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Semana dos Alimentos Orgânicos realiza mais de 80 eventos do Rio Grande do Sul

Princípios agroecológicos promovem a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Princípios agroecológicos promovem a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Inicia neste domingo (24) em todo o Brasil a Semana dos Alimentos Orgânicos. O evento, que se estende até o dia 31 de maio visa esclarecer os consumidores sobre o que são os produtos orgânicos, fazendo uma abordagem em relação aos benefícios ambientais, sociais e nutricionais, com o objetivo de estimular o consumo. Somente no Rio Grande do Sul estão programados mais de 80 eventos, que vão de palestras, oficinas, sorteios de cestas com produtos orgânicos, degustações, cursos de culinária, entre outras atividades.

Segundo a coordenadora da Comissão Estadual de Produção Orgânica no Rio Grande do Sul (CPOrg-RS), do Ministério da Agricultura, Angela Escosteguy, a quantidade de eventos que se realiza no estado demonstra o crescimento que vem ocorrendo nesse setor. Ela lembra que em 2006, primeiro ano em que o Rio Grande do Sul participou foram realizados nove eventos, todos em Porto Alegre. Nos dois anos seguintes a participação estendeu-se para alguns municípios do interior, abrangendo o total de 42 atividades.

Hoje a situação é diferente. “Neste ano já temos mais de 40 municípios integrados ao nosso trabalho, o que demonstra a conscientização dos consumidores para a utilização dos produtos orgânicos”, explica. Ela credita o sucesso da expansão deste ano à integração e esforço da Comissão Estadual, “cujo objetivo justamente é auxiliar o desenvolvimento da produção orgânica, tendo por base a integração entre os diversos agentes da rede de produção orgânica do setor público e do privado, e a participação efetiva da sociedade”.

Os parceiros também têm aumentado e se diversificado. Além de ONGs, temos a participação de governos, estabelecimentos de ensino, desde a pré-escola até pós-graduação em universidades, e o segundo setor, como lojas, restaurantes e grandes redes de supermercados, complementa Angela Escosteguy.

Princípios agroecológicosA produção orgânica tem como base princípios agroecológicos que orientam o desenvolvimento de sistemas produtivos, os quais buscam preservar a vida e promover a sustentabilidade econômica, social e ambiental. O consumidor desse tipo de produtos, além de levar para casa um alimento saudável proveniente de um sistema produtivo que não utiliza agrotóxicos ou materiais sintéticos, contribui para o fortalecimento de uma outra forma de ver a produção agropecuária e agroindustrial, onde se pensa na produção de substâncias essenciais à vida, considera-se o respeito à Terra e a todos os seres vivos que nela habitam.

 

No texto de divulgação da semana, o Ministério da Agricultura destaca que a “consciência do consumidor levará ao fortalecimento dos produtores orgânicos, em grande parte agricultores familiares responsáveis pela prestação de serviços ambientais fundamentais para a sobrevivência do planeta, como a manutenção da quantidade e qualidade da água e a preservação da biodiversidade. É preciso proporcionar a esses consumidores um maior acesso a informações sobre os sistemas orgânicos de produção e aproximá-los das pessoas envolvidas com esta proposta”.

Veja aqui a programação completa para o Rio Grande do Sul.

Texto de Juarez Tosi, para Vida Sustentável.

Agricultura orgânica preserva ambiente e promove biodiversidade

propriedade de Roque Domingos Rossi, município de Gramado, cultivo de chás junto à mata.

propriedade de Roque Domingos Rossi, município de Gramado, cultivo de chás junto à mata.

O Dia da Biodiversidade, definido pela ONU como 22 de maio, é o destaque neste sábado, dia 23, na Feira dos Agricultores Ecologistas, FAE. O respeito pela diversidade da vida está exposto em cada banca, tanto nos produtos como nos cartazes amarelos que mostram exemplos práticos de como a agricultura limpa promove a biodiversidade e a manutenção dos ecossistemas.
 
Para o produtor Pedro José Lovatto “a maior ameaça à biodiversidade são as espécies invasoras, que ocupam o nicho ecológico das nativas”. Como presidente da Associação Agroecológica e integrante da comissão de feirantes, ele alerta aos colegas sobre a importância de fazer o controle das espécies exóticas como ligustro japônico, uva do Japão, madressilva, pínus, eucalipto e amora preta, entre outras.
 
