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Estudos epidemiológicos apontam relação entre consumo de agrotóxicos e câncer

Quando o assunto é agrotóxico e saúde, a discussão tem de ser feita a partir da perspectiva da “prevenção para evitar que um dano à saúde se estabeleça”, diz Karen Friedrich à IHU On-Line. Além da prevenção, frisa, “seria importante incentivar iniciativas como o incentivo às práticas agroecológicas”, já que o Brasil é considerado o campeão de uso de agrotóxicos há sete anos.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone, Karen explica que alguns fatores contribuem para que agrotóxicos já banidos em outros países continuem sendo utilizados nas lavouras brasileiras. Entre eles, ela menciona a forma como esses produtos são analisados no Brasil, individualmente, sem considerar que durante a aplicação nas lavouras há um uso combinado de vários tipos de agrotóxicos. Além disso, destaca, a estrutura dos órgãos de vigilância e fiscalização é “precária”, o que impede o acompanhamento das populações expostas, para verificar quais são os riscos do contato com essas substâncias. “Outras ações importantes deveriam ser feitas a partir do Estado, para melhorar a capacitação dos médicos e profissionais da saúde, possibilitando o diagnóstico das pessoas contaminadas e, consequentemente, o tratamento, quando possível”, sugere.

Apesar da resistência brasileira em banir esses produtos, Karen informa que instituições nacionais, a exemplo do Instituto Nacional do Câncer – INCA, desenvolvem campanhas e parcerias com o Instituto Internacional de Pesquisa em Câncer – IARC da Organização Mundial da Saúde – OMS, que faz “avaliações e revisões sistemáticas sobre alguns agrotóxicos”. “Os estudos feitos pelo IARC mostram que os agrotóxicos que usamos no Brasil apresentam enorme potencial de desenvolvimento de câncer em seres humanos. Dentre eles, o glifosato foi classificado como carcinógeno humano, assim como o malathion, que é muito usado também em campanhas de saúde pública [pulverizado em campanhas de combate ao mosquito da dengue], e o herbicida 2,4-D, que foi classificado como possível carcinógeno humano”, alerta.

Karen Friedrich possui graduação em Biomedicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente é servidora pública do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde – INCQS da Fundação Oswaldo Cruz e professora assistente da UNIRIO. É presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – AGAPAN e coordenadora do GT de Agrotóxicos e Transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Que discussão é importante ser feita quando se trata da relação entre agrotóxicos e saúde?
Karen Friedrich – Da ótica da saúde, sempre temos de trabalhar com a prevenção para evitar que um dano à saúde se estabeleça. Só que a estrutura dos órgãos de vigilância e fiscalização das populações expostas é precária, e por isso temos poucas iniciativas bem-sucedidas que trabalham com a prevenção e com a promoção da saúde no que se refere aos agrotóxicos. Então, o ideal é que sempre se evite o uso de agrotóxicos, porque deste modo estamos protegendo a população trabalhadora do campo, aqueles que residem no campo e aqueles que consomem alimentos que foram produzidos com agrotóxicos. Portanto, no caso da prevenção, essa deveria ser a medida principal.

Na questão da promoção da saúde, seria importante incentivar iniciativas como o incentivo às práticas agroecológicas, para buscar a produção de alimentos sem o uso de venenos e visando também uma lógica de justiça ambiental e social nos sistemas produtivos. Nesse sentido, a reforma agrária é uma política importante que deve ser fortalecida no país, pois desse modo restringiremos modelos de produção dependentes do uso de agrotóxicos.

A outra vertente, que diz respeito ao tratamento daqueles que já estão intoxicados e que foram expostos ao agrotóxico, deveria se voltar às ações para fortalecer os centros de notificação de agrotóxicos, para poder mapear os locais onde existem maiores casos ou maior propensão ao aparecimento de casos de intoxicação. Por isso, é importante fortalecer as estruturas de vigilância. Nesse sentido, outras ações importantes deveriam ser feitas a partir do Estado, para melhorar a capacitação dos médicos e profissionais da saúde, possibilitando o diagnóstico das pessoas contaminadas e, consequentemente, o tratamento, quando possível. Sabemos que, independentemente do tipo de intoxicação que ocorre, o tratamento é apenas sintomático, e dificilmente se reverte uma intoxicação, porque são poucos os agrotóxicos que têm “antídotos”. Muitas vezes esses danos podem continuar se manifestando de forma silenciosa até o fim da vida, tendo como resultado, por exemplo, o aparecimento de um câncer ou um dano hepático renal bastante grave.

