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Alimentos que atuam na preveção do câncer

Para muitas pessoas, ter ou não um câncer é uma questão de destino. Será? Um estudo publicado na edição de dezembro de 2011 do British Journal of Cancer apontou que 45% dos casos de câncer em homens e 40% dos casos de câncer em mulheres poderiam ser evitados com a adoção de hábitos de vida saudáveis. Dentre esses hábitos, um que se destaca é a alimentação. De acordo com a nutricionista Priscila Cheung, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), uma dieta equilibrada previne não só o desenvolvimento de um câncer, mas de outras inúmeras enfermidades. “Alguns alimentos, entretanto, apresentam destaque quando o assunto é combater a multiplicação de células doentes”, afirma. Confira quais são eles:

Brócolis
Um estudo publicado na revista Molecular Nutrition & Food Research já comprovou a atuação dos brócolis na prevenção do câncer. “Graças a diversos compostos, como o fitoquímico sulforafano, eles têm a capacidade de destruir células cancerígenas e deixar as demais intactas”, explica a nutróloga Tarama Mazaracki, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Na pesquisa, homens com câncer de próstata que consumiram o vegetal apresentaram inibição de determinada enzima que também é alvo de medicamentos para tratamento da doença. Resultados similares também puderam ser vistos em mulheres com câncer de mama, em estudo divulgado na reunião anual da American Association for Cancer Research.

Chá verde
Queridinho de quem está de dieta, o chá verde não ganha destaque somente por acelerar o metabolismo e evitar a formação de coágulos nas artérias. “A bebida também é rica em antioxidantes, que atuam na prevenção do câncer”, explica o nutrólogo Roberto Navarro, da ABRAN. Isso é o que mostra um estudo divulgado pela Cancer Prevention Research que acompanhou a progressão do câncer de próstata em homens que passaram a tomar cápsulas de uma substância encontrada no chá. Outra pesquisa, da Chun Shan Medical University, em Taiwan, ainda destacou importante atuação do chá verde contra o câncer de pulmão. Segundo ela, uma única xícara por dia reduz em 13 vezes o risco de fumantes desenvolverem a doença.

Alho e cebola
“Alho e cebola pertencem a um mesmo gênero de alimentos que são fonte de determinado fitoquímico envolvido na capacidade de excreção de compostos carcinogênicos”, aponta a nutricionista Priscila. Em outras palavras, esses alimentos auxiliam na eliminação de toxinas que favorecem o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o câncer. Um estudo publicado no International Journal of Cancer aponta para redução do risco de câncer de intestino, enquanto que uma pesquisa divulgada pelo Epidemiology Biomarkers & Prevention relacionou o consumo dos alimentos a menor probabilidade de câncer de pâncreas.

Tomate
Muitas pessoas associam o tomate à prevenção do câncer de próstata. Não é à toa: o alimento é fonte de licopeno, carotenoide que confere alto grau de proteção contra a oxidação celular, explica a nutricionista Priscila. Segundo ela, é preferível comer o tomate após o aquecimento e acompanhado de uma gordura, como o azeite, para facilitar a absorção da substância pelo organismo. Molho de tomate, portanto, é a melhor escolha para obter o nutriente. Tais benefícios foram comprovados por inúmeros estudos. Entre eles, um publicado no British Journal of Nutrition e conduzido por especialistas da University of Portsmouth, no Reino Unido.

Cenoura
“A cenoura contém uma substância chamada carotenoide, atuante no combate a radicais livres que, quando em excesso, levam a mutações celulares capazes de originar um câncer”, explica o nutrólogo Roberto. Tal ação se mostra eficaz principalmente na prevenção do câncer de mama, como mostra um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute que acompanhou mais de 6 mil mulheres. Acerola, abóbora e manga são outras boas fontes desse nutriente.

Uva
Fonte de polifenois, a casca e a semente da uva são outros bons aliados no combate aos efeitos dos radicais livres, aponta a nutróloga Tamara. Para prevenção do câncer, entretanto, não é recomendado obter o nutriente bebendo vinho, pois o álcool pode anular os efeitos anticancerígenos do alimento. Um estudo publicado no Cancer Prevention Research descobriu que o resveratrol aumenta a produção de uma enzima que destrói compostos orgânicos de estrogênio perigosos. Como esse tipo de câncer é hormono-dependente, o controle dos níveis de estrogênio é fundamental para impedir sua evolução.

