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Rede Ecovida – União e compromisso com a ecologia e com a saúde

O refrão da música do agricultor e compositor Marco Gottinari finalizou o 9° Encontro Ampliado da Rede Ecovida, que uniu as Américas num compromisso pela Agroecologia no Dia Mundial da Terra, em 22 de abril. Mais de 2 mil participantes se abraçaram e cantaram “Ó Terra Mãe, um filho teu não vai desistir!”
O espírito de união e compromisso com a agroecologia é a marca da Rede Ecovida. A entidade foi criada para promover a produção e o consumo e para certificar as propriedades agroecológicas através de um sistema participativo. Significa dizer que os alimentos certificados com o selo Ecovida são absolutamente confiáveis.
Do sistema de certificação da Ecovida participam agricultores, técnicos, comerciantes e os próprios consumidores, que são convidados para as visitas realizadas às propriedades agroecológicas para acompanharem de perto o sistema de trabalho. As visitas são mensais e abertas aos interessados, mas precisam ser agendadas com antecedência nos pontos de venda de alimentos orgânicos.

Mais de 3 mil famílias, organizadas em 12 núcleos, participam da Rede Ecovida nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Sul de São Paulo e Sul de Mato Grosso. “É uma grande rede de pessoas envolvidas, que se sentem felizes por estarem congregadas em torno de um sistema de produção de alimentos honesto e que gera saúde”, diz o consumidor Orlando Michelli, recém eleito coordenador da Rede Ecovida na região da Serra Gaúcha.

O modelo participativo da Rede Ecovida está jogando sementes para além das fronteiras. Neste IX Encontro, realizado na cidade de Marechal Cândido Rondon, no Paraná, participaram membros de todos os núcleos e das entidades apoiadoras e representantes de nove países da América do Sul e América Central que vieram conhecer de perto a experiência da Rede Ecovida.

“Foram três dias para compartilhar conhecimento, encontrar amigos, estabelecer novos contatos e sair fortalecidos e confiantes com a sensação de que a Mãe Terra abençoou e acolheu a todos no seu dia”, conclui a agricultora orgânica Andrea Basso.

Por Vera Mari Damian, Jornal Bem Estar.

Semana do Alimento Orgânico mobiliza produtores e consumidores de todo o país

Inicia neste domingo (24) em todo o Brasil a 11ª Semana do Alimento Orgânico. O principal objetivo do evento, que ocorre anualmente em vários estados, é divulgar para os consumidores os benefícios ambientais, sociais e nutricionais desses alimentos, bem como incentivar a população a aumentar o consumo de orgânicos. A campanha é coordenada pelas Comissões de Produção Orgânica, que contam com a participação de órgãos governamentais e da sociedade civil. O evento está mobilizando produtores e consumidores de todo o país.

No Rio Grande do Sul, a abertura oficial da semana ocorre nessa segunda-feira (25), no auditório do INCRA/RS, em Porto Alegre, com a palestra Produtos Orgânicos, proferida por Thiane Ristow, mestre em nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutoranda em epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ela vai abordar temas como o que são produtos orgânicos, como são produzidos, sua relação com a saúde e onde podem ser encontrados.

A Semana tem também o sentido de divulgar os alimentos orgânicos e ampliar o acesso aos consumidores; ampliar a percepção do consumidor sobre as “qualidades” dos produtos orgânicos; dar continuidade ao processo de conscientização sobre a importância do consumo responsável para um desenvolvimento sustentável; valorizar os produtores orgânicos e estimular outros produtores para a transição agroecológica e conversão para sistemas orgânicos de produção; esclarecer questões relativas ao sistema de produção orgânica e sobre a legislação que a regulamenta, bem como ampliar a produção e o consumo nacional de produtos orgânicos.

A campanha deste ano pretende ainda transmitir ao consumidor a importância e o cuidado que o produtor orgânico tem ao produzir os alimentos que chegam à mesa, mostrando que o respeito a essa prática de cultivo, ultrapassa a preocupação de não usar agrotóxico, já que inclui questões relacionadas à diversidade e à qualidade nutricional dos alimentos, ao bem estar animal, à conservação e uso sustentável dos recursos naturais, à justiça nas relações de trabalho e comerciais, e a soberania e segurança alimentar.

