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Projeto beneficia famílias com horta agroecológica

Produtores selecionados recebem um kit

Produtores selecionados recebem um kit

A Embrapa Rondônia participa essa semana da seleção de famílias que farão parte do projeto “Produção Agroecológica Integrada Sustentável” (PAIS) na localidade de Nova Califórnia, a 350 quilômetros do centro de Porto Velho, capital de Rondônia.

Os produtores selecionados recebem um kit com materiais para a construção de um galinheiro, de uma horta agroeocológica e de um sistema de irrigação inteligente, uma tecnologia inovadora implantada em outras regiões do País.

O projeto PAIS é uma tecnologia social financiada pela Fundação Banco do Brasil com apoio do SEBRAE e do Ministério da Integração Nacional. Em Porto Velho, onde 100 famílias serão beneficiadas, participam do projeto a Prefeitura Municipal e a Embrapa Rondônia.

O modelo inovador foi idealizado em 1999 pelo engenheiro agrônomo senegalês radicado no Brasil Aly N’Diaye, que na época vivia com cerca de trinta famílias de agricultores no interior do Estado do Rio de Janeiro. A filosofia principal é o reaproveitamento dos recursos existentes na propriedade para um cultivo sem o uso de agrotóxicos ou insumos químicos e com economia de água na irrigação.

Para isso, o projeto PAIS fornece um kit com materiais e informações técnicas para a construção da horta. Três canteiros são dispostos em círculo ao redor de um galinheiro com capacidade para 11 aves. Uma quarta camada circular, chamada de quintal agroecológico, é destinada à produção de frutas, grãos e outras culturas. O sistema de irrigação por gotejamento é feito com mangueiras, bomba e caixa d’água, que também fazem parte do kit.

Embrapa realiza pesquisa participativa

O pesquisador da Embrapa Rondônia José Orestes Merola, que acompanha a equipe na visita às famílias de Nova Califórnia, onde serão instalados os kits, desenvolve um trabalho de pesquisa participativa para a produção de insumos alternativos. Os agricultores ajudam a identificar materiais orgânicos disponíveis na propriedade, como palha ou esterco. A Embrapa Rondônia auxilia na transformação dos materiais brutos em insumos, que são testados e avaliados na prática. Análises de laboratório complementam a pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias produtivas e baratas.

Os agricultores visitados essa semana também fazem parte de outro projeto sustentável, o Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado (Reca). Há mais de vinte anos as famílias trabalham com culturas como o cupuaçu, a castanheira, a pupunheira e o mogno. A extração do produto segue os padrões locais e tradicionais da região e a comercialização é feita de forma coletiva.

Fonte: Embrapa Rondônia.

Maçã, pêssego, mel e lã recebem apoio para comercialização

Mais uma Linha Especial de Crédito (Lec) foi aprovada pelo governo para apoiar a comercialização de produtos agropecuários. A portaria nº 37, divulgada nessa segunda-feira (19) no Diário Oficial da União (DOU), define a concessão do crédito a beneficiadores e agroindústrias que comprovarem aquisição da matéria-prima diretamente de produtores ou suas cooperativas, pelo preço igual ou superior a R$ 0,60 por kg de maçã e pêssego, R$ 2,70 por kg de mel e R$ 4,00 por kg de lã ovina.

Com a medida, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atende a setores específicos e financia o carregamento da produção para comercialização em condições de preços mais favoráveis aos produtores rurais, a exemplo do Empréstimo do Governo Federal (EGF).

O prazo de contratação vai até setembro de 2009 e o reembolso é de até 180 dias, com possibilidade de amortizações intermediárias a critério do agente financeiro. A taxa de juros básica é de 6,75% ao ano.

Por: Débora Pinheiro, do Ministério da Agricultura.

Canola, produto essencialmente transgênico

Plantação da transgênica canola

Plantação da transgênica canola

A canola, ou “colza” em francês, também chamada “rapeseed” na Europa, foi deselvolvida em um dos programas de melhoramento genético do governo canadense nos anos 60, como alternativa para a produção de óleo vegetal.

Há duas ‘subespécies’ de canola, a argentina e a polonesa, também modificadas por melhoramento para seus ambientes de plantio.

No Canadá, a canola foi uma das primeiras culturas geneticamente modificadas (em 1998), basicamente para resistir a herbicidas (Roundup, Liberty Link e Clearfield), e aumentar a produção.