A preservação das matas também é comum entre os feirantes. “Mais de 90 por cento de nossa propriedade é de mata nativa” comenta Roque Domingos Rossi, produtor de ervas e chás medicinais no interior de Gramado. A riqueza do local e o respeito à natureza podem ser vistos ao vivo, pois Roque e sua família recebem pequenos grupos interessados em conhecer de perto o trabalho com manejo orgânico.
 
Ao promover o fortalecimento do solo e das plantas por meio de práticas naturais, a agricultura orgânica protege o meio ambiente e a biodiversidade. Além da manutenção dos ambientes naturais, que são fundamentais para a preservação da vida, há uma variedade muito maior de cultivos, herança da agricultura tradicional desenvolvida pelos imigrantes nas pequenas propriedades.
 
Banca da Biodiversidade
 
As mais de 40 bancas que formam a FAE apresentam, cada  uma, grande diversidade de produtos. Para marcar o Dia da Biodiversidade, uma banca especial localizada na metade da primeira quadra da rua José Bonifácio reúne alguns produtos disponibilizados pelos feirantes.
 
A riqueza da vida aparece nos feijões, pipocas e milhos coloridos que encantam os olhos e resultam do trabalho de Vilmar Menegat para resgatar as sementes crioulas. “Entre feijões, abóboras, lentilha, pimentas, milhos, conseguimos reunir e criar um banco com no mínimo 65 sementes crioulas”, comenta o integrante da Associação dos Produtores Ecologistas da Linha Pereira Lima do município de Ipê. Na comemoração do Solstício de Inverno, 20 de junho, Vilmar estará na feira para oferecer sementes e grãos.
 
Frutas que curam
 
“O limão, mesmo sendo ácido, possui como propriedade alcalinizar o sangue” afirma a nutricionista Herta Karp Wiener. Como é o Dia da Biodiversidade, a partir das 8h30min, ela distribui duas espécies da fruta: limão-tahiti e limão-cravo.
 
Maiores informações sobre as propriedades do limão podem ser obtidas na Banca do Meio, ao lado do Caldo-de-cana, das 8:30h ao meio-dia.
 
Presença do Greenpeace
 
Marcando o Dia da Biodiversidade, o Greenpeace vem à feira para apresentar algumas ações que promovem a preservação da vida. Entre os materiais distribuídos está o Guia do Consumidor, com a lista de produtos que podem conter transgênicos; O rastro da Pecuária na Amazônia, Mato Grosso: o Estado da Destruição; À deriva: um panorama dos Mares Brasileiros e um caça – palavras com temas ambientais.
 
No mesmo dia, a ONG  coleta assinaturas para a Petição com três propostas dirigidas ao presidente Lula, para que o Brasil assuma a liderança nas negociações da 15º Conferência das Partes da ONU, a ocorrer em Compenhagen, na Dinamarca. O Greepeace está localizada ao lado da Banca do Arroz.
 
Próximos eventos
 
No dia 30 de maio, a FAE recebe o autor Denis Beauchamp que, com exclusividade, lança a obra A casa limpa da faxineira ecológica, contendo práticas e receitas de produtos de limpeza que não agridem o meio ambiente e a biodiversidade.
 
Em 06 de junho, a feira comemora o Dia do Meio Ambiente.
 
A celebração do início da nova estação, Solstício de Inverno, será no dia 20 de junho.
 
A Feira dos Agricultores Ecologistas acontece todos os sábados, das 7 às 13h, na primeira quadra da rua José Bonifácio.
 
Texto da jornalista Cláudia Dreier.

Artigo mostra que educação é um bom remédio para o tratamento do diabetes

                                                          Foto: Cofen

No Brasil, calcula-se que existam mais de 5 milhões de pessoas com a doença
No Brasil, calcula-se que existam mais de 5 milhões de pessoas com a doença

A educação é uma poderosa ferramenta para o controle do diabetes. É o que afirmam pesquisadores da UFMG, USP, PUC-Minas e Fiocruz em artigo recém-publicado na Revista de Saúde Pública. A equipe comparou duas estratégias educativas adotadas em um hospital de Belo Horizonte: uma em grupo e outra individual. “As duas estratégias do programa educativo em diabetes foram efetivas, porém a educação em grupo apresentou melhores resultados de controle glicêmico do que a individual”, concluem a professora da UFMG e doutora pela Fiocruz Heloisa de Carvalho Torres e co-autores no artigo.

