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Nova pesquisa mostra crescimento da obesidade no Brasil

O brasileiro está mais obeso. Em 10 anos, a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros. Os dados inéditos divulgados nessa segunda-feira (17/4) fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais do país. O resultado reflete respostas de entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53.210 pessoas maiores de 18 anos das capitais brasileiras.

Segundo a pesquisa, o crescimento da obesidade é um dos fatores que pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que piora a condição de vida do brasileiro e podem até matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e o de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.

“O Ministério da Saúde tem priorizado o combate à obesidade com uma série de políticas públicas, como Guia Alimentar para População Brasileira. A alimentação saudável aliada a prática de atividade física nos ajudará a reduzir a incidência de doenças como diabetes e hipertensão na população”, declarou o ministro Ricardo Barros.

O Vigitel, realizado pelo Ministério da Saúde desde 2006, auxilia para conhecer a situação de saúde da população e é utilizado como base para planejar ações e programas que reduzam a ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis, melhorando a saúde do brasileiro.

Excesso de peso e obesidade – A obesidade aumenta com o avanço da idade. Mas mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. Excesso de peso também cresceu entre a população. Passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Já é presente em mais da metade dos adultos que residem em capitais do país.

A pesquisa também mostra a mudança no hábito alimentar da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão diminuiu 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016. E apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

Menos refrigerantes – Entre as mudanças positivas nos hábitos identificados na pesquisa está a redução do consumo regular de refrigerante ou suco artificial. Em 2007, o indicador era de 30,9% e, em 2016 foi 16,5%

A população com mais de 18 anos está praticando mais atividade física no tempo livre. Em 2009, 30,3% da população fazia exercícios por pelo menos 150 minutos por semana, já em 2016 a prevalência foi de 37,6%. Nas faixas etárias pesquisadas, os jovens de 18 a 24 anos são os que mais praticam atividades físicas no tempo livre.

Incentivo a hábitos saudáveis –  O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Assim que assumiu o Ministério da Saúde, Ricardo Barros publicou uma Portaria proibindo venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio e prontos para o consumo dentro das dependências do Ministério. A pasta também participou da assinatura da portaria de Diretrizes de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nos Serviço Público Federal. Sugerida pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a diretriz orienta formas da alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho do serviço público federal. Além disso, constrói uma campanha pela adoção de hábitos saudáveis chamada Saúde Brasil.

O Ministério da Saúde também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. Durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, realizado em março em Brasília, o país assumiu como compromisso deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

Outra ação para a promoção da alimentação saudável foi a publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira. Reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada, a publicação orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados.

Em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o Ministério também conseguiu retirar mais de 14 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos. O país também incentiva a prática de atividades físicas por meio do Programa Academia da Saúde com mais 4 mil polos habilitados e 2.012 com obras concluídos.

Queda da Mortalidade – O conjunto de ações do Governo Federal, com expansão do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além das ações de promoção da saúde, já impacta na queda de óbitos precoce por Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra uma redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos).

“Aumentamos a identificação das Doenças Crônicas Não Transmissíveis na população, o acesso a assistência, com consultas e busca ativa e também a assistência aos medicamentos para controle o que já demonstra redução significativa nas mortes prematuras por estas doenças. Isso mostra o bom funcionamento das políticas públicas de saúde atingindo a população como um todo”, completou o ministro Ricardo Barros.

Com isso, o Brasil já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022. A meta inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022. Anualmente doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, diabetes e câncer respondem por 74% dos óbitos e são a primeira causa de mortes no país.

Fonte: Portal Saúde – Ministério da Saúde.

Plataforma #ChegaDeAgrotóxicos é lançada no Brasil

Foi lançada no último dia 16/03  a plataforma online #ChegaDeAgrotóxicos. A ferramenta é uma estratégia de mobilização da sociedade na luta contra os retrocessos que podem colocar ainda mais venenos na mesas da famílias brasileiras.

Preocupadas com o chamado Pacote do Veneno – uma série de medidas que visam liberar ainda mais o uso de agrotóxicos no Brasil –, diversas organizações da sociedade se juntaram para construir a plataforma #ChegaDeAgrotóxicos. O site recolhe assinaturas contrárias ao Projeto de Lei 6299/2002, do agora ministro da agricultura Blairo Maggi, e divulga informações sobre os riscos dos agrotóxicos.

