíduo tóxico.

Fonte:  Assessoria de Imprensa – Portal Educação

Governo federal vai cadastrar produtores orgânicos em todo o país

Governo quer montar o perfil do produtor orgânico

Governo quer montar o perfil do produtor orgânico

O governo federal vai cadastrar os produtores orgânicos em todo o país para saber quantos são e qual a real produção brasileira sem o uso de agrotóxicos em frutas, legumes, hortaliças, leite, carnes, mel de abelha, produtos cosméticos e de limpeza.

Ao anunciar a medida no sábado (30) no Rio de Janeiro, o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, informou que o objetivo é fazer um banco de dados para elaborar, pela primeira vez, uma estatística oficial sobre o setor de orgânicos no Brasil.

Ele lembrou que somente a partir da regulamentação da atividade com a Instrução Normativa n° 17, publicada no Diário Oficial da União dessa sexta-feira (29) é que o perfil do setor orgânico brasileiro poderá ser conhecido.

Ao participar do Rio Orgânico 2009, evento que marcou no estado encerramento da 5ª edição da Semana Nacional Orgânica, Dias listou uma série de ações que o Ministério da Agricultura vêm fazendo para aumentar a produção dos orgânicos e torná-los mais acessíveis à população.

“Estamos assinando um protocolo com os Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia para a criação de núcleos de agroecologia nas escolas técnicas e universidades. Além disso, o governo federal já paga 30% a mais pelo produto orgânico nas compras institucionais. A inclusão dos orgânicos na merenda escolar é nosso próximo passo”, disse.

Para o representante do Ministério da Agricultura, no entanto, é preciso maior engajamento da sociedade. “A população precisa cobrar do comerciante a oferta do produto orgânico nas prateleiras”, pois, conforme acrescentou Dias, esta é uma forma de estimular a produção e, assim, reduzir o preço final do produto.

“Hoje já temos algumas tecnologias melhores, algumas políticas públicas como o pagamento de 30% a mais pelo produto orgânico. Então, nós já temos coisas acontecendo, mas quanto mais a gente entenda a importância desse processo, muita coisa vai acontecer”, defendeu.

Ainda na defesa do consumo dos orgânicos, Rogério Dias enfatizou que o Banco do Brasil e o Programa Nacional de Assistência a Agricultura Familiar (Pronaf) têm linhas de crédito diferenciadas com juros mais baixos e prazo de carência maior para que o produtor faça a conversão do produto convencional para o orgânico.

Fonte: Agêcia Brasil (ABr).

Livro lançado em Porto Alegre traz dicas sobre faxina ecológica

Canadense Denis Beauchamp autografando o livro

Canadense Denis Beauchamp autografando o livro

Nem a fina garoa que começou a precipitar no meio da manhã deste sábado (30) na Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE) de Porto Alegre, nem a temperatura próxima dos 15ºC, foram suficientes para afastar as pessoas que se dispuseram a conhecer o livro que estava sendo lançado no local: A Casa Limpa da Faxineira Ecológica. Sempre acompanhado por um sorriso nos lábios, o canadense Denis Beauchamp recebia a todos com a mesma atenção.

Misturando sotaque, mas falando um bom português, o canadense antecipava aos interessados algumas dicas e receitas aplicadas na sua obra. As principais dicas referiam-se aos benefícios que o ambiente pode receber quando se substitui produtos a base de cloro por água oxigenada no caso de uma limpeza doméstica ou pesticidas e inseticidas por ácido bórico ou limão em se tratando de afastar insetos.

A história da “Faxineira Ecológica”, como é tratada a obra, iniciou no final da década de 1980 em Montreal, no Canadá. As autoridades locais, alarmadas com o alto nível de contaminação por pesticidas e inseticidas, resolveram instituir uma lei proibindo os donos de terrenos de utilizarem os produtos tóxicos. Um vereador da cidade, Denis Beauchamp, resolveu, então, dar sua parcela de contribuição e começou a pesquisar e juntar receitas básicas para substituir não só os venenos dos jardins, como também produtos potencialmente tóxicos utilizados para a limpeza doméstica.

