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Má alimentação, álcool e fumo facilitam aparecimento do câncer do intestino

Somente no ano passado ocorreram mais de 26 mil casos de câncer de intestino no Brasil. A estimativa é do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que lança em março, em conjunto com a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci) e a Associação Brasileira do Câncer (ABCâncer), a campanha Laços de Esperança – Luta Contra o Câncer. O evento vai abranger todo o país e tem por objetivo estimular o debate na sociedade e a conscientização para que as pessoas tenham uma vida mais saudável.

Entre os estados que lideram essa estatística estão São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Somente no ano passado ocorreram 13 casos novos a cada 100 mil homens e de 15 casos a cada 100 mil mulheres. São Paulo dispara na liderança com 9.890 novos casos, seguido do Rio de Janeiro, que apresentou 3.890, e do Rio Grande do Sul, com 3.060.

De acordo com médicos e nutricionistas, a reversão a esse problema começa por uma alimentação mais saudável, além de se evitar o consumo de álcool e do fumo. Os aditivos químicos e sintéticos auxiliam no aparecimento da maior parte dos casos de câncer.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) e primeiro-secretário da Abrapreci, Flávio Steinwurz, enfatizou que a população precisa ter conhecimento dos fatores que podem facilitar o aparecimento de câncer do intestino, como fumo e álcool. Segundo o médico, a doença pode aumentar por questões alimentares, citando o exemplo de alimentos com conservantes e corantes artificiais, carnes vermelhas e com falta de fibras. 

Para Flávio Steinwurz, a expansão do câncer colorretal, se bem acompanhada, pode ser evitada precocemente. “Você consegue  detectar um pólipo (lesão que aparece na parede do intestino) ainda em estado benigno, retirá-lo por meio de exame de colonoscopia  e impedir que venha a se desenvolver”, disse ele. A expectativa é que o debate se estenda durante todo o ano de 2009, culminando em novembro, quando São Paulo sediará o Fórum Internacional sobre Câncer Colorretal (Ficare), reunindo especialistas de todo o mundo.

Texto do jornalista Juarez Tosi.

 

Controle do peso na infância é tema do Dia Mundial do Câncer


A obesidade e o sobrepeso são fatores de risco para câncer que têm avançado fortemente entre crianças e adultos de todo o mundo. Para alertar a população sobre o fato de que estar acima do peso na infância pode levar ao surgimento do câncer ao longo da vida, uma campanha global que envolverá mais de 90 países foi lançada no dia 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Câncer. A iniciativa é da União Internacional Contra o Câncer (UICC), maior organização não-governamental do mundo dedicada ao controle da doença. O Instituto Nacional de Câncer, INCA, é membro da UICC e a apoiará na divulgação do tema no Brasil.

A ação faz parte de um projeto mais amplo, lançado há dois anos e que será desenvolvido até 2012. As atividades são guiadas pelo tema “Crianças de hoje, mundo de amanhã”, que atenta para a necessidade da adoção de hábitos saudáveis para prevenção do câncer desde a infância. Em 2009, a campanha pretende mobilizar familiares, profissionais de saúde, educadores e o poder público para a promoção da saúde e prevenção do câncer, por meio do estímulo a um estilo de vida saudável para as crianças, com escolhas alimentares adequadas e uma vida fisicamente ativa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, pelo menos 2,6 milhões de pessoas morrem anualmente por causa do excesso de peso ou obesidade. A UICC estima que a alimentação inadequada, o sedentarismo, o sobrepeso e a obesidade sejam responsáveis por aproximadamente 30% dos casos de câncer nos países ocidentais, o que representa a segunda maior causa evitável de câncer, atrás apenas do tabagismo. A campanha pretende alertar para a necessidade do equilíbrio entre a energia ingerida por meio da alimentação e a gasta com atividades físicas.

Orientações
Uma criança obesa tem chances até 30% maiores de se tornar um adulto obeso e o excesso de peso corporal em adultos é um fator de risco comprovado para câncer. Há evidências de que o excesso de gordura corporal aumente o risco do desenvolvimento de vários tipos de câncer, como de endométrio, rim, vesícula, pâncreas, mama e intestino. A primeira atitude que os pais podem tomar para prevenir a obesidade de seus filhos é alimentá-los somente por meio da amamentação até os seis meses de idade. Isso reduz em 13% as chances de a criança tornar-se obesa.