Por conta da facilidade de reprodução, com milhares de sementes produzidas por planta de canola, seu controle é muito difícil. Soma-se a isso o fato de ser resistente a herbicidas, o resultado foi que a maior parte da canola canadense hoje é transgênica. Além disso, a canola transgênica se tornou, ela mesma, uma “erva daninha” para produtores de outras culturas, pois se reproduz rapidamente e resiste a herbicidas.

Clique aqui e veja, em inglês, uma publicação do Greenpeace sobre Canola.

Fonte: Outra Agricultura.

Ansiedade e Depressão Duplicam em Jovens com Excesso de Peso

Problemas aumentam em crianças com má alimentação e excesso de peso.

Problemas aumentam em crianças com má alimentação e excesso de peso.

O equilíbrio emocional das crianças espanholas, entre os quatro e os 14 anos de idade, sofrem impacto negativo quanto mais avança entre elas o excesso de peso, o sedentarismo e a má alimentação. Segundo estudo realizado na Espanha, transtornos como ansiedade e depressão duplicam quando comparados com o grupo com maiores níveis de atividade física e melhor alimentação.

O trabalho ouviu 430 jovens, através de questionários aplicados em consultas de saúde, e revelou que a má alimentação tomou conta desta faixa etária. Apesar de a amostragem não ser grande, confirma tendência revelada em estudos anteriores.

Cerca de ¼ dos participantes têm hábitos nutricionais “muito maus” e em torno da metade deles fez da fast-food um hábito, não consumindo vegetais nem sequer uma vez por dia. Apenas 40% comem uma fruta ou consomem sucos ao menos uma vez por dia.

Em torno de 49% dos jovens que responderam aos questionários foram classificados dentro de um nível nutricional médio ou baixo – 19% e 24%, respectivamente. A pré-obesidade e a obesidade atingem 16% deste público. “Os jovens espanhóis afastam-se cada vez mais da dieta mediterrânea. Comer em casa deixou de ser sinônimo de alimentação saudável”, afirmou Luis Serra, um dos autores do estudo e diretor do Centro de Pesquisa em Nutrição Comunitária da Universidade de Barcelona.

Fonte: ABESO.

 

Preocupação com saúde leva consumidor a optar por orgânicos, afirma pesquisadora

                           Foto: Janine Moraes/ABr

Produtos agrícolas cultivados sem agrotóxicos vêm ganhando o mercado brasileiro e conquistando outros países.
Produtos agrícolas cultivados sem agrotóxicos vêm ganhando o mercado brasileiro e conquistando outros países.

Sabor atraente e maior teor nutricional, aliados a técnicas de cultivo que ajudam a preservar o meio ambiente, são os principais motivos que levam o consumidor a dar preferência ao alimento orgânico. A afirmação é pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Neide Botrel Gonçalves, doutora em ciência dos alimentos.

“A escolha do produto orgânico tem sido feita principalmente pela maior preocupação com a saúde. Em segundo lugar, pela prevenção do meio ambiente e, por último pela questão da qualidade sensorial, que é o sabor.”

A especialista explica que pesquisas da Embrapa têm constatado que esses produtos conquistam os consumidores por serem mais saborosos e frescos do que os cultivados da maneira convencional. “De acordo com os consumidores, eles apresentam maior firmeza e quantidade de suco em algumas frutas”, revela.

O valor nutricional dos produtos livres de agentes químicos também é alvo de estudos da Embrapa. A pesquisadora afirma que nos alimentos produzidos a partir de técnicas de plantio orgânico foi verificado um maior teor de matéria seca, o que revela também um menor índice de nitrato, substância que pode se tornar cancerígena se for ingerida em alto teor.

“Essa matéria seca confere maior resistência ao produto, maior teor de fibra e menor teor de nitrato, que é encontrado em altos índices nos alimentos produzidos com agentes químicos”, conta.

Outro fator que leva o consumidor a optar por orgânicos é a durabilidade. Estudos da Embrapa revelam que esses produtos apresentam maior resistência quanto ao armazenamento, por conterem substâncias que ajudam a prevenir contra ataque de microorganismos. “Com isso, [os orgânicos] são menos suscetíveis a ataques de fungos e bactérias”, esclarece Neide.