Frutas vermelhas
Frutas vermelhas, como a framboesa e a amora, são ricas em antocianinas, fitonutrientes que retardam o crescimento de células pré-malignas e evitam a formação de novos vasos sanguíneos que poderiam estimular o crescimento de um tumor. Um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry mostrou que o consumo desses alimentos reduzir o risco de desenvolver câncer de boca, câncer de mama, câncer de cólon e câncer de próstata.

Fonte: Minha Vida

Corantes causam câncer – Saiba quais alimentos você deve parar de dar aos seus filhos imediatamente

Balas, doces, massas, iogurtes, bebidas, carnes…
É cada vez mais comum encontrarmos alimentos que levam corantes artificiais.
Os motivos são os mesmos: dar mais sabor, melhorar a aparência e estimular o apetite do consumidor.

Países mais conscientes, como Áustria e Noruega, proibiram o uso de corantes artificiais em alimentos e ainda exigiram uma etiqueta de advertência para os alimentos que contêm ingredientes sintéticos.

Já na Grã-Bretanha, o alerta aparece nos rótulos, expondo os riscos que as crianças que consomem alimentos com corante correm.

Um exemplo é o comportamento hiperativo e o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Mas até onde esses alimentos são perigosos?

Para este post, trouxemos quatro motivos pelos quais você deve evitar o consumo de corantes artificiais.

1. São feitos de petróleo

Dá para acreditar nisso?

Alguns corantes “comestíveis” vêm de uma fonte de combustível, o petróleo – que, mesmo consumido em pequena quantidade, não é nada saudável.

Ah, vamos mais além: saiba também que muitas bebidas energéticas e outras populares, como refrigerante e misturas em pó contêm corantes derivados do petróleo.

As balas doces e coloridas que encantam tanto as crianças também levam esses corantes.

2. São cancerígenos

Só para você ter ideia, os corantes vermelho 40 e amarelo 5 e 6 contêm benzeno, que é cancerígeno.

Embora a maioria dos países proíbam o uso de alimentos que tenham benzeno, as empresas americanas continuam comercializando livremente os corantes vermelhos e amarelos em muitos alimentos (como as balinhas vermelhas e amarelas de certas marcas bem famosas).

Até alguns macarrões e queijos processado são tingidos de corante amarelo  6, a fim de obter aquela cor chamativa na comida.

Mas o câncer não é a única ameaça.

Estudos ligam o consumo de corantes artificiais a diversos problemas de saúde, como:

– Reações alérgicas

– Obesidade

– Asma

– Diabetes

– Danos cromossômicos

– Hipoglicemia

– Danos em órgãos

– Defeitos de nascença​

3. Provocam hiperatividade nas crianças

Muitos estudos foram feitos até que fosse comprovada a relação entre crianças hiperativas e o consumo de corantes artificiais.

Na Austrália, uma pesquisa feita com 200 crianças mostrou que 75% delas tiveram melhoria no comportamento depois que tiraram os corantes da dieta.

Além disso, essas crianças tiveram mais concentração nas atividades diárias.

4. Estrogênio

Corantes amarelo 6 e tartrazina têm reações parecidas com o estrogênio no corpo humano.

Qual a consequência disso?

Algo muito ruim para a saúde.

Entenda: altos níveis de estrogênio, independentemente da fonte, podem contribuir para o desenvolvimento de câncer de mama e diminuir a quantidade de espermatozoides, por exemplo.

Para terminar, uma dica: sempre leia os rótulos.

Se na composição houver corantes artificiais, descarte, para o bem de sua saúde e de sua família, esse alimento.

Fonte: Tabloide.info.

Corrida Ecológica de Porto Alegre confirmada para 16 de abril 2016

Para a alegria dos amantes da corrida e da natureza a 3ª Corrida Ecológica de Porto Alegre já tem data marcada. A prova que vem encantando os corredores com seu belo percurso terá sua próxima edição no dia 16 de abril, a partir das 16h, e, claro, trará novamente consigo a Corridinha Ecológica Kids, fazendo a festa dos pequenos. Mais uma vez o evento acontece no Parque Gabriel Knijnik (Estrada Amapá, 2300, Bairro Nonoai, Porto Alegre – RS).