IHU On-Line – Qual é a relação entre o consumo de agrotóxicos e as causas de câncer?
Karen Friedrich – Estudos experimentais científicos tanto com animais de laboratório como com populações expostas, realizados em outros países, mostram uma relação clara entre o uso de agrotóxicos e o aparecimento de câncer. Instituições que têm conhecimento na área de pesquisa de câncer, como o Instituto Internacional de Pesquisa em Câncer – IARC da Organização Mundial da Saúde – OMS, fizeram avaliações e revisões sistemáticas sobre alguns agrotóxicos, e esses estudos mostram que os agrotóxicos que usamos no Brasil apresentam enorme potencial de desenvolvimento de câncer em seres humanos. Dentre eles, o glifosato foi classificado como carcinógeno humano, assim como o malathion, que é muito usado também em campanhas de saúde pública [pulverizado em campanhas de combate ao mosquito da dengue], e o herbicida 2,4-D, que foi classificado como possível carcinógeno humano. Portanto, temos estudos científicos de organismos internacionais e nacionais, como o Instituto Nacional do Câncer – INCA, que estão se posicionando quanto ao risco do uso dos agrotóxicos desenvolverem câncer.

“No dia a dia o ser humano é exposto a uma mistura de vários agrotóxicos”

IHU On-Line – Como o agrotóxico ainda é permitido, mesmo depois do resultado dessas pesquisas?
Karen Friedrich – Quando se registra um produto, se coloca a questão de por que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa permite que se use agrotóxicos que causam câncer. Na verdade, quando a Anvisa libera o registro de um agrotóxico, ela faz essa avaliação a partir dos estudos que são apresentados pelas empresas. Então, são estudos experimentais, bem conduzidos, os quais acreditamos serem idôneos, mas que têm suas limitações. A primeira limitação é que eles expõem um único agrotóxico naquele estudo, enquanto no dia a dia o ser humano é exposto a uma mistura de vários agrotóxicos. Por isso os estudos epidemiológicos, que têm sido realizados nos Estado Unidos e Canadá, estão apontando a associação entre agrotóxicos e câncer, porque eles estão estudando o agrotóxico na sua realidade de uso, que considera justamente uma mistura de agrotóxicos.

IHU On-Line – Além do câncer, que outros impactos o uso e a exposição aos agrotóxicos causam à saúde?
Karen Friedrich – Existem aqueles efeitos mais imediatos, que podem ocorrer logo após a exposição. Então, em geral o trabalhador do campo, que está mais exposto ao produto, faz relatos frequentes de intoxicações agudas, que causam dor de cabeça, vômitos, diarreia e até o óbito. Além disso, existem os efeitos mais tardios, que são o câncer, alterações hormonais, alterações reprodutivas, que são relacionadas, cientificamente, ao uso de agrotóxicos.

IHU On-Line – Como o Dossiê da Abrasco está repercutindo entre os setores de saúde e vigilância sanitária no país? Como essa discussão acerca da relação entre consumo de agrotóxico e implicações à saúde tem sido discutida no país?
Karen Friedrich – O Dossiê foi lançado no final do mês de abril, e várias instituições, como o Ministério Público e Fóruns Estaduais, têm demandado da Abrasco o lançamento e a divulgação do Dossiê. Para nós, essa tem sido uma surpresa, especialmente quando percebemos que pessoas que trabalham com a área da saúde ou que são representantes do Estado têm poucas informações sobre os danos dos agrotóxicos. Então, o Dossiê traz, de um lado, alguns estudos científicos para contribuir com informações para essas pessoas que trabalham na área da saúde, ressaltando que esses estudos não estão esgotados, porque existem mais estudos apontando os prejuízos dos agrotóxicos. Essas informações podem ser úteis para que os órgãos do Estado tomem ações não só em nível federal, mas também os municípios e os estados possam tomar ações para coibir alguns agrotóxicos em seus territórios.

De outro lado, o Dossiê também traz uma discussão sobre a fragilidade do processo de registro dos agrotóxicos no Brasil e em outros países, apresentando dados de contaminação por agrotóxicos na água, na água da chuva, no leite materno — muitas pessoas não têm conhecimento disso, porque, às vezes, essas informações estão publicadas apenas em artigos científicos. Além disso, o Dossiê também traz uma abordagem muito interessante sobre os territórios que estão suscetíveis aos danos dos agrotóxicos, e aí há depoimentos de pessoas que falam sobre os impactos que elas têm sentido e identificado.