Segundo Neide, ainda há pouco espaço para estudos sobre produção orgânica no país. No entanto, diversas pesquisas estão em andamento e deverão ser divulgadas logo. “Ainda tem muita coisa para divulgar. Existem várias unidades da Embrapa que estão concentrando seus esforços nessa questão dos orgânicos”, afirma a pesquisadora.

Fonte: Agência Brasil (ABr).

País exportou 37 mil toneladas de orgânicos entre agosto de 2006 e setembro de 2008

                                         Foto: Janine Moraes/ABr
Entre agosto de 2006 e setembro de 2008, o Brasil exportou 37 mil toneladas em produtos orgânicos
Entre agosto de 2006 e setembro de 2008, o Brasil exportou 37 mil toneladas em produtos orgânicos

Brasília – Produtos agrícolas cultivados sem defensivos químicos vêm ganhando o mercado brasileiro e conquistando outros países. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento indicam que em 2008 mais de 13 mil produtores participaram de atividades de fomento à agricultura orgânica desenvolvidas pela pasta, com incentivo ao uso de insumos e processos adequados para a produção sem agrotóxicos.

Segundo informações do ministério, em 2007, as exportações de orgânicos somaram cerca de U$ 12 milhões. De janeiro a setembro de 2008, esse valor chegou a  aproximadamente U$ 10 milhões.

“Ainda temos três meses de 2008 e com certeza a gente vai superar os U$ 12 milhões exportados no ano anterior. Há interesse do mercado externo em importar soja e seus derivados. A exportação brasileira de produtos orgânicos vem crescendo”, destaca a coordenadora substituta de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Christina Saminez.

Entre agosto de 2006 e setembro do ano passado, o Brasil exportou 37 mil toneladas em produtos orgânicos. A Holanda foi o comprador que adquiriu a maior parcela desse total, 32%, seguida da Suécia, com 15%,  e dos Estados Unidos e Reino Unido, com 12% e 7%,  respectivamente. Ao todo, as exportações no período equivalem a uma receita de US$ 26,7 milhões. Mais da metade desse valor (56%) corresponde à venda da soja e seus derivados. “A soja foi responsável pelo aumento da produção e exportação de produtos orgânicos. Tem tido mercado para ela”, afirma Tereza.

Segundo a coordenadora, mesmo sendo mais caros que os produtos convencionais, a demanda pelos orgânicos têm crescido. “A gente não consegue abastecer o mercado interno de produtos orgânicos. A demanda é muito grande e isso também reflete no mercado externo.”

Fonte: Agência Brasil (ABr).

MS lança Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos

Quantidade de produtos oferecidos será definida por um grupo de especialistas

Quantidade de produtos oferecidos será definida por um grupo de especialistas

Uma portaria interministerial (2.960/2008) assinada pelo Ministério da Saúde e outros nove ministérios instituiu o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Coordenado pelo Departamento de Assistência Farmacêutica, o Programa vai ampliar a lista de fitoterápicos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na atenção básica. A quantidade de produtos oferecidos será definida por um grupo de especialistas vinculados ao Ministério da Saúde, que comporão um comitê específico que acompanhará o assunto. Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é o medicamento obtido a partir, exclusivamente, de matérias-primas ativas vegetais.

Desde 2007, o SUS fornece medicamentos fitoterápicos feitos à base de espinheira santa – para gastrites e úlceras – e guaco – para tosses e gripes – , em diversas apresentações. Os produtos já integram as listas de distribuição de medicamentos de 350 municípios em 12 estados (RN, PB, SE, BA, TO, MT, DF, GO, RJ, PR, SC e RS). Com a implementação da legislação, a intenção é disseminar o uso da terapia. Os medicamentos fitoterápicos utilizados pelo SUS são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e, por isso, são considerados seguros e eficazes para a população. Eles garantem o mesmo efeito que um medicamento sintético.

O Programa, lançado em dezembro de 2008, tem uma preocupação social que mobiliza diversas áreas importantes.  “Ele é um instrumento de geração de emprego e renda, de desenvolvimento local e estruturação na cadeia produtiva, pois mobiliza desde o cultivo da semente até a produção do fitoterápico”, explica o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Junior. Os recursos para investimento no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos têm origem na mesma fonte que financia o custeio dos medicamentos distribuídos pela Atenção Básica do SUS. Em 2008, o orçamento para esta área foi de R$ 893 milhões.