Em outras palavras, as duas estratégias foram semelhantes no que diz respeito à promoção de conhecimentos sobre a doença, seu tratamento e os cuidados com a saúde, como dieta e exercícios físicos. No entanto, em relação à redução e ao controle dos níveis de açúcar no sangue – um fator fundamental para os pacientes com diabetes –, a estratégia de educação em grupo se mostrou mais eficaz, segundo o estudo em Belo Horizonte. Existem hoje no mundo cerca de 120 milhões de diabéticos e estima-se que este número chegará a 300 milhões até 2025. No Brasil, calcula-se que existam mais de 5 milhões de pessoas com a doença, que acomete em torno de 8% da população do país com idade entre 30 e 69 anos.

“Considerando que a educação é fundamental para o autogerenciamento dos cuidados em diabetes mellitus, o serviço de endocrinologia e metabologia do hospital estudado tem realizado programa educativo com pacientes com diabetes tipo 2 desde 2001”, diz o artigo, assinado também por Laercio Franco, da USP, Mayara Stradioto, da PUC-Minas, Virginia Hortale, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), e Virginia Schall, da Fiocruz Minas. “O objetivo principal do programa é proporcionar uma maior adesão ao tratamento para o controle da doença”.

Na estratégia educativa em grupo, pouco mais de dez pacientes participam de encontros, com duração média de duas horas cada, nos quais são realizadas dinâmicas interativas e lúdicas. Já a estratégia individual consiste em uma consulta de cerca de 30 minutos na qual o paciente recebe orientações. No artigo, os pesquisadores apresentam dados relativos a 31 pacientes da educação em grupo e 26 da individual que participaram assiduamente do programa durante seis meses. Os primeiros participaram de 11 encontros e os outros, de seis consultas.

Todos os pacientes foram avaliados em três momentos distintos: no início, antes de qualquer encontro ou consulta, após três meses e após seis meses de intervenção educativa. As avaliações consistiam em exames clínicos e aplicação de questionários sobre conhecimentos e atitudes em relação à doença. “Ainda que não estatisticamente significativo, observou-se que o tempo de contato, o número de profissionais e o número de sessões na educação em grupo e individual promoveram melhora de conhecimentos e atitudes, favorecendo a mudança de comportamento dos pacientes para aderirem à dieta e às atividades físicas”, comentam os pesquisadores no artigo.

Os autores apontam o curto período de acompanhamento dos participantes (um semestre) como uma das limitações do estudo: eles acreditam que, com um período mais longo, seria possível detectar uma melhora mais expressiva, pois a mudança de hábitos é algo que requer tempo. Mesmo assim, foi possível observar uma redução dos valores de hemoglobina glicada (parâmetro usado para medir o açúcar no sangue), especialmente entre os participantes da educação em grupo, entre os quais este aspecto clínico caiu de 9,3% para 7,6%

Por Fernanda Marques, da Agência Fiocruz de Notícias.

Aumento na ingestão de calorias acelera a obesidade

Obesidade é uma ameaça tanto para adultos como para crianças

Obesidade é uma ameaça tanto para adultos como para crianças

O que tem contribuído mais para a epidemia de obesidade: a ingestão excessiva de alimentos ou o sedentarismo? A questão vem sendo discutida há tempos, mas, segundo um estudo que acaba de ser divulgado, a culpa é principalmente do primeiro item.

A pesquisa foi apresentada no último dia 08, no Congresso Europeu de Obesidade. Segundo o trabalho, feita por um grupo internacional, o aumento na obesidade nos Estados Unidos desde a década de 1970 se deve quase que completamente ao aumento na ingestão de calorias.

De acordo com a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, o estudo inova ao examinar a questão das contribuições proporcionais à epidemia de obesidade ao combinar relações metabólicas e dados epidemiológicos e agrícolas, entre outros.