“Alguns agrotóxicos já foram proibidos em vários países, mas ainda são comercializados no Brasil”

IHU On-Line – Como o debate sobre o uso de agrotóxico na agricultura e os riscos à saúde tem sido feito em outros locais do mundo?
Karen Friedrich – O Brasil é o maior consumidor mundial e tem uma grande fragilidade regulatória em relação aos agrotóxicos. Por isso sabemos que há fragilidade nos laboratórios analíticos, fragilidade em relação ao número de pessoas que trabalham nos órgãos de Estado para darem conta do volume de trabalho. De fato, a situação do Brasil é a pior no cenário internacional em relação ao uso de agrotóxicos. Mas, ainda assim, em outros países existem organizações, até análogas à campanha permanente contra os agrotóxicos, e existem organizações e grupos de pesquisadores que têm se posicionado contra alguns agrotóxicos como, por exemplo, o glifosato, que apresenta riscos à saúde.

Alguns agrotóxicos já foram proibidos em vários países, mas ainda são comercializados no Brasil. Esse é um fato importante, porque mostra que as autoridades regulatórias internacionais já reconheceram os danos à saúde e proibiram o uso dessas substâncias, enquanto nós continuamos usando esses agrotóxicos.

Por Leslie Chaves e Patrícia Fachin, IHU On-Line

Anvisa: Um terço dos alimentos consumidos no Brasil está contaminado por agrotóxico

Em audiência pública promovida na última segunda-feira (17) pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, especialistas assinalaram que um terço dos alimentos consumidos no dia a dia pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos. A análise foi feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com base em amostras coletadas nos 26 estados em 2011.

O debate sobre o vínculo entre agrotóxicos e doenças graves foi realizado na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul.

Os agrotóxicos usados na agricultura, no ambiente doméstico e em campanhas de saúde pública como inseticida estão associados a diversas doenças como o câncer, o mal de Parkinson e a depressão.

O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luiz Claudio Meirelles, alertou para a ingestão contínua de quantidades pequenas de agrotóxicos no dia-a-dia. “75% dos alimentos têm resíduos de agrotóxicos. A cada vez que você bota uma refeição na mesa, ela está ali com uma quantidade de resíduos enormes, e os estudos têm mostrado que chegam a 17 diferentes tipos de agrotóxicos para o qual a ciência sequer tem ferramental para dizer como é que isso vai funcionar para a vida.”

Herbicidas banidos
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) alguns herbicidas banidos do mercado internacional ainda têm livre trânsito no País. É o caso do glifosato, usado no plantio da soja geneticamente modificada. Esse agrotóxico, que foi associado ao surgimento de câncer pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é o mais consumido no Brasil.

A pesquisadora do Inca, Márcia Sarpa, acredita que a Anvisa precisa reavaliar o teor nocivo de alguns agrotóxicos. Entre as medidas defendidas pelo instituto, ela cita proibir também no Brasil o uso de agrotóxicos que já são proibidos em outros países. “Se já são proibidos em outros países, porque jogar para a gente.” O Inca também propõe o fim dos subsídios públicos aos venenos e a implantação também nos municípios das vigilâncias em saúde dos trabalhadores expostos e da população.

Durante o debate, o deputado Zeca do PT (MS) afirmou que para enfraquecer o uso de herbicidas ilegais, a ideia é apresentar um projeto de lei na Câmara por intermédio da bancada do PT e do Núcleo Agrário, “que determine que a propriedade em que for encontrado produto agrotóxico contrabandeado, com componentes que sejam proibidos no Brasil, essa propriedade seja passível de ser desapropriada para efeitos de reforma agrária.”

Para ser comercializado no Brasil, o agrotóxico deve passar pela análise da Anvisa, vinculada ao Ministério da Saúde, e também dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

Fonte: Agência Câmara.

Oito em cada dez pacientes com câncer de cabeça e pescoço são fumantes

Oito em cada dez pacientes com câncer de cabeça e pescoço são ou já foram fumantes. É o que aponta um levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP. Desses pacientes, 60% são homens.

Dentre as diversas neoplasias que podem ser desenvolvidas devido ao uso de cigarros estão as que se manifestam na região da cabeça e pescoço. Dos pacientes tratados no setor, 60% são acometidos por tumores localizados na boca e 40%, na faringe ou laringe. O estudo aponta ainda que as ocorrências são mais frequentes em pessoas acima de 50 anos.

Além do tabagismo, o consumo excessivo de álcool também está associado ao desenvolvimento desse tipo de câncer. “O álcool, assim como o tabaco, tem uma relação expressiva com a doença. Cerca de 50% dos nossos pacientes são etilistas”, alerta o médico Marco Aurélio Kulcsar, chefe de Clínica da Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Icesp.

Os dados ratificam os índices apontados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que mostram que o consumo das duas drogas juntas pode aumentar em 20 vezes as chances de uma pessoa desenvolver esse tipo de tumor.

