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Lobby da indústria faz Anvisa liberar agrotóxico perigoso

Paraquate está associado a doença de Parkinson

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, proibiu no Brasil em setembro do ano passado, o uso de um agrotóxico chamado paraquate. O produto – popular nas lavouras como dessecante, uma técnica que acelera a maturação de plantas antes da colheita – provoca a morte em caso de intoxicação grave e está ligado ao aumento da incidência da doença de Parkinson. Um parecer da Anvisa já havia indicado a proibição, argumentando que “há plausibilidade científica da associação entre a exposição ao Paraquate e a Doença de Parkinson quando se considera, em conjunto, os indícios presentes nos estudos”. Ele foi reavaliado a pedido dos produtores do componente químico. Novamente, a proibição venceu.

Mas, a decisão firme, avaliada e reavaliada com sentenças definitivas pela Anvisa contra o uso do paraquate, ratificada em setembro passado, durou pouco mais de dois meses. A própria Anvisa mudou o seu parecer em fins de novembro, autorizando o uso do composto como dessecante até 2020. Além disso, a agência suavizou textos que devem ser exibidos no rótulo do agrotóxico.

A mudança de posição da agência só foi possível graças ao lobby dos fabricantes e vendedores de produtos à base de paraquate, grupo de pressão que frequentou o gabinete de um diretor do órgão em um período de 66 dias. Foi quando o diretor de Regulação Sanitária da Anvisa, Renato Alencar Porto, abriu as portas de seu escritório, em Brasília, para quatro reuniões com interessados em regras mais frouxas para o paraquate.

Em 5 de outubro, 13 dias após a publicação da resolução que baniu o produto como dessecante, Porto teve uma reunião com o diretor-geral da Syngenta América Latina, Valdemar Fischer, com o presidente da empresa no Brasil, Laércio Giampani, e com o gerente de Assuntos Corporativos, Rafael Arantes. A Syngenta domina o mercado de produtos à base de paraquate no Brasil. O assunto, informou a agenda pública do diretor, era justamente a proibição.

No mês seguinte, em 10 de novembro, Porto recebeu a autodenominada “Força-Tarefa Paraquate”, formada por 19 empresas que produzem ou pretendem produzir agrotóxicos à base do princípio ativo, representadas também pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal. Dessa vez, o diretor da Anvisa teve como interlocutores Helena Sassaki e Elaine Lopes, coordenadoras da força-tarefa, além de Pablo Casabianca e Edmur Figueiredo, respectivamente agente de relações governamentais e consultor jurídico do Sindiveg.

Pouco mais de uma semana depois, em 20 de novembro, o próprio presidente do Sindiveg, Julio Borges, e sua diretora-executiva, Silvia Fagnani, foram a Brasília desfilar argumentos a favor do paraquate para o diretor da Anvisa, acompanhados das gerentes de assuntos regulatórios Andreza Martinez e Andrea Rodrigues.

Apenas três dias depois, houve a quarta reunião. A cúpula do Sindiveg voltou a ser recebida no gabinete do diretor da Anvisa para tratar do paraquate, dessa vez acompanhados de diretores da Confederação Nacional da Agricultura e da Associação Brasileira de Produtores de Algodão. O diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Ministério da Agricultura, André Peralta, reforçou o time que foi defender o paraquate perante Renato Porto.

Um lobby bem-sucedido
A pressão funcionou. No dia 27 de novembro, uma segunda-feira, apenas dois dias úteis após a quarta reunião com o lobby do agrotóxico, a Anvisa decidiu afrouxar as regras sobre o paraquate. A principal delas foi a liberação do uso do produto na dessecação de culturas até 2020, justamente o ponto que havia sido proibido em setembro. A dessecação é um procedimento utilizado em lavouras de larga escala como soja e milho, e estima-se que 60% do paraquate consumido no Brasil seja usado com esse fim.

A pressa em voltar atrás da decisão fica evidente pela agenda do próprio diretor. Ele esteve fora do país – em viagens oficiais à Califórnia, Itália e Alemanha – em 15 dos 45 dias úteis entre as primeiras reuniões e a liberação.

Nos 30 dias úteis em que passou no Brasil, Porto participou, principalmente, de reuniões e compromissos burocráticos internos. Assim, as quatro reuniões do diretor com defensores do paraquate representaram quase 30% de todos encontros externos de Porto no período. Não há registros de encontros com qualquer defensor do fim do uso do agrotóxico. A proibição, que estava em discussão na Anvisa desde 2008, foi mudada da noite pro dia.

Vitória da indústria
A decisão de afrouxar as regras foi muito comemorada no mundo do agronegócio e até no Ministério da Agricultura. O secretário de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel disse, sem meias palavras, que “prevaleceu o bom senso”. “O paraquate é importante na dessecação das culturas e não existe hoje no mercado outra opção e que dê o mesmo resultado”, argumentou. “O uso [do princípio ativo] está restrito a culturas de algodão, soja, arroz, banana, batata, café, cana-de-açúcar, citros, feijão, maçã, milho e trigo”, tentou minimizar, como se falasse de pouca coisa.

