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Terça Ecológica debate os efeitos nocivos do glifosato

No Brasil o tema é silenciado, mas o glifosato é o principal causador de intoxicação

No Brasil o tema é silenciado, mas o glifosato é o principal causador de intoxicação

De olho na discussão que está fervilhando na Argentina, o Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) realiza seu evento mensal com foco no glifosato – princípio ativo do herbicida Roundup, da Monsanto, usado nas lavouras transgênicas Roundup Ready. A discussão acontece dia 5 de maio, às 19h, no Plenarinho da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O convidado da noite é o engenheiro agrônomo Sebastião Pinheiro, que em suas pesquisas constatou a contaminação das águas do Guaíba com essa substância.

O NEJ/RS quer esclarecer e discutir as conseqüências do abuso de agrotóxicos. Na Argentina, uma pesquisa recente revelou que doses mínimas de glifosato causaram defeitos no cérebro, intestino e coração de fetos de várias espécies de anfíbios – um modelo tradicional de estudo para avaliação de efeitos fisiológicos em vertebrados, cujos resultados podem ser comparáveis ao que aconteceria com embriões humanos.

O ‘inofensivo’ glifosato

Vale lembrar que a Monsanto, que possuiu o monopólio da substância por 30 anos e ainda hoje é líder no mercado dos agrotóxicos, sempre “garantiu” que o glifosato é um produto inofensivo para a natureza, os animais e os seres humanos, possuindo nos rótulos do Roundup a informação de que era “biodegradável”. Esse produto começou a ser comercializado em 1973 e apenas em 1997 a empresa foi culpada por propaganda enganosa, sendo obrigada a retirar a inscrição.

Além disso, o fato do uso de agrotóxicos na soja ser baseada em uma decisão política-comercial e não em um estudo científico-sanitário, denuncia o papel complacente de parte do mundo científico. Os interesses econômicos acabam por suplantar a ética de alguns cientistas. O agrônomo Edilson Paiva, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, doutor em biologia molecular e membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), manifestou-se favorável ao uso do glifosato: “A vantagem na segurança alimentar é que os humanos poderiam até beber e não morrer porque não temos a via metabólica das plantas. Além disso, ele é biodegradável no solo” (Valor Econômico, 23/04/2007). Paiva atualmente é o vice-presidente da CTNBio, o órgão que avalia a segurança dos transgênicos e tem autorizado diversos produtos de maneira irresponsável.

A CTNBio está tomando decisões sem que os produtos transgênicos em votação passem pela comissão setorial de saúde do próprio órgão. A urgência com que o processo é realizado gera esquecimentos, como o da cobrança às empresas dos planos de monitoramento pós-liberação comercial.

Os efeitos comprovados no mundo

O estudo argentino, realizado pela Universidade de Buenos Aires, não é o primeiro a comprovar efeitos maléficos do glifosato para a saúde. Em 2005, o pesquisador francês Gilles-Eric Seralini, da Universidade de Caen (França) publicou na revista científica Chemical Research in Toxicology um estudo constatando que doses muito baixas de Roundup provocam morte em células humanas em poucas horas.

Em 2002, outro pesquisador francês, Robert Belle, diretor da Estação Biológica do Centro Nacional de Pesquisa Social de Roscoff (França) provou através de experimentos que o Roundup altera a etapa de divisão celular, levando-a a um grau de instabilidade que é próprio das primeiras etapas do câncer.

No Canadá, detectou-se que o uso de glifosato pelos pais acarreta aumento no número de abortos e nascimentos prematuros nas famílias rurais. Estudos laboratoriais também demonstraram inúmeros efeitos do glifosato sobre a reprodução: redução dos espermatozóides em ratos; maior freqüência de espermatozóides anormais e redução do peso fetal em coelhos.

As conseqüências

Após a divulgação da pesquisa, a Associação de Advogados Ambientalistas da Argentina entrou na Justiça pedindo a proibição da comercialização do produto, carro chefe de vendas da Monsanto. A ministra da Defesa da Argentina proibiu as Forças Armadas de cultivar soja transgênica em campos do exército situados em zonas urbanas e suburbanas, assim como em adjacências de bairros e instalações residenciais militares.

Na Alemanha, a ministra da Agricultura proibiu o plantio e venda do milho da Monsanto MON810 (liberado no Brasil), seguindo outros cinco países do bloco europeu. De acordo com a ministra, os dados em que ela baseou sua decisão apontam impactos ambientais negativos. Ainda nesse país, segue a polêmica iniciada por um apicultor amador que teve que destruir toda sua produção de mel após ter descoberto que ela estava contaminada por pólen de milho transgênico de uma estação experimental próxima a seu apiário.

No Brasil o tema é silenciado, mas o glifosato é o principal causador de intoxicação, apresentando 11,2% das ocorrências entre 1996 e 2002. Segundo o Centro de Informações Toxicológicas do Rio Grande do Sul, o número oficial de atendimentos de pessoas intoxicadas pelo herbicida vem aumentando nos últimos anos: em 1999 foram registrados 31 casos e em 2002 as ocorrências já aumentaram para 119. 