 Desde então, o livro é editado anualmente. “Hoje já temos adaptações para nove países, Brasil, China, Japão, Índia, Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, França, além do próprio Canadá”, explica o autor. “A edição atual foi adaptada à realidade brasileira com o objetivo de orientar as mulheres na prática da faxina”.
 
Poluição da água

Denis Beauchamp salienta que as pessoas fazem um conceito errado sobre a poluição hídrica. “Em geral”, diz, “pensam que a principal responsável pela poluição das águas é a indústria. Mas essa não é a verdade. 80% de toda a contaminação dos mananciais hídricos se origina dentro da casa. E os cidadãos são responsáveis por isso. As algas que se proliferam em rios como o Guaíba são o resultado do excesso de cloro e somos obrigados a colocar muitos produtos químicos para limpar”.

O autor acrescenta que o principal objetivo do livro não é criticar, mas propor ações efetivas. A obra, além de ser um guia prático para quem cuida da casa, mostra alguns exercícios de alongamento e regras de segurança, como formas de levantar peso.

E os resultados práticos já estão aparecendo. Na semana passada, Denis ministrou um curso no Loteamento Santa Terezinha, em Porto Alegre, onde foram formadas 10 mulheres. Elas já estão capacitadas para serem multiplicadoras dessas idéias e serão indicadas para trabalharem como faxineiras. O próximo, terá duração de seis meses e surgiu a partir de um convênio com a Associação Cristã Feminina (ACF). O livro pode ser adquirido através do e-mail grupoeco2009@gmail.com.

Confira algumas dicas apresentadas no livro “A Casa Limpa da Faxineira Ecológica”:

Pisos
Coloque uma pasta composta de 1/3 de bicarbonato de sódio e 2/3 de areia com água sobre as manchas persistentes. Deixe secar e em seguida esfregue, enxágüe e lave com sabão
Piso cerâmico
A melhor maneira de limpar a cerâmica é simplesmente esfregar com água quente e sabão. Para branquear a junções usa-se água oxigenada.
Piso cerâmico II
Misture no seu balde de limpeza aproximadamente 3,5 litros de água e 180 ml (3/4 de xícara) de vinagre. Lave o piso como de costume.

Box de banheiro
Tire a sujeira, os restos de sabão e o acúmulo de calcário nas portas e vidros do box com uma esponja ou pano molhado no vinagre e depois enxágüe. Para retirar o depósito de calcário da ducha, use uma velha escova de dentes embebida em vinagre. Se necessário, deixe de molho por algumas horas dentro de uma vasilha contendo vinagre diluído em água quente.

Amaciante
5 litros de água
1 sabonete de glicerina
60 ml (1/4 de xícara) de glicerina líquida
30 ml (2 colheres de sopa) de Leite de Rosas
Ferva um litro de água com o sabonete ralado até dissolver todo o sabonete. Acrescente mais 4 litros de água fria, as 4 colheres de glicerina e as duas colheres de Leite de Rosas. Mexa bem até misturar e depois enxágüe.

Repelente de insetos e mosquitos
250 ml (1xícara) de água
125 ml (1/2 xícara) de citronela cortada
125 ml (1/2 xícara) de álcool
Misture os ingredientes e deixe reagir por 10 dias. Bata no liquidificador e espalhe essas misturas nas plantas.

Três receitas para afastar formigas
1 – Polvilhe ácido bórico misturado com açúcar sobre o percurso das formigas ou atrás do fogão, da pia e do tanque;
2 – Um limão cortado ao meio afasta as formigas;
3 – Coloque na entrada e ao longo do percurso das formigas borra da café.

Por Juarez Tosi, especial para Vida Sustentável.

Publicadas instruções normativas para regulamentação dos orgânicos

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Instruções encerram primeira etapa do processo de regulamentação dos produtos orgânicos.

Instruções encerram primeira etapa do processo de regulamentação dos produtos orgânicos.

ratam da regulamentação dos orgânicos foram publicadas, nesta sexta-feira (29), no Diário Oficial da União (DOU). A IN n° 17 estabelece as normas referentes ao regulamento técnico para o extrativismo sustentável orgânico, que consiste em permitir que produtos do extrativismo e do agroextrativismo sejam certificados como orgânicos.