“Há muitas sugestões de que tanto a redução da atividade física como o aumento na ingestão de calorias têm sido os principais vetores da obesidade. Mas, até agora, ninguém havia proposto como quantificar as contribuições relativas desses dois pontos”, disse Boyd Swinburn, diretor do Centro de Prevenção da Obesidade da Universidade Deakin, na Austrália, órgão que atua junto à Organização Mundial de Saúde.

“O novo estudo demonstra que o ganho de peso na população norte-americana parece ser explicado totalmente pela ingestão de mais calorias. Aparentemente, as mudanças nas frequências de atividades físicas têm um papel mínimo”, afirmou.

Os pesquisadores examinaram inicialmente 1.399 adultos e 963 crianças para determinar quantas calorias seus corpos queimam no total em circunstâncias normais.

Após obterem as taxas de queima de calorias de cada um dos voluntários, Swinburn e colegas calcularam quanto os adultos precisam comer de modo a que mantenham um peso estável e quanto as crianças necessitam para que estejam em uma curva de crescimento normal.

Em seguida, foi feita a análise de quanto os norte-americanos comem, por meio de dados nacionais da disponibilidade de alimentos (a quantidade de alimento produzida e importada menos o total exportado, desperdiçado e usado em animais ou em outras situações), desde a década de 1970.

A ideia era estimar qual seria o peso aproximado 30 anos depois levando em conta apenas a ingestão de alimentos. Para isso, também usaram dados de outro estudo nacional sobre o peso médio dos habitantes dos Estados Unidos.

“Se o aumento de peso real se mostrasse o mesmo que a estimativa havia apontado, isso implicaria que a ingestão de alimentos era a responsável. Se isso não ocorresse, significaria que mudanças na atividade física também tiveram papel importante”, disse Swinburn.

Os resultados mostraram que, em crianças, o peso estimado e o real eram exatamente o mesmo, indicando que o consumo calórico sozinho poderia explicar o aumento de peso médio observado no período.

“Para os adultos, estimamos que eles estariam em média 10,8 quilos mais pesados, mas o aumento ficou em 8,6 quilos. Isso sugere que o excesso na ingestão de alimentos ainda explica o ganho de peso, mas que houve melhorias na atividade física nesses 30 anos que evitaram um crescimento ainda maior”, afirmou.

Segundo Swinburn, para que o peso médio retorne aos valores da década de 1970, seria preciso diminuir a ingestão calórica em cerca de 350 calorias por dia para crianças e em 500 calorias (um sanduíche grande) para adultos.

“Uma alternativa para atingir resultados semelhantes seria aumentar a atividade física em 150 minutos por dia para crianças e 110 para adultos. Realisticamente, embora a combinação dos dois fatores seja o ideal, o foco deve estar principalmente na redução da ingestão calórica”, disse.

O pesquisador enfatiza que a atividade física não pode ser ignorada como um importante fator para auxiliar na redução da obesidade e que deve continuar a ser promovida por conta de diversos outros benefícios à saúde

Entretanto, Swinburn destaca que as expectativas em relação ao que pode ser atingido por meio de exercícios devem ser diminuídas e as políticas públicas de saúde precisam ser dirigidas mais no sentido de encorajar a população a comer menos.

Fonte: Agência Fapesp.

Plano mundial de combate ao álcool terá contribuições do Brasil


A lei seca – alternativa à redução das mortes no trânsito que o país – chamou a atenção de representantes de 26 países que discutiram o tema, em São Paulo
A experiência brasileira no combate ao consumo de álcool poderá ser discutida para aplicação em escala mundial em junho desse ano. Algumas das iniciativas nacionais, como a implementação da lei seca, foram apresentadas na semana passada, em São Paulo, durante reunião com a participação de representantes de 26 países da região das Américas (do Norte, do Sul e Central) e do Caribe. O encontro foi convocado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que está realizando Consultas Técnicas Regionais nos cinco continentes (América, Europa, Ásia, África e Oceania) com o objetivo de debater o problema do consumo nocivo de álcool no mundo.