Por Eloisa Beling Loose – Especial para EcoAgência.

Mercado de produtos orgânicos terá grande evento em São Paulo


Apesar de ainda faltarem alguns meses para a quinta edição da Bio Brazil Fair – Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, o setor já se prepara para seu principal evento, que acontece de 23 a 26 de julho, em São Paulo. Depois de receber 19.150 visitantes, entre profissionais e público em geral, na edição passada, os organizadores do evento prevêem uma visitação de 21 mil pessoas em 2009.

Promovida pela Francal Feiras, em parceria com a BrasilBio – Associação dos Produtores e Processadores de Orgânicos do Brasil, a feira em pouco tempo de existência tornou-se referência no mercado de orgânicos, ao oferecer um espaço para oportunidades de negócios e troca de tecnologia para o desenvolvimento do segmento.

Aberta ao público e com entrada gratuita, a Bio Brazil Fair foi desenvolvida com o intuito de disseminar o conceito de alimentação orgânica junto ao consumidor. O evento, que possibilita a compra direta do produtor, é voltado para atacadistas, distribuidores, exportadores e importadores, fabricantes, lojistas, hotéis e restaurantes, supermercados, processadores, produtores e profissionais de saúde.

Neste ano, participam do evento 150 expositores, que reúnem produtos que vão dos processados aos in natura, como achocolatados, molhos de tomate, geléias, café solúvel, leite em caixinha, iogurtes, chás em saquinhos, cereais matinais e grãos. Ao chegar ao evento, o visitante se depara com uma variedade tão grande de produtos, que até mesmo cosméticos e roupas confeccionadas a partir de tecido orgânico encontra. Não por acaso, a gerente de negócios da Francal Feiras, Lúcia Cristina de Buone defende: “Visitar um evento como a Bio Brazil Fair é deparar-se com uma verdadeira vitrine do setor e de todo seu potencial, porque aqui você encontra não só uma variedade impressionante de produtos, como também tem a chance de constatar, muitas vezes em primeira mão, todas as novidades que surgem nesse mercado ano a ano.”

Ao encontro do alto grau de desenvolvimento de um setor que evolui ao compasso da conscientização do consumidor sobre os produtos orgânicos e seus benefícios, a gerente de negócios da Francal Feiras chama atenção para o papel da Bio Brazil Fair no contexto do próprio mercado de orgânicos: “Tão importante quanto a geração de negócios é o papel que a feira têm na difusão e democratização do conceito de alimentação orgânica. Nesse sentido, o evento cumpre o papel fundamental de divulgar e promover o orgânico. ”

Paralelamente à Bio Brazil Fair acontece a Natural Tech – Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde, um evento especialmente desenvolvido para lançar e promover lançamentos em alimentos funcionais, probióticos, macrobióticos, integrais, diet e light, suplementos e fitoterápicos, cosméticos naturais e terapias complementares.

Serviço:

Bio Brasil Fair 2009 – 5ª Feira Internaciona e Produtos Orgânicos e Agroecologia
Local: Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera (entrada pelo portão 3)
Data: de 23 a 26 de julho
Horário: das 11 às 20 horas
Promoção: Francal Feiras e Brasil Bio – Associação de Produtores e Processadores Orgânicos do Brasil

Com informações da Assessoria de Comunicação da Bio Brasil Fair 2009.

Conheça o arroz preto, rico em vitaminas, proteínas e fibras

Arroz preto

Arroz preto

A loja Grão Natural está trazendo uma nova variedade, o arroz preto Pérola Negra. Essa novidade gastronômica possui 20% a mais de proteína e 30% a mais de fibra que o arroz integral, além de ser riquíssimo em ferro, possuir menos gordura e menor valor calórico.
 
Se você acha que todo arroz é igual, está muito enganado. A loja Grão Natural está trazendo uma nova variedade, o arroz preto Pérola Negra. Essa novidade gastronômica possui 20% a mais de proteína e 30% a mais de fibra que o arroz integral, além de ser riquíssimo em ferro, possuir menos gordura e menor valor calórico. Mas o mais incrível é que ele apresenta um conteúdo de polifenóis oito mil vezes maior que o arroz comum.

Então, não dá vontade de provar?

E esse arroz tem história. Cultivado na China há mais de quatro mil anos, o produto, com fama de afrodisíaco, era chamado de “Arroz Proibido”. O consumo estava restrito apenas à família do imperador. Era considerado uma dádiva divina, por seu elevado valor nutricional.

Nos últimos anos foram realizados muitos estudos sobre o conteúdo nutricional do arroz preto, que indicaram a presença de elevada quantia de compostos fenólicos, flavonóides e antocianinas. Ou seja, possuem ação que auxiliam no combate de inflamações, câncer, além de serem antioxidantes.

Por ser um arroz integral, ele mantém a película, geralmente retirada do arroz branco. Nessa película estão importantes vitaminas necessárias ao nosso organismo, como A, B1, B2, B6, B12, niacina, ácido nicotínico, cobalto, ácido pantotênico, pró-vitaminas C e E. Também é rico em cálcio, magnésio, ferro e zinco.