O parque possui uma grande área de preservação, com diversas espécies de fauna e flora, sendo possível também avistar o Morro do Osso e o Morro Teresópolis, uma das mais lindas paisagens da capital gaúcha.

Este ano a Corrida Ecológica de Porto Alegre tem como tema o ReciclaPOA, com o objetivo principal de sensibilizar a população para o descarte correto dos resíduos sólidos. Lançado pela Prefeitura de Porto Alegre, através do DMLU, em 07 de julho de 2015, a campanha tem como foco a ampliação da separação e o correto descarte dos resíduos.

Atualmente, cerca de 100 toneladas de recicláveis são recolhidas diariamente pelos caminhões da Coleta Seletiva e encaminhadas para as Uni-dades de Triagem, que empregam formalmente cerca de 800 pessoas. Se todos os porto-alegrenses separassem corretamente seus resíduos, aproximadamente 320 toneladas diárias estariam sendo encaminhadas para as UTs, gerando mais emprego, mais renda e reduzindo os impactos ao meio ambiente. Segundo os organizadores, a ideia principal é que os corredores, juntamente com as crianças, levem este conceito dos 3 Rs (Reduzir, Reciclar e Reutilizar) para casa e, desta forma, ajudem a cidade de Porto Alegre.


A corrida adulta terá distância de 6 km e 9 km, enquanto a Corridinha Ecológica Kids terá distâncias variadas, de acordo com a faixa etária. As inscrições do primeiro lote, com desconto, terão início no dia 25 de janeiro, estendendo-se até o dia 06 de março, e devem ser feitas em www.valedoesporte.com.br. Os inscritos terão direito a Kit do Atleta, composto por camiseta, número de peito e chip. A entrega dos kits acontecerá no dia 16 de abril, no local do evento, das 13h às 15h.

Os cinco primeiros colocados no geral, nos gêneros masculino e feminino, receberão troféus. Já os três primeiros nas faixas etárias (15 a 19 anos, 20 a 24 anos, 25 a 29 anos, 30 a 34 anos, 35 a 39 anos, 40 a 44 anos, 45 a 49 anos, 50 a 54 anos, 55 a 59 anos, 60 a 64 anos, 65 anos ou mais) receberão medalhas. Tanto no geral, quanto nas faixas etárias os vencedores poderão também receber outros prêmios. Todos os atletas inscritos que completarem a prova receberão medalha finisher. Além disso, as três maiores equipes em número de participantes terão direito a troféus, sendo possível ainda receber prêmio dos patrocinadores. As três maiores equipes receberam um Troféu alusivo ao evento.

A 3ª Corrida Ecológica de Porto Alegre e a 3ª Corridinha Ecológica Kids de Porto Alegre têm organização e arbitragem de LGOE Multieventos, contando com o apoio da Federação Gaúcha de Triathlon e da Prefeitura de Porto Alegre.

Fonte: Vale do Esporte.

Bons motivos para dar cor à alimentação com beterrabas

Dá cor, dá sabor e, acima de tudo, dá saúde. A beterraba é um dos alimentos chave de uma alimentação saudável e equilibrada. Dona de uma cor inconfundível, a beterraba é um dos alimentos com mais nutrientes, menos calorias e um vasto leque benefícios para a saúde.

Por cada cem gramas de beterraba, são fornecidas 40 kcal, um valor bastante aceitável face à quantidade de vitaminas e minerais que dispõe: vitamina C e B6, antioxidantes, ferro, sódio, potássio, magnésio, betaína, fibra dietética, diz o site World Healthiest Foods.

A beterraba é uma fonte nata de licopeno, um antioxidante que ajuda a manter a elasticidade da pele, deixando-a, também, protegida de agressões externas, como a exposição solar. Ainda a nível de antioxidantes, este alimento possui dois amigos do coração: os carotenoides e os flavonoides, ambos essenciais para uma boa saúde cardiovascular, assim como os nitratos, igualmente presentes.

As fibras existentes na beterraba ajudam, ainda, na redução dos níveis de colesterol mau (LDL), aumentando o bom (HDL) e exercem ainda um impacto positivo na regulação dos níveis de sangue, sendo um alimento importante para as pessoas com Diabetes tipo 2.