Durante a reunião em São Paulo, o exemplo brasileiro da Lei Seca foi bastante comentado, como alternativa à redução das mortes e ferimentos no trânsito. O álcool é responsável por 6% das mortes no mundo e está associado a doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, cirrose hepática, câncer, além de acidentes de trânsito e de trabalho, e à violência doméstica e urbana. Estudos indicam ainda que 11% da população brasileira entre 12 e 65 anos apresentam quadro de dependência, que é a forma mais grave de transtorno associado ao consumo de bebidas.

As informações e sugestões serão reunidas em um Documento Preliminar, a ser submetido a todos os países-membros da ONU, em junho, em Genebra. As propostas que forem aprovadas em consenso farão parte de uma nova proposta consolidada, que deverá ser submetida à Assembléia Mundial da Saúde, em 2010. O plano mundial será submetido à aprovação dos 190 países que integram o sistema das Nações Unidas.

A consulta regional das Américas foi realizada no Brasil por escolha da OMS, com o apoio da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) e do Ministério da Saúde (MS). Participaram pelo Brasil, além do MS e Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), a Secretaria Nacional de Políticas de Drogas (Senad) – da Presidência da República, e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). “Solicitamos o apoio do Brasil, por ser um país que tem mostrado um claro compromisso da saúde pública com o tema”, justificou Vladimir Pozniak, coordenador do projeto na OMS.

Ele lembra ainda que já foram realizadas consultas na Ásia (Tailândia) e na Oceania (Nova Zelândia). “Não temos nada definido ainda. Estamos fazendo uma ampla consulta a todos os países. É uma tarefa gigantesca e complexa, que só terá êxito se for capaz de construir os consensos possíveis que unifiquem todos os países”, explica Pozniak.

A metodologia das consultas regionais e aprovação de versões preliminares sucessivas vêm sendo adotada pela OMS para outros temas complexos da saúde pública no mundo, como o da prevenção dos riscos e danos causados pelo tabaco. “São dois problemas bastante diversos, apesar do tabaco e do álcool serem drogas que, embora lícitas, mais danos causam à saúde da população do mundo. A estratégia proposta também será diferente daquela do tabaco, de eficácia incontestável. O conceito utilizado é o de uso nocivo do álcool, que implica o pressuposto de que esse hábito, arraigado na cultura humana desde sua origem, pode ter padrões de consumo menos danosos e riscos atenuados, desde que haja um forte compromisso dos governos em enfrentar o problema e os interesses econômicos envolvidos”, afirma o coordenador de Saúde Mental do MS, Pedro Gabriel Delgado.

 

Os temas em discussão incluem:

1) a resposta efetiva da saúde pública para prevenção e tratamento do consumo nocivo e da dependência;

2) o controle do acesso, especialmente para menores e naquelas situações de risco potencial, como à margem de rodovias;

3) a definição mais precisa do que é bebida alcoólica, eliminando a distorção presente na legislação de alguns países, inclusive do Brasil, que atribui estatuto diferente a bebidas destiladas (aguardente, uísque, rum) e fermentadas (cervejas e vinhos);

4) os riscos associados ao beber e dirigir automóvel;

5) as formas legais de controle da comercialização e da propaganda;

6) a política de preços, como medida capaz de inibir o consumo abusivo;

7) a participação da comunidade no enfrentamento do problema;
8) as campanhas de esclarecimento e educação em saúde, visando mudar os padrões de consumo nocivos (por exemplo, o hábito de embriagar-se voluntariamente, com doses excessivas, especialmente entre jovens);

9) as alternativas de participação possível na estratégia de setores econômicos interessados, como a indústria de bebidas, o comércio e os bares e restaurantes;

10) as estratégias de redução de danos, como consumo concomitante de água e alimentos, restrição voluntária da freqüência de consumo, adesão a programas de tratamento da compulsão e da dependência.

Fonte: Ministério da Saúde.

Comissão da Câmara Federal aprova identificação de alimentos transgênicos no rótulo

Simbolo que deve ser usado.

Simbolo que deve ser usado.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira (12) o Projeto de Lei 4148/08, do deputado Luís Carlos Heinze (PP-PR), que determina que os alimentos que contenham em sua composição final organismos geneticamente modificados em quantidade superior a 1% do total devem informar em suas embalagens que se trata de transgênicos.

A mesma informação terá que se afixada nas embalagens de alimentos pesados na ausência do consumidor, vendidos a granel ou in natura.