Entre as principais vantagens do arroz preto estão:

Reduzido valor calórico;

Evita a formação de resíduos tóxicos que podem causar fermentação excessiva (flatulência) ou prisão de ventre;

Evita transtornos metabólicos e dos órgãos que poderia levar a obesidade, degeneração celular ou doenças malignas;

Promove melhoria na função celular, no fluxo sanguíneo, na oxigenação dos tecidos e do cérebro harmonizando as funções dos órgãos internos;

Auxilia na formação do sangue, juntamente com o ferro;

Participa da manutenção e integridade dos vasos e do fluxo sanguíneos;

Previne o envelhecimento precoce, a hipertensão arterial, o diabetes, doenças da pele, além de beneficiar o funcionamento do coração e dos rins.

Fonte: Grão Natural.

NEJ/RS eleito para Comissão Estadual de Produção Orgânica


Os integrantes do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ/RS) Juarez Tosi e Ilza Maria Tourinho Girardi, foram eleitos para integrar a Comissão Estadual de Produção Orgânica no Estado (CPOrg), ligada ao Ministério da Agricultura, no biênio 2009/2011.
A CPOrg têm por finalidade auxiliar o desenvolvimento da produção orgânica, tendo por base a integração entre os diversos agentes da rede de produção orgânica do setor público e do privado, e a participação efetiva da sociedade.

Criado em 2003, o Programa de Desenvolvimento da Agricultura Orgânica (Pró-Orgânico) visa apoiar e fortalecer os setores da produção, processamento e comercialização de produtos orgânicos, além de estimular seu crescimento.

A coordenadora da CPOrg/RS, Angela Escosteguy, salienta que a rede de produção de alimentos orgânicos, como qualquer segmento novo, carece de informações em diversos níveis. “A multiplicação das informações, à medida que forem geradas, tanto para quem vive no campo, quanto para os consumidores nas cidades, passando pelas instituições de ensino e extensão, é fundamental para o fortalecimento e sucesso dessa rede”, diz.

Ângela Estosteguy destaca que, como os sistemas orgânicos quase não usam insumos fabricados por grandes empresas, não existe um interesse econômico de investimento na sua divulgação, o que ocorre, de forma muito forte, no modelo convencional.

“Por isso”, complementa a coordenadora do CPOrg/RS, “será muito benéfico para todos, podermos contar com o apoio e qualificação dos profissionais do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, fortemente engajados com a questão ambiental e com  conhecimento e sensibilidade aguçados nesta área”.
 

As entidades que compõe a nova Comissão Estadual da Produção Orgânica no Rio Grande do Sul são as seguintes:

Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA)

Centro Universitário UNIVATES

Cooperativa de Produtos de Alimentos Orgânicos em Economia Solidária Ltda (COOPVIDA)

Movimento de Donas de Casa e Consumidores do RS.

Associação dos Produtores de Arroz e Peixe do Assentamento Águas Claras

União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu (UNAIC)

Sul Ecológica

Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (ISAEC/CAPA)

Instituto Preservar

Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ/RS)

Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí Ltda (ECOCITRUS)

Cooperativa de Prestação de Serviço Técnica Ltda (COPTEC)

Cooperativa Central dos Assentamentos do Rio Grande do Sul Ltda (COCEARGS)

Agricultura Ecologia (CETAP)

Associação dos Ecologistas de Caxias do Sul (ECOCAXIAS)

Rede Agroecologica ECOVIDA

Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS)

Associações Agroecológicas

Associação dos Agricultores Ecologistas da  Região Sul (ARPA-SUL)

Cooperativa de Consumo, Trabalho e Produção Teia Ecológica.

Por Redação EcoAgência.

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo lança cardápio para combater a doença

Variedade de frutas é boa para o combate ao câncer

Variedade de frutas é boa para o combate ao câncer

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira elaborou um cardápio balanceado, para uma semana, que tem como objetivo auxiliar no combate ao câncer. Ao respeitar as orientações de alimentação, peso e exercício, é possível prevenir em 30% a incidência de 12 tipos de tumores, diz estudo do Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer com o Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer. 

A análise no Brasil considerou os cânceres de boca, laringe e faringe, esôfago, estômago, pulmão, pâncreas, vesícula biliar, fígado, rim, cólon, mama e útero. Se abranger todos os cânceres existentes, o índice de prevenção vai para 19% se seguidas as indicações dos especialistas. 

Para alertar a população, o ICESP programou uma série de palestras para pacientes e acompanhantes no instituto. Ao longo do dia, a equipe de nutricionistas do hospital percorrerá salas de espera e recepções do prédio, ministrando palestras de 15 minutos. Nelas, serão dadas dicas sobre a importância, para previnir o câncer, de uma alimentação equilibrada, de manter o peso adequado e de praticar atividades físicas. Como incentivo, cada participante receberá uma fruta e um folder, para levar por escrito o que foi ensinado.

“Uma boa alimentação é fundamental para manter a saúde. E isso não significa deixar as coisas gostosas de lado. O importante é ter equilíbrio, saber combinar os alimentos. O cardápio que nós elaboramos é saudável, ajuda na prevenção ao câncer, e ainda assim é saboroso e variado”, afirma a nutricionista do Intituto do Câncer Suzana Camacho Lima.