Carla Bueno, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, explica o objetivo deste movimento: “Queremos alertar a sociedade para o enorme risco que estamos correndo caso o Pacote do Veneno seja aprovado. Nossa proposta é a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA), que é composta por uma série de medidas que restringem os agrotóxicos e podem nos livrar do posto de maior consumidor de venenos do mundo”.

A PNaRA foi construída há mais de dois anos, numa parceria entre a sociedade civil e o governo, no contexto da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Na época não pôde ser implementada pois foi vetada pelos ruralistas. Entre as medidas contidas na PNaRA, estão o fim das isenções fiscais para agrotóxicos, e a criação de zonas livres de agrotóxicos e transgênicos para incentivar a agroecologia no Brasil.

“O agronegócio, além de ser 100% dependente do uso de agrotóxicos, representa um grande entrave para o desenvolvimento da agroecologia e a produção de alimentos saudáveis. É preciso dar um basta nos ruralistas, e iniciar uma transição do modelo de produção agrícola em nosso país e para isso a Reforma Agrária se coloca na ordem do dia”, afirma Carla.

Projetos de Lei

As assinaturas recolhidas no site chegadeagrotoxicos.org.br irão servir como pressão para barrar o Projeto de Lei 6299/2002. Nele, há uma proposta de revogação da atual lei de agrotóxicos, e a criação de uma lei de “defensivos fitossanitários”, que acabaria inclusive com o nome “agrotóxico”. Desta forma, todo o perigo representado por estas substâncias ficaria oculto. Além disso, o texto abre brechas para aprovação de novas substâncias que provocam câncer, mutação genética e má-formação fetal.

Ao mesmo tempo, o conjunto de organizações que lançou a plataforma pretende apoiar a aprovação do Projeto de Lei 6670/2016, que institui a PNaRA. O projeto é uma iniciativa da sociedade civil, que propõe mais de 100 medidas para reduzir os agrotóxicos no Brasil.

A plataforma #ChegaDeAgrotóxicos é assinada pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, Greenpeace, Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Associação Brasileira de Agroecologia, Articulação Nacional de Agroecologia, Aliança Pela Alimentação Saudável, Aliança de Controle do Tabagismo, Central Única dos Trabalhadores, Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, FIAN Brasil, Fiocruz, Fórum Brasileiro de Segurança e Soberania Alimentar, Idec, Slow Food e Via Campesina.
Fonte: Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Pequenas indústrias produtoras de orgânicos terão apoio do SEBRAE

O SEBRAE está lançando um novo programa para beneficiar pequenas indústrias produtoras de orgânicos. O Programa Estadual de Alimentos e Bebidas, contará com 15 projetos. Entre eles está o Desenvolver as Indústrias de Produtos Orgânicos do Estado do Rio Grande do Sul. O objetivo é beneficiar 30 empreendimentos que produzam alimentos e bebidas orgânicos certificados.

De acordo com o coordenador da carteira de alimentos e bebidas do SEBRAE/RS, Roger Klafke, o projeto irá trabalhar, especialmente, sobre dois pilares. “Vamos atuar na questão estratégica e, principalmente, ajudando na prospecção de clientes. Um produto orgânico, que pelo seu perfil artesanal era mais viável ser um negócio de pequenas empresas, hoje já conta com grandes corporações atuando fortemente neste mercado. Há uma maior competitividade e necessidade de reposicionamento e de união dos pequenos”.
No fundo, o programa visa o desenvolvimento das indústrias e agroindústrias especializadas nos orgânicos, além das que produzem alimentos com alto valor agregado. Roger Klafke explica que há um grande número de produtores no Estado. “Temos inclusive um aumento na procura por esses produtos, portanto, nosso trabalho irá auxiliar as indústrias a captar esses clientes”, diz ele. Já, a técnica da Regional Metropolitana do SEBRAE/RS, Jociane Ongaratto, que atuará na gestão dos projetos, destaca que “ao longo do ano, as empresas selecionadas terão acesso às consultorias especializadas, workshops, rodadas de negócio e participarão das principais feiras do setor”.
Por Redação Vida Sustentável com informações do SEBRAE/RS.