Durante toda a semana, os eventos se espalham por cidades como Pelotas, Erechim, Floriano Peixoto, Eldorado do Sul, entre outras. Estão previstas palestras, sorteios de cestas em feiras e restaurantes orgânicos, encontros para troca de sementes crioulas, exibição do filme “O Veneno está na Mesa 2”, além da campanha sobre as Plantas Alimentícias não Convencionais (PANCs).

O encerramento oficial da semana vai ocorrer no próximo dia 29 de maio, com exposição de charges, autógrafos e venda de livros do chargista Santiago e degustação de alimentos orgânicos. No entanto, os eventos prosseguem até domingo, dia 31 de maio.

Por Juarez Tosi para EcoAgência de Notícias.

Workshop debaterá desafios e oportunidades de produtos orgânicos

O crescimento do interesse popular e o aumento no consumo impulsionaram a produção de produtos orgânicos no Brasil. Porém, é importante abrir o debate sobre desafios e oportunidades existentes na comercialização desses produtos, assim como questões ligadas à produção, ao consumo e à certificação. Tendo em vista essas questões, em 28 de maio, a partir das 8h, ocorre o II Workshop sobre Comercialização de Produtos Orgânicos.

O evento será na Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), local que conta com estacionamento e restaurante universitário. A participação é gratuita mediante inscrição no site ou no local, caso ainda haja vagas. Para os ouvintes que quiserem certificado, confirma na aba “inscrições” para mais informações.

O workshop está sendo organizado pelo PESCAR – Grupo de Pesquisa em Sistemas Cooperativos Agroalimentares da UFRGS e pela equipe do Projeto sobre Circuitos Curtos de Comercialização de Produtos Orgânicos em Porto Alegre/RS. O evento faz parte da Programação da Semana Nacional do Alimento Orgânico, promovido pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e está sendo apoiado pelo ReSNEA _ Rede Sul de Núcleos de Agroecologia e Sistemas Orgânicos de Produção e pela CPORG-RS _ Comissão de Produção Orgânica do Estado do Rio Grande do Sul.

Data: 28 de Maio de 2015
Local: Auditório da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Endereço: Avenida Bento Gonçalves, 7.712 – Porto Alegre\RS
Inscrições: workshoporganicos.wix.com/workshop

A programação
Manhã:  ”Da produção de orgânicos à comercialização: perspectivas e desafios”
08h30min – Início do Evento
Eliane Ribeiro de Souza: produtora, feirante e sócia da COOMAFITT (Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas)
Rodrigo Wolf: produtor, presidente do Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (OPAC) Litoral Norte/RS e vice-presidente da COOMAFITT (Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas)

Ricardo Tiel de Oliveira Valim: Técnico Agropecuário da Emater de Itati/RS
José Cleber Dias de Souza: Eng. Agrônomo, Fiscal Federal Agropecuário e coordenador da CPOrg/RS (Comissão Estadual de Produção Orgânica do Rio Grande do Sul)/ MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

10h45min – Intervalo
10h45min – Debate referente às exposições
12h30min – Intervalo para almoço

Tarde: ”Confiabilidade da produção orgânica: rastreabilidade, certificação e controle social”
14h – Início do painel da tarde
Maria Luiza Tagliaro: Cirurgiã-Dentista, Sócia Proprietária do Armazém e Café Colônia Villanova em Porto Alegre/RS
João Batista Amadeo Volkmann: Eng. Agrônomo, Proprietário da Fazenda Capão Alto das Criúvas e produtor de arroz biodinâmico
Tiago Flores: proprietário do restaurante Prato Verde, em Porto Alegre/RS

15h30min – Intervalo
15h45min – Debate referente às exposições
17h – Encerramento do evento.

Fonte: Grupo de Pesquisa em Sistemas Cooperativos Agroalimentares (PESCAR).

Glifosato causará autismo em 50% das crianças até 2025, afirma cientista do MIT

Corroborando uma crescente tendência no aumento das taxas de autismo, uma cientista sênior de pesquisa do MIT, alertou que de todas as crianças, um inquietante 50% serão autistas em 2025. Quem é o culpado? Round-Up, o mais vendido da Monsanto que contém glifosato, está no topo da lista. O uso excessivo de glifosato em nossa alimentação está causando doenças como Alzheimer, autismo, câncer, doenças cardiovasculares e deficiências da nutrição, entre outros.