A betaína, a metionina e a beta-cianina que compõem a beterraba fazem deste alimento um dos mais ativos no processo de desintoxicação do sangue, deixando-o fluído e limpo de impurezas.

Segundo o site, o consumo deste tubérculo está associado a menores riscos de câncer, uma vez que se trata de um alimento que inibe a formação de células cancerígenas.

Os níveis de ferro fazem da beterraba um dos elementos obrigatórios para combater e tratar a anemia. Mas os seus benefícios vão ainda mais longe: previne a prisão de ventre, previne a demência, previne as inflamações, ajuda na perda de peso e fortalece o crescimento do cabelo.

Fonte: Notícia ao Minuto.

Ministério da Justiça multa empresas por esconder transgênicos de consumidor

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, multou seis fabricantes de alimentos por não informar no rótulo dos produtos – com um T maiúsculo dentro de um triângulo amarelo – o uso de ingredientes transgênicos, como determina a legislação. A medida resulta de fiscalizações realizadas por Procons estaduais em 2010 e a decisão foi publicada no final de dezembro do ano passado. Somadas as multas chegam a quase R$ 3 milhões, mas as empresas ainda podem recorrer.

Análises laboratoriais comprovaram a presença de ingredientes geneticamente modificados nos produtos recolhidos em supermercados de várias localidades do país. As sanções variam de R$ 277,4 mil, no caso da empresa J. Macedo, fabricante da mistura para bolo sabor coco Dona Benta, a pouco mais de R$ 1 milhão, no caso da Bimbo do Brasil, fabricante do bolo sabor artificial de baunilha.

Para a Senacon, as empresas lesaram os consumidores de todo o país ao violar o direito a informação, liberdade de escolha e proteção contra práticas abusivas. Além das multas, foi recomendada a modificação dos rótulos, garantindo a informação adequada sobre o uso de produtos transgênicos.

Os outros produtos são: mistura para panqueca Salgatta Panqueca (Oetker); Biscoito recheado sabor morango Bono (Nestlé); salgadinho de trigo sabor bacon Baconzitos (Pepsico); e biscoito recheado Tortinha de Chocolate e Cereja (Adria).

A nutricionista e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ana Paula Bortoletto, considera que essa decisão reforça o cumprimento da legislação que obriga a rotulagem de alimentos transgênicos. “Reitera o entendimento do Ministério da Justiça de que todos produtos que utilizam ingredientes transgênicos, independentemente da quantidade, devem trazer essa informação nos rótulos”, afirmou.

“Essas empresas devem pagar a multa e, principalmente, aquelas que não fizeram ainda, inserir a informação sobre a presença de transgênicos nos rótulos dos seus produtos o mais rápido possível”, completou Ana Paula.

O Idec mantém uma campanha pela permanência da obrigação de informar a população sobre a existência de ingredientes transgênicos em produtos alimentícios. Está em tramitação no Senado o Projeto de Lei (PL) nº 34/2015 – antigo PL 4.148/2008, de autoria do deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP/RS) –, que prevê o fim do uso do símbolo T. A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado já aprovou parecer contrário ao projeto.

“Na prática, essa flexibilização significaria o fim da rotulagem de transgênicos para a maioria dos produtos que hoje já são rotulados”, defendeu a pesquisadora do Idec.

Fonte: Rede Brasil Atual/Folha Press.

Feiras de Orgânicos em Santos/SP crescem 25% em um ano

Foto: Isabela Carrari

As feiras de orgânicos da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) caíram definitivamente no gosto do público. Em 2015 foram realizadas 35, um crescimento de 25% em relação a 2014 (28). Além do Jardim Botânico, Gonzaga e Pompéia, outras duas feiras surgiram, a pedido dos consumidores: a do Orquidário e a da Ponta da Praia (no Galpão da Igreja Nossa Senhora do Carmo, das 15h às 19h).

A feira da Ponta da Praia passará a acontecer mensalmente a partir de março. Já a do Orquidário será a primeira de 2016, em 9 de janeiro, das 9h às 13h. As feira de orgânicos, com venda direta dos agricultores, surgiram no início em 2011, no Jardim Botânico Chico Mendes. Elas passaram a ser mensais a partir de abril de 2013.