Não ficou só nisso. A Anvisa também tratou de aliviar os dizeres que devem constar do Termo de Conhecimento de Risco e de Responsabilidade que deverá acompanhar qualquer agrotóxico à base de paraquate. Em setembro, a agência decidira que ali deveriam constar as frases “O paraquate pode causar doença de Parkinson” e “O paraquate pode causar mutações genéticas”. Em novembro, decidiu-se por textos bem menos incisivos: “Evidências indicam que a exposição ao paraquate pode ser um dos fatores de risco para a doença de parkinson em trabalhadores rurais” e “Evidências demonstram a existência de risco da exposição ao paraquate causar mutações genéticas em trabalhadores rurais”.

“Como não se pretende afirmar que o paraquate indubitavelmente causará mutações genéticas e a doença de Parkinson ao trabalhador rural, é possível que a maneira de expressar a existência desses riscos possa ser mais clara”, justificou-se Renato Porto, falando apressado, quase que atropelando as palavras, na reunião em que a diretoria da Anvisa aprovou o recuo em sua posição a respeito do paraquate.

Fabricantes comemoram
Ao final da fala do diretor, a advogada Lídia Cristina Jorge dos Santos, que foi à reunião falar em nome da força-tarefa paraquate e do Sindiveg, não se furtou de elogiar a nova posição da Anvisa. “Eu tinha toda uma sustentação oral pronta [em defesa do paraquate] e não vou poder seguir, porque muitos pontos [desejados pelos fabricantes de agrotóxicos] já foram comentados [por Renato Porto]. O resumo foi brilhante”, empolgou-se.

Minutos depois, ela deixou claro qual é provavelmente o principal motivo para a briga dos fabricantes de agrotóxicos pelas mudanças nas frases que alertam agricultores a respeito dos riscos oferecidos pelo paraquate. “O receio da força-tarefa é ser responsabilizada, punida e criar liability [responsabilidade legal] muito grande em relação a processos de responsabilidade (por casos de envenenamento ou doenças causadas pelo paraquate)”, afirmou, antes de voltar a manifestar sua satisfação com a decisão da Anvisa. “Agradecemos a possibilidade da (resolução) ser revista.”

É importante frisar que a nova decisão manteve a proibição total do paraquate a partir de 2020. Mas, até lá, os fabricantes ainda têm espaço para manter o produto no mercado, desde que apresentem à Anvisa estudos mostrando que o princípio ativo não causa danos à saúde dos agricultores – algo que, Syngenta à frente, eles já tentam fazer, com resultados questionáveis. Na decisão anterior, o paraquate com embalagens abaixo de 5 litros já seria retirado das lojas em 2018.

“Vitória de quem quer vender agrotóxico”
O pesquisador Luiz Cláudio Meirelles, especialista em agrotóxicos da Fiocruz, foi o primeiro gerente-geral de Toxicologia da Anvisa – ocupou o cargo entre 1999 e 2012. Ele foi responsável por pedir, em 2008, a retirada do produto do mercado.

A Anvisa contratou a Fiocruz para elaborar um parecer técnico a respeito dos riscos do paraquate. Entregue em 2009, ele finalmente foi aceito pela agência em 2014. A isso seguiu-se um painel técnico com especialistas para tratar do assunto. Durante as decisões sobre o paraquate, a Fiocruz se colocou à disposição para dirimir dúvidas da Anvisa. “Mas, curiosamente, não foi convidada”, disse Meirelles. “Ele recebeu só os interessados na venda do produto, mas não organizações da sociedade civil, universidades, ou a Fiocruz”, afirmou o pesquisador, que atualmente coordena o Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos.

Meirelles não poupou críticas às mudanças feitas pela Anvisa após o lobby. “A liberação do uso como dessecante é muito grave, pois é aí que se gera mais resíduo”, explicou. Também questionou a revisão das frases de alerta que devem acompanhar produtos com paraquate. “Adotaram um linguajar que não é direto, que não é compreensível ao trabalhador rural. Perdeu o sentido”, argumentou ele, que já era crítico da primeira decisão da agência. “O paraquate é perigosíssimo. Deveria ser banido imediatamente, e não num prazo de três anos, com possibilidade da indústria tentar reveter a proibição até lá.”

“Várias agendas de interesse público estão submetidas a barganhas políticas. A dos agrotóxicos não é diferente”, avaliou Marina Lacôrte, especialista do Greenpeace em Agricultura e Alimentação. “A decisão da Anvisa é uma vitória de quem quer vender agrotóxico. As mudanças foram feitas de acordo com o interesse deles, e não no da saúde pública”, cravou Meirelles.