Mapa lança material com técnicas de cultivo de alimentos orgânicos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou recentemente o projeto “Fichas Agroecológicas: Tecnologias Apropriadas para a Produção Orgânica” que visa disponibilizar informações técnicas sobre tecnologias apropriadas aos sistemas orgânicos de produção, de forma resumida, em linguagem simples e acessível aos produtores rurais. Como princípios básicos para a aprovação de uma ficha estão o de que a tecnologia divulgada esteja de acordo com os princípios e normas estabelecidos pela legislação brasileira da produção orgânica e que seja resultado de processos gerados ou validados por pesquisas científicas, ações de construção participativa do conhecimento ou de experiências práticas dos produtores.

Cinco mil exemplares impressos serão distribuídos em núcleos de agroecologia, universidades e projetos de extensão. Nesse material, estão reunidas informações sobre manejo de solo, preparo de insumos para controle animal e vegetal, manejo das plantas espontâneas e de adubação verde, entre outras tecnologias de cultivo de alimentos orgânicos.

Há planos de que o material seja permanentemente atualizado. Os pesquisadores que quiserem colaborar poderão encaminhar contribuições para organicos@agricultura.gov.br.

Segundo Virgínia Lira, chefe da Divisão de Desenvolvimento da Agroecologia e Produção Orgânica do ministério, o conteúdo apresenta uma linguagem simples e de fácil compreensão, visando “socializar o conhecimento da agroecologia com produtores e técnicos e estimular a construção e a divulgação de novas tecnologias”.

O material está disponível no site do Ministério da Agricultura e os links diretos estão disponíveis abaixo.

Clique aqui para acessar as fichas de fertilidade do solo e nutrição de plantas

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Clique aqui para acessar as fichas de sanidade vegetal

02sanidade

Clique aqui para acessar as fichas de práticas conservacionistas

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Clique aqui para acessar as fichas produção vegetal

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Fonte: Ministério da Agricultura e Portal Brasil.

Feira da Reforma Agrária no Rio de Janeiro promove debate sobre transgênicos e agrotóxicos

“Alimentação não é só um ato biológico. É um ato político”. Com essas palavras, Nívia da Silva resumiu o espírito da 8ª Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes. Aberto ao público, o evento reuniu no Centro do Rio de Janeiro, entre os dias 5 e 7 de dezembro, centenas de pessoas, que tiveram a oportunidade de adquirir alimentos saudáveis e participar de debates e atividades culturais. Promovida pelo Movimento Sem Terra (MST) e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), a Feira levou o nome do agricultor e militante do MST assassinado por pistoleiros em 2013, Campos dos Goytacazes (RJ).

Durante o evento, foram comercializadas mais de 100 toneladas de alimentos, produzidas por agricultores familiares camponeses de assentamentos da reforma agrária. “Criamos a Feira para aproximar o campo e a cidade. Queremos mostrar à população urbana que os assentamentos produzem alimentos e com muita diversidade”, explicou Nívia, que trabalhou na coordenação da Feira e é membro da direção do MST.

Entre as atividades realizadas no último dia da Feira estava uma roda de conversa sobre o modelo de produção agrícola baseado no uso de agrotóxicos e transgênicos. Fernanda Nogueira, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), ressaltou que, mesmo o câncer sendo fruto de múltiplos fatores, há evidências mostrando a relação entre o aumento dos casos da doença e o uso de agrotóxicos, citando especificamente a leucemia em crianças, os linfomas e o câncer de cérebro, estômago, próstata e mama.

Para a tecnologista do Inca, também é preciso deixar claro que “a exposição ao agrotóxico não é de responsabilidade do agricultor, mas fruto de um sistema que o leva a usar esses produtos”. Na sua avaliação, é necessário dar maior visibilidade a esse problema e pensar em estratégias de comunicação que levem esse debate a toda a sociedade.

O agrônomo da AS-PTA Gabriel Fernandes lembrou que, desde a colonização, o país é marcado pela concentração fundiária, problema agravado pela monocultura. Criticou a aposta do país no setor de agronegócio e na produção de commodities, que geram grandes impactos, ambientais e sociais. “O agronegócio diz que, graças a eles, tem aumentado a produção de alimentos. Mas o que vemos é que ainda persiste a fome no mundo e, por outro lado, como resultado de uma alimentação doente, há cada vez mais casos de obesidade”.