A Instrução Normativa n°18 aprova o regulamento técnico para o processamento, armazenamento e transporte de produtos orgânicos. Assim, é obrigatório o uso de boas práticas de manuseio e processamento, com o objetivo de contribuir com a integridade física dos produtos e manter os registros atualizados das unidades de produção sobre a manutenção da qualidade desses alimentos.

De acordo com o coordenador de Agroecologia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rogério Dias, boa parte dos alimentos orgânicos ainda são comercializados in natura e a aprovação das normas para processamento vão possibilitar mais investimentos nessa área.

Por meio da Instrução Normativa nº 19, é possível saber as regras dos mecanismos de controle e informação da qualidade dos produtos orgânicos. Vale ressaltar que esta IN implementa o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (Sisorg), o que confere maior credibilidade e facilita a identificação do produto no mercado.

Com a publicação dessas três instruções normativas encerra-se a primeira etapa do processo de regulamentação dos produtos orgânicos. O próximo passo será a assinatura das normas técnicas para têxteis, cosméticos e aquicultura.

Fonte: Ministério da Agricultura.

Pesquisa mede impacto das advertências nos maços de cigarro

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Um a cada dois fumantes afirma que as mensagens nas embalagens sobre os riscos do tabagismo fazem com que fiquem mais propensos a parar de fumar

Em abril, o Brasil começou a medir o impacto das advertências sanitárias nos maços de cigarro. O levantamento integra o International Tobacco Control Policy Evaluation Project (ITC Project), pesquisa internacional sobre políticas de controle do tabaco que pela primeira vez está sendo aplicada no país. Os dados permitirão mensurar de forma contínua o comportamento da população em relação às ações de controle do tabaco e possibilitará a comparação com experiências internacionais de outros 20 países.

Como parte das comemorações do Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio, estão sendo divulgadas as informações preliminares do estudo. Os pesquisadores constataram que quase metade (48,2%) dos fumantes disse que as advertências nos maços de cigarros fazem com que fique mais propensa a deixar de fumar. As imagens e frases impressas impediram que 39,1% dos fumantes pegassem um cigarro quando estavam prestes a fumar, nos últimos 30 dias. E 61,6% dos fumantes (e 83.2% dos não-fumantes) disseram que as advertências os fizeram pensar, um pouco ou muito, sobre os riscos à saúde provocados pelo tabagismo.

De acordo com o estudo, o país vem alcançando bons resultados com as imagens de advertência nos maços, que provocam reações emocionais em quem as vê. A aversão às imagens não faz o fumante evitar apenas olhar para o maço, mas também pensar sobre os riscos envolvidos e evitar o próprio cigarro. Dos fumantes entrevistados, 84,9% disseram ficar muito ou extremamente preocupados quando veem as advertências. Dos 17 países em que a pesquisa foi aplicada, o Brasil aparece em segundo lugar na questão de fumantes com intenção de parar de fumar – 80% dos ouvidos querem deixar cigarro.

A pesquisa está sendo realizada em três capitais – Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre – em um universo de 1.800 pessoas, fumantes e não-fumantes, que será acompanhado por no mínimo três anos. A cada mudança na política de controle do tabaco no país, as mesmas pessoas serão entrevistadas, o que permitirá a comparação temporal dos dados. A primeira etapa da pesquisa brasileira será concluída ainda no primeiro semestre deste ano. Para o início de 2010, está previsto o início da segunda fase, que vai avaliar o impacto das novas imagens de advertência, que começaram a ser veiculadas este mês.

No Brasil, o estudo está sendo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e pela Universidade de Waterloo, do Canadá, sob a coordenação do professor Geoffrey Fong. Financiada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), a pesquisa e conta com o apoio da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e do Laboratório de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

METODOLOGIA – O International Tobacco Control Policy Evaluation Project (ITC Project), primeira pesquisa multinacional sobre política de controle do tabaco, pretende medir o impacto psicossocial e comportamental dos pontos-chave da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, do qual o Brasil é signatário. A Convenção é um tratado internacional de saúde pública que estabelece mecanismos de cooperação entre os países para preservar as gerações presentes e futuras das conseqüências do consumo e da exposição à fumaça do tabaco, além de formas de proteção das políticas nacionais contra os interesses da indústria do tabaco.