Além de ações especificadas, a portaria também cria o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Esse grupo é formado por membros da sociedade civil, ministérios que assinam a portaria e entidades vinculadas, como representantes da agricultura familiar e do setor de manipulação. Ele tem a missão de monitorar e avaliar o Programa Nacional, assim como de verificar a ampliação das opções terapêuticas aos usuários e a garantia de acesso a plantas medicinais e fitoterápicos e serviços relacionados pelo SUS. Dentre outras ações, o Comitê vai incentivar a promoção à pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e inovações nas diversas etapas da cadeia produtiva.

*A portaria 2.960 é interministerial e também foi assinada pela Casa Civil; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Cultura, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Integração Nacional e Meio Ambiente.

Fonte: Ministério da Saúde.

Alimentação matinal é tema de curso de culinária

II Edição de Prática Culinária ocorre em Porto Alegre

II Edição de Prática Culinária ocorre em Porto Alegre

Nesta segunda-feira, 12 de janeiro, acontece a II Edição de Prática Culinária: cozinha integral e vegana, na Associação Cristã Feminina de Porto Alegre. Desta vez a idéia central, “Delícias Matinais”, traz várias propostas de alimentos para iniciar o dia com alimentos saudáveis e energizantes.

A empolgação dos alunos no final da I Prática que tratava da Ceia Tropical fez com que surgisse a nova edição do curso que acontece no mesmo local, rua Santo Antônio, 259, bairro Floresta, em Porto Alegre (RS), das 14 às 18h.

Desta vez quatro temáticas a serão colocadas em prática durante a tarde de aula: alimentos vivos, tortas sem açúcar, biscoitos crocantes e cremes e patês. O encontro inicia com uma pequena explanação teórica. Em seguida vem a elaboração dos alimentos e a posterior degustação e confraternização dos participantes.

Alimentos vivos

No ítem alimentos vivos, os alunos irão aprender a fazer o suco da luz do sol ou suco de clorofila, difundido pela professora Ana Branco. Maçã, verduras, raízes e sementes germinadas são a base do suco, mas o sabor característico deve-se à combinação dos ingredientes entre si. A escolha dos nutrientes será feita pelos participantes, conforme o paladar e a melhor adequação a cada um.

“Há pessoas com menor tolerância a pepino, estas podem substituí-lo por cenoura. Aqueles que apresentarem sensibilidade às folhas de couve podem usar em seu lugar outras de coloração escura, característica que indica a concentração de cálcio, como o dente-de-leão”, explica Cláudia Dreier que faz o suco quase diariamente desde o inverno de 2005.

Além do suco o mousse de frutas com linhaça, o milk-shake de gergelim e o muesli integram o ítem alimentos vivos.

Tortas sem açúcar de cana, utilizando a frutose presente nas frutas é a proposta do módulo seguinte. Biscoitos assados e cremes para acompanhá-los completa a mesa matinal e nutritiva a ser saboreada pelos alunos no final da tarde.

Informações geraisO investimento total do curso, que inclui aula teórica e prática, cartilha de receitas e degustação, é de R$50,00. As inscrições devem ser feitas até sexta-feira pela manhã pelo telefone (51) 9819 9897 ou pelo mail claudreier@yahoo.com.br com depósito em conta corrente ou pagamento no local do curso, para garantir a vaga.

Assentado da Paraíba vendeu 75 toneladas de polpas de frutas em 2008

A fábrica de polpas de frutas congeladas do assentado Joaquim Luiz da Silva começou a funcionar no início de 2007, dando emprego e renda à mulher, a dois filhos e a outras quatro pessoas do Projeto de Assentamento Canudos, no município de Cruz do Espírito Santo, a 55 quilômetros de João Pessoa. Agora, a família comemora a venda de 75 toneladas do produto durante o ano de 2008 e já faz planos para aumentar a produção da fábrica e conquistar novos clientes.

Segundo Silva, a idéia inicial era aproveitar apenas a polpa do caju plantado em larga escala em assentamentos da região da Zona da Mata paraibana, mas a iniciativa teve tanto sucesso que, em menos de um ano de funcionamento da fábrica, além do caju, a família passou a comprar abacaxi, manga, maracujá, graviola, acerola, cajá e mangaba de 12 assentamentos vizinhos. A fábrica absorve ainda a produção de assentamentos de outros municípios, num raio de mais de 100 quilômetros. Ao todo, 10 empregos diretos e outros 30 indiretos dependem da fábrica de polpas.