Hábitos saudáveis adquiridos desde cedo têm forte impacto ao longo da vida. Grande parte dos hábitos é estabelecida durante a infância, e o ambiente em que as crianças crescem – em casa, na escola ou em suas comunidades – as influencia de forma bastante intensa. Por isso, é importante que sejam estimulados, desde a infância, hábitos como alimentação saudável e a prática de atividade física. A escolha de um prato de comida colorida, com mais frutas, verduras e legumes, e menos gorduras, deve ser incentivada desde cedo. Além disso, os pais também devem estimular seus filhos a serem fisicamente ativos, reduzindo o tempo de atividades e brincadeiras mais sedentárias, como assistir televisão.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1,6 bilhão de adultos no mundo estão com excesso de peso e ao menos 400 milhões desses são obesos. As projeções indicam que em 2015 esses números subam para 3,3 bilhões e 700 milhões, respectivamente. A estimativa é que uma em cada 10 crianças em idade escolar esteja com excesso de peso. Dessas, de 30 a 45 milhões são obesas, o que representa de 2 a 3% de todas as crianças do mundo com idade entre 5 e 17 anos. No Brasil, de acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiares, POF, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, 40,6% da população está com excesso de peso e 11,1% dos brasileiros são obesos. Esse número representa praticamente o dobro da prevalência de obesidade observada em 1974, qu e era de 5,7%.

Ações de controle
O Instituto Nacional de Câncer criou em maio de 2007 a Área de Alimentação, Nutrição e Câncer. O objetivo é produzir e reunir informações sobre a relação entre os hábitos alimentares e o câncer. A área funciona como um canal de consulta e troca de informações diretamente com estados e municípios, facilitando o trabalho de promoção de práticas alimentares saudáveis. Desenvolve projetos em parceria com diversas instituições como a Embrapa Agroindústria de Alimentos, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), universidades e empresas.

No âmbito do Ministério da Saúde, diversas ações são desenvolvidas para a promoção da alimentação saudável e da prática de atividade física, inclusive com o foco nas crianças. Destaque para do Programa Saúde na Escola, lançado em 2008 em parceria com o Ministério da Educação. Para os fatores de risco de câncer, o Programa utiliza os materiais de uma ação desenvolvida pelo INCA, o Saber Saúde, iniciada em 1998.

O objetivo é estimular a consciência crítica dos cidadãos de forma a que eles possam fazer opções conscientes que contribuam para sua saúde, a saúde coletiva e a do meio ambiente. O Saber Saúde tem como público-alvo alunos do Ensino Fundamental, envolvendo também professores e funcionários, alunos da Educação Infantil e do Ensino Médio, famílias e comunidades. Nos 26 estados e no Distrito Federal onde o Saber Saúde está implantado, sua cobertura é de 2.389.126 alunos e 120.284 professores. Até dezembro de 2008, 14.280 escolas já haviam sido sensibilizadas, sendo que 7.759 já estavam com o programa implantado.

O Ministério da Saúde também estabeleceu com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) metas para a redução dos teores de gordura trans dos alimentos industrializados no país. Até o final de 2010, conforme os parâmetros recomendados pela OMS, as gorduras trans não podem ultrapassar 2% do total de gorduras que compõem os alimentos.

Fonte: Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Pesquisa da Unifesp comprova ação ansiolítica de óleos essenciais de laranja e lavanda


Depois de avaliar os efeitos do óleo essencial de rosas e comprovar sua ação ansiolítica, os pesquisadores da Unidade de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da Unifesp direcionaram seus estudos para os óleos essenciais de laranja (citrus aurantium L.) e de lavanda (lavandula angustifólia mill), que têm despertado interesse científico por suas ações sedativas e relaxantes.

Os resultados em ratos mostraram que a inalação isolada desses óleos (grupo experimental) induziu um efeito ansiolítico, diminuindo o grau de emocionalidade dos animais, com um efeito superior ao grupo de animais que recebeu um ansiolítico padrão (grupo benzodiazepínico). O mesmo efeito não foi encontrado num terceiro grupo de ratos, considerado controle, ao qual nada foi ministrado.

De acordo com a Rita Mattei Persoli, bióloga responsável pelo estudo, os óleos essenciais atuam nas regiões cerebrais responsáveis pelas emoções (sistema límbico). Uma relação entre a percepção de odores e a resposta comportamental emocional tem sido sinalizada nesses estudos, explica a pesquisadora. É possível que os efeitos encontrados nos ratos sejam semelhantes nos seres humanos.