A pesquisa inclui parâmetros para medir cada um dos pontos-chave da convenção, idênticos ou similares em todos os países participantes, a fim de permitir a comparação entre os participantes. O método de pesquisa consiste em apresentar determinadas afirmações a fumantes e não-fumantes e medir o quanto eles concordam ou discordam de cada uma. Os questionários apresentam perguntas sobre comportamentos do fumante, preços e taxação, medicamentos para deixar de fumar, cessação do tabagismo e imagens de advertência, entre outros.

DADOS BRASILEIROS – No Brasil, a pesquisa está em andamento e os dados apresentados hoje (27/05) são parciais. Até agora, foram entrevistados 345 moradores do Rio (140 fumantes e 205 não-fumantes), 160 de São Paulo (71 e 89 não-fumantes) e 212 em Porto Alegre (110 fumantes e 102 não-fumantes).

91,8% dos fumantes ouvidos disseram que se pudessem voltar atrás, não teriam começado a fumar (61.0% concordaram fortemente + 30.8% concordaram).

50% dos fumantes e 28% dos não-fumantes reparam nas imagens de advertência dos maços frequentemente ou muito frequentemente.

32,7% dos fumantes leram ou olharam atentamente para as advertências dos rótulos frequentemente ou muito frequentemente.

43.8% dos fumantes fizeram esforço para evitar olhar ou pensar sobre as advertências.

A despeito da quantidade considerável de informação acerca dos danos de fumar que apareceram nas embalagens dos cigarros brasileiros, 56.8% dos fumantes acham que os maços deveriam ter ainda mais informações de saúde do que possuem agora. Apenas 1,9% quer menos informação (entre não fumantes, 70.5% quer mais informação e apenas 1,3% quer menos).

Tanto fumantes quanto não fumantes estão bem informados quando perguntados sobre se determinada doença ou condição está ou não relacionada ao hábito de fumar.

Condições de saúde
Fumantes
Não-fumantes
Doença cardíaca
95
95,5
Impotência
81,9
89,4
Cegueira
43,6
38,9
Câncer de boca/garganta
95
97,7
Acidente vascular cerebral
83,2
86,1
Dentes manchados
96
98
Câncer de pulmão em fumantes
96
99
Câncer de pulmão em não-fumantes (tabagismo passivo)
78,2
91,7
Asma em crianças (tabagismo passivo)
88,2
93,7
Nicotina causa a maioria dos cânceres
79,1
93,7

Fonte: Ministério da Saúde.

Produto Orgânico contribui para qualidade de vida

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Iogurte, suco de pêssego e pão orgânicos. Esse é o cardápio preferido para o café da manhã da estudante brasiliense Nohane Müller, 18 anos, que decidiu, em 2005, fazer uma reeducação alimentar. A taxa alta de colesterol pesou na decisão, pois estava 20% acima dos níveis considerados normais. “Minha nutricionista sugeriu incluir os orgânicos na minha dieta. Após um ano, refiz o exame e o resultado me surpreendeu: reduzi de 220 para 170 miligramas”, comemorou. Com isso, a jovem, que sonha em casar e ter dois filhos, também incentivou o pai a fazer o mesmo e disse que passará esse hábito de vida para as próximas gerações.

Os brasileiros estão, cada vez mais, em busca de bem-estar. Para isso, decidem se alimentar de forma saudável e praticar esportes. Itens que contribuíram para que Cláudia Maria de Souza Penuchi, 38 anos, tivesse uma gestação tranquila. “Quando engravidei, optei pelos orgânicos e comprei muitas verduras, legumes, frutas e arroz integral. Isso fez diferença, já que consegui manter os meus gêmeos, Eduardo e Henrique, hoje com dois meses, por 38 semanas. Quando não estiver mais amamentando vou alimentá-los com leite orgânico”, ressaltou.

Para o aposentado do Tribunal de Contas da União (TCU), Expedito Pereira da Costa, 72 anos, o hábito de ter produtos orgânicos em casa foi adquirido aos poucos, por ele e seus 22 irmãos. “Há três anos fiz essa opção. Para ter produtos fresquinhos, levanto todos os dias cedo e vou ao supermercado. O meu único esforço é pegar a embalagem e colocá-la no carrinho”, explicou.

