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Brasil sedia encontro de produtores mundiais de pimenta-do-reino

Pará é o maior produtor de pimenta-do-reino do país

Pará é o maior produtor de pimenta-do-reino do país

O Brasil sedia em dezembro próximo, em Belém do Pará, a 37ª Sessão da Comunidade Internacional da Pimenta-do-Reino (IPC). Participam do evento representantes dos seis principais produtores mundiais, Índia, Indonésia, Malásia, Sri Lanka e Vietnã, além da delegação brasileira. A reunião tem por objetivo promover, coordenar e harmonizar atividades relacionadas à economia do produto.

O estado do Pará foi escolhido por ser o maior produtor de pimenta-do-reino do país, com mais de 80% de toda a produção. O Brasil está sediando o evento pela segunda vez. Em 2001 a capital paraense também havia recebido os maiores produtores do mundo.

O Brasil chegou a liderar a produção mundial de pimenta-do-reino no início da década de 1980. Vários fatores, como os preços baixos e o alto custo dos insumos desistimularam muitos brasileiros de plantarem a pimenta. Hoje a liderança está com o Vietnã, país que sediou a última sessão, no ano passado. Logo atrás vem Indonésia e Índia. O Brasil é o quarto maior produtor, com 13% do total, mas é o segundo colocado entre os exportadores.

Com origem na Índia, a pimenta-do-reino foi introduzida no Brasil em 1933, por imigrantes japoneses que se fixaram no município de Tomé-Açu (Pará). A produção estadual chega a 40 mil toneladas, cerca de 90% do total brasialeiro. Os maiores consumidores da pimenta brasileira são os Estados Unidos e a Europa. É a mais importante especiaria comercializada no mundo, usada como condimento e nas indústrias de carnes e conservas. Agricultores familiares são os principais produtores.

Texto: Redação Vida Sustentável.

Projeto proíbe transgênicos na alimentação escolar em Porto Alegre

 Mais de 56 mil estudantes da capital gaúcha devem ser beneficiados

O vereador Beto Moesch (PP) protocolou na terça-feira, dia 10 de março, na Câmara Municipal de Porto Alegre, projeto de lei que proíbe a utilização de alimentos geneticamente modificados nas refeições servidas nas 95 escolas municipais de Porto Alegre. Mais de 56 mil estudantes devem ser beneficiados. A iniciativa conta com o apoio da organização não-governamental (ONG) ambientalista Greenpeace.

“Ainda não há comprovação de que os transgênicos não apresentam riscos futuros à saúde da população, dos animais e do meio ambiente”, afirma o parlamentar. Para ele, os alunos da rede pública devem ser protegidos em respeito ao princípio da precaução.

A proposta também prevê o estímulo ao uso de produtos isentos de agrotóxicos no cardápio das unidades de ensino. Segundo Moesch, o consumo de alimentos orgânicos, além de saudável, é educativo, pois coloca a comunidade escolar em contato com um sistema de produção que busca manejar de forma sustentável os recursos naturais.
 
Fonte: EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais.

Conheça os benefícios dos chás e temperos

Muitos problemas podem ser prevenidos com a utilização correta dos chás e temperos

Muitos problemas podem ser prevenidos com a utilização correta dos chás e temperos

Má digestão, hipertensão, gripes, resfriados, colesterol alto… Muitos desses sintomas, e outros tantos, podem ser prevenidos com uma alimentação saudável e o uso de temperos e chás em nosso dia-a-dia. Nossos avós sempre tinham chás e temperos plantados em sua horta ou em um vaso, pois sabiam dos seus benefícios para a saúde.

Hoje, as pesquisas têm comprovado a eficácia de muitas plantas que já eram utilizadas a milhares de anos por muitos povos que conheciam suas propriedades curativas. Estas plantas são dotadas de princípios ativos, de vitaminas, de sais minerais e por isso são capazes de contribuir na promoção da saúde, equilíbrio e disposição.