Sintomas x Prevenção
O câncer de cabeça e pescoço compreende um grupo de neoplasias classificadas por localização, em áreas diretamente envolvidas com as funções de fala, deglutição, respiração, paladar, olfato e outros.

Entre os sintomas manifestados estão: manchas brancas na boca, dor, lesão ulcerada ou com sangramento e cicatrização demorada, nódulos no pescoço presentes por mais de duas semanas, mudanças na voz ou rouquidão persistente e dificuldade para engolir.

Apesar do grande número de casos, o potencial de prevenção da doença é alto, devido a sua relação inerente com o tabagismo e etilismo. Medidas simples como não fumar e nem consumir bebidas alcoólicas em excesso, além de dar preferência a alimentos pobres em gordura e ricos em fibras, ajudam a evitar o desenvolvimento dos tumores.

Especialistas orientam também que as pessoas se habituem a examinar sua boca regularmente, já que, se detectadas na fase inicial, as neoplasias apresentam até 80% de chances de cura.

“O diagnóstico precoce é sem dúvida um dos nossos aliados. Quando falamos em tratamento, enquanto um paciente com um tumor avançado chega a ficar até 10 dias internado depois da cirurgia, aqueles que apresentam casos iniciais podem receber alta em apenas dois dias, sem precisarem sequer passar pela radioterapia”, diz o médico.

Para moradores da cidade: alimentos transgênicos e os agrotóxicos usados na sua produção matam

Parece comida, mas não é comida”, afirmou Leile Teixeira. (Fotos: Leonardo Sá / Agência Porã)

Uma mensagem especial deve ser levada pelos trabalhadores do campo aos moradores da cidade: os alimentos transgênicos e os agrotóxicos usados na sua produção causam várias doenças, inclusive o câncer, e matam. O alerta foi apresentado  no VI Encontro Estadual do Movimento dos Pequenos Produtores (MPA) no Espírito Santo. O evento é realizado em Vitória e será encerrado nesta quinta-feira (2).

A autora da recomendação para que os camponeses discutam a questão dos alimentos com os moradores das cidades, alertando para os riscos do que consomem,  é da professora Leile Teixeira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A professora afirmou que a produção e consumo dos alimentos devem estar no centro da atual conjuntura. “Na cidade,  consumimos o que está a nossa disposição e, na maioria das vezes, o que comemos são alimentos multiprocessados. Parece comida, mas não é comida” afirmou  Leile Teixeira.

Para ela, é preciso que a clareza que se tem dos riscos dos alimentos transgênicos, que são modificados para que possam receber mais venenos agrícolas, deve ser levada para todos em discussões que liguem os trabalhadores do campo aos moradores da cidade. A professora afirma que é fundamental vermos o alimento para além de sua capacidade nutricional, “muito mais que proteínas e sais minerais, nos alimentamos de manga, de limão, e isso tem um rastro cultural muito forte”.

Entre uma gama de dados sobre o tema alimentação, a professora Leile Teixeira alertou sobre os problemas causados pelo agronegócio na humanidade.  A entrada do capital na agricultura marca um novo momento, pois é a partir disso que o que comemos começa também a nos matar. “O agronegócio é uma violência contra o solo, a água e o corpo humano”, sentencia. Lembrou que entre as doenças causadas pelos alimentos disponíveis, estão o diabetes, o câncer, e doenças genéticas.

A professora foi palestrante na abertura do  VI Encontro Estadual do MPA no Espírito Santo, nessa terça-feira (30). Pela primeira  vez, o evento está sendo realizado em Vitória, e conta com 25 organizações urbanas, sindicatos, parceiros e parceiras do MPA. Participarão pelo menos  300 camponeses e camponesas do total previsto, cerca de 500. Os trabalhadores estão acampados no centro sindical dos Bancários. Muitos, com seus filhos, inclusive lactantes.

Outro palestrante foi o professor Mauro  Iasi (foto à esquerda), também da UFRJ. Ele assinalou que o momento em que estamos vivendo marca um fim de um ciclo, que no Brasil se abriu no final da ditadura militar.  “O dilema da conjuntura é que o capital está em crise, mas essa crise está sendo jogada nos ombros da classe trabalhadora”, afirma.  E ressalta que “não será possível nenhuma alternativa de transformação que não venha da base da sociedade”.

As palestras foram ricas de informações. Humberto Ribeiro,  da direção nacional do MPA, afirmou que o congresso tem a histórica da classe trabalhadora, por retomar uma pauta histórica na luta de classes, no processo de aliança dos camponeses com os trabalhadores da cidade. “O fator concreto que faz o elo entre o campo e a cidade é o alimento”, afirmou.