Quanto aos transgênicos, Gabriel destacou que, apesar de serem apresentados como a “nova promessa da Revolução Verde”, estudos mostram que a realidade é diferente: “Vemos no campo que, cada vez mais, as plantas se tornam resistentes aos agrotóxicos”. Lembrou ainda que esta tecnologia é privada e está nas mãos de poucas empresas multinacionais: “Por isso, é cada vez mais necessário que os agricultores guardem suas sementes para poder manter sua autonomia”. Por último, assinalou a importância de fortalecer as redes de defesa dos agricultores familiares, da reforma agrária e da agroecologia.

Durante a roda de conversa, a nutricionista Juliana Casimiro, do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, destacou que há um processo de homogeneização de hábitos alimentares, “com uma comida cada vez mais artificializada e envenenada”. Acrescentou que esse debate tem que ser levado para o cotidiano das pessoas: “Nosso principal problema não é falta de informação, e sim excesso de informação desencontrada. A população fica confusa e tem dificuldade de fazer escolhas”. Lembrou ainda que o Brasil é recordista no uso de agrotóxicos e que muitos desses pesticidas já são proibidos em outros países.

Juliana afirmou também que é preciso ficar atento à biofortificação dos alimentos, que estão, inclusive, sendo distribuídos na merenda escolar. “É preciso mesmo ´fortalecer´ os alimentos? Essas tecnologias despolitizam o debate sobre a questão da fome e da desnutrição, que são problemas históricos”.  A nutricionista defendeu ainda as feiras como “um espaço de resistência da nossa biodiversidade”.

Pensando em desafios imediatos e espaços de participação, os participantes da roda de conversa indicaram a consulta pública aberta pela Anvisa, que trata de sua própria agenda regulatória, e também a proposta de projeto de lei que cria a Política Nacional para a Redução de Agrotóxicos (PNARA), que já foi apresentada ao Congresso Nacional.

Fonte: AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia.

13ª Semana de Agricultura Orgânica de Campinas terá grande programação cultural

A 13ª Semana de Agricultura Orgânica de Campinas, que tem como tema a ‘defesa da autonomia alimentar e da produção sustentável’ terá uma vasta programação que vai tratar do avanço da agricultura orgânica na região.
O evento, organizado pela A Cidade Orgânica, acontece entre os dias 17 e 23 de outubro de 2016.
Neste ano, o evento toma novas proporções graças à consolidação da rede e do trabalho colaborativo entre organizações e profissionais do setor, e traz uma programação rica e variada relacionada ao tema. Haverá discussões sobre produção, consumo e políticas públicas, além de palestras, oficinas, exposição de filmes e outras atividades culturais que acontecerão em diversos locais do município.
Parceiros voluntários também organizarão uma série de eventos paralelos pela cidade, com o intuito de discutir, vivenciar e popularizar o acesso aos alimentos orgânicos.
Um dos pontos fortes do evento é a Cerimônia de Abertura, dia 17/10, no CIS Guanabara, que fará homenagem aos 25 anos da Associação de Agricultura Natural de Campinas – ANC, pioneira nas atividades voltadas para a agricultura orgânica na região.
Ao longo da semana também haverá discussões sobre produção orgânica e utilização de agrotóxicos, avanços e desafios para a comercialização, encontro com grupos de consumo e cursos sobre cultivo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), certificação participativa, entre outros.
Além disso, através de oficinas diversas, o público poderá conhecer de perto a diferença entre produtos orgânicos e não orgânicos, aprender a fazer pães com fermento natural, suco verde e até participar da caminhada ecológica (20/10) ou da visita à Fazenda Santa Elisa (Instituto Agrônomo – IAC), no dia 21/10 das 9h às 12h.
Paralelamente, as tradicionais feiras semanais de produtos orgânicos também terão programações especiais. Entre elas estão a Feira do Parque Ecológico, do Bosque do Jequitibá e a Feira Pé na Roça, que acontece às sextas-feiras no CIS Guanabara.
Serviço
Programação completa no Facebook
Facebook A Cidade Orgância
MAIS INFORMAÇÕES: Giovanna Fagundes | tel: [19] 3235 1566| Email: acidadeorganica@gmail.com
Realização: ANC; CATI; IAC;; RAU – Unicamp; Verde Água; Brotou no Chão; CIS Guanabara; Unicamp; Sindicato Rural de Campinas; EMBRAPA, PREAC – Unicamp.
Fonte: Carta Campinas.