No início, eram dois produtores. Hoje, participam duas associações de agricultores. “Para nós, do Vale do Ribeira, as feiras em Santos já representam 70% das vendas”, afirma Breno de Almeida, presidente da Associação de Agricultores Orgânicos do Vale do Ribeira (AOVale), que reúne cerca de 30 produtores.

Além dos hortifrútis e produtos industrializados com selo de origem, a feira oferece receitas e degustações, além de apresentações musicais, tai chi chuan, sessões de massagem rápida, feira de trocas, venda de artesanato e produtos ecológicos.

Serviço

=> 1º domingo do mês – Jardim Botânico Chico Mendes (Rua João Fracarolli s/nº, Bom Retiro – das 9h às 13h)
=> 1º sábado – Orquidário (Praça Washington s/nº, José Menino, das 9h às 13h)
=> 3º domingo – Escola Leonor Mendes de Barros, (Praça Fernandes Pacheco s/nº, Gonzaga – das 9h às 13h)
=> 2ª terça-feira (*) – Ponta da Praia (Galpão da Igreja Nossa Senhora do Carmo, Rua Egydio Martins, 182 – das 15h às 19h)
=> Última terça-feira do mês – Igreja da Pompéia (Praça Benedito Calixto,1, com acesso pela Rua Ceará – das 15h às 19h)

(*) A partir de março/2016.

Fonte: Prefeitura Municipal de Santos/SP.

Alimentação tem papel fundamental na prevenção do câncer

Falar sobre câncer na atualidade significa tratar de um problema de saúde pública em todo o mundo. Nesse contexto, questões como prevenção e detecção precoce se tornam primordiais, principalmente quando se considera que 30% das mortes por câncer, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são causadas por fatores de risco modificáveis, como obesidade, alimentação inadequada, inatividade física, tabagismo e uso abusivo de álcool.

Uma projeção para 2016 apresentada pelo Instituto Nacional do Câncer, o INCA, mostra que o Brasil deverá registrar algo em torno de 596 mil novos casos de câncer, sendo 295.200 em homens e 300.800 em mulheres. Embora o cenário seja pouco otimista, é importante ressaltar que aproximadamente 85% dos cânceres são considerados potencialmente evitáveis.

Oncologista e coordenador do HCor Onco, Dr. Auro Del Giglio explica que a alimentação tem um papel fundamental na prevenção do câncer. “Determinados fatores da dieta, como ingestão de alimentos processados e gordurosos, obesidade e sedentarismo são responsáveis por aproximadamente 30% dos cânceres em países desenvolvidos e 20% nos países em desenvolvimento”, conta.

Fatores protetores dos alimentos
O objetivo de prevenir o câncer atrai pesquisadores para estudar a sua quimioprevenção, que visa intervir precocemente em estágios pré-cancerosos, inibindo, retardando ou revertendo a doença. Diversos estudos evidenciam a diminuição de risco de diferentes tipos de cânceres com uma alimentação saudável. “Sabemos que uma dieta balanceada, desde os primeiros anos de vida, à base de frutas, legumes e grãos integrais, por exemplo, ajuda a prevenir mortes por doenças cardiovasculares e por câncer”, informa Dr. Del Giglio.

O American Institute for Cancer Research (AICR), um dos mais importantes institutos de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos, recomenda que 2/3 do prato sejam preenchidos com alimentos considerados “anticâncer” ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, como grãos integrais, leguminosas, vegetais e muitas frutas, pois oferecem diversos benefícios à saúde das células e do organismo como um todo.

Os campeões “anticâncer”
De acordo com Dr. Del Giglio, o ponto-chave de uma dieta “anticâncer” é a sinergia de compostos que trabalham em conjunto no organismo para oferecer proteção para as células saudáveis contra o desenvolvimento do câncer. Há uma extensa lista de alimentos considerados “anticâncer”. Confira alguns e inclua em sua dieta diária.
Frutas e vegetais – maça, uva, brócolis, couve, e outros vegetais folhosos verde-escuros ajudam na proteção para os cânceres de pulmão, cólon, mama, próstata, boca e estômago;

Fibras – arroz integral, abóbora, chia, aveia crua são protetores para o câncer do intestino grosso;·
Legumes e grãos – tomate, feijões, ervilhas, lentilhas ajudam na prevenção do câncer de estômago e pâncreas.
 