Muito utilizados nas indústrias cosmética, farmacêutica e alimentícia, os óleos essenciais são tema de vários estudos da Unidade, com projetos financiados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), sob a coordenação do psicólogo José Roberto Leite.

Menos ansiedade e mais sociabilidade

Para testar o grau de emocionalidade dos animais, foi utilizado o teste do Labirinto em Cruz Elevado, que consiste em um aparelho no formato de cruz e que fica elevado do chão, no qual um dos caminhos é fechado e escuro e, o outro, é claro e aberto. Ratos não gostam de ambientes estranhos e que sejam altos e claros, pois o desconhecido para eles é estressante. Naturalmente, ele procura o lado escuro e amparado, quando colocado nesse labirinto, explica a pesquisadora. Entretanto, os animais que receberam a inalação dos óleos de lavanda ou de laranja exploraram mais o lado claro e aberto do labirinto, ou seja, tiveram a mesma reação dos animais aos quais foram administradas doses de benzodiazepínico.

Também foi aplicado o chamado Teste da Interação Social no Campo Aberto, em que os ratos são colocados em um campo amplo, circular e com paredes altas, junto com outro animal, com o qual nunca tiveram contato anteriormente. Da mesma forma como no teste do labirinto, os resultados mostraram que os animais que inalaram os óleos foram mais interativos e sociáveis, comportamento semelhante ao daqueles que receberam ansiolítico, quando comparados ao grupo de animais que nada recebeu (controle).

Mattei explica que outro parâmetro científico para avaliar o grau de ansiedade dos animais é a análise da quantidade de fezes eliminadas durante os testes. Quanto mais ansioso e agitado, maior será a quantidade de bolos fecais. Observamos muito isso nos ratos ‘controle’, pois a produção de ‘bolos fecais’ foi bem maior, quando comparada à dos outros dois grupos que estavam sob efeito dos óleos ou do benzodiazepínico, afirma.

Fonte: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Amazonas quer alavancar produção de guaraná no leste do estado

 

Objetivo é trazer novo ânimo à produção desse cultivo tradicional na região

Objetivo é trazer novo ânimo à produção desse cultivo tradicional na região

 De janeiro a dezembro deste ano, R$ 900 mil em mudas de guaraná devem ser investidos pelo governo do Amazonas nos municípios localizados na região do Baixo Amazonas. O objetivo é trazer novo ânimo à produção desse cultivo tradicional na região e, ainda, atender a uma crescente demanda comercial que busca o fruto para o uso em xaropes, refrigerantes, cosméticos e, também, para fabricação de outros produtos alimentícios feitos a partir do guaraná em pó e em bastão.

A região do Baixo Amazonas está localizada no leste do estado e é composta pelos municípios de Barreirinha, Parintins, Urucará, Nhamundá, Boa Vista do Ramos, Maués e São Sebastião Uatumã.

Segundo o secretário de Produção Rural do Amazonas, Eron Bezerra, a idéia é fortalecer o cultivo do guaraná no estado, sobretudo onde tradicionalmente já é realizado. Outra expectativa do governo, segundo o secretário, é alavancar a produção e diminuir o desmatamento.

Em entrevista à Agência Brasil, Bezerra ressaltou que a procura pelo guaraná tem se tornado cada vez maior. Segundo dados da Secretaria de Produção Rural do estado (Sepror), a maior parte das vendas é feita para indústrias brasileiras e européias.

“Estamos apostando pesado nessa idéia pois queremos expandir a produção. Por enquanto, temos que investir e estimular os produtores. Aparentemente, aumentar a produção e reduzir o desmatamento é uma contradição, mas não é”, defendeu.

“Isso é exatamente o que nós chamamos de produção com sustentabilidade. Não se trata de mágica. Usando-se tecnologia, colocando-se variedades, conseguiremos chegar à produção com sustentabilidade”, afirmou Bezerra.

As novas mudas de guaraná foram cultivadas em viveiros com tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa). Em grãos, o quilo do guaraná é comercializado por R$ 30. Já quando beneficiado (em pó), o quilo do produto chega a ser vendido por R$ 60. Na Europa, o quilo do guaraná orgânico (sem agrotóxicos) custa, em média, R$ 40.