Stephanie Seneff,  uma bióloga PhD, que já publicou mais de 170 artigos acadêmicos revisados ​​por pares, e estudou essas doenças por mais de três décadas, aponta os transgênicos como um dos principais contribuintes para doenças neurológicas em crianças.

Em uma recente conferência, a Dra. Seneff declarou:
“No ritmo atual, em 2025, uma em cada duas crianças serão autistas.”

Atualmente, uma em cada 68 crianças nos EUA nascem com autismo. Atualmente é a deficiência de desenvolvimento de mais rápido crescimento, com taxas aumentado em quase 120% desde o ano de 2000. Em dez anos, o custo para tratar as pessoas afetadas pelo autismo irá custar 400 bilhões de dólares por ano nos EUA, além dos custos emocionais incalculáveis, os ​​quais as famílias pagarão diariamente para viver e apoiar uma criança com autismo.

A Dra. Seneff notou que os sintomas de toxicidade do glifosato assemelha-se estreitamente com aqueles do autismo. Ela também apresentou dados na conferência que mostram uma correlação estranhamente consistente entre o uso de Roundup em plantações (e a criação das sementes transgênicas Roundup-ready), com o aumento das taxas de autismo. A correlação entre os dois incluem biomarcadores, tais como a deficiência de zinco e ferro, baixo serum sulfate, convulsões e doenças mitocondriais.

Um colega palestrante que estava presente relatou após a apresentação da Dra. Seneff que: “Todos as 70 ou mais pessoas presentes estavam se contorcendo, provavelmente porque agora tinham sérias dúvidas sobre servir os seus filhos, ou eles próprios, qualquer coisa com milho ou soja, os quais são quase todos geneticamente modificados e, assim, contaminados com Roundup e seu glifosato.”

A Dra. Seneff apontou que grande parte dos alimentos em prateleiras de supermercado contém milho e soja transgênicos, todos com pequenas quantidades de vestígios de glifosato. Isto inclui refrigerantes adoçados com alto teor de frutose (geneticamente modificados) e xarope de milho, batatas fritas, cereais, doces, e até mesmo barras de proteína de soja.

Grande parte de nossa carne e aves também é alimentada com uma dieta de milho e soja transgênicos, os quais também contêm traços de glifosato. Você acha que seu pão está seguro? Pense de novo. O trigo é frequentemente pulverizado com produtos químicos Roundup nas vésperas da colheita, significando que, exceto que seus produtos de pão ou trigo sejam certificados não-OGM e orgânicos, eles provavelmente contêm traços de glifosato.

Quando você soma tudo isso – estamos jantando glifosato em quase todos os alimentos que ingerimos, e ele está causando doenças graves. A Dra. Seneff diz que, embora os traços de glifosato em cada alimento possam não ser grandes, é o seu efeito cumulativo que é motivo de preocupação. Sua preocupação parece bem fundamentada, considerando que tem sido encontrado glifosato no sangue e na urina de mulheres grávidas, e ele tem aparecido até mesmo em células fetais.

Fonte: Revista Ecológica.

O “alarmante” uso de agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos

Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). “Os dados sobre o consumo dessas substâncias no Brasil são alarmantes”, disse Karen Friedrich, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa. Segundo o Dossiê Abrasco – um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas. “Isso sem contar os alimentos processados, que são feitos a partir de grãos geneticamente modificados e cheios dessas substâncias químicas”, diz Friederich. De acordo com ela, mais da metade dos agrotóxicos usados no Brasil hoje são banidos em países da União Europeia e nos Estados Unidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70.000 intoxicações agudas e crônicas.

O uso dessas substâncias está altamente associado à incidência de doenças como o câncer e outras genéticas. Por causa da gravidade do problema, na semana passada, o Ministério Público Federal enviou um documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendando que seja concluída com urgência a reavaliação toxicológica de uma substância chamada glifosato e que a agência determine o banimento desse herbicida no mercado nacional. Essa mesma substância acaba de ser associada ao surgimento de câncer, segundo um estudo publicado em março deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) juntamente com o Inca e a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC). Ao mesmo tempo, o glifosato foi o ingrediente mais vendido em 2013 segundo os dados mais recentes do Ibama.