Histórico perigoso
Desenvolvido pela gigante dos agrotóxicos Syngenta na década de 1950, o paraquate é ingrediente de alguns dos herbicidas mais populares do mundo. Está sob fogo cerrado no mundo todo ante evidências cada vez mais fortes de que causa doença de Parkinson e mutações em células responsáveis pela reprodução humana – além de ser potencialmente fatal em caso de intoxicação aguda.

A Suíça, justamente onde fica a sede da Syngenta, baniu o paraquate nos anos 80. A União Europeia, em 2007. China e Inglaterra produzem o agrotóxico, mas apenas para exportação.

Uma pesquisa de 2011 do Instituto Nacional de Ciência da Saúde Ambiental dos Estados Unidos, em parceria com o Instituto e Centro Clínico do Parkinson, mostrou que lidar com agrotóxicos contendo paraquate aumentou em duas vezes a incidência de Parkinson em agricultores. O dossiê sobre agrotóxicos da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, publicado em 2015, afirma que 26,2% dos 2.931 casos confirmados de intoxicação por agrotóxicos registrados no Brasil entre 1996 e 2000 se devem a apenas três princípios ativos, entre os quais o paraquate.

No Brasil, há 27 produtos à base de paraquate.

Fonte: Rafael Moro Martins, The Intercept Brasil.

III Feira Nacional da Reforma Agrária ocorre no início de maio, em São Paulo

Evento vai reunir milhares de pessoas no Parque Água Branca

Um almoço especial com arroz carreteiro e risoto de cogumelos marcou o lançamento da III Feira Nacional da Reforma Agrária, neste sábado (14), no Armazém do Campo, loja do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), localizada na região central de São Paulo.

O evento reuniu dezenas pessoas, entre apoiadores da reforma agrária popular e moradores da vizinhança. Foi o caso da professora aposentada Tereza Cristina de Souza Lajolo, que mora nos arredores do Armazém do Campo, e conta que frequenta a loja desde sua inauguração, em agosto de 2016.

“Eu defendo esse espaço com unhas e dentes. Venho aqui, compro o que me interessa, principalmente o leite sem lactose das cooperativas, que me faz muito bem. Então eu gosto muito desse espaço. É uma responsabilidade política manter esse espaço aberto, porque ele é a referência de que a luta está acontecendo, se realizando”, afirmou.

O almoço de lançamento da Feira da Reforma Agrária também motivou a primeira visita de algumas pessoas ao Armazém. O professor de geografia da rede municipal André Luis Malagoli descobriu o evento por meio de um post no Facebook, e levou a família para conhecer o espaço.

“Para mim é uma satisfação conhecer o Armazém do Campo, porque é um lugar muito diferente do que estamos acostumados. As relações, as pessoas, aqui tudo é bacana. Estamos precisando dessas energias”, afirmou, mostrando a sacola com os produtos que adquiriu na loja. “Arroz, feijão, farinha e um suco de uva, tudo orgânico, e demos preferência para a produção de cooperativas da agricultura familiar”, acrescentou.

O evento contou também com a divulgação do logo oficial da III Feira da Reforma Agrária, com uma apresentação política, e com apresentações musicais. De acordo com Gilmar Mauro, da direção nacional do MST, a Feira é o principal evento de divulgação da produção agrária do movimento para a sociedade.

“É um momento ímpar para dialogar com a sociedade, a partir do que produzimos e dos paradigmas que adotamos para a produção: a agrofloresta, a agroecologia, o orgânico. Oferecemos produtos saudáveis produzidos por mãos calejadas do Brasil inteiro, e uma culinária que vai do pato no tucupi ao arroz carreteiro. Ao mesmo tempo, é um espaço de debate político sobre qual uso queremos dar para os recursos naturais, que não é o uso que o capital dá hoje”, afirmou.

A segunda edição da Feira da Reforma Agrária, que ocorreu entre os dias 4 e 7 de maio de 2017, reuniu 200 mil pessoas, que consumiram 290 toneladas de alimentos de mais de 800 agricultores de todo o país. Segundo Ana Chã, do coletivo de cultura do MST, o evento tem como principal bandeira a ideia de que a alimentação é um ato político.

“Estamos muito felizes de ver tanta gente reunida aqui, para mostramos que esse modo de vida diferente é possível, repensando a relação de quem produz e de quem consome. Acreditamos em uma alimentação mais saudável e justa para todos”, ponderou.

A sonoplasta Dora Florêncio é um exemplo dessas novas relações consequentes da alimentação orgânica. Ela esteve presente no almoço de lançamento no Armazém do Campo, conta que participou das outras edições da Feira, e está ansiosa para o evento este ano.

“Estou sonhando com a feira desse ano. Ano passado eu fui em todos os dias, comprei muita coisa, fiquei doidinha, parecia que eu estava na roça. Agora neste mês de maio eu vou fazer uma viagem para conhecer os assentamentos de pessoas e cooperativas de mulheres que conheci na feira do ano passado. Fiz várias amizades no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Goiás e Pernambuco”, disse.