Mas é necessário que tenhamos cuidado quanto ao tempo de utilização de um mesmo chá e às contra-indicações. Na dúvida é sempre importante consultar um médico.

Só utilize plantas de boa procedência. Observe se foi bem desidratada, se é realmente a planta que necessitas. Respeite as quantidades e o tempo de uso.

Conheça os principais chás e temperos que você pode encontrar na loja Grão Natural, em Porto Alegre/RS.

Aipim Folha – pó de folhas

Babaçu – pó

Banchá (Camelia sinensis)

Carvão Vegetal – pó

Carvão Vegetal – cápsulas

Catuaba pó

Chá de Abacateiro (Persea gratissima gaerin) – folhas

Chá de Alcachofra (Cynara scolymus)

Chá de Alcaçuz

Chá de Alecrim (Rosmarinus officinalis)

Chá de Alfafa (Medicago sativa) – pó de folhas

Chá de Amoreira (Morus nigra)- folhas

Chá de Arnica do Mato (Chaptalia nutans) – folhas

Chá de Artemísia (Chrysanthemum parthenium) – folhas

Chá de Arruda (Ruta graveolens) – folhas

Chá de Bardana (Arctium lappa) – folhas

Chá de Boldo ( Coleus barbatus) – folhas

Chá de Buva (Erigeu bonariensis) – folhas

Chá de Cabelo de Milho (Zea mays) – folhas

Chá de Calêndula (Calendula officinalis) – flores

Chá de Cacau – casca

Chá de Camomila (Matricaria chamomilla) – flores

Chá de Capim Cidreira (Cimbopogon citratus) – folhas

Chá de Carqueja (Bacharis articulata) – folhas

Chá de Carquejinha (Bacharis trimera) – folhas

Chá de Casca de Nozes

Chá de Catinga de Mulata (Tanacetum vulgare) – folhas

Chá de Cavalinha (Equisetum arvense)

Chá de Centela (Centella asiática L.) – folhas

Chá de Cimicifuga (Cimicífuga racemosa)

Chá-De-Bugre (Cascaria sylvestris) – folhas

Chá Digestivo – Composição de sete ervas aromáticas digestivas

Chá Emagrecedor – Composição de sete ervas emagrecedoras

Chá Habu (Cassia torosa) – sementes

Chá Preto

Chá Verde (Camelia sinensis)

Chá de Chapéu-De-Couro (Echinodorus macraphyllum) – folhas

Chá de Cipó-Mil-Homens (Aristolachia triangularis)

Chá de Coronilha

Chá de Dente-De-Leão (Taraxacum officinale W.) – folhas

Chá de Equinácea

Chá de Erva Baleeira (Cordia verbenacea)

Chá de Erva Cidreira (Aloysia triphylla) – folhas

Chá de Erva-de-Bicho (Polygonum hidropiper L.) – folhas

Chá de Erva-de-São João (Hypericum perfuratum)

Chá de Erva-de-Santa Maria (Chenopodium ambrosioides)

Chá de Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia) – folhas

Chá de Eucalipto Cidró (Eucalyptus citriodora) – folhas

Chá de Funcho (Foeniculum vulgare M.) – sementes

Chá de Gengibre

Chá de Ginko Biloba (Giinkgo biloba) – folhas

Chá de Graviola

Chá de Guaco (Mikania cordifolia) – folhas

Chá de Hibisco

Chá de Hortelã (Mentha spp) – folhas

Chá de Insulina (Sphagneticola trilobata) – folhas

Chá de Jurubeba (Solanum paniculatum L.)

Chá de Laranjeira (Citrus sinensis O.) – folhas

Chá de Laranja Azeda

Chá de Levante (Mentha citrata)

Chá de Losna (Artemisia absinthium)

Chá de Louro (Laurus nobilis)

Chá de Malva (Malva parviflora / Malva sylvestris)

Chá de Malva Cheirosa (Pelargonium graveolens)

Chá de Manjericão (Ocimum basilicum)

Chá de Manjerona (Majorana hortensis / Origamum majorana)

Chá de Maracujá – (Passiflora) – folhas

Chá de Macela /Marcela (Achyrocline satureiocides) – flores

Chá de Melissa (Melissa officinalis L.)