Selo – Para facilitar a vida dos consumidores ao identificar um produto de qualidade, que passou por processo rigoroso de inspeção, será lançado, no primeiro semestre de 2010, o Selo do Sistema Brasileiro de Conformidade Orgânica. Para usá-lo, os produtores deverão se regularizar no Ministério da Agricultura, até o dia 28 de dezembro de 2009.

Para os agricultores familiares serão fornecidas carteiras de identificação e cada um será responsável por verificar a qualidade dos alimentos orgânicos vendidos pelos “companheiros” em feiras e Ceasas.Esse sentimento de confiança, adquirido com o tempo, é o que resume a relação entre a corretora de imóveis, Carmen Figueiredo, 59 anos, e o produtor que vende alimentos orgânicos na “feirinha” da Asa Norte, em Brasília.  “Frequento o mesmo lugar há mais de 15 anos e sinto como se o agricultor fosse meu vizinho. Antes, tinha uma chácara e, desde que vim para cidade, escolhi os orgânicos. O sabor da banana é diferente, mais docinho”, enfatizou.

A adoção do selo também vai contribuir para dados estatísticos. Será possível ter informações sobre o número de produtores brasileiros, a área ocupada com esse tipo de plantação e volume produzido. “Hoje o que temos é uma estimativa de 15 mil produtores que cultivam área de 800 mil hectares”, explicou o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias.

Produção – Trabalhar com produtos orgânicos requer cuidado e preparação. Antes de começar a plantar é necessário passar pelo “período de conversão”.  Trata-se do tempo adequado para um produtor deixar a forma convencional e iniciar a produção orgânica. Para isso, precisa adotar práticas como substituição de insumos, criação de nova biodiversidade e elaboração de plano de manejo. O período da mudança do sistema convencional para o orgânico depende da quantidade de insumos utilizada e do grau de conhecimento dos produtores em relação à agricultura orgânica.

No plantio de hortaliças, as fases de desenvolvimento vegetativo, formação do fruto e colheita levam em média, de 30 dias (no caso da rúcula) a 90 dias (cenoura). Após esse processo, são identificados por data, cultura, setor, lote, número de caixas e peso. Quando são produtos in natura, seguem para o setor de embalagem e, no caso dos processados, passam pela pré-lavagem.  O objetivo é retirar insetos e terra. Durante a armazenagem, as hortícolas devem permanecer em temperatura entre 6°C e 8°C.

Na fazenda Malunga – Pecuária e Agricultura Ecológica, a 75 quilômetros de Brasília, 150 profissionais atuam nos setores de verduras, legumes, pecuária e comercialização, distribuídos em 140 hectares, 40 só de hortícolas. Para verificar o processo de produção, representantes de supermercados e certificadoras fazem inspeções anuais.

Mercado – É possível encontrar produtos orgânicos nos supermercados todos os dias, não apenas no “Dia do Orgânico”. Além disso, uma vez por semana, a população pode conferir, nos estandes das redes de supermercados, explicações sobre os processos de produção e amostras para degustar.O diretor regional de supermercados do Distrito Federal, Onofre Silva, diz que a qualidade do produto é primordial. “Temos uma equipe de seis profissionais que fica na central de distribuição para cuidar da segurança alimentar.

Em cada uma das 600 lojas distribuídas pelo Brasil, contamos com nutricionistas que verificam a qualidade, refrigeração, rastreabilidade, armazenagem e distribuição dos produtos nas gôndolas”, explicou.De acordo com a gerente comercial de frutas, legumes e verduras de um grupo de supermercados, Sandra Caíres, os orgânicos representam 2,5% do total das vendas de hortifruti e os maiores consumidores estão nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. 

“Em 2008 tivemos uma receita de R$ 40 milhões e, nos últimos cinco anos, temos apresentado crescimento de 20%”, ressaltou.Na fazenda Malunga a receita, em 2007, foi de R$ 4 milhões e, em 2008, de R$ 4,8 milhões. “A expectativa é crescermos 25% neste ano. Vale ressaltar que os nossos funcionários se sentem donos do negócio, ao receberem 30% do lucro, além disso, temos o sistema de metas. Quando o número é alcançado, todos saem ganhando”, explicou a sócia-gerente da propriedade, Clevane Ribeiro Pereira Vale.