Em resposta ao pedido do Ministério Público, a Anvisa diz que em 2008 já havia determinado a reavaliação do uso do glifosato e outras substâncias, impulsionada pelas pesquisas que as associam à incidência de doenças na população. Em nota, a Agência diz que naquele ano firmou um contrato com a Fiocruz para elaborar as notas técnicas para cada um dos ingredientes – 14, no total. A partir dessas notas, foi estabelecida uma ordem de análise dos ingredientes “de acordo com os indícios de toxicidade apontados pela Fiocruz e conforme a capacidade técnica da Agência”.

Enquanto isso, essas substâncias são vendidas e usadas livremente no Brasil. O 24D, por exemplo, é um dos ingredientes do chamado ‘agente laranja’, que foi pulverizado pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, e que deixou sequelas em uma geração de crianças que, ainda hoje, nascem deformadas, sem braços e pernas. Essa substância tem seu uso permitido no Brasil e está sendo reavaliada pela Anvisa desde 2006. Ou seja, faz quase dez anos que ela está em análise inconclusa.

O que a Justiça pede é que os ingredientes que estejam sendo revistos tenham o seu uso e comércio suspensos até que os estudos sejam concluídos. Mas, embora comprovadamente perigosos, existe uma barreira forte que protege a suspensão do uso dessas substâncias no Brasil. “O apelo econômico no Brasil é muito grande”, diz Friedrich. “Há uma pressão muito forte da bancada ruralista e da indústria do agrotóxico também”. Fontes no Ministério Público disseram ao EL PAÍS que, ainda que a Justiça determine a suspensão desses ingredientes, eles só saem de circulação depois que os fabricantes esgotam os estoques.

O consumo de alimentos orgânicos, que não levam nenhum tipo de agrotóxico em seu cultivo, é uma alternativa para se proteger dos agrotóxicos. Porém, ela ainda é pouco acessível à maioria da população. Em média 30% mais caros, esses alimentos não estão disponíveis em todos os lugares. O produtor Rodrigo Valdetaro Bittencourt explica que o maior obstáculo para o cultivo desses alimentos livres de agrotóxicos é encontrar mão de obra. “Não é preciso nenhum maquinário ou acessórios caros, mas é preciso ter gente para mexer na terra”, diz. Ele cultiva verduras e legumes em seu sítio em Juquitiba, na Grande São Paulo, com o irmão e a mãe. Segundo ele, vale a pena gastar um pouco mais para comprar esses alimentos, principalmente pelos ganhos em saúde. “O que você gasta a mais com os orgânicos, você vai economizar na farmácia em remédios”, diz. Para ele, porém, a popularização desses alimentos e a acessibilidade ainda levarão uns 20 anos de briga para se equiparar aos produtos produzidos hoje com agrotóxico.

Bittencourt vende seus alimentos ao lado de outras três barracas no Largo da Batata, zona oeste da cidade, às quartas-feiras. Para participar desse tipo de feira, é preciso se inscrever junto à Prefeitura e apresentar todas as documentações necessárias que comprovem a origem do produto. Segundo Bittencourt, há uma fiscalização, que esporadicamente aparece nas feiras para se certificar que os produtos de fato são orgânicos.

No mês passado, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) sancionou uma lei que obriga o uso de produtos orgânicos ou de base agroecológica nas merendas das escolas municipais. A nova norma, porém, não tem prazo para ser implementada e nem determina o percentual que esses alimentos devem obedecer.

Segundo um levantamento da Anvisa, o pimentão é a hortaliça mais contaminada por agrotóxicos (segundo a Agência, 92% pimentões estudados estavam contaminados), seguido do morango (63%), pepino (57%), alface (54%), cenoura (49%), abacaxi (32%), beterraba (32%) e mamão (30%). Há diversos estudos que apontam que alguma substâncias estão presentes, inclusive, no leite materno.

No ano passado, a pesquisadora norte-americana Stephanie Seneff, do MIT, apresentou um estudo anunciando mais um dado alarmante: “Até 2025, uma a cada duas crianças nascerá autista”, disse ela, que fez uma correlação entre o Roundup, o herbicida da Monsanto feito a base do glifosato, e o estímulo do surgimento de casos de autismo. O glifosato, além de ser usado como herbicida no Brasil, também é uma das substâncias oficialmente usadas pelo governo norte-americano no Plano Colômbia, que há 15 anos destina-se a combater as plantações de coca e maconha na Colômbia.