Vários trabalhadores participaram debatendo os temas levantados e discutindo outras formas de aliança entre os trabalhadores do campo e da cidade. Foram criticados os valores astronômicos colocados à disposição do agronegócio pelos governos, Lula e Dilma entre eles. A cifra hoje atinge R$ 188 bilhões para o agronegócio, 20% a mais que na última safra.

São recursos destinados ao agronegócio para a safra 2015/2016, anunciados pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), em evento que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff. Kátia é a maior representante dos que defendem o agronegócio, conhecido como o grupo da motossera, tamanha sua voracidade.

O agronegócio também é assentado no emprego de transgênicos e no intenso uso de venenos agrícolas, considerando que as sementes são modificadas para que possam receber mais agrotóxicos. Empresas como a  Monsanto (Estados Unidos), Syngenta (Suíça), Dupont (EUA), Basf (Alemanha), Bayer (Alemanha) e Dow (EUA) atuam nos setores de produção de transgênicos e de agrotóxicos ao mesmo tempo.

Já o Novo Plano Safra da Agricultura Familiar 2015-2016 lançado pelo governo federal prevê o valor de apenas R$ 28,9 bilhões, ou seja, 20% a mais que na safra anterior. Embora os pequenos e médios agricultores produzam cerca de 70% dos alimentos consumidos no país, respondam por 77% da mão de obra no campo, e detenha o maior número de propriedades rurais.

Os temas desta quarta-feira pela manhã desta quarta-feira (1) foram Organicidade, por Humberto Ribeiro, da direção nacional do MPA, e Plenária da Mulher. À tarde, outra plenária, da Juventude Mulheres, além de Relação de Gênero; Juventude Camponesa; Educação Camponesa; Terra e Território; Soberania Alimentar; e  Plano Camponês serão discutidos por Valmir Noventa, Hugo e Dione.

O encerramento nesta quinta-feira (2) será com discussões entre 7h20min e 12h, com encaminhamento para o congresso nacional. Às 13h30, haverá atos de assinatura da moradia, do trator e implementos, coordenados por Dione e Dorizete Cosme.

O VI Encontro Estadual do Movimento dos Pequenos Produtores (MPA) no Espírito Santo reafirma a necessidade de produzir alimentos de qualidade e colocá-los na mesa dos trabalhadores da cidade, como parte da estratégia da Aliança Camponesa e Operária.

No evento, o MPA visa a preparação para o I Congresso Nacional do MPA, que será realizado no mês de outubro, entre os dias 12 e 16, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Plano Camponês, Aliança camponesa e operária por soberania alimentar e poder popular são os temas do congresso.

Fonte: Século Diário.

FAO e OIT lançam nova cartilha ilustrada para proteger crianças de pesticidas

Com a ajuda de uma nova cartilha desenvolvida pela FAO e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), os agentes de extensão agrícola na África e em outros lugares vão poder trabalhar com as comunidades rurais para reduzir a exposição de crianças aos pesticidas tóxicos usados na agricultura.

Cerca de 100 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estão submetidas a trabalho infantil na agricultura, de acordo com estatísticas da OIT. Muitas estão diretamente expostas a substâncias químicas tóxicas, quando trabalham em atividades agrícolas. As crianças também ficam expostas quando ajudam nas tarefas familiares ou brincam nos campos, e por meio da comida que comem e a água que bebem.

As crianças são muito mais sensíveis aos pesticidas do que os adultos. A exposição pode levar a intoxicação aguda e a criança pode adoecer imediatamente após o contato. Mas muitas vezes também há consequências a longo prazo – e que podem se tornar crônicas – para a saúde e desenvolvimento.

Limitar o uso de pesticidas e promover alternativas não-tóxicas é importante para reduzir a exposição, mas a educação também é crucial.

A nova cartilha da FAO e da OIT: Proteger as crianças de pesticidas!, (Protect children from pesticides!) proporciona uma ferramenta fácil de usar e acessível. Ajuda aos agentes de extensão agrícola, professores rurais, inspetores de trabalho, e as organizações de produtores, a ensinar aos agricultores e suas famílias a identificar e minimizar os riscos em casa e na fazenda. Eles também aprendem a reconhecer e responder a sinais de exposição a substâncias tóxicas.

A cartilha conta com três módulos principais: como as crianças estão expostas a pesticidas; quais os riscos para a sua saúde – e por que as crianças são especialmente vulneráveis -; e o que pode ser feito para reduzir esses riscos.