“Hoje precisamos de sete hectares para produzir uma tonelada de guaraná em Maués, que é um dos maiores produtores de guaraná do Amazonas. Com a variedade elaborada pela Embrapa, precisamos apenas de um hectare para produzir a mesma tonelada. Conseqüentemente, aumentamos a produção e reduzimos o impacto ambiental e o desmatamento.”

“É isso que nós chamamos de sustentabilidade. É a natureza se convertendo em recursos materiais, mas ao mesmo tempo preservando a floresta”, acrescentou o secretário.

A ação faz parte do Programa de Revitalização do Guaraná, que se insere em uma das das cinco linhas de ação da Sepror. No total, 200 mil mudas serão distribuídas ao longo do ano. Cada muda da planta custa R$ 4,50 e, para cada hectare plantado, são necessárias 400 mudas.

O resultado do incentivo governamental à produção de guaraná no Baixo Amazonas deve aparecer em 18 meses. A colheita se dá apenas uma vez por ano, no período de novembro a janeiro. O plantio é realizado no período das chuvas (de dezembro a abril). 

Os principais municípios do Amazonas produtores de guaraná são Maués (300 toneladas em 2008) e Urucará (60 toneladas em 2008), seguidos, em menor escala de produção, por Coari, Apuí e Parintins.  Em 2008, a produção total do estado chegou a 766 toneladas.

Fonte: Agência Brasil.

Brasil é terceiro maior país com áreas destinadas à plantação de orgânicos

Verduras e legumes orgânicos

Verduras e legumes orgânicos


O Brasil é o terceiro maior país com áreas destinadas à plantação de orgânicos: 1,8 milhões de hectares. A informação é da Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica  International. A pesquisa foi divulgada pelos organizadores da BioFach 2009, aberta quarta-feira (18), em Nurenberg, na Alemanha, e considerada a mais importante feira de produtos orgânicos do mundo.

Em termos de área cultivada com orgânicos, o Brasil só perde para a Austrália (12 milhões de hectares) e para a Argentina (2,8 milhões de hectares). Para Ming Liu, coordenador executivo do Organics Brasil, programa criado para promover produtos orgânicos brasileiros no mercado internacional, o resultado da pesquisa é positivo pois o país começa a ser visto como mais que um fornecedor de matéria-prima.

A Organics Brasil levou para a feira 32 empresas de produtos orgânicos da área de cosméticos e alimentos de estados como São Paulo, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará e Paraná. Este é o quarto ano que o país participa do encontro.

Ming Liu ressalta que a participação brasileira no encontro é uma forma de mostrar para o mundo o que o país produz na área. “É a imagem do país no centro do comércio de produtos orgânicos, nessa feira que lança tendências no mundo inteiro”, avaliou.

Para Liu, a BioFach, que reúne cerca de 120 países até o próximo domingo (22), é uma boa oportunidade de fechar negócios e de saber como o setor está enxergando a atual crise mundial.

“As empresas que estão aqui estão procurando fechar negócios. No ano passado, nós fechamos negócios da ordem de U$30 milhões de dólares. A nossa expectativa este ano era uma incógnita, mas, se for considerar que pouco mudou, acho que a gente consegue repetir o resultado de 2008”.

A Organics Brasil foi criada em 2005 por meio de uma parceria entre a organização não-governamental paraense Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Desenvolvimento (Apex-Brasil) e Federação das Indústrias do Paraná. Hoje, o programa concentra 71 empresas nacionais de orgânicos sob a marca única Organics Brasil.

Fonte: Agência Brasil.

Ministério da Agricultura abre consulta pública para escolha do selo dos orgânicos

Um desses selos será o escolhido

Um desses selos será o escolhido

A partir do primeiro semestre de 2010, os consumidores brasileiros que optarem por evitar o consumo de produtos contaminados por agrotóxicos ou transgênicos, poderão ter em suas mesas alimentos mais seguros. Está prevista para esse período, a entrada em funcionamento do Selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica. O Ministério da Agricultura abriu nessa quarta-feira (18) consulta pública. Durante o prazo de 30 dias, a sociedade brasileira poderá participar da escolha do selo único de identificação dos produtos orgânicos em todo o território nacional.