Chá de Mil-em-Rama (Achillea millefolium L.)

Chá de Miraruíra

Chá de Murta (Blepharocallyx salicifolius)

Chá de Nogueira (Juglans regia L.) – folhas

Chá de Pariparoba (Piper rohrü)

Chá de Pata de Vaca (Bauhinia forfica L.)

Chá de Picão Preto (Bidens pilosa L.)

Chá de Poejo (Mentha pulegiun ) – folhas

Chá de Porangaba

Chá de Quebra-Pedra (Phyllantus spp.) – folhas

Chá de Quebra-Tudo (Callea serrata) – folhas

Chá de Quina (Cinchona sp.)

Chá de Quitoco

Chá de Ruibarbo

Chá de Sabugueiro (Sambucus nigra)

Chá de Salsa (Petroselinum sp.) – raiz

Chá de Salsaparrilha (Smilax spp)

Chá de Sálvia (Salvia officinalis)

Chá de Sene

Chá de Sete Sangrias (Cuphea spp.)

Chá de Taiuiá (Cayaponia tayuya)

Chá de Tansagem (Plantago major)

Chá de Tomilho

Chá de Unha de Gato

Chá de Uxi Amarelo

Composto Energético (marapuama, catuaba, ginseng e guaraná) – pó

Dolomita (fonte de cálcio e magnésio) – pó

Gengibre

Ginseng – pó

Ginseng Panax – pó

Guaraná – pó

Guaraná – cápsulas

Ilex – pó

Marapuama – pó

Nó-de-Cachorro – pó

Semente de Mostarda

Sene – pó

Fonte: site Grão Natural.

Conheça Quinua, o grão que ganha espaço na mesa do brasileiro

Cereal contém todos os aminoácidos essenciais que nosso corpo não fabrica

Cereal contém todos os aminoácidos essenciais que nosso corpo não fabrica

A quinua desembarcou aqui há pouco tempo. Foi a partir de 2004 que ela começou a ser importada do deserto Uyuni, nos Andes bolivianos. O local fica a 3.800 metros acima do nível do mar e no inverno a temperatura pode atingir 30 graus negativos. A quinua plantada em outros lugares não tem as mesmas características nutricionais desta, cultivada em seu local de origem, onde o solo, o clima, os ventos, a salinidade do ar e a altitude são muito peculiares.

“A quinua, além de ser ótima fonte de carboidratos de baixo índice glicêmico, vitaminas, minerais e gordura saudável, contém todos os aminoácidos essenciais que nosso corpo não fabrica e que são precursores das proteínas: histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, valina e arginina”, afirma a nutricionista Mariana Reis, da unidade de São Paulo da Rede de Clínicas Anna Aslan.

“Essas proteínas, formadas pelos aminoácidos, são indispensáveis para o melhor rendimento e elasticidade das fibras musculares, recuperação de tecidos e células, manutenção dos órgãos, da pele e do sistema imunológico, bem como para a produção de hormônios e enzimas”, destaca a nutricionista. Geralmente, um legume, uma verdura, um cereal ou uma fruta pode apresentar determinado aminoácido essencial em quantidade significativa e ter carência dos demais. A quinua reúne todos.

Fonte: Clínicas Anna Aslan.

Hortelã pode combater doenças causadas por falta de saneamento


Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) descobriram que a hortelã pode ajudar no tratamento de doenças relacionadas à falta de saneamento. De acordo com o professor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UnB, Jean Kleber Matos, a hortelã tem um princípio ativo chamado óxido de piperitenona que mata amebas e giardias, os germes responsáveis por sintomas como dor de barriga, febre, vômito e diarréia, entre outros.