Em nota, a Anvisa afirmou que aguarda a publicação oficial do estudo realizado pela OMS, Inca e IARC para “determinar a ordem prioritária de análise dos agrotóxicos que demandarem a reavaliação”.

Os alimentos mais contaminados pelos agrotóxicos

Em 2010, o mercado brasileiro de agrotóxicos movimentou 7,3 bilhões de dólares e representou 19% do mercado global. Soja, milho, algodão e cana-de-açúcar representam 80% do total de vendas nesse setor.
Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), essa é a lista da agricultura que mais consome agrotóxicos:
Soja (40%)
Milho (15%)
Cana-de-açúcar e algodão (10% cada)
Cítricos (7%)
Café, trigo e arroz (3 cada%)
Feijão (2%)
Batata (1%)
Tomate (1%)
Maçã (0,5%)
Banana (0,2%)
As demais culturas consumiram 3,3% do total de 852,8 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nas lavouras brasileiras em 2011.

Fonte: El País – Brasil.

Projeto que derruba símbolo da transgenia em rótulos de produtos é aprovado na Câmara

Um claro golpe contra o direito à informação. Assim entidades ambientalistas e de defesa dos consumidores consideram a decisão do plenário da Câmara dos Deputados, que aprovou na última terça-feira (28), o Projeto de Lei 4148/08, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), que acaba com a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos com organismos geneticamente modificados (OGM), como óleo de soja, fubá e outros produtos derivados. O Projeto recebeu 320 votos a favor e 135 contra, mas ainda deverá ser votado no Senado.

Com a aprovação da lei, os símbolos que identificam hoje produtos com OGMs poderão não estar mais presentes nos rótulos, sendo que, para o consumidor final, não será mais possível ter certeza sobre a presença de transgênicos em alimentos por meio da rotulagem, exceto em caso de teste laboratorial específico.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) repudiou a decisão dos deputados, por considerar que ela representa um grave retrocesso legislativo na garantia de um direito do consumidor já adquirido na questão e previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC), no que diz respeito ao acesso à informação clara e adequada em produtos. “Em campanha desde 2012 contra o PL”, diz o Idec, “continuaremos defendendo a não-aprovação da medida e continuará em mobilização nacional, agora com foco no Senado”.

A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), entidade pioneira no país, em nota, repudiou a atuação dos deputados gaúchos que votaram a favor do Projeto de Lei 4148/08 (Afonso Hamm, Afonso Motta, Alceu Moreira, Carlos Gomes, Covatti Filho, Danrlei de Deus, Darcísio Perondi, Giovani Cherini, Jerônimo Goergen, José Otávio Germano, Luis Carlos Heinze, Mauro Pereira, Nelson Marchezan Junior, Onyx Lorenzoni, Pompeo de Mattos, Renato Molling e Sérgio Moraes), que acaba com a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos com organismos geneticamente modificados (OGM).

De acordo com a entidade, todos têm direito à informação clara e transparente. A quem interessa camuflar dos consumidores a origem dos produtos alimentícios disponibilizados à população? Quem financia a campanha do deputado Luiz Carlos Heinze e dos demais integrantes da bancada ruralista?, pergunta.

O líder do PV, deputado Sarney Filho (MA), disse que o projeto é um retrocesso na legislação atual. “O texto mexe naquilo que está dando certo. O agronegócio está dando um tiro no pé. Por que retroagir?”, questionou. Segundo ele, o texto não acrescenta nada sobre a transgenia, só retira informações.

Entidades de vários estados do país prometem mobilizações para evitar que o projeto seja aprovado no Senado.

Fonte: EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais.

Certificação de produtos orgânicos pelo Tecpar cresce 33% em cinco anos

O número de certificados para produtos orgânicos emitidos pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) deu um salto de 33% nos últimos cinco anos. Só no ano passado, 195 propriedades rurais foram auditadas e certificadas pela instituição no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Amazonas, Santa Catarina e Ceará, além do Peru e Chile. Em 2010, foram 146. A maioria é do Paraná, que tem 128 propriedades certificadas.

O certificado de conformidade orgânica tem duração de um ano, mas algumas auditorias são realizadas semestralmente como é o caso de culturas de ciclo curto, como hortaliças, ou no de produções paralelas, em que um produto orgânico é plantado na mesma propriedade que produz vegetais pelo método convencional.