Brasil vai participara da maior feira de orgânicos do mundo

A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) vai selecionar 13 empreendimentos para participarem da edição 2017 da BioFach, de 15 a 18 de fevereiro, em Nuremberg, na Alemanha. O evento é considerado a maior e mais importante feira de orgânicos no mundo. Os selecionados vão expor no estande Brasil – Family Farming.
Principal entrada para o mercado europeu, a edição de 2016 atraiu 2,2 mil expositores de 126 países, mais de 100 mil produtos foram expostos e o público chegou a 42 mil visitantes. São importadores, exportadores, distribuidores, atacadistas e redes varejistas.
A feira é uma vitrine da agricultura familiar brasileira para todo o planeta. A Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) participou do evento nos anos de 2014 a 2016. A gerente de vendas da Coopeacre, Melise Santos de Souza, fala dos frutos dessas participações. “Na BioFach 2016, fechamos contratos com empresas europeias. Outro benefício foi que conseguimos exportar as castanhas para Estados Unidos, Austrália e estamos em negociação com Alemanha”, disse.
Para a analista de políticas públicas da Sead, Heloísa Batista Correia Fontes, a importância da feira vai além da exposição de produtos. “É, principalmente, um espaço de reflexão sobre o setor e onde se lança as tendências internacionais para a agricultura familiar”, observa.

Relevância
A Sead estimula a participação de agricultores familiares em feiras internacionais. A BioFach, especialmente, por tratar de orgânicos, fonte de alimentação saudável e segura. “A feira faz parte das estratégias da Secretaria Especial para impulsionar o cooperativismo, gerar renda e agregar valor aos produtos da agricultura familiar do Brasil”, explica Heloísa Fontes.
A participação da Sead inclui, além da promoção dos produtos no estande, participação em espaços de discussão paralelos à feira e fórum de expositores, por exemplo. Além de reuniões dos expositores com possíveis clientes e visitas técnicas.

Inscrições
A Chamada de Seleção para a BioFach 2017 está aberta até o dia 12 outubro de 2016.
Por Victor Michel, Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário.

Educação de qualidade só se contrói através da agroecologia

Foto: MST/Bahia

De 15 a 17 de setembro aconteceu o 18º Encontro Estadual de Educadores e Educadoras do MST, no Centro de Treinamento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Salvador, com 350 profissionais da educação que atuam em dez regiões do estado nos assentamentos e acampamentos de Reforma Agrária.

O Encontro trouxe como lema “Educação do Campo: por uma escola agroecológica e da classe trabalhadora”, que se ampliou a partir de diversas rodas de conversa e temas debatidos em plenária pelos educadores e educadoras.

Jozenilza Figueiredo, do coletivo estadual de educação, acredita que a agroecologia tem sido um debate importante a nível nacional dentro do MST, por ser mais um instrumento de luta que compõe a Reforma Agrária Popular e que traz em sua centralidade a alimentação saudável.

“Esse debate precisa ser apropriado por nós enquanto educadores e educadoras do Movimento, já que entendemos a escola como um espaço central para expandi-lo. É nesse intuito que o Movimento juntamente com os setores de produção, de saúde e os demais traz esse debate à tona”, explicou.

Simbologia

A simbologia das lutas populares esteve presente no encontro através das ferramentas de trabalho, dos gritos de ordem, atividades culturais e das crianças que participaram de diversas atividades na Ciranda Infantil sobre a agroecologia e o cuidado com a natureza.

Além disso, o atual cenário político brasileiro foi discutido e problematizado, tendo como ponto pricinpal, o Programa Escola Sem Partido do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

Zena afirmou que o Programa quer amordaçar a construção política dos movimentos e organizações populares do campo e cidade, porque ele destrói todas as conquistas que obtivemos no plano de uma educação crítica e autônoma. “Essa proposta não nos permite ocupar as salas de aula com as construções coletivas da classe trabalhadora. Somos contra a tudo isso e nosso encontro nos ajudou a refletir mais sobre”.

A luta da classe trabalhadora em defesa de uma educação do campo de qualidade ocupou as mesas de discussões e ao final, os educadores se comprometeram a fortalecer o coletivo estadual de educação do MST consolidando frentes de atuação a partir das modalidades de ensino, como educação infantil, adolescência e juventude.