De acordo com o professor, existem em farmácias remédios com o princípio ativo da hortelã, mas as pessoas podem usar a folha fresca para se proteger das doenças cusadas por esses germes

A dose diária da planta, de modo geral, deve ser de 8 gramas. Uma medida bem prática para saber a dose adequada ao consumo é a quantidade de erva que se consegue esconder na mão fechada. Essa é a dose para um copo de 300 mililitros (ml) ou uma xícara de chá, mas não se pode passar de três xícaras por dia”, explicou.

Jean Kleber Matos disse que não se deve exagerar porque a hortelã também pode causar queda de pressão arterial. Quem tem pressão normal, não pode exagerar na dose, acrescentou.

Uma das maneiras de evitar a contaminação por esses germes é limpar bem os alimentos, principalmente folhas, não comer alimentos mal cozidos ou crus.

Texto de Roberta Lopes, repórter da Agência Brasil.

Pesquisa avaliou pão de forma com adição de linhaça

Pão de Linhaça

Pão de Linhaça

A indústria alimentícia tem oferecido ao consumidor muitas opções para aquisição de pães, dentre estas estão os pães enriquecidos e os integrais. A linhaça é um alimento com alegação funcional que vem se destacando pela presença do Omega-3, fibra solúvel e proteína, porém seu consumo é pequeno devido à falta de hábito e também por escassez de informação dos consumidores. Unindo essas informações, a pesquisa “Características físico-químicas, nutricionais e sensoriais do pão de forma com adição de grãos de linhaça” elaborou pães com adição de grãos de linhaça nas concentrações de 0% a 9% com objetivo principal de avaliar a qualidade do produto e sua respectiva aceitação pelos consumidores.

O estudo, de autoria da nutricionista Neila Camargo de Moura, e orientado pela professora Solange Guidolim Canniatti Brazaca, fora desenvolvido no Laboratório de Bromatologia e no Laboratório de Análise Sensorial, ambos do departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ).

“As propriedades físicas dos pães também foram avaliadas a partir da textura, volume e cor. As características sensoriais foram analisadas através de teste de aceitabilidade, realizado em padaria com 116 provadores e também pela Análise Descritiva Quantitativa (ADQ) com 13 outros provadores treinados”, salienta a pesquisadora. Para viabilizar as ações, os pães foram confeccionados em planta de panificação experimental da escola SENAI “Mário Dedini”, localizada em Piracicaba/SP. Em laboratório, a ADQ se configurou em uma etapa mais criteriosa.

“A partir de um recrutamento, 15 provadores, 13 mulheres e 2 homens, descreveram as sensações percebidas em relação à aparência, aroma, sabor e textura. Após a etapa de levantamento de atributos, uma discussão em grupo foi realizada sob a supervisão de um líder, com o objetivo de agrupar os termos semelhantes que melhor descrevessem as amostras de pães”, diz a nutricionista.

Assim, o levantamento desses atributos fora realizado a partir de uma análise estatística que englobou 4 categorias: Aparência (cor da casca, cor do miolo, uniformidade, formato, tamanho e concentração de linhaça); Aroma (característico, intensidade, adocicado, acentuado); Sabor (característico, salgado, adocicado, amargo, suave e sabor de gordura) e Textura ( macio, crocante, consistente). Entre as amostras que receberam adição de linhaça, a amostra com 9% foi a melhor aceita pelos provadores e, na análise em laboratório, essa amostra apresentou médias superiores às demais em relação a maioria dos atributos levantados.

A pesquisa ainda trabalhou em outra frente, a rotulagem. “O rótulo é responsável por trazer dados importantes do produto para o consumidor como nome, peso, características e data de validade. Porém há algumas informações que, segundo a ANVISA, devem estar obrigatoriamente no rótulo”, lembra a pesquisadora. Assim, fora elaborado um rótulo nutricional conforme exigência da legislação para pães de forma com a adição de sementes de linhaça.

“Considera-se que este tipo de rotulagem facilita ao consumidor conhecer as propriedades nutricionais dos alimentos, contribuindo para um consumo adequado dos mesmos. Considera-se que a informação que se declara na rotulagem nutricional complementa as estratégias e políticas de saúde dos países em benefício da saúde do consumidor”, reforça.