Por outro lado, rótulos dos alimentos sem esses organismos poderão trazer a inscrição “livre de transgênicos”, desde que existam similares transgênicos no mercado brasileiro.

Lei clara

O relator da matéria, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que a proposta “visa apenas consolidar em lei as normas sobre rotulagem de produtos com presença de organismos geneticamente modificados de forma clara, simplificada e esclarecedora”.

Seguindo o parecer de Barros, a comissão rejeitou por inconstitucionalidade o Projeto de Lei 5848/05, do deputado Edson Duarte (PV-BA), a que estava apensado o PL 4148/08 e que trazia regras semelhantes, com muito mais exigências e que se aplicava apenas a produtos importados ou produzidos para exportação.

O relator entendeu que a proposta exigia uma série de informações técnicas e seu cumprimento poderia prejudicar a atividade econômica. Por isso, em sua opinião, ele infringe a livre concorrência, um dos princípios constitucionais gerais da atividade econômica.

“Qual a utilidade para o consumidor em saber que o gene doador da soja Round up Ready é o agrobacterium sp? Não há razoabilidade em encher os rótulos com informações técnicas que não esclarecem o consumidor”, afirmou.

Tramitação

Por ter sido rejeitado em parecer terminativo, o PL 5848/05 será arquivado. Já o PL 4148/08 segue votação pelo Plenário.

Íntegra da proposta:
- PL-5884/2005
- PL-4148/2008

Fonte: Agência Câmara.

Os recursos oferecidos pela Amazônia são destaques na edição brasileira da revista The Ecologist

Capa da The Ecologista faz chamado para salvarmos a Amazônia

Capa da The Ecologista faz chamado para salvarmos a Amazônia

O tema Amazônia, sempre presente na mídia, é o grande destaque da edição brasileira da revista The Ecologist neste outono de 2009. Lançada sábado (8), na Feira dos Agricultores Ecologistas da Avenida José Bonifácio, em Porto Alegre, a revista destaca na matéria de capa “como o consumo ético pode manter as florestas vivas”. The Ecologist é reconhecida como uma das principais revistas ecológicas do mundo com edições adaptadas para vários países, entre eles o Brasil.

O modo de vida indígena também recebe uma referência especial na The Ecologist número 18, com o artigo “O Retorno ao Sagrado – Aprendendo com os Índios”, no qual a artista e antropóloga Maxine Shorto, explica o que as florestas, as águas e os rios significam para os indígenas. Ela destaca que o fundador da The Ecologist, Edward Goldsmith,  tem muita fé no modo de vida indígena. “A sociedade tribal, na sua visão”, diz Maxine Shorto, “é o modelo de um futuro ecológico, enquanto que a sociedade industrial é a raiz de todas as doenças e problemas sociais”.

E acrescenta que no mundo idealizado pela indústria, as pessoas “são induzidas a viver em habitações industriais, viver como família nuclear, engolir uma comida cultivada com produtos químicos e respirar ar poluído”. Os pobres, no seu entender, estão mais expostos a essas condições tóxicas, enquanto que os ricos são aqueles que as constroem. “É um mundo de ricos e pobres”, complementa.

Maxine Shorto destaca que para Goldsmith, a saúde da sociedade é baseada no seu relacionamento com o meio ambiente. Como o povo indígena conservou um relacionamento sagrado com a natureza, eles desenvolveram uma maneira de viver sem destruir a sua saúde, a sua estrutura familiar e habitat.

A revista traz, ainda, os textos do seu editor científico, Peter Bunyard, “Desenvolver a Amazônia? A forma de destruir de vez com o clima” e “Podemos sobreviver sem a Amazônia? Fonte de água e vida do planeta”.  Já o artigo Apetite Insaciável mostra como a expansão da agricultura de grande escala na América do Sul tem uma relação direta com o apetite voraz por carne e soja.