A III Feira Nacional da Reforma Agrária acontecerá entre 5 e 6 de maio, no Parque da Água Branca, zona oeste de São Paulo. Como nas edições anteriores, o evento contará com barracas de produtos de todas as regiões do país, com o espaço “culinária da terra”, onde pratos típicos são preparados na hora, e com shows e apresentações culturais de diversos artistas. Nessa edição também haverá a presença de conceituados chefs brasileiros.

 

Fonte: Brasil de Fato.

Cooperativas com produtos orgânicos podem participar da Bio Brazil 2018

Cooperativas gaúchas com produtos orgânicos têm a possibilidade de participar do maior evento de negócios de produtos orgânicos da América Latina, a Bio Brazil Fair – Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, que ocorrerá entre os dias 6 e 9 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A feira tem como objetivo oferecer a produtores e fabricantes a oportunidade de alavancar vendas, captar novos compradores e disseminar os benefícios dos produtos orgânicos.

Participam da feira produtores, indústrias, projetos governamentais, fornecedores de insumo e tecnologia, certificadores e consultorias. É o grande encontro anual do mercado orgânico de alimentos, cosméticos, moda e produção no Brasil.

O governo do Rio Grande do Sul estará presente com um estande coletivo, parte do Programa de Apoio à Participação de Empresas Gaúchas em Feiras Internacionais. As inscrições para cooperativas interessadas em participar da Feira Bio Brazil 2018, no Estande Coletivo do Rio Grande do Sul, estão disponíveis até o dia 18 de abril. Serão selecionadas 19 empresas com matriz ou planta produtiva no Estado e que tenham produtos compatíveis com a feira e certificação de Produtos Orgânicos. A Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia irá aportar, como forma de subsídio às empresas participantes, R$ 40 mil. Esta ação será desenvolvida em parceria com o Sebrae/RS. Despesas de deslocamento, hospedagem e envio de materiais serão de responsabilidade das cooperativas e empresas.

As cooperativas interessadas deverão preencher a ficha de inscrição (clique aqui) e remetê-la para feiras@sdect.rs.gov.br.

Mais informações estão disponíveis em http://www.biobrazilfair.com.br/index.asp.

Fonte: OCERGS,

Alimentos antioxidantes auxiliam no combate ao câncer

De acordo com o British Journal of Cancer, 45% dos casos de câncer em homens e 40% dos casos em mulheres poderiam ser evitados se adotados hábitos alimentares saudáveis

Mesmo em pleno século XXI ainda há muitos tabus em relação ao câncer. Para alguns, a doença é relacionada ao destino, para outros é uma questão de predisposição genética. O que o estudo publicado na edição de dezembro de 2011 do British Journal of Cancer constatou foi que 45% dos casos de câncer em homens e 40% dos casos em mulheres poderiam ser evitados se adotados hábitos saudáveis.

Segundo Lucas Penchel, médico, nutrólogo e diretor da Clínica Penchel, dentre os hábitos que auxiliam na prevenção ao câncer, a alimentação rica em alimentos antioxidantes desponta como a mais eficaz e prática. “Uma dieta com grandes concentrações de vitaminas A, C e E, betacaroteno, selênio ou zinco é capaz de diminuir notavelmente as chances de um indivíduo desenvolver um câncer, por exemplo”, explica.

As substâncias antioxidantes atrasam ou impedem as ações dos radicais livres – moléculas instáveis e reativas que podem causar doenças degenerativas e, até mesmo, câncer. Por serem produzidas em pequena quantidade pelo organismo, inserir uma dose farta na dieta através da alimentação é a forma mais indicada pelos especialistas.

“Alimentos de origem animal, frutas cítricas, vegetais verdes, cereais e grãos são as fontes com maior abundância de antioxidantes. Aproveitando o período das festividades de final de ano, invista em aves, carnes ou frutos do mar, amêndoas, nozes, castanha-do-pará, frutas cítricas, uva, morango e damasco”, indica Lucas.

Quem é: Lucas Penchel é Médico Generalista (Unifenas – BH); membro do International Colleges for the Advancement of Nutrology; membro da American Society for Nutrition; membro da Sociedade Brasileira de Fisiologia; membro da Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento; membro da Sociedade Brasileira de Nutrologia; membro da Associação Brasileira do Estudo sobre Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

Fonte: Ederepente50.

Obesidade infantil atinge mais de um terço dos jovens no país

A alimentação saudável e de qualidade é hoje um dos maiores desafios para combater a obesidade infantil e melhorar a saúde geral das pessoas. Com o intuito de divulgar a campanha Obesidade Infantil X Alimentação Saudável, bem como a necessidade de rotulagem dos alimentos, a Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, realizou uma campanha neste sábado (30), na Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE), no Parque da Redenção, em Porto Alegre.

De acordo com uma das divulgadoras, Katia Cesa, que participa do Movimento pela Saúde dos Povos, a receptividade das pessoas ao movimento tem sido muito boa, com questionamentos e busca de informação para melhorar sua alimentação. Segundo ela, um dos focos do movimento é a campanha “Você tem direito à informação”, através da criação de rótulos em alimentos, com o objetivo de ajudar o consumidor a fazer melhores escolhas.