         Veja abaixo o cardápio elaborado pelo ICESP:
               

Cardápio semanal
 

Domingo
 

CAFÉ DA MANHÃ: café com leite, ovo mexido com tomate e pão francês integral

LANCHE DA MANHÃ: salada de fruta com iogurte desnatado

ALMOÇO: arroz com cenoura e vagem, feijão, filé de pescada na frigideira ao molho cremoso de requeijão e mostarda, salada de almeirão com pepino, crepe de maçã com canela e           suco de caqui com limão

LANCHE DA TARDE: pão com requeijão, leite com achocolatado

JANTAR: sanduíche de frango com alface roxa e pêssego,suco de maracujá com laranja e maçã

LANCHE DA NOITE: pipoca

Segunda-feira

- CAFÉ DA MANHÃ: leite desnatado batido com uva passa e morango, pão integral e geléia de frutas sem açúcar

- LANCHE DA MANHÃ: mamão com farelo de aveia

- ALMOÇO: espaguete com tomate, azeite e soja, berinjelas e abobrinhas ao forno com carne moída e azeitonas, suco de caju e gelatina de morango com pedaços de pêssego

- LANCHE DA TARDE: barrinha de cereais (açúcar mascavo, fibra de trigo, flocos de arroz, sementes de gergelim, aveia)

- JANTAR: sopa de brócolis com alho e iogurte natural, torradas com queijo branco, manjericão e azeite, uma laranja

- LANCHE DA NOITE: leite gelado batido com goiaba

Terça-feira

- CAFÉ DA MANHÃ: suco de laranja, pão de fôrma de aveia com requeijão light e peito de peru

- LANCHE DA MANHÃ: chá de camomila com torradas

- ALMOÇO: arroz, salada de grão-de-bico com cebola e alho, bife grelhado com molho de manjericão e tomate, mousse de manga e suco de abacaxi com melão e hortelã

- LANCHE DA TARDE: iogurte de frutas com biscoitos cream cracker

- JANTAR: risoto de arroz integral com frango e tomate, salada de cenoura com uvas passas, kiwi e uva picados com creme de leite light

- LANCHE DA NOITE: leite gelado batido com banana e morango

Quarta-feira

- CAFÉ DA MANHÃ: café com leite desnatado e pão francês com queijo branco

- LANCHE DA MANHÃ: leite com mamão, aveia e mel

- ALMOÇO: macarrão com atum ao forno, salada de folhas verdes com trigo cozido, suco de melancia e mousse de morango

- LANCHE DA TARDE: frutas com granola (aveia, germe de trigo, coco, nozes)

- JANTAR: tomate recheado com arroz, filé de frango grelhado, salada de rúcula e ervilhas, suco de limão

- LANCHE DA NOITE: leite batido com canela em pó

Quinta-feira

- CAFÉ DA MANHÃ: cereal matinal integral com leite desnatado e morango

- LANCHE DA MANHÃ: suco de mamão com goiaba e torrada com requeijão light

- ALMOÇO: arroz com brócolis, feijão, panqueca de  frango c/milho verde, salada de repolho com beterraba, suco de pêssego e queijo branco com goiabada

- LANCHE DA TARDE: barrinha de cereais (açúcar mascavo, fibra de trigo, flocos de arroz, sementes de gergelim, aveia)

- JANTAR: caldo verde com músculo e crótons de pão de fôrma integral, salada de frutas

- LANCHE DA NOITE: leite com achocolatado

Sexta-feira

- CAFÉ DA MANHÃ: café com leite desnatado, pão francês com margarina cremosa e queijo minas frescal , mamão papaya

- LANCHE DA MANHÃ: iogurte de frutas

- ALMOÇO: sardinhas ao vinagrete (tomate, cebola e cheiro-verde), folhas de endívia (ou couve-manteiga) recheadas com ricota temperada, arroz integral e feijão, suco de uva e pudim de maçã

- LANCHE DA TARDE: bolo de fubá, chá de erva-doce

- JANTAR: nhoque de mandioca, salada de alface, agrião, feijão branco e peito de peru, geléia de ameixa com queijo branco

- LANCHE DA NOITE: leite gelado batido com folhas de hortelã

Sábado

- CAFÉ DA MANHÃ: café com leite desnatado, pão bisnaga com pasta de ricota e orégano

- LANCHE DA MANHÃ: banana com aveia

- ALMOÇO: arroz, feijão, omelete de alho-poró com queijo minas, peito de peru, milho e couve-flor, escarola refogada, suco de laranja com acerola e pêra cozida no vinho

- LANCHE DA TARDE: torrada integral com geléia de fruta, chá mate gelado

- JANTAR: pizza de rúcula com requeijão light, tomate, manjericão e azeitona, suco de melão, sobremesa gelada de café

- LANCHE DA NOITE: granola com iogurte

Fonte: Equipe de Nutrição do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

 Texto da Assessoria de Imprensa do ICESP.