A procura por produtos orgânicos tem crescido muito nos últimos anos. Cálculos indicam a existência, em todo o Brasil, de mais de 15 mil produtores atuando com agricultura orgânica. A crescente demanda por produtos saudáveis, principalmente por países da União Européia, que exigem a certificação, obrigou o governo brasileiro a acelerar o processo de regulamentação dos produtos orgânicos. Em dezembro de 2007, o governo federal publicou no Diário Oficial da União o Decreto número 6323, que regulamenta a Lei 10.831, de 2003, disciplinando a produção, armazenamento, rotulagem, transporte, certificação, comercialização e fiscalização dos produtos orgânicos.

Agora vem o passo final desse processo, com a edição do selo que identificará todos os produtos orgânicos produzidos no Brasil. A coordenadora da Comissão de Produção Orgânica do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul (CPORGS/RS), Ângela Escosteguy, destaca a importância do processo de participação da sociedade nesse debate. “Essa Lei é muito democrática, pois está envolvendo todos os setores da cadeia, desde o produtor até o consumidor final”, explica ela.

A lei que faltava

 

O decreto permite que os agricultores familiares realizem a venda direta ao consumidor, desde que estejam cadastrados no órgão fiscalizador. Os demais processos são a certificação por auditoria e a certificação participativa. Esse último é considerado o processo mais avançado, pois os próprios produtores organizados terão a possibilidade de certificar os produtos. As certificadoras deverão estar previamente credenciadas no Ministério da Agricultura a partir de 2010.

“Esta é a lei que faltava”, comemora Ângela Escosteguy. “Vamos ter uma mapa da certificação orgânica no Brasil. Esse trabalho está baseado na educação e divulgação, através de cursos, treinamentos e campanhas. Quem não estiver credenciado, vai estar operando ilegalmente”.

Para participar da consulta pública é necessário entrar no site do Ministério da Agricultura. No link consulta pública selo dos orgânicos, o participante poderá optar entre um dos três modelos pré-selecionados. Será considerado apenas um voto por endereço eletrônico remetente e a contabilização ocorre através dos votos encaminhados para o e-mail orgânicos@agricultura.gov.br.

Texto: Jornalista Juarez Tosi, especial Vida Sustentável.

Como oferecer uma alimentação saudável às crianças na merenda escolar

Lanche na escola deve ser saudável

Lanche na escola deve ser saudável

Uma pena, mas as férias escolares acabaram e a garotada está de volta à rotina. Hora de levar tudo mais a sério, incluindo aí os cuidados com a alimentação e a saúde. Sua meninada está um pouco acima do peso? A turma adora comer bobagens na cantina da escola? Veja o que fazer para oferecer a eles doses de saúde através da alimentação. A nutricionista Mônica Beyruti dá várias dicas. Aproveite!

Segundo a Dra. Mônica, “é importante que o lanche da escola seja saudável, pois adquirir desde cedo o hábito de uma alimentação equilibrada ajudará a prevenir uma série de doenças, assim como favorecer o crescimento das crianças”. Siga as recomendações da especialista.

- Dar preferência aos pães ricos em fibras, como os integrais. Vale também incluir bisnaguinhas ou pão sírio.

- Evite pães doces (com ou sem recheio), croissants e biscoitos recheados, por apresentarem elevado teor de gorduras.

- Como recheio dos sanduíches, use geléia de frutas ou queijinhos pasteurizados, que dispensam a necessidade de refrigeração. Isto evita que estraguem.

- Para variar um pouco, também é válido oferecer a eles bolachas simples, sem recheio – dos tipos com aveia, integrais ou mesmo maisena. Sempre ler o rótulo.

- Guloseimas como bolinhos prontos ou bolo caseiro devem ser incluídas apenas uma vez por semana. No caso dos industrializados, é importante ler os rótulos para se certificar de que não contêm gordura trans.

- Acrescente sempre uma fruta fresca. Para evitar que amassem, podem ser acondicionadas em potinhos.

- Um vegetal como cenoura baby, pepino ou tomatinhos cereja também são bem-vindos e muito saudáveis.

- No quesito líquidos, prefira as caixinhas de água de coco, sucos ou achocolatados prontos, ou bebidas à base de soja.

- Caso a criança esteja com problema de peso, usar as versões light das bebidas e pães. Neste caso, é permitido, uma vez por semana, manter as guloseimas ou deixar que a criança escolha um lanche na escola. Atenção: é uma vez por semana.

Por Beth Santos – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO)

Consultoria: nutricionista Mônica Beyruti, do Departamento de Nutrição da ABESO.