A principal mudança apresentada no modelo de rotulagem proposto é a inclusão de um selo de advertência na parte da frente da embalagem de alimentos processados e ultraprocessados (como sopas instantâneas, refrigerantes e biscoitos) para indicar quando há excesso dos nutrientes críticos, a exemplo de açúcar, sódio, gorduras totais e saturadas, além da presença de adoçante e gordura trans em qualquer quantidade.

De acordo com dados da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, os casos de sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes no Brasil triplicaram nos últimos 20 anos, atingindo mais de um terço dos jovens. Enfatiza, ainda, que a obesidade é uma doença e um fator de risco para outras doenças crônicas, como diabetes e doença do coração, além de trazer consequências negativas sociais e psicológicas.

A Aliança pela Alimentação Adequada já conta com a participação de dezenas de entidades no pais. No Rio Grande do Sul, entre outras, fazem parte do movimento Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Movimento pela Saúde dos Povos, Agapan, e Coletivo a Cidade que Queremos.

Por Juarez Tosi, EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais.

Canoada expõe impactos de empreendimentos na Volta Grande do Xingu – Primeira parte

A expedição é organizada pelo Instituto Socioambiental (ISA) e Associação Yudjá Mïratu, da Volta Grande do Xingu (Aimix) e reuniu, nesta edição, realizada de 4 a 9 de setembro na Volta Grande do Xingu, no Pará, mais de 80 pessoas.

Nos 110 quilômetros entre Altamira e as terras indígenas Ilha da Fazenda, Paquiçamba e Muratu, os participantes, remando em canoas tradicionais, conferiram de perto os impactos e as alterações provocadas pela construção de Belo Monte, ou Belo Monstro, como os Juruna se referem a esse empreendimento, que trouxe, como consequências, a redução da vazão do Rio Xingu, a mortandade de peixes, árvores ressequidas e mortas na área do barramento, aquecimento da temperatura, temporais e ventos fortes e a voraz proliferação de caparanãs, um mosquito de menos de 1cm e que tem apresentado resistência a alguns repelentes.

Durante os seis dias de expedição e sob um sol que refletia uma sensação térmica de mais de 40º C, encarando algumas corredeiras no Rio Xingu e obstáculos por terra, que testaram ainda mais a resistência dos Juruna e dos participantes, a troca de experiência e conhecimentos e o contato com a cultura desse povo tradicional fortaleceu ainda mais a luta pela redução dos impactos de Belo Monte e pelo impedimento à construção de Belo Sun, um empreendimento canadense de mineração que ameaça, com o mesmo discurso da Norte Energia, a vida dos povos tradicionais e ribeirinhos do Xingu no Pará.

“A 17 kms de onde está instalada a terceira maior hidrelétrica do mundo, por que a maior mineradora do mundo não pode se instalar”, questiona, ironizando o possível destino da região, a advogada do ISA, Bivyany Rojas Garzon. A ameaça de Belo Sun se concretiza, já que, em fevereiro deste ano, o Governo do Pará concedeu licença prévia de instalação, suspensa duas vezes, porque sua instalação está prevista a menos de 10 kms de terras indígenas, com o desejo de explorar jazida de ouro. “Não há quem informe os principais impactos previstos com essa obra, que surge com muitas irregularidades”, critica Bibyany.

Barragem, cemitério de árvores e peixes
É chocante remar por entre copas de árvores secas e mortas, sabendo que até novembro de 2015 o Rio Xingu seguia seu fluxo, com uma vazão média de 23 mil metros cúbicos de água por segundo, variando de forma natural entre os períodos de seca e cheia. Foi em novembro de 2015 que o Ibama emitiu licença para reservação e desvio da água do rio pelo canal à Norte Energia, consórcio que administra a usina.

Agora, após o barramento da usina de Belo Monte, a parte “baixa” do Rio Xingu, conhecida como Volta Grande do Xingu, onde vivem os Juruna, recebe menos água, ou seja, sua vazão em abril, por exemplo, mês mais chuvoso naquela região, caiu para 8 mil metros cúbicos de água por segundo, “o que inviabiliza a vida dos animais na floresta”, observa a bióloga Cristiane Carneiro, que há quatro anos coordena com os Juruna o monitoramento paralelo dos impactos de Belo Monte.

Doutoranda em Ecologia Aquática e Pesca pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Cristiane explica que o consórcio prevê, a partir de 2019, instalar a última turbina, intercalando duas vazões, de 8 e de 4 mil metros cúbicos de água por segundo, consideradas muito baixas, comprometendo o modo de vida, a navegação, a pesca e a fauna aquática da Volta Grande do Xingu, denuncia Cristiane. A bióloga defende no mínimo uma vazão de 12 mil m3 de água/segundo. “Vamos discutir com o Ibama e a Agência Nacional das Águas este mínimo de vazão, para que estes povos e o ambiente se mantenham”, afirma.