Seminários levam para universidades debate sobre alimentos contaminados

Evento realizado em Maringá lotou auditório da Universidade

Evento realizado em Maringá lotou auditório da Universidade

“Os venenos em nossos pratos” é o tema de seminários que estão sendo realizados nas universidades públicas paranaenses. Estão programados eventos no dia 23 de abril, em Irati, no auditório do Campus Universitário, e no dia 7 de maio, no anfiteatro do campus de Cascavel.

Os seminários, promovidos pelo governo do Estado, têm por objetivo alertar que os alimentos que chegam aos pratos muitas vezes estão impregnados de substâncias nocivas à saúde humana.

“Conhecê-las é importante para saber como evitá-las”, explica Álvaro Rychuv, coordenador do Grupo de Rotulagem dos Transgênicos, da Casa Civil do Governo do Paraná.

Os eventos terão palestras e debates com especialistas, que apresentarão informações científicas recentes sobre segurança alimentar, com destaque para temas relacionados com os produtos geneticamente modificados.

Estão programadas as seguintes palestras: Riscos Ocultos nos Alimentos (Alfredo Benatto – mestre em Saúde Pública); Resíduos de Agrotóxicos e Medicamentos Veterinários em Alimentos (Elaine Castro Neves – diretora do Departamento de Saúde Comunitária de São José dos Pinhais); Incertezas e Riscos dos Transgênicos (Adriano Luiz Riesemberg – agrônomo da Secretaria da Agricultura); A estratégia da dominação biotecnológica (Valdir Izidoro Silveira, agrônomo e presidente da Claspar) e Os benefícios dos produtos orgânicos (Enio Neth de Goss – coordenador das ações de agroecologia da Secretaria do Meio Ambiente).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nas reitorias das universidades. A coordenação do seminário é do Grupo de Rotulagem dos Transgênicos do Governo do Paraná, que vem promovendo eventos similares nas universidades públicas estaduais.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná.

Senadora propõe limites à propaganda de alimentos não-saudáveis

Pela proposta divulgação de alimentos prejudiciais à saúde só poderão ser veiculadas em rádio e televisão entre 21h e 6h

Pela proposta divulgação de alimentos prejudiciais à saúde só poderão ser veiculadas em rádio e televisão entre 21h e 6h

A senadora Marisa Serrano (PSDB/MS) apresentou o Projeto (PLS 150/2009) para regulamentar a propaganda de alimentos, especialmente os voltados ao público infantil. Pela proposta, a divulgação ou promoção de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada, gordura trans, sódio, e as de bebidas com baixo teor nutricional só poderão ser veiculadas em rádio e televisão entre 21h e 6h. O comercial destes produtos ainda deverá ser acompanhado de mensagens de advertência sobre os riscos associados ao consumo excessivo. O projeto espelha-se na regulação da propaganda do tabaco, que tem mostrado resultados positivos em termos de mudanças de comportamento em relação ao consumo de cigarros.

A matéria ainda estabelece que a propaganda não possa sugerir que o alimento é saudável ou benéfico à saúde. Fica também impedido o comercial direcionado às crianças e aos adolescentes, seja mediante a vinculação de personagens ao alimento, seja por meio da oferta de brindes, brinquedos, filmes ou jogos eletrônicos. “Sabemos que o marketing de alimentos influi na escolha do consumidor diante da gôndola do supermercado. É claro que a criança vai querer consumir o biscoito que traz o seu personagem preferido na embalagem”, afirmou Marisa Serrano.

O PLS 150/2009 ainda proíbe a veiculação de propaganda dos alimentos que podem ser danosos à saúde, se consumidos em excesso, em instituições de ensino e em materiais educativos ou lúdicos. A proposição também obriga a divulgação do valor energético dos alimentos. Além disso, recupera, as principais determinações da proposta de regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em relação aos alimentos não-saudáveis.

A pesquisa Monitoramento de Propaganda de Alimentos Visando à Prática da Alimentação Saudável, realizada pelo Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição, da Universidade de Brasília, demonstrou que as propagandas de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal são as mais presentes em alguns meios de comunicação: cerca de 71,6% do total de alimentos veiculados na televisão pertenciam aos grupos de fast food; guloseimas e sorvetes; refrigerantes e sucos artificiais; salgadinhos de pacote; biscoitos doce ou bolos. As crianças foram o alvo preferencial da propaganda de alimentos: 44,1% das peças publicitárias desse tipo foram destinadas a esse público.

Um estudo realizado por pesquisadores da Austrália e dos Países Baixos, editado no European Journal of Public Health, afirma que limitar a exposição de crianças ao marketing de alimentos altamente calóricos pode ajudar a tornar a dieta infantil mais saudável. Segundo a Senadora Marisa Serrano, este é um dos objetivos da iniciativa do projeto de lei de sua autoria. Ela acredita que é preciso estar atento aos índices de obesidade infantil no país. De acordo com uma reportagem da revista Saúde, a obesidade atinge 15% das crianças. A falta de exercícios e a alimentação inadequada são os grandes culpados pelos quilos a mais.