Fonte: Noticias ao Minuto

Aproveite a feira livre para comprar alimentos do cardápio

Desde o período colonial do Brasil, a feira livre é o ponto de encontro entre agricultores, produtores, comerciantes e a freguesia.

Procurada muitas vezes pelo preço mais baixo, qualidade dos alimentos e confiança na origem da mercadoria, a alternativa é tradicional e até mesmo único local de comércio da comunidade em algumas cidades do interior do País.

Confira os benefícios e cuidados ao comprar em feiras livres.

Dicas para quem vai à feira

Para a nutricionista do Serviço Social do Comércio (Sesc) Comunidade Priscilla Rohmann, é na feira livre que podemos adquirir produtos diretamente do agricultor ou produtor, o que garante a valorização da agricultura familiar, uma vez que não há intermediários no valor da mercadoria.

Ao mesmo tempo, a profissional acredita que a qualidade é maior, pois são alimentos mais frescos. Além disso, Priscilla destaca que é possível encontrar a maioria dos vegetais e frutas integralmente, ou seja, a beterraba e a cenoura com suas ramas, a couve-flor, o brócolis, o rabanete e o repolho com as folhas externas, que também podem ser utilizadas para enriquecer a alimentação e evitar o desperdício.

Entretanto, a falta de variedade pode ser o ponto negativo das bancas. Por vezes, a variação de preço também é grande. A nutricionista aconselha tentar aproveitar a xepa, o fim da feira, para conseguir produtos mais baratos.

Confira abaixo mais 3 dicas para quando for à feira livre.
1. Escolha vegetais, legumes e frutas da estação, pois têm uma qualidade superior e podem durar mais tempo em sua casa. “Apresentam mais nutrientes, pois a concentração de vitaminas e minerais é maior quando o vegetal se desenvolve naturalmente e são mais baratos devido a demanda maior de produto”, explica.
2. Verifique se queijos, iogurtes, carnes e embutidos estão devidamente refrigerados, de 0ºC a 5ºC e em local limpo, livre de insetos, para evitar o risco de uma intoxicação alimentar. Produtos prontos como bolos e doces, não devem estar expostos sem proteção e, no caso de pastéis e salgados, devem estar em balcão térmico aquecido – acima de 65ºC – ou serem produzidos na frente do consumidor.
3. Invista nos produtos orgânicos, que são cultivados sem agrotóxico. Além do benefício a saúde, a agroecologia não agride o meio ambiente. Entretanto, orgânicos tem um valor mais elevado.

Feira livre em SP, Rio e BH
De fato, quanto maior a cidade, mais feiras acabam por se formar para atender a demanda da população.
Em São Paulo, por exemplo, são mais de 800 opções abertas e cadastradas pela prefeitura da cidade atualmente.

São Paulo
Para quem prefere produtos de origem orgânica, a Feira de Produtos Orgânicos e da Agricultura Limpa está localizada no Modelódromo do Ibirapuera, oferece estacionamento próprio e apresenta mais de 40 bancas de frutas, legumes, verduras e alimentos processados. A feira abre aos sábados 7h às 13h na Rua Curitiba, número 292, no bairro Vila Mariana em São Paulo. No centro da capital acontece a Feira Aclimação, onde as bancas de frutas são o principal rendimento dos comerciantes. Fica localizada na Rua Alameda Fernão Cardim, entre os números 173 a 215, no Jardim Paulista. A feira abre às quartas-feiras a partir das 4h e segue até às 14h.

Rio de Janeiro
Também é possível experimentar as delícias dos alimentos orgânicos na Feira Orgânica de Ipanema, localizada na Praça Nossa Senhora da Paz, às terças-feiras, das 7h às 13h. As bancas oferecem frutas, legumes, verduras e produtos processados de origem animal. Conhecidas pelo baixo preço e qualidade dos alimentos, as feiras da região do Bangu, no Rio de Janeiro, são consideradas pela prefeitura como as mais baratas da cidade inteira. Na Rua Marechal Marciano, por exemplo, a feira acontece às quartas-feiras pela manhã.