Por Caio Albuquerque, da USP/ESALQ.

Jovens debatem crise alimentar na Assembléia Geral da ONU

Pelo menos 923 milhões de pessoas estão passando fome no mundo

Pelo menos 923 milhões de pessoas estão passando fome no mundo

Cerca de 800 estudantes estão reunidos na Assembléia Geral da ONU para debater os efeitos da crise mundial alimentar.

Os participantes do evento, que dura até esta sexta-feira (6), são alunos da Escola Internacional das Nações Unidas, Unis, e representam seis continentes.

Sobrevivência

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos, PMA, pelo menos 923 milhões de pessoas estão passando fome no mundo.

Um número inaceitável, como afirmou o Secretário-Geral da ONU, no discurso de abertura do evento, nesta quinta-feira.

Ban Ki-moon lembrou que a comida não é somente uma mercadoria e que a agricultura não se resume a um negócio. Ambas são fundamentais à sobrevivência. Segundo ele, a compreensão de que toda pessoa tem direito à alimentação é um imperativo de ordem humanitária.

Filme

A ONG Oxfam Internacional afirma que as crises alimentar e financeira lançaram mais 119 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza.

Os jovens e adolescentes que participam do encontro na Assembléia Geral vão apresentar ainda um filme sobre as causas e efeitos da crise alimentar mundial.

Texto de Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Especialistas discutem diretrizes para a Agroecologia


A Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju/SE encerra nesta quinta-feira (5) reunião de técnicos e especialistas para a elaboração das diretrizes do Termo de Referência em sistematização de experiências e conhecimentos. O projeto vai conciliar o sistema e o conhecimento agroecológico, que está disperso nos centros de pesquisas, nas universidades e entre os produtores rurais.

“Diversas instituições e produtores rurais têm trabalhado com a Agroecologia, mas sem sistematização. Esse Termo funcionará como um guia para as pesquisas nesta área”, explica o pesquisador da Embrapa e vice-presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (Aba)/Região Nordeste, Amaury da Silva dos Santos.

Agroecologia

A ciência já recebeu diversas denominações. Ela engloba um  conjunto de princípios ecológicos básicos, que promovem a transição da agricultura convencional para estilos de agricultura com base ecológica. E que, ao mesmo tempo, sejam produtivos, economicamente viáveis, corretamente políticos, éticos e preservem o meio ambiente de forma socialmente justa.

Por Lis Weingärtner do MAPA, com informações da Embrapa.

Biofach/2009: negócios da agricultura familiar podem atingir US$ 8,9 milhões

Biofach/2009 foi realizada em Nuremberg, Alemanha.

Biofach/2009 foi realizada em Nuremberg, Alemanha.

Expectativas de atingir US$ 8,9 milhões em negócios. Este é o resultado que os agricultores familiares de dez cooperativas brasileiras trazem na bagagem ao retornar da Biofach, maior feira de negócios do setor orgânico internacional. O evento ocorreu entre 19 e 22 de fevereiro em Nuremberg, na Alemanha.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) apoiou a participação destes agricultores na feira. Durante quatros dias, foram fechados negócios da ordem de US$ 1,2 milhão. Os outros US$ 7,7 milhões são resultado de negociações abertas entre empresários e agricultores durante a feira e que poderão gerar comercializações futuras.

Países como Alemanha, Japão, Estados Unidos, França, Grécia, Inglaterra, Triângulo das Bermudas, Noruega, México, entre outros, visitaram o estande do MDA e conheceram os empreendimentos da agricultura familiar. Ao todo, o local recebeu visitas de representantes de mais de 21 países e 104 empresas ou instituições envolvidas com o comércio de produtos orgânicos.

Seis das dez cooperativas brasileiras fizeram sua estréia na feira: Cooperativa Agrícola Resistência de Cametá (CART); Cooperativa Agropecuária do Litoral Norte (COOPEALNOR); Cooperativa Agropecuária de Produção e Comercialização Vida Natural (COOPERNATURAL); Cachaçaria Weber Haus; Cooperativa de Produtos Orgânicos da Amazônia (COOPOAM); e Central de Cooperativas Apícolas do Semiarido brasileiro (Casa Apis).