Mercado de Orgânicos de Curitiba tem participação da agricultura familiar

Objetivo é aumentar a oferta e baixar os preços

Objetivo é aumentar a oferta e baixar os preços

Os produtos orgânicos produzidos por agricultores familiares paranaenses têm, desde a última quinta-feira (12), um canal exclusivo de comercialização em Curitiba. Construído com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com contrapartida da prefeitura, o Mercado Municipal de Orgânicos foi inaugurado pelo ministro Guilherme Cassel, pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Valter Bianchini, e pelo prefeito de Curitiba, Beto Richa. Para financiar a obra, o Governo Federal investiu R$ 1,98 milhão, com contrapartida da prefeitura. O custo total foi de R$ 2,51 milhões e os repasses foram feitos pela Caixa Econômica Federal.

De acordo com Cassel, Curitiba está na vanguarda por possuir um espaço público único no País para comercialização de produtos orgânicos, de aceitação cada vez maior da população brasileira. “Acompanhamos o interesse das pessoas por uma alimentação saudável e viabilizamos recursos para garantir canais de vendas dos agricultores familiares, pois são eles que produzem os alimentos orgânicos. Procuramos ainda, nesse Mercado, aumentar ainda mais a oferta de produtos, e consequentemente, baixar os preços dos orgânicos”, disse.

Para o prefeito de Curitiba, Beto Richa, o espaço é de todas as pessoas que buscam uma alimentação correta e sadia. “Essa parceria com o Governo Federal contribui de forma significativa para o fortalecimento da agricultura familiar”, afirmou.

Segundo o secretário Adoniram Peraci, a evolução dos orgânicos é uma tendência em todo o mundo e o Paraná está em posição privilegiada nesse segmento produtivo. “As grandes redes de supermercados já dispõem de espaços exclusivos para a comercialização desses produtos. Agora, com o Mercado de Orgânicos de Curitiba, colocamos o agricultor familiar em contato direto com o consumidor”, contou.

Conforme dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB), o Paraná tem cerca de 5.300 produtores de alimentos orgânicos, responsáveis por um volume de produção avaliado em 107.230 toneladas na safra 2006/2007.

Espaços

O Mercado de Orgânicos de Curitiba tem 22 espaços de comercialização: um restaurante, três mercearias, um açougue, duas lanchonetes, uma loja de artesanato, uma loja de cosméticos, uma loja de confecção e 12 bancas de hortifrutigranjeiros, das quais quatro delas serão utilizadas pela Cooperativa de Comercialização da Agricultura Familiar Integrada (Coopafi). Essa cooperativa irá enviar produtos orgânicos de todo o estado para o mercado de orgânicos.

O vice-presidente (Coopafi), Ivo Antonio Vial, explica que duas bancas serão destinadas a hortaliças e frutas e as outras duas destinadas a produtos como farinha e feijão. Além desses produtos, a cooperativa pretende oferecer aos consumidores canjica, açúcar mascavo, conservas e doces. A intenção é que as quatro bancas vendam seis toneladas de produtos para o negócio se torne viável e rentável. “A expectativa é boa, todos estão muito otimistas. Eu acho que as vendas vão passar disso”, prevê Vial.

De acordo com o produtor, os agricultores familiares que fazem parte da Coopafi só têm experiência com feiras. E uma feira, diz ele, é muito diferente do mercado, que é permanente. “Nas feiras e eventos, há regras próprias e uma preocupação maior com as embalagens e com o visual”, pondera. No processo de comercialização dos orgânicos no Mercado de Curitiba, os produtos serão embalados a granel para testar a aceitação da população e conquistar novos consumidores. “Não conhecemos as características dos consumidores de Curitiba, mas sabemos que a capital paranaense tem um bom mercado de venda de orgânicos”.

Seu Vial também espera que, além da venda direta ao consumidor nas quatro bancas, a cooperativa possa fazer negócios com lanchonetes e restaurantes de produtos orgânicos dentro do mercado. A Coopafi está presente em 25 municípios da região Sudoeste do Paraná, por meio de 15 cooperativas, e possui uma unidade, em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MDA.