De acordo com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) são produzidos 130 mil toneladas de alimentos orgânicos no Paraná por ano. “São produtos oriundos de lavouras que não utilizam agrotóxicos, adubos, hormônios ou transgênicos. Os alimentos são produzidos levando em consideração o meio ambiente e a vida dos agricultores e seus familiares”, explica o coordenador estadual de olericultura Iniberto Hanermschmitd.

Entre os principais alimentos orgânicos estão as hortaliças, que mantém um crescimento de 20 a 30% no ano devido ao rápido ciclo de plantação e colheita. Fazem parte desse grupo alface, repolho, tomate, cenoura, pimentão, pepino, abobrinha, couve-flor, brócolis, beterraba, rabanete, batata e cebola. Há também os produtos orgânicos básicos e bastante comercializados como soja, milho, trigo, feijão, mandioca, arroz, café, cana de açúcar, erva mate, além das frutas e plantas medicinais.

CERTIFICAÇÃO – Os alimentos orgânicos produzidos em propriedades rurais e certificados pelo Tecpar podem ser encontrados em três categorias: origem animal, vegetal e em processamento. Nas regiões de Pinhais e Francisco Beltrão, por exemplo, estão concentrados os alimentos de descendência animal como leite, ovos e rações para aves.

Já nos municípios de Morretes e Prudentropolis encontram-se produtos processados como é o caso de geleias, massas e compotas. Enquanto isso, os produtos de origem vegetal, como frutas e hortaliças, possuem maior produção e comercialização e estão espalhadas em 50 regiões do Paraná.

A gerente do Tecpar Cert, Tânia de Carvalho, explica que a lei sobre a produção orgânica no Brasil foi regulamentada em 2010 e que o Tecpar Cert foi o primeiro instituto a ser credenciado tanto pelo Inmetro quanto pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para certificar a produção orgânica brasileira.

“De lá para cá, o Tecpar Cert registrou crescimento na certificação porque o Governo do Estado, diversas prefeituras municipais e o Sebrae incentivaram e subsidiaram os produtores orgânicos a buscar a certificação, que nesta área é compulsória. Além disso, produtores de outros países que querem entrar no mercado brasileiro precisam da certificação”, analisa Tânia.

SANTA ROSA – Localizado na Colônia Figueiredo, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, o Sítio Santa Rosa está entre as propriedades paranaenses certificadas pelo Tecpar. São quatro alqueires, destinados exclusivamente à plantação de orgânicos, comercializados em três feiras semanais e em dois mercados da região.

À frente das plantações está Ludovico Carachenski, 67 anos, que cuida da lavoura junto com a mulher e seis filhos. O contato de Ludovico com a terra teve início aos cinco anos, quando ajudava os seus pais na lavoura. “Hoje, continuo com o ritual diário de cuidar do ciclo de vida de cada produto”, afirma ele.

Ludovico conta que o sítio Santa Rosa já foi utilizado para plantar alimentos convencionais. “Mas há 15 anos essa terra não recebe mais a ação de agrotóxicos”, afirma ele. “Antes, só plantávamos batata, milho e feijão. No começo era bom, mas depois os insumos para estes produtos ficaram muito caros e os alimentos muito baratos. Os agricultores não ganhavam quase nada”, conta.

A mudança do sistema convencional para o orgânico exigiu um pouco mais de trabalho. “É muito mais difícil produzir um alimento orgânico, pois todo o trabalho é manual. Os produtos não ficam tão bonitos quando os convencionais porque não se usa agrotóxico. Não se usa nada, só adubo orgânico”, ressalta Ludovico.

Entre as plantações é possível encontrar uma variedade enorme de alimentos: cenoura, batata, alface, tomate, couve, abobrinha, pepino, beterraba, repolho, brócolis, morango, quiabo, berinjela, milho, batata doce, espinafre, abobora, cebolinha, salsa, feijão vagem. A esposa de Ludovico, Elaine, fabrica geléia.

Nos dias de feira, a família acorda às 4 horas da manhã para carregar o caminhão e organizar a tenda. Quando não há feira, o dia começa às 5 horas, na lavoura. “Cuidar da lavoura é o que eu sei fazer. Eu amo estar perto da terra”, afirma com sorriso o agricultor.