Sucesso brasileiro

Segundo o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA (SAF), Arnoldo de Campos, o estande do MDA, com 61 metros quadrados, despertou a atenção pela diferenciação e diversidade. “Para a maioria dos países, os produtos brasileiros são uma novidade, apresentam sabores diferentes e de grande potencial”, afirma.

Produtos como cacau; castanha; mel; café; frutos do cerrado, da caatinga e da amazônia; óleos de buriti, pequi, macaúba, entre outros, tiveram uma boa aceitação entre os visitantes da Biofach 2009.

Campos afirmou, com base na avaliação das lideranças do setor de orgânicos presentes na feira, que a crise financeira pouco afetou o mercado mundial desse segmento produtivo. “Nas apresentações, eram unânimes as afirmações de que a produção orgânica é parte da solução para a crise financeira e ambiental que o mundo está envolvido. Por causa disso, a animação com as perspectivas de negócios é grande”, relatou.

Oficina

O Brasil apresentou na Biofach 2009 uma oficina sobre o mercado de orgânicos do País. Mais uma vez, a agricultura familiar foi destaque, com a apresentação da iniciativa Caatinga Cerrado, que é um projeto conjunto do governo brasileiro (por intermédio do MDA e outros ministérios) com o governo alemão e organizações da agricultura familiar dos biomas Caatinga e Cerrado.

Na apresentação, foi mostrada a diversidade de produtos dos dois biomas, os seus potenciais e qualidades, assim como a diversidade de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares que, juntos, caracterizam a riquíssima e pouco conhecida sociobiodiversidade dessa parte do Brasil.

A oficina foi organizada pelo Planeta Orgânico, entidade que organiza a Biofach América Latina, que ocorrerá em outubro deste ano em São Paulo. Esse evento também contará com grande participação do MDA e dos empreendimentos da Agricultura Familiar.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Alimentos funcionais podem reduzir óbitos por doenças cardiovasculares no Brasil

Cerca de 32% de todos os óbitos que ocorrem no Brasil são causados pelas doenças cardiovasculares. Isso representa 820 óbitos por dias e mais de 300 mil a cada ano. E é para conscientizar a sociedade da gravidade desse problema que ocorre no próximo dia 19, no Campus Piracicaba da ESALQ/USP, o III Simpósio Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (SBAF). Este ano o Simpósio terá como tema central: “Alimentos Funcionais na Redução do Risco de Doenças Cardiovasculares”. Segundo seus organizadores, de cada 100 mil habitantes, ocorrem 160 mortes ligadas a essa causa. Um número altíssimo se comparado, por exemplo, com o Japão, onde esse índice cai para apenas 42 óbitos dentro do mesmo grupo populacional.

A doença cardiovascular é a principal causa de morte em países desenvolvidos, explica a professora do departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, Jocelem Mastrodi Salgado. Ela enfatiza que a utilização de alimentos funcionais pela população, poderia reduzir muito esse risco, propiciando, inclusive, a diminuição dos gastos públicos com a saúde.

Entre os principais fatores de risco estão os clínicos e os ambientais. Como clínicos, destacam-se níveis elevados de colesterol, hipertensão arterial, obesidade, diabetes Miellitus, menopausa, níveis elevados de homocisteína, aumento da resistência à insulina e hereditariedade. Já, entre os fatores ambientais estão dieta, tabagismo, sedentarismo e estresse. A sociedade Brasileira de Cardiologia (Funcor) estima que aproximadamente 42% dos adultos brasileiros possuem colesterol alterado e 15% são hipertensos.

A inscrições estão abertas no site da SBAF. Maiores informações podem ser obtidas através do e-mail sbaf@sbaf.org.br ou pelo telefone (19) 3422-6123. Veja a programação completa do III Simpósio Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais aqui.

Texto da redação de Vida Sustentável.

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