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Bancas da FAE em Porto Alegre mudam neste final de semana

A distribuição das bancas dos produtores da Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE), em Porto Alegre (RS), muda neste final de semana. Em virtude do desfile cívico marcado para este sábado (4/7) pela manhã, em homenagem ao Dia da Independência do Brasil, todas as bancas estarão reunidas em um único lado do canteiro central da avenida José Bonifácio.

Essa medida foi tomada para permitir a passagem dos alunos de escolas da capital que estarão participando do desfile, na pista junto ao Parque Farroupilha, no Bairro Bom Fim.

Além do novo arranjo especial, os produtos dos feirantes serão expostos em um espaço menor e o local de estacionamento será reduzido. Em caso de chuva forte, o desfile será transferido para o sábado seguinte.

A Feira dos Agricultores Ecologistas acontece todos os sábados, das 7 às 13h, na primeira quadra da rua José Bonifácio.

Por Vida Sustentável, com informações da jornalista Cláudia Dreier.

Anvisa sensibiliza consumidores e comerciantes sobre alimentação correta

No município de Igarapé, a 48 km da capital mineira, um projeto educativo transformou a Vigilância Sanitária, antes pouco conhecida dos moradores, em referência para a população. “A ideia do programa  ´Alimentação é Coisa Séria´ é sensibilizar consumidores e comerciantes por meio de um tema que interessa a todos: alimentação”, explica a coordenadora da Vigilância Sanitária de Igarapé,  Shirlei Amorin, que idealizou a mudança quando assumiu o departamento. A experiência foi apresentada durante o Fórum Regional de Vigilância Sanitária do Sudeste, que ocorreu no Rio de Janeiro (RJ) na última semana.

Elaboração de material educativo e encontros periódicos com consumidores, comerciantes, líderes comunitários e barraqueiros fazem parte da estratégia do programa. No início, a principal dificuldade foi romper com velhos hábitos: “era forte a ideia de que o queijo bom é aquele que não tem rótulo, o que é feito em casa. Foi difícil interferir nos hábitos culturais”, lembra Shirlei Amorin.

Apesar da resistência inicial, a proposta vem dando certo: antes de fazer uma compra, os moradores estão checando se o estabelecimento tem o alvará sanitário. Eles também são responsáveis por várias denúncias que chegam ao departamento. “Antes não chegava nada”, lembra a coordenadora. Além disso, nas tradicionais festas de rua da cidade, não é mais possível encontrar barracas com doces expostos, sem proteção.

Para a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito, as experiências apresentadas durante o Fórum demonstram  o progresso da vigilância sanitária, tanto na qualidade das intervenções quanto na efetividade das ações. “A vigilância sanitária saiu do patamar de anos atrás, de liberadora de alvarás, para gerir e intervir em saúde”, ressalta a diretora.

Educafarma

Envolver o setor regulado também é uma das estratégias da Vigilância Sanitária Estadual de Minas, na Zona da Mata. O projeto Educafarma, implantado por meio da Gerência Regional de Saúde, localizada na cidade de Juiz de fora, promove a conscientização sanitária entre farmacêuticos dos estabelecimentos regulados. Seminários regulares e ciclos de palestras, além do uso de filmes e vídeos são algumas das ações do Educafarma.

Merenda Escolar

Já em Aracruz (ES), a Vigilância Sanitária estava presente nos comércios, mas percebeu que precisava dar um pouco mais de atenção a outro ambiente: as escolas. A inspeção nas escolas municipais revelou que a falta de conhecimento por parte de alguns profissionais que trabalhavam nas cantinas escolares e a própria estrutura das cozinhas atrapalhavam o cumprimento das Boas Práticas de Manipulação.

A Vigilância Sanitária da cidade iniciou um processo de capacitação com as manipuladoras  de alimentos, ensinando sobre higiene pessoal, de utensílios e de equipamentos. “Hoje, até quando elas nos encontram nas ruas e tiram dúvidas, perguntam se estão fazendo os procedimentos da forma correta”, conta Sabrina Castro, da Vigilância Sanitária de Aracruz.

Direito do consumidor

Somar  vigilância sanitária e defesa do consumidor é a fórmula da Vigilância Sanitária de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).  O órgão conseguiu inserir os temas da vigilância sanitária na pauta de reuniões do Conselho Municipal de Defesa do Consumidor, em programas de educação para o consumo e nos eventos jurídicos.

A integração com o Procon e o Ministério Públicou melhorou o trabalho.  “Hoje, quando há um problema, são solucionadas não apenas as questões sanitárias. Fazemos uma ação conjunta”, explica a inspetora da Vigilância Sanitária de Contagem, Rosemari Santana.

O uso de tecnologias de georeferenciamento nas inspeções, a inserção da vigilância sanitária nas escolas e a proposta de uma sub-rede de laboratórios estruturada de acordo com os programas de monitoramento de produtos também foram experiências apresentadas durante o Fórum, do qual participaram mais de 100 profissionais de saúde.

Por Luana Cury – Imprensa/Anvisa.