 

 

Feira dos Agricultores Ecologistas destaca a uva orgânica

Uva Orgânica

Uva Orgânica

Neste sábado, 14 de fevereiro, entre os sabores e aromas da Feira dos Agricultores Ecologistas o maior destaque é dado para o fruto da videira. No Dia da Uva Orgânica haverá degustação das variedades isabel, niágara e bordô, de geléias com e sem açúcar, uma explanação sobre o cultivo das vinhas e o motivo da baixa produção desta safra.

 
A oportunidade se saborear os cachos adocicados inicia às 9h, na Banca do Meio. Além da degustação, a nutricionista Herta Karp Wiener explica o valor nutritivo da fruta e distribui material sobre o assunto. Os interessados podem provar a geléia de uva da banca Novocitrus em duas versões: sem açúcar e com 8% de açúcar mascavo.
 
Às 11h, o produtor Jamir Vígolo fala sobre o manejo orgânico dos parrerais e explica a importância das condições meteorológicas, que fizeram a produção ser menor neste ano. Ele integra a Associação dos Agricultores Ecologistas do Centro de Ipê e de Antônio Prado.
 
“Pretendo levar na feira uma parte de uma videira atacada por fungos e explicar para as pessoas nosso manejo orgânico”, revela Vígolo. Entre as variedades encontradas na FAE
estão a niágara branca e rosa, a bordô e a isabel.
 
Folhas de parreira facilitam a identificação das bancas que além das frutas, oferecem sucos integrais das quatro qualidades de uva, desde garrafas de 500ml até dois litros. Os mais sedentos também podem beber um copo do suco da variedade isabel, na Banca Novocitrus. 
 
A Feira dos Agricultores Ecologistas ocorre todos os sábados na primeira quadra da José Bonifácio, em Porto Alegre, das 7 às 13h.

Texto da jornalista Cláudia Dreier.

Curitiba ganha primeiro mercado permanente de orgânicos do país

Agricultores estão animados com novos espaços de comercialização

Agricultores estão animados com novos espaços de comercialização

A cidade de Curitiba ganha, na próxima quinta-feira (12), o primeiro Mercado Permanente de Produtos Orgânicos do País, uma parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Prefeitura Municipal de Curitiba. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e o secretário de Agricultura Familiar do MDA, Adoniram Peraci, participam da inauguração da obra, às 10h30. O recurso investido no mercado totalizou aproximadamente R$ 2,5 bilhões, dos quais R$ 1,9 bilhão é recurso do Ministério.

Integrado ao Mercado Municipal, principal referência em produtos alimentícios de Curitiba, o Mercado de Orgânicos é o primeiro espaço público no Brasil construído especialmente para comercialização de produtos orgânicos. São 22 espaços de comercialização com restaurante, mercearias, açougue, lanchonetes, lojas de artesanato, cosméticos, confecção e 12 bancas de hortifrutigranjeiros, sendo que quatro serão utilizadas pela Cooperativa de Comercialização da Agricultura Familiar Integrada (Coopafi).

Para o ministro Cassel, “a produção e o consumo de produtos orgânicos ganham importância no mercado brasileiro e mundial. A inauguração do mercado em Curitiba mostra que o estado do Paraná está no caminho certo, oferecendo produtos de boa qualidade aos consumidores e defendendo a preservação ambiental”.

Orgânicos no ParanáSegundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB), em 2007, eram aproximadamente cinco mil produtores de orgânicos no estado, responsáveis por 94 mil toneladas de produtos, e a área cultivada correspondia a 14 mil hectares no estado. A maioria dos estabelecimentos que cultiva orgânicos é formada por agricultores familiares.

 

A produção de orgânicos no Paraná é forte nos cinturões metropolitanos, nos quais destaca-se a produção de hortifrutigranjeiros, além de soja, café, frutas, cachaça, açúcar mascavo e erva-mate.

Apoio à produção orgânica

O MDA tem desenvolvido ações de fomento à produção e consumo de produtos orgânicos e oriundos de sistemas produtivos de base ecológica nos últimos seis anos. Neste período, o investimento foi de U$ 100 milhões. As principais medidas são: participação efetiva na construção do marco legal brasileiro, por meio do apoio aos segmentos da agricultura familiar; capacitação de mais de 100 mil técnicos e agricultores; pesquisa e desenvolvimento tecnológico; crédito produtivo e melhoria da infraestrutura de produção e comercialização; Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); apoio à certificação de 250 grupos de agricultores familiares e apoio na participação de feiras de negócio nacionais e internacionais, como a BioFach.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário.

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