Além do impacto na auto-estima, a obesidade aumenta a chance de problemas ortopédicos, de infecções respiratórias e de pele, diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. A criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto com excesso de peso. O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda.

Fonte: Assessoria da Senadora.

Infarto é mais fulminante em mulheres

A taxa de mortalidade de mulheres por infarto é maior do que de homens

A taxa de mortalidade de mulheres por infarto é maior do que de homens

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revela que, em todas as faixas etárias, a taxa de mortalidade por infarto em mulheres é superior a dos homens. Na média, a cada 100 homens internados pelo Sistema Único de Saúde devido a um infarto, 11,89 morrem. Já entre as mulheres, a taxa de mortalidade é maior. São 17,95 mortes a cada 100 que são internadas.

A situação é semelhante em todas as faixas etárias. De 30 a 39 anos, por exemplo, a taxa de mortalidade das mulheres representa 13,33% do total de internações, enquanto, nos homens, a taxa cai para 5,61%. Na faixa de 80 anos, a taxa de mortalidade das mulheres é de 34,82% e a dos homens, 27,22%.

Um dos maiores fatores de risco para a mulher é não distinguir os sintomas que causam o infarto. É possível diagnosticar a doença pela percepção dos seguintes sintomas: cansaço, falta de ar, náuseas, suor intenso, dores no queixo, pescoço e costas. Quando elas são surpreendidas com a doença, geralmente já têm um histórico de outras patologias que favoreceram o aparecimento do infarto.

“As pacientes não acreditam que aqueles sintomas podem indicar infarto e vão ao médico tratar como outra doença, assim o diagnóstico é retardado e suas chances de cura diminuem”, alerta a cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Elizabeth Regina Giunco Alexandre.

Como as mulheres tendem a viver mais que os homens, o número de idosas com doenças cardiovasculares é maior. A idade de maior risco para o sexo masculino é a partir de 45 anos e, para o sexo feminino, 55 anos, geralmente após a menopausa.

Infartos em mulheres jovens, na maior parte das vezes, são decorrentes do uso de drogas e do tabagismo (o grande vilão da doença no sexo feminino). Mas a mulher geralmente enfarta quando já tem problemas de saúde como hipertensão, alterações de colesterol e triglicérides, diabetes e obesidade. Fatores hereditários também podem ser considerados de risco.

É preciso ficar atento aos sintomas e aos fatores de risco para diagnosticar corretamente a doença e com maior agilidade. Assim, as chances de cura são maiores. No dia 27 de junho, a Secretaria de Estado da Saúde realizará um mutirão para detectar problemas de saúde relacionados ao coração.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde de São Paulo.

Seminário em Curitiba busca alternativas ao cultivo de fumo

                                                       Ubirajara Machado
No seminário, serão debatidas experiências de diversificação produtiva. Uma delas é a da fruticultura entre agricultores que antes plantavam fumo
No seminário, serão debatidas experiências de diversificação produtiva. Uma delas é a da fruticultura entre agricultores que antes plantavam fumo

Pela primeira vez agricultores familiares dos três estados do Sul e do Nordeste, representantes dos governos Federal e Estadual, da área de saúde, movimentos sociais e outras organizações estarão reunidas para discutir alternativas à produção e geração de renda diversificada nas propriedades fumicultoras.

O encontro acontecerá de 4 a 6 de maio, durante o Seminário Diversificação na Agricultura Familiar, no auditório do Canal da Música, em Curitiba (PR). O Seminário também debaterá as consequências do cultivo do fumo para a saúde dos agricultores e a construção de políticas públicas para o setor.

A expectativa é de que 500 pessoas participem do evento. Aproximadamente 300 delas irão em caravanas de agricultores familiares de municípios do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Estima-se que existam cerca de  160 mil famílias fumicultoras na região Sul, distribuídas em 700 municípios.

Construção de propostas

O objetivo do Seminário é ampliar o debate sobre a diversificação em áreas fumicultoras, construir propostas e definir parcerias que contemplem a variedade produtiva como estratégia para fortalecer a agricultura familiar nas regiões produtoras de fumo.

A iniciativa de realização do encontro é uma parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (SEAB). O evento dá continuidade à  articulação iniciada em 2005, com a criação do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco.

O secretário nacional de Agricultura Familiar (MDA/SAF), Adoniram Sanches Peraci, explica que o seminário é um esforço do Governo Federal para ampliar o debate com as diferentes organizações e governos. A finalidade é encontrar alternativas de produção e novas formas de renda para as propriedades fumicultoras.

“Do encontro, sairão encaminhamentos para fortalecer e ampliar o Programa de Diversificação na perspectiva de um desenvolvimento rural sustentável e com qualidade de vida para as famílias agricultoras”, diz.

Fumicultores no Paraná

Segundo dados da safra 2007/2008, existem no Paraná em torno de 34,1 mil famílias trabalhando com a produção de fumo. Desse total, boa parte se concentra nas regiões de Irati (com 25% do total da área produzida), Ponta Grossa (18%) e Curitiba (com 15% do total de 75 mil hectares no estado).

O secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Valter Bianchini, também destaca a importância do encontro. “Estamos em um processo de reconversão da cultura. Diversos fatores estão nos levando a buscar alternativas, dando possibilidades mais saudáveis de ganhos aos agricultores”, diz .

Segundo Bianchini, a produção de fumo é de alto risco à saúde, não só do produtor mas também do consumidor. “Existe uma tendência natural com a diminuição do consumo. Vamos discutir as experiências já colocadas em prática com as alternativas para o setor, seja na fruticultura, pecuária de leite, avicultura, entre outros, que podem dar maior e melhor sustentabilidade ao agricultor”, afirma.

Programa de Diversificação

O Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco é uma das ações implementadas pelo Governo Federal desde 2005, ano em que o Brasil tornou-se signatário da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O objetivo é buscar alternativas produtivas e geradoras de renda na fumicultura, com foco na qualidade de vida e na sustentabilidade econômica, social, ambiental e cultural entre as famílias agricultoras.

O MDA é o coordenador do Programa, em parceria com organizações governamentais e sociedade civil.  Atualmente, 60 projetos são apoiados na região Sul e no Nordeste, atendendo cerca de 20 mil famílias. As ações abrangem a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), capacitação e pesquisa.

Ao longo de quatro anos, o  Programa ganhou visibilidade internacional, sendo apontado como referência pela OMS e pelos países que compõem a Convenção das Partes (COP).  Tem repercutido, também, nos municípios produtores de fumo e já possui ações planejadas para 2009.

Em âmbito nacional, por exemplo, podem ser citadas a qualificação em políticas públicas para gestores municipais e lideranças dos municípios gaúchos produtores de fumo. Já na  atuação internacional, está prevista a participação do Brasil no Grupo de Trabalho Internacional (GT) de alternativas a cultura do fumo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Pimentão é o alimento mais contaminado por agrotóxicos

Anvisa diz que mais de 64% das amostras de pimentão estão contaminadas

Anvisa diz que mais de 64% das amostras de pimentão estão contaminadas

 

 

O pimentão foi o alimento que apresentou o maior índice de irregularidades para resíduos de agrotóxicos, durante o ano de 2008. Mais de 64% das amostras de pimentão, analisadas pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apresentaram problemas. O morango, a uva e a cenoura também apresentaram índices elevados de amostras irregulares, com mais de 30% cada.

No lançamento dos dados do Programa, nesta quarta-feira (15), em Brasília (DF), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou a importância do trabalho da Anvisa no monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos. “No Brasil, a segunda causa de intoxicação, depois de medicamentos, é por agrotóxicos, o que tem uma dimensão importante”, afirmou Temporão.

Os desvios detectados pelo PARA foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso não autorizado para determinadas culturas. No balanço geral, das 1773 amostras dos dezessete alimentos monitorados (alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura, laranja, abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva), 15,28% estavam insatisfatórias.

A cultura de tomate foi a que apresentou maiores avanços quanto à diminuição dos índices de irregularidades. Em 2007, 44,72% das amostras de tomate analisadas apresentaram resíduos de agrotóxicos acima do permitido. No último ano, esse número caiu para 18,27%.

O arroz e o feijão, coletados pela primeira vez no Programa de 2008, apresentaram índices de irregularidades de 3,68% e 2,92% respectivamente. Juntamente com a manga, batata, banana, cebola e maçã, esses dois alimentos apresentaram os menores teores de irregularidade detectados.

A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentou um índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 2%. A banana, que chegou a apresentar índice de 6,53% neste período, fechou 2008 com incidência de 1,03% de irregularidades.

Chama atenção, nos resultados do Programa, o uso de agrotóxicos não permitidos, em todas as culturas analisadas. Ingredientes ativos banidos em diversas partes do mundo, como acefato, metamidofós e endossulfam, foram encontrados de forma irregular nas culturas de abacaxi, alface, arroz, batata, cebola, cenoura, laranja, mamão, morango, pimentão, repolho, tomate e uva.

Cuidados

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes nas superfícies dos alimentos.

PARA

O objetivo do PARA, criado em 2001, é manter a segurança alimentar do consumidor e a saúde do trabalhador rural. O Programa, coordenado pela Anvisa em conjunto com os órgãos de Vigilância Sanitária Estaduais e Municipais, abrange, atualmente, 25 estados e o Distrito Federal.

Em 2008, realizaram coletas em supermercados (de acordo com o plano de amostragem) os estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Neste mesmo ano, as ações de ampliação do Programa treinaram os estados de Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima. Os dez estados treinados, mais São Paulo, participarão do PARA em 2009.

A escolha dos itens analisados pelo Programa leva em consideração a importância destes alimentos na cesta básica do brasileiro, o consumo, o uso de agrotóxicos e a distribuição das lavouras pelo território nacional. No último ano, o PARA acompanhou oito novas culturas, até então nunca monitoradas: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.

O Programa funciona a partir de amostras coletadas pelas vigilâncias sanitárias dos estados e municípios. No último ano, as amostras foram enviadas para análise aos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães (IOM/FUNED/MG), Laboratório Central do Paraná (LACEN/PR) e Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP), nas quais foram investigadas até 167 diferentes agrotóxicos.