Crescente interesse

“A ferramenta foi inicialmente desenvolvida em Mali, onde é agora amplamente utilizada pelos agentes de extensão, as escolas de campo para agricultores, inspetores de trabalho e as organizações de produtores”, disse Rob Vos, diretor da Divisão de Proteção Social da FAO. “Seu uso – acrescentou – também está se expandindo em Níger e em outros países africanos. Estamos vendo um crescente interesse de outras regiões. A cartilha não só está conscientizando sobre a necessidade de fazer alguma coisa, mas também mostra o que fazer”.

Nem todas as situações são iguais. A cartilha está disponível em várias línguas (inglês, francês, português e espanhol e em breve será traduzia ao russo), e também se adapta a diferentes contextos regionais, incluindo a Europa Oriental, o Cáucaso e a Ásia Central, a América Latina e o Caribe e a Ásia-Pacífico. Os gráficos e as ilustrações também se adaptam na mesma medida.

Apoio da Convenção de Rotterdam

O esforço para adaptar a cartilha ilustrada e promover a utilização mais ampla conta com o apoio da Convenção de Rotterdam, um tratado multilateral para promover a responsabilidade compartilhada em relação à importação de produtos químicos perigosos. A Secretaria da Convenção é presidida conjuntamente pela FAO e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

“Esse é um bom exemplo de como o trabalho normativo de uma convenção pode contribuir para atingir grupos mais vulneráveis e melhorar algo em suas vidas”, disse Christine Fuell, coordenadora da FAO para a Convenção de Rotterdam. “As coloridas Ilustrações – explicou – se baseiam no conhecimento local e se refere a situações muito concretas e reais, que também atraem as crianças, aumentando a sua própria consciência sobre os riscos associados aos pesticidas”.

A FAO lançou a cartilha durante uma cerimônia realizada no âmbito da Conferência das Partes para a Convenção de Rotterdam (RC COP-7), que está sendo realizada em Genebra (04-15 maio).

Por quê as crianças enfrentam o maior risco?

As crianças são particularmente vulneráveis à exposição de pesticidas por várias razões biológicas e comportamentais.
Respiram mais ar do que os adultos e, portanto, aspiram mais poeira, vapores tóxicos e gotas de pulverização. Em relação ao seu peso corporal, as crianças precisam comer e beber mais do que os adultos e se os alimentos estão contaminados, absorvem mais toxinas. A área da superfície da pele de uma criança por unidade de massa corporal é maior do que a de um adulto, e a pele é mais delicada. Todos esses fatores podem levar a uma maior absorção de produtos químicos, e os corpos das crianças são menos capazes de eliminar os pesticidas, porque eles ainda não estão plenamente desenvolvidos, alerta o manual.

As crianças pequenas frequentemente brincam no chão, colocam objetos na boca e são atraídas por recipientes coloridos, todos esses são comportamentos típicos que aumentam o risco de uma intoxicação.

Fonte: FAO/Vida Sustentável.

Semana dos Alimentos Orgânicos está acontecendo em todo País

O Brasil está realizando durante toda essa semana a Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos. O evento acontece até o dia 31 e tem o objetivo de oferecer informações aos consumidores quanto aos produtos orgânicos, onde encontrá-los e como são produzidos.

A ação é uma iniciativa da Coordenação de Agroecologia, do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (Coagre/Depros/SDC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O evento é organizado todos os anos para oferecer informações aos consumidores quanto aos produtos orgânicos, onde encontrá-los e como são produzidos. A proposta é divulgar para a população os benefícios ambientais, sociais e nutricionais desses alimentos.

Em Brasília (DF) a abertura ocorreu no domingo no Parque da Cidade. As atividades visam destacar os benefícios dos produtos e conscientizar consumidores, que muitas vezes acham altos os valores cobrados no mercado.

A população pôde conferir uma variedade de produtos, entre eles, molho de tomate, calda de maracujá e tomate seco, todos orgânicos, além de vegetais, legumes e frutas também produzidos de forma sustentável.

Brasil tem 10 mil produtores orgânicos

Os produtores rurais de todo o País estão cada vez mais interessados pelo plantio de alimentos sem agrotóxicos. A produtora rural Silvia Pinheiro dos Santos adotou o sistema de agroflorestas em sua propriedade de 21 hectares no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, na região de Brazlândia, no Distrito Federal.

As verduras, frutas e madeiras de lei estão plantadas juntas, em consórcio, e, segundo Silvia, a biodiversidade é tão grande que evita muitas pragas e dá mais saúde para os vegetais. No terreno crescem, entre outras plantas, a hortelã, que afasta os insetos, e o feijão-guandú, capaz de fixar o nitrogênio no solo.