Mas os danos não acabam por aí. Três meses depois do barramento, já em fevereiro de 2016, houve uma grande mortandade de peixes, que migravam rio acima para desova. “Os peixes batiam nas turbinas e morriam”, lembra Cristiane, que critica o relatório da Norte Energia, que calcula, até março deste ano (2017), entre a construção e o início da operação de Belo “Monstro”, a morte de mais de 20 toneladas de peixes. “Essa quantidade deve ser bem maior, pois muitos peixes deixaram de desovar, já que o período reprodutivo é a partir de janeiro, quando fazem a migração”, observa.

Cristiane e os Juruna calculam mais de 30 mil toneladas de peixes mortos, incluindo Tracajás, que são pequenas tartarugas, e peixes como os Curimatãs, “que não souberam subir a escada de R$ 7 milhões, para chegar até o reservatório principal, uma grande área sem alimentação e sem área propícia para a desova”, ironiza.

Para a pesquisadora, a ictiofauna do Xingu está comprometida, afetando a pesca e o modo de vida das comunidades, bem como seu alimento e renda. Além disso, ela lamenta a proliferação dos mosquitos carapanãs, que ficam por mais tempo na água parada dos pedrais, que com o barramento estão expostos nas margens do Xingu.
Canoada militante
Ariane Sudatti, advogada e especialista em Direito e Teoria Literária, e o marido Márcio Selligmann, professor de Literatura da Unicamp, participam da Canoada pela segunda vez. Foram eles que mobilizaram amigos e alunos e arrecadaram dinheiro para garantir a inclusão digital dos indígenas.

“Com 100% de adesão no curso, os Juruna venceram o isolamento e passaram a usar os computadores, que estavam parados, como instrumento de denúncia. A partir de um trabalho de inclusão digital com alunos da Unicamp, o monitoramento dos peixes do Rio Xingu também passou a ser digital”, comemora Ariane, que desta vez coordena a arrecadação de dinheiro entre os participantes da quarta Canoada para a aquisição de um notebook para edição de vídeos e capacitação de indígenas para esse trabalho, e que será entregue nos próximos dias.

“Estabelecemos vínculos de amizade e de compromisso nessa luta com trabalho e envolvimento emocional com esse povo”, analisa Ariane, ao destacar ser “muito legal a experiência de conviver com eles na aldeia. São lindos, simpáticos e guerreiros”, afirma.
Inserção e engajamento
Trazer a Ciência para dentro das questões indígenas é um avanço na quarta edição da Canoada, que teve a presença de arqueólogos, geólogos e biólogos, entre outras profissões, como psicólogos, juízes e jornalistas, de diversas regiões do Brasil.

“É muito bom que as pessoas venham e vejam a realidade do que vivemos hoje. Assim é possível conseguir parcerias, que ajudam muito a comunidade, como a internet na escola e a Casa do Artesanato, que tiveram o apoio dos participantes da Canoada do ano passado”, destaca Jair Jacinto Pereira Juruna, 27 anos, que participa da Canoada como remador desde a primeira edição. Segundo ele, que é professor da língua indígena na comunidade, da segunda edição em diante o percurso mudou por causa da Barragem. “Para cima tem muita água e para baixo, pouca”, observa, ao lamentar a grande perda de peixes, em especial dos Tracajá. “Para não ter muita perda de peixes precisamos do rio cheio e com sua vazão normal”, defende.

Um apoio garantido nesta edição da Canoada é a participação de Victor Lopez Richard, cubano, físico e montanhista. Ele, que é coordenador do Programa de Extensão da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), foi convidado pela Aimix e pelo ISA para estruturar roteiros de ecoturismo na aldeia, a partir de um trabalho de gestão de atividades na natureza e em áreas protegidas. “Uma das ideias é formatar e capacitar condutores para esses roteiros, que oferecem vivências na água e na canoa, usando as potencialidades dos Juruna na pesca e preservando o patrimônio cultural desse povo”, analisa.

Por Adriane Bertoglio Rodrigues – especial para a EcoAgência.

Pesquisa mostra que uso de agrotóxico no Paraná aumentou malformação de bebês

Uma pesquisa divulgada no artigo “Associação entre malformações congênitas e a utilização de agrotóxicos em monoculturas do Paraná, Brasil”,  Lidiane Dutra e Aldo Pacheco Ferreira, pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp)/Fiocruz, trouxeram evidências de que o uso indiscriminado de agrotóxicos pode estar ligado ao aumento da malformação congênita de bebês, além de outros problemas como abortos espontâneos. Em outra pesquisa, problemas causados em adultos.

O  estudo analisou a associação entre o uso de agrotóxicos e as malformações congênitas (malformação durante a gestação) em municípios com maior exposição aos agrotóxicos no estado do Paraná, entre 1994 e 2014. Os dados comparativos usaram informações dos nascidos vivos (Sinasc/Ministério da Saúde), elaborando-se taxas de malformações ocorridas de 1994 a 2003 e de 2004 a 2014. “Este é um sistema de informação de base populacional que agrega os registros contidos na declaração de nascidos vivos, o que permite diversas análises na área de saúde materno-infantil”, afirmam em artigo científico.