Caso a utilização de agrotóxicos esteja em desacordo com os limites permitidos pela Anvisa, os órgãos responsáveis pelas áreas de agricultura e meio ambiente são acionados para rastrear e solucionar o problema.

” Trabalhadores rurais são expostos a estes agrotóxicos sem os equipamentos próprios para o manejo destes produtos”, explica José Agenor Álvares, diretor da Anvisa. As medidas em relação aos produtores são, principalmente, de orientação para que sejam adotadas as Boas Práticas Agrícolas (BPAs).

 

DADOS CONSOLIDADOS DO PARA 2008

Cultura

Total de amostras analisadas

Amostras insatisfatórios

Total

%

Abacaxi

95

9

9,47

Alface

101

20

19,80

Arroz

136

6

4,41

Banana

97

1

1,03

Batata

100

2

2,00

Cebola

103

3

2,91

Cenoura

102

31

30,39

Feijão

137

4

2,92

Laranja

101

15

14,85

Maçã

102

4

3,92

Mamão

104

18

17,31

Manga

101

1

0,99

Morango

86

31

36,05

Pimentão

101

65

64,36

Repolho

102

9

8,82

Tomate

104

19

18,27

Uva

101

33

32,67

Total

1773

271

15,28

Ações Práticas:

1 - Realizar reuniões nos Estados, com os órgãos de vigilância sanitária e agricultura e os representantes dos supermercados, dos produtores rurais, do Ministério Público e da Sociedade Civil para o estabelecimento de ações conjuntas.

2 – Reavaliar ingredientes ativos de importância toxicológica evidenciada pelos resultados do PARA.

3 – Dar continuidade às ações de fortalecimento da rede de referência de Laboratórios de Saúde Pública para o monitoramento de resíduos de agrotóxicos nos alimentos.

4 – Continuar ampliando o quantitativo de amostras e a diversidade das culturas envolvidas no PARA.

5. Seguir ampliando as estratégias junto aos Estados para a rastreabilidade de produtos in natura.

6 – Fomentar a estruturação da assistência técnica rural para aprimorar a qualificação do produtor.

7 – Organizar e fomentar ações e campanhas educativas voltadas para todos os atores sociais envolvidos na cadeia produtiva de Frutas, Verduras e Legumes : dos trabalhadores rurais aos consumidores.

8 – Elaborar uma versão da nota técnica comentada para ser disponibilizada nas estruturas de divulgação da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e outros canais de comunicação direta com a sociedade.

9 – Incluir as ações do PARA no Plano Integrado de Vigilância e Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

10 – Estabelecer parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), por meio do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES) da Diretoria de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento Rural.

11 – Definir as ações a serem desenvolvidas em relação aos ingredientes ativos que apresentaram maior freqüência de irregularidades e para as culturas com grande número de resultados insatisfatórios.

12 – Fortalecer os programas de governo já existentes, como o de produção integrada e o de produção orgânica.

13 – Solicitar ao Ministério da Agricultura a adoção de medidas que limitem a importação de agrotóxicos que são encontrados pelo PARA apesar de terem severas restrições internacionais, e cujos níveis de importação estão acima do teto histórico.

14 – Fomentar a integração das ações voltadas para o monitoramento de resíduos de agrotóxicos efetuados por diferentes instituições públicas, federais e estaduais.

15 – Agilizar a publicação de normas técnicas para as culturas com suporte fitossanitário insuficiente e para os produtos destinados à produção orgânica de alimentos.

16 – Integrar regionalmente as ações fiscalizatórias das Vigilâncias Sanitárias e das Secretarias de Agricultura.

17 – Informar o Ministério da Agricultura e a Polícia Federal quanto à presença de agrotóxicos proibidos no país, encontrados nas culturas analisadas pelo PARA.

18 – Apoiar ações desenvolvidas pela Associação Brasileira de Supermercado (ABRAS) no que tange: a geração de dados e informações sobre o consumo e qualidade de Frutas, Verduras e Legumes (FLVs); a organização de sistemas de “Alerta rápido para acidentes de consumo” objetivando a construção de base histórica de solução de problemas; o estabelecimento de mecanismos que permitam aos Supermercados informar e orientar o Consumidor e o compartilhamento da base de dados sobre monitoramento interno da qualidade de FLVs junto aos órgãos pertinentes;

19. Fortalecimento das ações da Produção Integrada-PI através da divulgação dos benefícios de sua utilização como agricultura sustentável, que profissionaliza o setor, através da adoção de tecnologia e capacitação, acarretando entre vários benefícios a redução da utilização de agrotóxicos nos alimentos e produtos derivados

20. Incentivar e aumentar a abrangência de atuação dos projetos SAPI e Orgânicos como parte de políticas públicas, como por exemplo: alimentos de Produção Integrada e Orgânicas na merenda escolar

21. Incentivar e apoiar o Programa Pró-Orgânico do Ministério da Agricultura para ampliar a oferta de produtos que não utilizam agrotóxicos.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa.

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