Para a agricultora, o sistema agroflorestal é uma evolução do orgânico.“No orgânico há ainda quem plante como na cultura tradicional, uma só espécie, e o produto fica mais caro porque não se pode aplicar nada, então precisa de muita gente para fazer a limpeza. No agroflorestal, você só induz a natureza, então vai poder ter um preço mais competitivo”, disse, acrescentando que utiliza a própria poda das árvores e o húmus produzido no sítio como adubos para as plantas.

Produção orgânica

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao agricultor não é permitido o uso de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e transgênicos na lavoura, durante a produção de alimentos orgânicos. O processo de produção também deve respeitar as relações sociais e culturais, além de seguir os princípios agroecológicos, com o uso sustentável dos recursos naturais.

O engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Governo do Distrito Federal (Emater-DF), Rafael Lima de Medeiros, conta que o mercado de orgânicos está crescendo e a Emater já trabalha o programa de agroecologia como prioritário.

Medeiros conta que a Emater trabalha para atingir o agricultor convencional, para que ele passe a utilizar práticas mais sustentáveis, diminuindo o uso de agrotóxicos. “Eles começam a se adequar e, no futuro, isso pode servir de incentivo para que passem definitivamente para a produção orgânica”.

Veja aqui a programação completa:

http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/organicos/semana-dos-alimentos-organicos

Fonte: Portal Brasil com informações da Agência Brasil e Ministério da Agricultura.

Rede Ecovida – União e compromisso com a ecologia e com a saúde

O refrão da música do agricultor e compositor Marco Gottinari finalizou o 9° Encontro Ampliado da Rede Ecovida, que uniu as Américas num compromisso pela Agroecologia no Dia Mundial da Terra, em 22 de abril. Mais de 2 mil participantes se abraçaram e cantaram “Ó Terra Mãe, um filho teu não vai desistir!”
O espírito de união e compromisso com a agroecologia é a marca da Rede Ecovida. A entidade foi criada para promover a produção e o consumo e para certificar as propriedades agroecológicas através de um sistema participativo. Significa dizer que os alimentos certificados com o selo Ecovida são absolutamente confiáveis.
Do sistema de certificação da Ecovida participam agricultores, técnicos, comerciantes e os próprios consumidores, que são convidados para as visitas realizadas às propriedades agroecológicas para acompanharem de perto o sistema de trabalho. As visitas são mensais e abertas aos interessados, mas precisam ser agendadas com antecedência nos pontos de venda de alimentos orgânicos.

Mais de 3 mil famílias, organizadas em 12 núcleos, participam da Rede Ecovida nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Sul de São Paulo e Sul de Mato Grosso. “É uma grande rede de pessoas envolvidas, que se sentem felizes por estarem congregadas em torno de um sistema de produção de alimentos honesto e que gera saúde”, diz o consumidor Orlando Michelli, recém eleito coordenador da Rede Ecovida na região da Serra Gaúcha.

O modelo participativo da Rede Ecovida está jogando sementes para além das fronteiras. Neste IX Encontro, realizado na cidade de Marechal Cândido Rondon, no Paraná, participaram membros de todos os núcleos e das entidades apoiadoras e representantes de nove países da América do Sul e América Central que vieram conhecer de perto a experiência da Rede Ecovida.

“Foram três dias para compartilhar conhecimento, encontrar amigos, estabelecer novos contatos e sair fortalecidos e confiantes com a sensação de que a Mãe Terra abençoou e acolheu a todos no seu dia”, conclui a agricultora orgânica Andrea Basso.

Por Vera Mari Damian, Jornal Bem Estar.

Semana do Alimento Orgânico mobiliza produtores e consumidores de todo o país

Inicia neste domingo (24) em todo o Brasil a 11ª Semana do Alimento Orgânico. O principal objetivo do evento, que ocorre anualmente em vários estados, é divulgar para os consumidores os benefícios ambientais, sociais e nutricionais desses alimentos, bem como incentivar a população a aumentar o consumo de orgânicos. A campanha é coordenada pelas Comissões de Produção Orgânica, que contam com a participação de órgãos governamentais e da sociedade civil. O evento está mobilizando produtores e consumidores de todo o país.

No Rio Grande do Sul, a abertura oficial da semana ocorre nessa segunda-feira (25), no auditório do INCRA/RS, em Porto Alegre, com a palestra Produtos Orgânicos, proferida por Thiane Ristow, mestre em nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutoranda em epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ela vai abordar temas como o que são produtos orgânicos, como são produzidos, sua relação com a saúde e onde podem ser encontrados.