Os pesquisadores relatam que foi encontrada uma tendência crescente nas taxas de malformação congênita no estado do Paraná, com destaque aos municípios de Francisco Beltrão e Cascavel. “Essas malformações congênitas podem ser advindas da exposição da população a agrotóxicos, sendo uma sinalização expressiva nos problemas de saúde pública”.

Em entrevista, a pesquisadora Lidiane Dutra, afirmou que ficou impressionada com a quantidade de agrotóxicos utilizados na região. “Por mais que soubesse ou suspeitasse de um alto uso de agrotóxicos pelo estado, verificar os dados acerca das toneladas de litros aplicados na região foi assustador. Quando se pensa que o estudo contabilizou apenas uma parte dos produtos utilizados, que existem subnotificações das vendas e que há tráfico destas substâncias, principalmente pelas fronteiras do Paraguai, a sensação é ainda mais aterrorizante”, disse.  Veja artigo no banco de dados Scielo.

Fonte:  Carta Campinas.

Agroecologia contraria modelo de ‘agricultura do pobre para o rico’

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, vinculada à Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz) , acaba de divulgar estudo que aponta que o número de casos de malformações congênitas mais que dobrou nas últimas duas décadas, só no Paraná. De 1994 a 2003, foram registrados 4.238 casos entre os nascidos vivos. De 2003 a 2014, o número passou para 11.787.

Os dados alarmantes estão associados ao uso de agrotóxicos, que deixam um rastro de doenças e mortes nas regiões onde há produção agrícola com uso desses venenos. E a julgar pelo avanço de projetos de lei que incentivam ainda mais o uso de agrotóxicos e transgênicos em um país já campeão no consumo dessas tecnologias, como é o Brasil, a tendência é de agravamento da situação. Muito mais gente estará exposta a riscos ainda maiores de desenvolver diversos tipos de câncer, problemas endocrinológicos, mal de Parkinson, abortos, de gerar filhos com autismo ou até mesmo com malformações.

Dos 1,5 bilhão de hectares de terras agrícolas em todo o mundo, 91% são destinados a culturas anuais altamente dependentes de insumos, como fertilizantes e agrotóxicos, sobretudo monoculturas de trigo, arroz, milho, algodão e soja – caso de boa parte das terras paranaenses.

Mas, ao contrário do discurso dos fabricantes de agrotóxicos e plantas transgênicas – muitas delas desenvolvidas justamente para não morrer ao receber doses cada vez maiores de agrotóxicos –, é possível sim produzir alimentos para todos sem o uso dessas tecnologias, como mostra o vídeo ao fim desta reportagem.

Bases
Para se ter uma ideia, de todas essas terras cultivadas, apenas 10 a 15% é manejada por agricultores tradicionais. Em seu livro Agroecologia: Bases Científicas para uma Agricultura Sustentável (Expressão Popular/AS-PTA), o professor de Agroecologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, o agrônomo Miguel Altieri destaca que na América Latina, por exemplo, cerca de 17 milhões de unidades camponesas, com menos de dois hectares, produzem 51% do milho, 77% do feijão e 61% das batatas para o consumo doméstico.

Só no Brasil há cerca de 4,8 milhões de agricultores familiares (85% de todos os agricultores) que ocupam 30% do total da terra agrícola do país. E mesmo assim respondem por 33% da área plantada com milho, 61% com feijão e 64% com mandioca, somando 84% do total de mandioca e 67% de todo o feijão.

Longe de serem atrasadas e improdutivas, segundo ele, essas propriedades são proporcionalmente mais produtivas que as grandes e chegam a prover 20% da oferta mundial de alimentos. E ainda criam 10% mais empregos permanentes, proporcionam aumento de 20% nas vendas no varejo e aumentam a renda local em 37%. Além disso, pequenos agricultores ainda preservam melhor os recursos naturais, reduzindo a erosão do solo e protegendo mais a biodiversidade.

De acordo com Altieri, estudos mostram que a agricultura tradicional consegue produzir o ano todo e prosperar sem o uso de agrotóxicos, em sistemas com elevada diversidade vegetal, na forma de policulturas e/ou sistemas agroflorestais dotados de plantas ricas em nutrientes, insetos predadores, polinizadoras, bactérias e outros organismos que desempenham funções ecológicas benéficas.

E que a forte base ecológica dessas pequenas propriedades têm muito a ensinar aos agroecólogos, que devem dar suporte aos movimentos sociais do campo que se opõem à agricultura industrial em todas as suas manifestações. Assim como os consumidores, que devem apoiar mercados mais solidários e equitativos, que não perpetuem o modelo colonial da “agricultura do pobre para o rico”, mas que, ao contrário, representam um modelo que alavanca pequenas propriedades diversificadas como base para sólidas economias rurais.