Belo Horizonte
A capital mineira, também conhecida pela diversidade de feiras artesanais, oferece grande variedade de feiras livres para a população. Na região da Pampulha, a feira acontece na Rua Boa Ventura, esquina com Rua Guaruma e Cel. Aranha, às sextas-feiras, das 7h às 13h.

Fonte: O Nortão Jornal.

Delegação das Américas e Caribe conhece práticas de cultivo agroecológico e cooperação em Venâncio

Troca de ideias e conhecimentos sobre a realidade. Assim, no último dia 23, ocorreu uma atividade diferente e importante ofertada pelo Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia, núcleo de Santa Cruz do Sul (CAPA/Santa Cruz) a um grupo de dez pessoas, entre eles diáconos e diáconas da Austrália, Canadá, Estados Unidos e Rio Grande do Sul. Esses participaram da 13ª Conferência de Diaconia das Américas e Caribe, realizada em Porto Alegre entre os dias 21 e 25 de outubro. E para enaltecer teorias, o grupo de diáconos esteve em Venâncio Aires observando a prática aplicada dos assessorados do CAPA.

O tema da conferência desse ano era ‘Diaconia de Jesus: De migalhas à comunhão integral’, o qual teve total relação à visita feita em duas propriedades de agricultores ecologistas ‘O ECO DA VIDA’, que residem na cidade de Venâncio Aires, podendo nessa ocasião conhecer a história de vida e forma de plantio do jovem casal assessorado pelo CAPA, Anderson Richter e Micaela Hister, os quais trabalham com agricultura orgânica. Após as apresentações de todos, incluindo a fala do coordenador Sighard Hermany sobre a atuação do CAPA, o grupo foi convidado a conhecer as plantações, podendo observar o cultivo de hortaliças, morango e temperos.

Na rota de visitação estava também a propriedade da família de Clécio e Lori Weber e também da presidente da cooperativa Ecovale, Teresinha Weber, os quais antes da conversa, acolheram o grupo com um almoço composto de um prato típico do município, a galinhada, acompanhada de uma rica diversidade de saladas, todos produtos ecológicos, colhidos na propriedade, exceto o arroz.

Clécio e Lori explicaram o contexto histórico da Ecovale, revelando que no começo possuíam um grupo da Pastoral da Terra e, que às vezes eram acompanhados pelo CAPA, porém, ao aceitarem a ideia da total produção orgânica, no ano de 2002 começaram a ser assessorados e juntamente com seis famílias, iniciou-se a cooperativa. Teresinha abordou que a Ecovale possui 55 associados sendo 22 mulheres e que, nesse ano, ocorreu a comemoração de 15 anos da cooperativa.

Explicou também sobre a forma de comercialização dos produtos orgânicos, sendo vendidos na loja (localizada no centro de Santa Cruz do Sul) junto do prédio do CAPA e que no mesmo lugar acontece a feira agroecológica, sempre nas terças e sextas-feiras. Sobre desafios, Teresinha contou que seria atingir uma maior produção e que alcançasse, dessa maneira, mais mercados. Atualmente, a família Weber trabalha com produção em derivados de cana-de-açúcar, como por exemplo, melado, schmier colonial e açúcar mascavo e também na parte de hortigranjeiros.

Entre os visitantes estava Vilma Linda Reinar, que é ministra luterana em São Leopoldo/RS. Questionada sobre a edição da conferência deste ano e seu respectivo tema, descreveu que as reuniões acontecem a cada quatro anos em algum lugar das Américas ou do Caribe, promovendo através de discussões, o que a diaconia luterana está fazendo em seu país para diminuir a pobreza, desigualdade social e melhorar a educação. Desta forma, a troca de experiências possibilita o aprendizado mútuo entre todos, o que transcende a religiosidade dos participantes anglicanos, metodistas e luteranos, complementou Vilma.

Para a diácona australiana, Sandy Boyce, compreender o trabalho das duas famílias foi gratificante ‘devido a práticas agrícolas tradicionais terem muito a nos ensinar no século 21, e podemos voltar a algumas dessas práticas que sustentam o solo e não ameaçam a saúde das pessoas. É uma questão global. Os pequenos agricultores que conheci são uma parte da mudança, e eu estou contente de tê-los conhecido’, afirma.

Fonte: Cooperativa Ecovale.