Durante o encontro, diversas representações públicas estaduais e nacionais marcaram presença, como a secretária de promoção da igualdade racial, Fábia Reis, e o deputado federal Valmir Assunção (PT).

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia.

Cooperativa de assentados gaúchos aposta em novos produtos orgânicos

Foto: Keila Reis

Uma das principais linhas produtivas dos assentamentos da região metropolitana de Porto Alegre (RS) – o arroz agroecológico –, está em exposição mais uma vez na 18ª Feira da Agricultura Familiar, durante a 39ª Expointer, que ocorre até domingo (4) na cidade de Esteio (RS).

Em busca de novos mercados, a Cooperativa de Produtores Orgânicos da Reforma Agrária de Viamão (Coperav) inovou neste ano, oferecendo farinhas de arroz com certificação orgânica e panificados elaborados com esse tipo de produto. Entre os itens mais vendidos estão o bolo de mandioca/aipim e de laranja e os cupcakes feitos com farinha de arroz  – na média de 20 unidades de cada, todos os dias. A lista inclui pacotes (500 gramas) de farinha de arroz branca e integral, pacotes de arroz orgânico arbóreo e vermelho, biscoitos a base de trigo e aipim (congelado e higienizado).

A cooperativa apostou em novas receitas a fim de atrair um público específico, principalmente aquele com restrições ou intolerâncias a algum tipo de substância (como o glúten, por exemplo). “No ramo dos panificados, temos uma boa oferta na agricultura familiar. Procuramos um produto diferenciado, com valor agregado, que o mercado absorve tranquilamente. Conseguimos fornecer ao consumidor por um preço mais acessível, já que deriva da nossa produção principal, que é o arroz agroecológico”, comenta o responsável pelo setor de vendas da Coperav, Guilherme Vivian. Após participarem por três anos consecutivos da Expointer, em 2015 os cooperados preferiram investir em aperfeiçoamento para apresentar os  produtos derivados do arroz nesta edição. “É uma oportunidade de negócio porque abre muito mercado. Aqui temos contato direto com o cliente”, acrescenta Guilherme.

Um dos interessados é o empresário Alexandre Debus Hefler, que pretende inaugurar um armazém de produtos coloniais em novembro próximo, na cidade de Novo Hamburgo. Ao prospectar fornecedores na Feira, ele conheceu o arroz (com destaque ao vermelho) e a farinha da Coperav. “Meu objetivo é olhar oportunidades de pequenos agricultores para disponibilizar aos meus clientes um produto natural. Meu foco é o orgânico, porque além de ter boa aceitação, remete à ideia de saúde, qualidade de vida e longevidade. Hoje, as pessoas têm um nível de consciência mais avançado e se preocupam com isso”, justifica.

O estande da Coperav também foi visitado, na última terça-feira (30/8), por um grupo de estudantes e professores da Escola da Família Agrícola de Caxias do Sul. Eles conhecem o trabalho dos assentados de Viamão, pois a agricultura orgânica integra a grade curricular. A professora Heloísa Camello salienta que, na Expointer, a turma teve a oportunidade de conferir uma das últimas etapas da cadeia produtiva – a comercialização.

Coperav
Há dois anos a cooperativa vêm se especializando na fabricação de farinhas, com o objetivo de reaproveitar os subprodutos do arroz agroecológico. A presidente da entidade, Rose Canzarolli, explica que “é uma forma de transformar o que sobra em alimento”. O grão quebrado ou menor não é selecionado (a legislação prevê apenas 7% deles em um quilo de arroz) e segue para o engenho. Segundo Rose, em todas as receitas de pães, biscoitos e cucas, feitas com farinha de trigo, é adicionado cerca de 30% de farinha de arroz. O próximo desafio é a produção de macarrão de farinha de arroz.

Os alimentos são comercializados em feiras ou por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar – em contratos com escolas de Viamão, Porto Alegre, Alvorada, Gravataí, Cachoeirinha, Balneário Pinhal, Cidreira, Capivari do Sul e Palmares do Sul. Somente de arroz são vendidos entre 8 mil e 10 mil quilos por mês.

A Coperav é formada por 184 famílias do assentamento Viamão/Filhos de Sepé e mais 14 agricultores familiares. Conta com uma agroindústria de panificados, outra de vegetais e o moinho.