EM RIBEIRÃO CLARO – Ribeirão Claro, no Norte Pioneiros, é um dos municípios com forte concentração de propriedades certificadas pelo Tecpar. Dos 27 agricultores que formam a Associação de Produtores Orgânicos (APO), 18 têm propriedades certificadas. No último ano, o volume de vendas chegou a R$ 450 mil, somadas as produções de todos os agricultores.

Para a presidente da APO, Maria Luizete Brambila, que também é produtora, a associação é uma forma de melhorar o trabalho de todos. “Na APO os produtores têm mais facilidade para comercializar os seus produtos e encaixar os alimentos produzidos no mercado”, diz ela.

Atualmente, os associados estão se organizando para que cada um possa produzir determinados itens, sem gerar concorrência entre eles. “Vamos nos dividir para que cada um produza e venda diferentes produtos. Além disso, logo vamos começar a fazer alimentos processados.”

A associação tem parceria com o Governo do Estado e os municípios para fornecer alimentos para a merenda escolar. Os produtos são comercializados, também, em feiras de Ribeirão Claro e junto a supermercados e restaurantes de cidades vizinhas, como Chavantes e Ourinhos.

A Emater dá assistência aos produtores na agricultura familiar e na certificação. O Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sebrae apoiam com treinamentos aos produtores e na negociação com os mercados da região.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná.

Pequenos produtores vendem US$ 5 milhões na Biofach, na Alemanha

Os produtos da agricultura familiar ganharam mais uma vez o mercado internacional. Na última edição da Biofach, a maior feira de orgânicos do mundo, o volume de negócios realizados chegou a US$ 4,9 milhões, quase o dobro do que foi comercializado na edição de 2014 (US$ 2,5 milhões).

Segundo o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Onaur Ruano, a participação brasileira no evento alemão promove a agricultura familiar enquanto abre mercado em outras nações.

“A feira é um espaço de visibilidade, onde o público pode conhecer e atestar a qualidade dos nossos produtos. Temos ainda o reconhecimento da imagem da nossa agricultura familiar, tanto fora como dentro do nosso país, como dinâmica, moderna e preocupada com o meio ambiente”, ressalta.

Estas características foram algumas das responsáveis para a participação exitosa na Biofach 2015. “A cada edição do evento, vemos crescimento da participação brasileira”.

Fonte: DCI/Agências

Alimentação escolar: orgânicos serão obrigatórios em São Paulo

A Lei que obriga a inclusão de alimentos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação escolar de alunos da rede municipal de ensino (Lei n. 16.140) da cidade de São Paulo, foi publicada no Diário Oficial no dia 18 de março. A medida voltada para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) terá implantação gradual e obrigará a apresentação dentro de 180 dias – a contar da data de publicação da Lei – de um “Plano de Introdução Progressiva de Alimentos Orgânicos ou de Base Agroecológica na Alimentação Escolar” pela Prefeitura de São Paulo, em conjunto com a sociedade civil organizada.

A lei viabilizará a aquisição de alimentos orgânicos prioritariamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações para composição das refeições, com preços diferenciados até 30% maiores em relação ao produto similar convencional. Para fornecerem os produtos, por sua vez, os produtores deverão constar no cadastro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além de estarem de acordo com a legislação federal vigente sobre o tema, possuírem certificação de órgãos competentes ou participarem de organizações de controle social (OCS). A lei também aceita a compra por meio de produtores em fase de transição agroecológica, o que é um importante estímulo e apoio à conversão de sistema produtivo para outros produtores convencionais.

“Só na cidade são oferecidas 2 milhões de refeições escolares por dia. O incentivo à produção orgânica e agroecológica para a promoção de uma alimentação saudável e sustentável em todo o município, feita por essa via, trará benefício direto para as crianças e também para os produtores rurais. É um grande avanço. Esperamos que a ação seja exemplo para muitos outros municípios” comemora Renata Amaral, pesquisadora em Consumo Sustentável do Idec.

Como membro da Plataforma de Agricultura Orgânica de SP e do MUDA-SP,  o Idec apoiou  todo o processo de aprovação da lei, participando inclusive de reuniões na Câmara dos Vereadores para pressionar pela aprovação do projeto.

Fonte: IDEC / EBC.

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