A Semana tem também o sentido de divulgar os alimentos orgânicos e ampliar o acesso aos consumidores; ampliar a percepção do consumidor sobre as “qualidades” dos produtos orgânicos; dar continuidade ao processo de conscientização sobre a importância do consumo responsável para um desenvolvimento sustentável; valorizar os produtores orgânicos e estimular outros produtores para a transição agroecológica e conversão para sistemas orgânicos de produção; esclarecer questões relativas ao sistema de produção orgânica e sobre a legislação que a regulamenta, bem como ampliar a produção e o consumo nacional de produtos orgânicos.

A campanha deste ano pretende ainda transmitir ao consumidor a importância e o cuidado que o produtor orgânico tem ao produzir os alimentos que chegam à mesa, mostrando que o respeito a essa prática de cultivo, ultrapassa a preocupação de não usar agrotóxico, já que inclui questões relacionadas à diversidade e à qualidade nutricional dos alimentos, ao bem estar animal, à conservação e uso sustentável dos recursos naturais, à justiça nas relações de trabalho e comerciais, e a soberania e segurança alimentar.

Durante toda a semana, os eventos se espalham por cidades como Pelotas, Erechim, Floriano Peixoto, Eldorado do Sul, entre outras. Estão previstas palestras, sorteios de cestas em feiras e restaurantes orgânicos, encontros para troca de sementes crioulas, exibição do filme “O Veneno está na Mesa 2”, além da campanha sobre as Plantas Alimentícias não Convencionais (PANCs).

O encerramento oficial da semana vai ocorrer no próximo dia 29 de maio, com exposição de charges, autógrafos e venda de livros do chargista Santiago e degustação de alimentos orgânicos. No entanto, os eventos prosseguem até domingo, dia 31 de maio.

Por Juarez Tosi para EcoAgência de Notícias.

Workshop debaterá desafios e oportunidades de produtos orgânicos

O crescimento do interesse popular e o aumento no consumo impulsionaram a produção de produtos orgânicos no Brasil. Porém, é importante abrir o debate sobre desafios e oportunidades existentes na comercialização desses produtos, assim como questões ligadas à produção, ao consumo e à certificação. Tendo em vista essas questões, em 28 de maio, a partir das 8h, ocorre o II Workshop sobre Comercialização de Produtos Orgânicos.

O evento será na Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), local que conta com estacionamento e restaurante universitário. A participação é gratuita mediante inscrição no site ou no local, caso ainda haja vagas. Para os ouvintes que quiserem certificado, confirma na aba “inscrições” para mais informações.

O workshop está sendo organizado pelo PESCAR – Grupo de Pesquisa em Sistemas Cooperativos Agroalimentares da UFRGS e pela equipe do Projeto sobre Circuitos Curtos de Comercialização de Produtos Orgânicos em Porto Alegre/RS. O evento faz parte da Programação da Semana Nacional do Alimento Orgânico, promovido pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e está sendo apoiado pelo ReSNEA _ Rede Sul de Núcleos de Agroecologia e Sistemas Orgânicos de Produção e pela CPORG-RS _ Comissão de Produção Orgânica do Estado do Rio Grande do Sul.

Data: 28 de Maio de 2015
Local: Auditório da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Endereço: Avenida Bento Gonçalves, 7.712 – Porto Alegre\RS
Inscrições: workshoporganicos.wix.com/workshop

A programação
Manhã:  ”Da produção de orgânicos à comercialização: perspectivas e desafios”
08h30min – Início do Evento
Eliane Ribeiro de Souza: produtora, feirante e sócia da COOMAFITT (Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas)
Rodrigo Wolf: produtor, presidente do Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (OPAC) Litoral Norte/RS e vice-presidente da COOMAFITT (Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas)

Ricardo Tiel de Oliveira Valim: Técnico Agropecuário da Emater de Itati/RS
José Cleber Dias de Souza: Eng. Agrônomo, Fiscal Federal Agropecuário e coordenador da CPOrg/RS (Comissão Estadual de Produção Orgânica do Rio Grande do Sul)/ MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

10h45min – Intervalo
10h45min – Debate referente às exposições
12h30min – Intervalo para almoço

Tarde: ”Confiabilidade da produção orgânica: rastreabilidade, certificação e controle social”
14h – Início do painel da tarde
Maria Luiza Tagliaro: Cirurgiã-Dentista, Sócia Proprietária do Armazém e Café Colônia Villanova em Porto Alegre/RS
João Batista Amadeo Volkmann: Eng. Agrônomo, Proprietário da Fazenda Capão Alto das Criúvas e produtor de arroz biodinâmico
Tiago Flores: proprietário do restaurante Prato Verde, em Porto Alegre/RS

15h30min – Intervalo
15h45min – Debate referente às exposições
17h – Encerramento do evento.

Fonte: Grupo de Pesquisa em Sistemas Cooperativos Agroalimentares (PESCAR).

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