Veteranos
O pavilhão da agricultura familiar na Expointer reúne 227 empreendimentos, dos quais nove são da reforma agrária. Seis deles em estandes: Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan – localizada em Nova Santa Rita), Cooperativa da Agropecuária Cascata (Cooptar – em Ronda Alta), Agroindústria Mãe Natureza (de Pedras Altas), Agroindústria Familiar Camponês (de Jóia), Bionatur (Candiota), além da Coperav. Elas oferecem arroz orgânico, salames e embutidos, queijos e bebidas lácteas, panificados e sementes orgânicas.

Outros três representantes estão na praça de alimentação do pavilhão: a Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap – Eldorado do Sul), que há 16 anos oferece o tradicional carreteiro (prato típico gaúcho com arroz agroecológico), e os sucos naturais das famílias Camargo (assentada em Viamão) e Zatti (de assentamentos de Nova Santa Rita).

Para Antônio Camargo Fernandes, a Expointer é uma vitrine para a reforma agrária e para os assentamentos. “É um espaço muito bom, onde podemos mostrar tudo que produzimos e fazemos. As vendas são boas, mas o melhor mesmo é a vitrine”, afirma ele, que vende sucos desde a primeira Feira da Agricultura Familiar, há 18 anos.  Animado, o assentado comemora o aumento das vendas, 10% superior às do ano passado.

Por: Assessoria de Comunicação Social do Incra/RS

Rio Grande do Sul ganha mais feiras orgânicas ou ecológicas

Pesquisa recente mostra o aumento do número de feiras orgânicas ou ecológicas Rio Grande do Sul: são 89 feiras no interior e sete em Porto Alegre, registradas e divulgadas pela Comissão Estadual da Produção Orgânica (Ceporg), por Organizações Não-Governamentais (ONGs) e pela Emater/RS-Ascar. “Está em negociação, pelos membros do Ceporg, a realização de um segundo levantamento para atualizar também o número de agricultores ecológicos e disponibilizar esses dados para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec)”, disse o responsável pela pesquisa, Ari Uriartt, assistente técnico estadual de Agroecologia da Emater/RS-Ascar.

Já nos supermercados, a estimativa é de que 1,8% dos itens comercializados sejam ecológicos ou agroecológicos. As feiras ecológicas têm atraído cada vez mais consumidores, pois são espaços de comercialização de alimentos saudáveis e promovem a cultura, proporcionando troca-troca de sementes e o turismo rural, divulgando atrativos e ainda a possibilidade do público consumidor vivenciar as lidas do campo e as práticas agroecológicas.

Mas o principal motivo que fideliza o público é o contato direto entre produtor e consumidor, estreitando conhecimentos, interagindo e criando uma relação de confiança que só pode ser vivida e compreendida na prática.

Certificação Participativa

Para fortalecer essa confiança, os próprios agricultores, que têm essa visão da agroecologia e que se dedicam a essa prática de produzir alimentos em harmonia com a natureza, se organizam em redes participativas com o propósito certificar a produção ao lado de técnicos e consumidores, que visitam uns aos outros e compartilham ideias e conhecimento. É um trabalho colaborativo.
Há duas formas colaborativas de certificação conforme o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg): Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (Opac) e Organizações de Controle Social (OCS).

No Rio Grande do Sul há vários desses grupos, como a Opac Rama, que integra 70 famílias de municípios da Região Metropolitana, em especial Porto Alegre e Viamão, e é reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Mapa). Há também a Opac Litoral Norte que reúne seis famílias de agricultores associados à Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas (Coomafit), ambas com ação direta da Emater/RS-Ascar, na prestação de orientações e Assistência Técnica e Social.

As OCSs estão organizadas com a finalidade de garantir a comercialização direta em feiras e para os programas federais de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA). “Há no Estado um bom número de OCSs reconhecidas”, afirma Uriartt, ao citar as organizações de agricultores ecológicos/orgânicos sediadas em Pelotas, Lajeado, Porto Alegre e Soledade. “Hoje, mais de 50% das OCSs que estão operando passaram pelas mãos dos nossos colegas da Emater”, complementa Ari, ao citar a OCS Rio Grande Ecológico, de Rio Grande, e a EcoNorte, de São José do Norte, que abrangem os pescadores da Ilha dos Marinheiros e do Distrito Povo Novo, que comercializam na feira do Produtor do Cassino, realizada todos os sábados, no canteiro central da avenida Atlântica, próximo à antiga estação rodoviária do Cassino, e cuja produção é também entregue para a merenda escolar.