O fundador da Rede Brasileira Agroflorestal (Rebraf), Jean Dubois, defende que o bom manejo das florestas nativas é uma das tarefas que devemos promover para mudar o mundo para melhor, com o texto “Não vale a pena destruir florestas nativas”.  Finalmente, um editorial da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), chama o Rio Grande do Sul de ‘O Governo Fora da Lei”, ao denunciar que o ex-promotor de Justiça e atual Secretário do Gabinete de Transparência de Yeda Crusius, Otaviano Brenner de Moraes, em agosto de 2008, quando secretário estadual do Meio Ambiente, durante “reunião-almoço na Federasul declarou ser contra o princípio da precaução (em virtude da pressão exercida pelas empresas de celulose e papel, que querem implantar extensas monoculturas de euca liptos no Pampa gaúcho) e fez críticas improcedentes e desrespeitosas aos ecologistas”.

A edição brasileira número 18 da revista The Ecologist já está à disposição em diversos locais do país, mas pode ser solicitada diretamente aos editores, através do e-mail theecologist@terra.com.br.

Texto do jornalista Juarez Tosi, especial para Vida Sustentável.

Direitos desrespeitados pelo uso de transgênicos

Entre os danos causados pelos transgênicos estão desmatamento, aumento do uso de herbicidas e destruição da subsistência dos povos indígenas

Entre os danos causados pelos transgênicos estão desmatamento, aumento do uso de herbicidas e destruição da subsistência dos povos indígenas

Professor do Mestrado em Educação nas Ciências da Unijuí, Antônio Andrioli e Via Campesina Brasil apresentam relatório sobre desrespeito do Brasil ao Pacto de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais das Nações Unidas.

De acordo com informações do Boletim por um Brasil Livre de Transgênicos o relatório apresentado em Genebra, Suiça, esta semana, mostra que o Brasil não estaria cumprindo o Pacto. São signatários 140 países, incluindo o Brasil.

Segundo o professor Andrioli, como “consequência da introdução dos transgênicos, os direitos das pessoas à auto-determinação, o direito à alimentação e o direito à saúde estão sendo massivamente infringidos no Brasil”.

Entre os danos causados pelos transgênicos Andrioli enumerou em seu pronunciamento à ONU no dia 4 de maio: desmatamento, aumento do uso de herbicidas, destruição da subsistência dos povos indígenas e dos pequenos agricultores, monopolização das terras de cultivo e trabalho escravo, entre outros.

O relatório aconselha que o governo brasileiro proiba por lei os transgênicos e assegure o acesso a sementes tradicionais.

Esta semana uma comitiva coordenada pelo Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, responderá pelo governo brasileiro à ONU em relação às obrigações assumidas a partir da assinatura do pacto.

Entidades da sociedade civil organizada enviaram relatórios à ONU sobre o comportamento do país como subsídio para os questionamentos das Nações Unidas.

Fonte: Agência Pulsar.

Ministério da Saúde oferece teste sobre a qualidade da alimentação

Teste abrange 18 perguntas

Teste abrange 18 perguntas

A área de Alimentação e Nutrição do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde desenvolveu um teste, disponibilizado no site do Ministério, para que a população possa avaliar a qualidade da sua alimentação. São 18 perguntas envolvendo quantidade de frutas, legumes e hortaliças ingeridas, frequência da ingestão de leite e derivados, peixes, carnes vermelhas, quantidade de líquido ingerido por dia e outras questões.

Após o envio das respostas, junto com o resultado, a pessoa tem acesso ao texto “10 Passos para uma Alimentação Saudável para pessoas adultas”. As orientações são direcionadas a pessoas entre 20 e 60 anos, apenas. Da mesma forma, o teste não é indicado para pessoas fora desta faixa etária.

Para que o teste dê um resultado correto, as respostas devem ser com base na realidade de cada pessoa, e não em como ela desejaria que fosse. Vale lembrar que este é apenas um teste de orientação, caso a pessoa necessite de informações específicas é preciso buscar um nutricionista.

Faca o teste aqui

Fonte: Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO).

Processamento e embalagem adequados tornam goiaba mais atraente para consumidor

Combinação de rodelas de goiabas brancas e vermelhas na mesma embalagem torna a fruta mais nutritiva e atraente para o consumidor

Combinação de rodelas de goiabas brancas e vermelhas na mesma embalagem torna a fruta mais nutritiva e atraente para o consumidor

Estudo desenvolvido na Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, definiu o estágio de maturação da goiaba para realização do processamento mínimo, bem como a substância inibidora e as embalagens mais adequadas para a conservação dos frutos. A pesquisa da agrônoma Patrícia Maria Pinto aponta que a combinação de rodelas de goiabas brancas e vermelhas na mesma embalagem torna a fruta mais nutritiva e atraente para o consumidor.