“Tais economias não só proporcionarão uma produção sustentável de alimentos saudáveis, agroecologicamente produzidos e acessíveis a todos, mas também permitirão que povos indígenas e pequenos produtores continuem o seu trabalho milenar de promover e conservar a biodiversidade agrícola e natural da qual todos nós dependemos hoje e dependeremos ainda mais no futuro”, conclui o autor.

Altieri é um dos mais de 240 especialistas convidados para palestrar no 6º Congresso Latino-americano de Agroecologia, no qual estão inseridos o 10º Congresso Brasileiro de Agroecologia e do 5º Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.

O evento conjunto, que começa na terça-feira (12) e vai até no dia 15, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, marca a Semana do Cerrado, bioma que há tempos está no centro de disputas fundiária, mineral, ambiental, cultural, desenvolvimentista e agrária.

E que sob o governo Temer, vê avançarem projetos que beneficiam a mineração, estimulam o desmatamento, acirram os conflitos agrários, ao fragilizar direitos de camponeses, indígenas e outras populações tradicionais, além de incentivar ainda mais o uso de agrotóxicos e transgênicos.

Entre os principais temas, alimentação saudável, água, saberes populares e tradicionais da saúde, sociobiodiversidade, sustentabilidade, educação, agricultura urbana e reforma agrária – esta última fundamental para o acesso à terra e para a garantia de criação e manutenção de pequenas propriedades camponesas.

Além de atualização científica, o evento é também espaço de diálogo com a sociedade sobre a ampla temática da agroecologia, seus avanços, desafios e a problemática social e também pretexto para o debate sobre as soluções para todos esses temas.

Haverá ainda feira de troca de sementes crioulas e florestais, que representa o contraponto à investida da indústria de sementes, especialmente transgênicas, e a conquista da autonomia produtiva e soberania alimentar por parte dos pequenos agricultores.

Fonte: Rede Brasil Atual/Vida Sustentável.

Cartilha ensina passo a passo de hortas orgânicas em espaços urbanos

Foi pensando em melhorar os hábitos alimentares da população que o Instituto Pólis criou uma cartilha detalhando como realizar todo o planejamento até a criação de uma horta. Por fim, os leitores terão dicas de como aproveitar integralmente os alimentos com algumas receitas com talos de verduras.

A primeira parte ensina como organizar o grupo de trabalho e observar a disponibilidade de espaço físico para a execução da horta. Em seguida, algumas dicas para saber como escolher as espécies a serem plantadas.

A cartilha também ensina os macetes para entender o funcionamento do solo e como plantar em sementeiras, transpondo-as futuramente para um local definitivo. Já para o controle de pragas e doenças, a publicação sugere alguns biofertilizantes – ensinado como fazê-los. Os interessados em compostagem também podem aprender como realizar a prática em casa.

A cartilha é repleta de dicas interessantes, confira aqui.

Algumas cartilhas já publicadas pelo CicloVivo: Manual grátis ensina o passo a passo da agricultura urbana, Manual escrito pelo “pai” da permacultura está disponível para download, cartilha ensina 16 receitas caseiras para controlar pragas na horta.

Acompanhe aqui o passo a passo da agricultura urbana – http://ciclovivo.com.br/noticia/manual-gratis-ensina-o-passo-a-passo-da-agricultura-urbana/

Manual da Permacultura – http://ciclovivo.com.br/noticia/manual-escrito-pelo-pai-da-permacultura-esta-disponivel-para-download/

16 receitas caseiras – http://ciclovivo.com.br/noticia/16-plantas-e-receitas-caseiras-para-controlar-pragas/

Fonte: Vida Sustentável/ CicloVivo.

Hospital de Câncer alerta trabalhador rural para riscos de agrotóxicos

O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo, e segundo a Organização Mundial da Saúde, uma lista destes químicos é apontada como causadores de câncer e outras doenças, onde os maiores afetados são os trabalhadores rurais.

Em uma pesquisa realizada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o Hospital de Câncer de Barretos, ao menos 100 produtores rurais foram estudados sobre uso de venenos agrícolas.

“O trabalho não tem o objetivo de afirmar que o veneno causa câncer, mas sim de identificar a predisposição dessas pessoas à doença”, esclareceu Rolando Salomão do Nascimento, responsável pelo projeto na Casa da Agricultura de Barretos.

A parceria que realizou um trabalho de orientação sobre a correta aplicação dos agrotóxicos foi responsável pela coleta de amostras de sangue de homens e mulheres do campo para verificar a predisposição deles ao câncer.

Além do sangue, são reunidas informações dos participantes a partir de questionário e do histórico ocupacional dos trabalhadores rurais, tudo visando a avaliação dos fatores de risco aos quais estão expostos e os tipos mais frequentes de agrotóxicos utilizados, nem todos identificados devido à pirataria.

Por: Vida Sustentável – EFE Saúde.

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