Feira da reforma agrária, em São Paulo, mostra diversidade da produção brasileira

Foto: Joka Madruga/MST

Uma variedade de produtos e sotaques invadiu no último dia 22 o Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo, com a abertura da 1ª Feira Nacional da Reforma Agrária. Centenas de agricultores de todas as regiões mostram a diversidade brasileira no campo, com itens como açúcar mascavo, café, farinha, arroz, feijão, rapadura, mel, leite integral, doces, melado, castanhas, mate, fubá, xarope, algas marinhas desidratadas, frutas, queijo, sucos, cachaça. Organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a feira também terá atividades culturais, shows e praça de alimentação com comidas típicas de cada região.

“As feiras já são muito tradicionais no interior deste Brasil. A ideia é fazer uma amostragem geral. Normalmente se conhece o MST pelo conflito, pela ocupação. O MST é luta, mas também é produção”, diz o dirigente nacional Gilmar Mauro. “Também queremos fazer o debate sobre que tipo de uso queremos dar ao solo, que tipo de produto queremos comer. Cada vez mais estamos destruindo o ambiente, envenenando o solo.”

Um dos objetivos é dar visibilidade à produção de acampamentos e assentamentos, que costuma não ter espaço na mídia tradicional. “Não é todo mundo, por exemplo, que sabe que a maior produção de arroz orgânico da América Latina pertence aos assentamentos da reforma agrária”, diz Carla Guindani, do setor de produção do MST. Os organizadores esperam reunir 800 produtores de todos os estados e comercializar 200 toneladas de produtos.

O técnico em agropecuária Reinaldo Costa veio de Açailândia, no Maranhão, onde ficam os assentamentos Califórnia e Terra Nova. Veio com grupo de produtores que incluiu também Pará e Tocantins. Uma viagem de três noites e dois dias. “Chegamos ontem à noite”, conta Reinaldo, que trabalha no Terra Nova desde 2001, ainda no processo de divisão de lotes. Na feira, mostrava produtos como azeite de babaçu, licor de murici e de cupuaçu. A produção é escoada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (de incentivo à agricultura familiar), do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e também em feiras livres.

Do Rio Grande do Sul, entre outros itens, vem o arroz Terra Livre, orgânico, parboilizado e integral. O produto vem da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), criada há 20 anos, que reúne 15 assentamentos em 12 municípios, em um total de 522 famílias. “Temos semente, assistência técnica, calcário, adubo. Nossa moeda de troca passou a ser o produto”, conta o produtor Nelson Krupinski, um dos coordenadores da Cootap. “A cooperativa passou a ter um papel fundamental na comercialização”. Do lado da barraca de Nelson, eram vendidos doces feitos pelos alunos do Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra), de Veranópolis, também no Rio Grande do Sul.

Formação técnica é uma das demandas do setor, lembra Gilmar Mauro, que também cobra mais investimento por parte do Estado. “É preciso tecnologia, investir em cursos. É preciso que a Embrapa se envolva nisso, que as universidades criem cursos voltados para a agroecologia, é preciso abrir mercado e criar condições de mercado.” A comercialização ainda é um desafio, observa o dirigente do MST. “Tem de haver formas de industrializar os produtos para trazer aos grandes centros. Isso ainda é uma dificuldade.”

A produtora Cleide Oliveira Ribeiro, de Corumbá de Goiás, se anima com a receptividade ao itens vendidos pelo Assentamento Dom Tomás Balduíno, “o segundo maior do estado”, como lembra, com quase 3 mil famílias, e que começou a comercializar produtos recentemente. Vinda de um grupo de 40 pessoas, que também incluiu gente do Distrito Federal, ela comercializava doces, geleias e castanhas de baru, entre outros produtos. “Como teve muito interesse, vamos continuar produzindo, em forma de cooperativa.” Os vizinhos da Cleide na feira vêm de outros assentamentos da região, como Canudos, Plínio de Arruda Sampaio e dom Hélder.

Quem passou na feira pela manhã ouviu cantoria de uma trupe que circulava pelos galpões. Às 16h de hoje, está previsto show da dupla Cacique e Pajé. A programação de amanhã inclui, das 9h às 11h, um seminário sobre agrotóxicos e transgênicos e seus impactos no ambiente e na saúde humana. Às 14h, haverá um ato público em defesa dos alimentos saudáveis.

Por Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual.

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