Histórico – Em 2003, foi publicada a Lei nº 10.831, que trata da produção de orgânicos no Brasil. No dia 28 de dezembro de 2007, os produtos orgânicos foram regulamentados, por meio do Decreto n° 6.323. Com isso, os alimentos passaram a ter regras de produção, armazenamento, rotulagem, transporte, certificação, comercialização e fiscalização de produtos. 

Em outubro de 2008 começaram a ser publicadas as Instruções Normativas para assuntos específicos, como a implementação da Comissão Nacional de Produção Orgânica e a Regulamentação dos Sistemas Orgânicos de Produção Animal e Vegetal.Fonte: Ministério da Agricultura.

Corante natural do milho substitui com vantagens o artificial

Milho roxo traz menor impacto ao ambiente e benefícios à saúde humana por conta de propriedades antioxidantes

Milho roxo traz menor impacto ao ambiente e benefícios à saúde humana por conta de propriedades antioxidantes

Uma nova pesquisa testou a extração de corantes de milho como alternativa aos corantes sintéticos. O motivo é que, além de não poluir, os corantes naturais podem trazer benefícios à saúde por apresentar pigmentos antioxidantes e anti-inflamatórios.

O estudo foi publicado na revista Ciência e Tecnologia de Alimentos. “O interesse em pesquisas por corantes naturais aumentou consideravelmente nas últimas décadas devido às severas críticas dos consumidores, às restrições impostas pela Organização Mundial da Saúde e outras instituições aos corantes sintéticos”, destacam os autores.

De acordo com Elias Basile Tambourgi, professsor da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um dos autores do artigo, além do uso em corantes de alimentos e de tecidos, o milho é uma fonte de antocianinas, pigmentos pertencentes ao grupo dos polifenóis – compostos responsáveis por dar cores aos vegetais.

“As antocianinas atuam como agente antioxidante que age na inibição dos radicais livres, atuando na prevenção de doenças degenerativas como o câncer. Além disso, melhoram a adaptação à visão noturna, prevenindo a fadiga visual. São usadas como anti-inflamatório e também já foram aplicadas no tratamento contra obesidade e hiperglicemia”, disse Tambourgi à Agência FAPESP.

O pesquisador ressalta a necessidade de mais pesquisas a fim de destacar a importância das antocianinas na dieta humana. “Além disso, precisamos melhorar as metodologias de extração (quantificação e identificação), obter a composição e compreender a funcionalidade das fontes naturais”, disse.

No novo estudo, foram utilizadas duas variedades nativas de milho (Zea mays L.) peruano, roxa e vermelha, adquiridas em fazendas a cerca de 150 quilômetros ao sul de Lima. Segundo o estudo, o corante do milho roxo tem se mostrado estável.

“Chegamos a realizar testes de fixação em produtos têxteis, como algodão. O que mais chama a atenção é seu uso artesanal no Peru, na coloração de roupas. Podemos notar que esses produtos apresentam forte cor roxa, e não se deterioram ao longo do tempo, nem mesmo pela ação do calor”, disse.

Métodos de extração

Os autores destacam que as antocianinas do milho roxo foram usadas pelos incas na preparação de bebidas e no tingimento de fibras têxteis. “Eles obtinham os pigmentos de forma artesanal, utilizando processos mecânicos através de atrito e raspagem da semente”, apontam.

“Embora existam pesquisas indicando significativos avanços e benefícios das antocianinas extraídas do milho roxo, até o presente momento não conhecemos estudos sobre novas metodologias de extração desses pigmentos livres das substâncias químicas tóxicas”, ressaltou.

Nos testes foram utilizados três métodos de extração: por imersão, por lixiviação e por supercrítica, que consiste em explorar as propriedades críticas do dióxido de carbono (comportamento de fluido) como solvente e promover o seu contato com o soluto, utilizando-se uma forma estática de extração.

Nos dois primeiros processos foram utilizados água deionizada, etanol, metanol, éter de petróleo, ciclo hexano e isopropanol como solventes, todos de grau analítico. E tanto no primeiro como no segundo método, o etanol foi o solvente com maior rendimento de extração dos pigmentos.

Os resultados apontaram ainda que a lixiviação (com algumas modificações) foi o método mais eficiente nas extrações dos corantes, com aproximadamente 88% de antocianinas, assim como na recuperação dos solventes.