“Antes havia muito desperdício. Do caju só era aproveitada a castanha e grande parte da produção das outras frutas também se perdia. Agora, estamos aproveitando tudo”, contou o assentado. A fábrica já possui 45 clientes fixos, incluindo escolas públicas de quatro municípios da região, um hospital e uma rede de lanchonetes da capital paraibana. “Estamos tentando fechar negócio com um rede de supermercados de João Pessoa”, acrescentou Silva.

A Polyfrutas, registrada no Ministério da Agricultura e no Conselho Regional de Química, produz atualmente cerca de 13 toneladas de polpa de fruta por mês, mas tem capacidade para produzir 30 toneladas.

Entre os projetos para 2009 estão: a aquisição de uma máquina embaladora automática com capacidade para embalar até quatro toneladas de polpa por dia e a compra de 10 congeladores para serem colocados em pontos de venda espalhados por João Pessoa. Seu Joaquim explicou que a máquina vai permitir a fabricação de embalagens com 100 gramas de polpa – atualmente as polpas são vendidas apenas em embalagens de um quilo. “Com estas embalagens menores vamos dar uma alavancada nas nossas vendas e, com certeza, conquistar mais clientes”, afirmou.

Esforço compensado

De acordo com Seu Joaquim, foram sete anos de muita economia para construir a fábrica com recursos próprios. Apenas o túnel de congelamento, com capacidade para 20 toneladas, foi adquirido com recursos do Banco do Nordeste.

Joaquim Silva explica que o negócio é gerido por ele e dois filhos. Um deles cuida da organização da produção; o outro é o administrador da fábrica. “O administrador sempre se mantém atualizado sobre o mercado e atento às licitações anunciadas pelas prefeituras paraibanas. A fábrica está presente com os produtos da reforma agrária, competindo com grandes empreendimentos”, disse o assentado.

Os desafios da reforma agrária

O superintendente regional do Incra na Paraíba, Frei Anastácio, disse que o novo desafio da autarquia é reestruturar os assentamentos paraibanos e oferecer assistência técnica contínua para torná-los mais produtivos e para que iniciativas como a de Seu Joaquim se multipliquem.

Em dezembro, o Incra/PB firmou contratos com entidades prestadoras de serviços de assistência técnica que vão beneficiar quase 6.900 famílias de 144 assentamentos da reforma agrária de todas as regiões do estado com melhorias na organização, beneficiamento e comercialização da produção. Além disso, serão elaborados ainda 25 Planos de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento (PDA) e seis Planos de Recuperação de Projetos de Assentamento (PRA).

“Precisamos criar condições para que a produção dos assentamentos não seja voltada apenas para a subsistência e comercialização nas feiras agro-ecológicas que já existem em João Pessoa, Campina Grande e no Sertão. Queremos que os assentados disputem espaço no mercado consumidor convencional, com produção através do desenvolvimento sustentável”, explicou Frei Anastácio.

Fonte: MDA.

Orgânicos terão selo oficial no primeiro semestre de 2009

“A implementação do selo do governo federal que permitirá ao consumidor identificar os produtos orgânicos nas prateleiras dos supermercados deverá ocorrer no primeiro semestre deste ano.” A previsão é da coordenadora substituta de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina Saminêz.

Em 2008, foram publicadas duas instruções normativas que contribuirão para a regulamentação da agricultura orgânica brasileira. A que implementa a Comissão Nacional de Produção Orgânica, ao conferir novas atribuições às comissões nas unidades da federação e a que regulamenta os sistemas orgânicos de produção animal e vegetal. Com isso, mais três instruções precisam ser publicadas no Diário Oficial da União (DOU). São elas: de mecanismo de controle da garantia da qualidade orgânica, de extrativismo sustentável orgânico e de processamento de produtos orgânicos.

De acordo com Saminêz, a agricultura orgânica é importante para a economia brasileira, principalmente nos aspectos social e ambiental. “No manejo, o produtor procura minimizar o impacto da ação produtiva sobre o meio ambiente, ao obter um produto diferenciado que lhe proporcionará maior retorno econômico”, enfatizou.

Os produtores têm até 28 de dezembro de 2009 para se adequarem ao sistema, pois o decreto de regulamentação dos orgânicos, publicado em dezembro de 2007, estabeleceu o prazo de dois anos para os agricultores.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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