As variedades estudadas foram a ‘Kumagai’ (polpa branca) e ‘Pedro Sato’ (polpa vermelha). O estudo foi conduzido em quatro etapas. “De início, promovemos uma avaliação dos melhores estágios de maturação das goiabas para o processamento mínimo”, explica Patrícia. “Os frutos foram colhidos em três estágios, definidos pela cor da casca em verde, verde-claro e verde-amarelado”.

Análises físico-químicas e sensoriais ocorreram no início do experimento e a cada três dias, por um período de nove dias. As goiabas consideradas verdes obtiveram notas abaixo do limite de aceitabilidade quanto à aparência durante as avaliações. Porém, nas goiabas dos estágios de maturação mais avançados, foram observados intensa perda de firmeza e escurecimento da polpa na região placentária, características de senescência.

Na segunda etapa, goiabas dos estágios verde-claro e verde-amarelado foram submetidas, antes do processamento, ao tratamento com 1-Metilciclopropeno (1-MCP) por zero, 3, 6 e 12 horas. O 1-MCP é um inibidor da ação do etileno que reduz a atividade respiratória e ajuda a manter a firmeza dos frutos e coloração das cascas e atmosfera modificada. “A intenção dessa experiência é determinar o tempo ideal de exposição dos frutos ao produto”,conta Patrícia. “O tratamento em que as goiabas ficaram expostas ao inibidor por 12 horas reduziram a atividade respiratória e a produção de etileno das goiabas, mantendo a qualidade físico-química durante o armazenamento”.

O experimento seguinte estudou seis materiais de embalagem, selecionados em função da manutenção de qualidade dos produtos minimamente processados. As embalagens de polipropileno e polietileno de baixa densidade, sob atmosfera modificada passiva, foram eficientes, permitindo a conservação e manutenção da qualidade das goiabas.

Visual
Finalmente, foi avaliada a combinação dos melhores resultados obtidos anteriormente. O resultado considerou goiabas do estágio verde-amarelado, minimamente processadas, tratadas por 12 horas com 1-MCP e embaladas com filme de polipropileno de 52 milímetros (mm). “A combinação das técnicas de controle da senescência no processamento mínimo resultou numa mistura de goiabas brancas e vermelhas, proporcionando, assim, um visual mais atrativo”, ressalta a agrônoma.

Patrícia aponta que a goiaba é uma fruta saudável para consumo e lembra que  a qualidade vermelha é rica em licopeno (o dobro do tomate), enquanto a goiaba branca possui quatro vezes mais vitamina C que a laranja. Além disso, ambas são ricas em fibras e inúmeros outros minerais. “Embora a goiaba seja uma fruta relativamente conveniente, a junção de goiabas brancas e vermelhas, cortadas em rodelas e dispostas numa mesma embalagem, torna o produto altamente atraente e nutritivo”, destaca. “Entretanto, o ponto de colheita e o controle do envelhecimento são questões importantes para o sucesso do processamento”.

Segundo o professor Angelo Pedro Jacomino, que orientou o estudo, frutas como a goiaba e o mamão apresentam um rápido quadro de amadurecimento quando conservados em temperatura ambiente, o que obriga uma comercialização rápida para evitar perdas. “Os principais aspectos de deterioração são o rápido amolecimento, a perda de coloração verde e do brilho e incidência de podridões”, comenta Jacomino, que coordena o Laboratório de Pós-colheita do Departamento de Produção Vegetal da Esalq.

A técnica utilizada na goiaba foi desenvolvida na pesquisa Processamento mínimo de goiabas: estádio de maturação e controle da senescência. “Para a cadeia produtiva, as vantagens desse sistema são o aumento da rentabilidade dos produtores, a fixação da mão-de-obra nas regiões produtoras e a facilitação do manejo do lixo”, afirma o professor. “Restaurantes e redes de fast food também ganham com a versão minimamente processada, pois economizam espaço de armazenamento e tempo de preparo”.

Fonte: Agência USP de Notícias com informações da Assessoria de Comunicação da Esalq.

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