Há ainda no RS as OCs de Arroio do Meio e de Sapiranga, que mantêm visitas periódicas de avaliação de conformidade de produção orgânica, garantindo, para os agricultores e principalmente para os consumidores, alimentos com a qualidade definida pelas normativas e pelo mercado, cada vez mais exigente.

“Produzir de forma ecológica requer conhecimento, dedicação e uma visão da propriedade como um todo, provocando mudanças inclusive de hábitos cotidianos de não desperdício de água e energia elétrica, até de aproveitamento integral dos alimentos”, observa Uriartt, ao destacar que produzir orgânicos é uma questão de perfil e de compromisso com a qualidade de vida de todos.

Aumento da produção e do consumo
A produção orgânica é registrada em 22,5% dos municípios brasileiros e vem crescendo. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2013 havia 6.700 unidades de produção orgânica. Hoje o número chega a 14.449 unidades. Para a organização da produção orgânica brasileira, o Ministério conta com as Comissões de Produção Orgânica (CPOR) nos estados, formadas por 578 entidades públicas e privadas, entre elas a Emater/RS-Ascar, que coordenam ações de fomento à essa agricultura, sugerindo a adequação das normas de produção e o controle da qualidade, ajudando na fiscalização e propondo políticas públicas para o desenvolvimento do setor.

A produção orgânica de alimentos tem vários sinônimos, como agroecológica, da permacultura, natural, biodinâmica, ecológica e até mesmo proveniente de agroflorestas. Independente da denominação, produzir e consumir alimentos considerados limpos tem sido priorizado em vários países e inclusive no Brasil. Isso porque a produção de alimentos orgânicos traz consigo valores que ultrapassam o simples ato de produzir mais e com altas produtividades.

Na agricultura orgânica, a qualidade é um princípio fundamental. Nela se insere também o respeito à cultura e aos saberes locais, a preocupação com a preservação da biodiversidade, prioriza os mercados consumidores locais, a não aceitação de trabalho infantil e escravo e, principalmente, não utiliza agrotóxicos e produtos químicos solúveis e não contém Organismos Geneticamente
Modificados (OGMs), ou Transgênicos.
A produção orgânica engloba todos os alimentos, desde frutas, legumes, grãos e até criações. A avicultura colonial, por exemplo, está crescendo, baseada num sistema de criação em transição para o orgânico, ou seja, os animais são criados soltos e não estabulados, e há maior atenção para a densidade, que é menor do que a criação convencional de aves. Na região de Porto Alegre, há inclusive algumas propriedades com certificação de avicultura orgânica, respeitando o padrão da Instrução Normativa (IN) 46/2011, que estabelece o Regulamento Técnico para os Sistemas Orgânicos de Produção Animal e Vegetal.

O cultivo de morango em substrato orgânico também é outro trabalho que a Emater/RS-Ascar incentiva, assim como a agrofloresta, proposta que alia produção de hortigranjeiros, ou frutas, ou ainda criações, com a preservação da mata nativa. De acordo com dados do Cadastro Florestal do RS, de agosto de 2015, o Estado possui sete Unidades Agroflorestais cadastradas, com registro de manejo junto à Divisão de Licenciamento Florestal (Debio), antigo Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap), vinculado à Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. No total, são em torno de 110 hectares de sistemas florestais legalmente manejados.

A posse desse registro na Debio permite ao produtor manejar, cortar e aproveitar na propriedade produtos madeiráveis, como o louro, o angico branco, a cabriúva e a canjerana, e os não madeiráveis, como laranja e bergamota, de onde se extrai suco e óleo essencial, através do raleio, e também como as frutas nativas, como butiá da praia, araçá, pitanga e jabuticaba.

“Todas essas práticas fazem parte do Programa de Agricultura de Base Ecológica, que por sua vez é parte do Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica, também conhecido como Rio Grande Agroecológico, cujas ações são executadas pela Emater”, destaca Ari Uriartt, assistente técnico estadual de Agroecologia da Emater/RS-Ascar.

Por Adriane Bertoglio Rodrigues – especial para a EcoAgência.

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