“Mas como os dois primeiros métodos são simples, baratos e fáceis de serem aplicados, também apresentaram bons resultados. A extração do pigmento roxo pode ser realizada de modo simples e com solvente (etanol) disponível no mercado”, disse o professor da Unicamp.

Tambourgi coordenou diversos projetos apoiados pela FAPESP, entre os quais “Purificação de amilases de Zea mays para a aplicação na hidrólise de amido para uso na indústria alcooleira”, na modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular.

O novo estudo foi feito com Felix Martin Cabajal Gamarra, da Faculdade de Engenharia Química, e Edison Bittencourt, do Departamento de Tecnologia de Polímeros, amboa da Unicamp, e com Gisele Costa Leme, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Para ler o artigo Extração de corantes de milho (Zea mays L.), disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Por Alex Sander Alcântara, da Agência Fapesp de Notícias.

Curso prepara empreendimentos para Salão do Turismo e Bio Fair

Oficina capacita para a Bio Brazil Fair 2009

Oficina capacita para a Bio Brazil Fair 2009

Começou nessa terça-feira (26) e segue até quinta-feira (28) a oficina de capacitação dos empreendimentos selecionados para o 4º Salão do Turismo e para a Bio Brazil Fair 2009. O evento é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pela Cooperação Técnica Alemã GTZ, no Hotel Sonesta, em Brasília.

Participam da capacitação representantes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), profissionais para orientar os agricultores, além de diretores do MDA e do Ministério do Turismo (MTur).

Entre os temas a serem debatidos, destacam-se as políticas das secretarias de Agricultura Familiar (SAF) e Desenvolvimento Territorial (SDT), as políticas de turismo, a produção associada ao turismo e o Salão do Turismo como estratégia. Também faz parte da programação a apresentação do Programa de Agroindústria e do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), e a discussão sobre legislação, mercado de orgânicos, exigências de mercado, formação de preços e o comportamento do expositor frente ao cliente/comprador.

A V Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia (Bio Brazil Fair 2009) será realizada de 23 a 26 de julho, em São Paulo, e tem a finalidade de promover, divulgar e comercializar produtos orgânicos. A quarta edição do Salão do Turismo – Roteiros do Brasil também acontece em São Paulo, de 1º a 5 de julho.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Palestra sobre o valor nutricional dos alimentos orgânicos

Alimentos orgânicos são mais saudáveis e nutritivos

Alimentos orgânicos são mais saudáveis e nutritivos

A loja Grão Natural está integrada na Semana dos Produtos Orgânicos. Desde segunda-feira (25) até sábado (30), Grão Natural está distribuindo materiais educativos e fazendo degustação de produtos orgânicos. Na sexta-feira (29) promove palestra sobre o valor nutricional dos produtos orgânicos com a nutricionista Ângela Gindri Martins, ocasião em que sorteará camisetas e uma produtos orgânicos.

A palestra será realizada nas dependências da loja, Av. Benjamin Constant, 1508 (esquina com Av. Berlim), bairro São João, Porto Alegre. A Semana dos Produtos Orgânicos é um evento que ocorre em todo o Brasil. Promovido pelo Ministério da Agricultura, a semana pretende esclarecer os consumidores sobre o que são os produtos orgânicos, fazendo uma abordagem em relação aos benefícios ambientais, sociais e nutricionais, com o objetivo de estimular o consumo.

Em todo o país estão programados centenas de eventos. Somente no Rio Grande do Sul são mais de 80 atividades, que vão de palestras, oficinas, sorteios de produtos orgânicos, degustações, cursos de culinária, entre outras.

A produção orgânica tem como base princípios agroecológicos que orientam o desenvolvimento de sistemas produtivos, os quais buscam preservar a vida e promover a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

O consumidor desse tipo de produto, além de levar para casa um alimento saudável proveniente de um sistema produtivo que não utiliza agrotóxicos ou materiais sintéticos, contribui para o fortalecimento de uma outra forma de ver a produção agropecuária e agroindustrial, onde se pensa na produção de substâncias essenciais à vida, considera-se o respeito à Terra e a todos os seres vivos que nela habitam.

Mais informações no site Grão Natural.

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