Tecpar é credenciado para atuar na certificação de produtos orgânicos

A Divisão de Certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) recebeu, nesta quarta-feira (1), a credencial para atuar na certificação de sistemas orgânicos de produção. É a primeira instituição acreditada no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg), do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A cerimônia de entrega do documento foi realizada no auditório do centro de treinamentos do Tecpar, na CIC, e contou com a presença do coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Rogério Dias, do secretário da Agricultura, Erikson Camargo Chandoha; do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Nildo José Lübke; e do diretor-presidente do Tecpar, Luiz Fernando de Oliveira Ribas, entre outras autoridades.

Durante a abertura do evento, o diretor-presidente do Tecpar, Luiz Fernando de Oliveira Ribas, destacou o apoio dado pelo governo do Estado às ações e projetos do instituto. “Hoje estamos recebendo esse credenciamento que representa o reconhecimento de um trabalho que iniciou em 2004 e se consolidou em 2010”, ressaltou.

Para o coordenador de Agroecologia do Mapa, Rogério Dias, o sistema foi desenvolvido pelo ministério para atender tanto o mercado interno, quanto o externo. “É uma proposta diferenciada de ver o processo produtivo pensando na sustentabilidade. Foi uma grande caminhada do Tecpar e do ministério. Por isso entregar essa credencial ao instituto significa reconhecer os esforços de um estado que sempre esteve à frente de projetos voltados à agricultura orgânica”, destacou, lembrando que o primeiro encontro de agricultura alternativa, assim chamada na época, aconteceu em Curitiba, na década de 1980.

“A saúde deve ocupar um espaço prioritário nas ações de governo e esse credenciamento representa a conclusão de um processo que teve entre os seus objetivos levar até a mesa dos brasileiros produtos com qualidade e principalmente saudáveis”, salientou o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Nildo José Lübke.

SELO – O selo oficial vai ser usado para identificar e controlar a produção nacional de orgânicos e, a partir de janeiro de 2011, estará estampado em todos os produtos orgânicos certificados por Auditoria e Sistemas Participativos de Garantia. A certificação é compulsória. Será exigida dos produtores para a comercialização.

Para o diretor-presidente do Tecpar, receber o credenciamento do ministério representa um momento especial para a instituição e para os seus técnicos. “Passamos por um processo rigoroso de qualificação e sabemos que o credenciamento irá valorizar o trabalho dos pequenos produtores”, afirmou Ribas.

DIVISÃO DE CERTIFICAÇÃO – Criada em 2004, quando foi instituído no Brasil o sistema orgânico de produção agropecuária, a Divisão de Certificação do Tecpar tem como objetivos avaliar se produtos, processos e/ou serviços estão em conformidade com requisitos nacionais e internacionais.

Em 2007, a divisão obteve credenciamento junto ao Fórum Internacional de Acreditação de Orgânicos (IFOAM) para certificar produtos orgânicos, o que proporcionou aos pequenos produtores a oportunidade de comprovar a qualidade do que oferecem e ao consumidor a certeza de estar comprando um alimento que, durante o seu cultivo, não teve contato com produtos químicos.

Já em 2009 começaram as atividades do Programa Paranaense de Certificação de Orgânicos, um projeto financiado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), que tem como objetivo a promoção do acesso de pequenos produtores e agricultores familiares à certificação. Frutas, hortaliças, grãos, adubos, geleias, picles e conservas, chás, temperos e condimentos estão entre os principais produtos certificados pela equipe de técnicos da divisão.

Fo nte: Agência de Notícias do Paraná.

Feiras orgânicas chegam ao Leblon e ao Jardim Botânico

Orgânicas chega à Praça Antero de Quental, no Leblon, a partir de 2 de setembro, e ao Jardim Botânico, na praça da Igreja São José, a partir de 4 de setembro. Sempre no horário das 8h às 14h, os moradores desses bairros, assim como em Copacabana e Ipanema, agora poderão contar com os alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos, diretamente do produtor.

Realizado pela Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro – ABIO, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – SEDES, o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas reúne 41 produtores fluminenses, dos quais oito atuam como empreendedores individuais e 33 em grupos de economia solidária. Juntos, eles oferecem 75 diferentes frutas e hortaliças, além de café, ovos, queijos pães, bolos, compotas, geléias e mel, tudo fresquinho, produzido sem adubos químicos e sem conservantes.

Inaugurado em maio deste ano, o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas implantou um novo padrão de comércio na cidade, com feiras intencionalmente pequenas, de até 35 barracas, silenciosas, bem sinalizadas, e com feirantes uniformizados. Nelas não há espaço para ambulantes e não se vende peixes nem carnes in natura. O ambiente é limpo, apoiado por banheiros químicos, e os preços, sempre visíveis, são cerca de 35% inferiores aos dos orgânicos à venda nos supermercados.

- O Circuito Carioca de Feiras Orgânicas nasce do diálogo da Prefeitura com a sociedade. O calendário de inaugurações vem sendo construído por nós e a ABIO com cada uma das associações de moradores dos bairros, e com o apoio da Subprefeitura da Zona Sul e das Regiões Administrativas. É fruto de uma política pública destinada a atender o direito humano à alimentação adequada e a fomentar a produção – comenta o secretário Marcelo Henrique da Costa, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário do Rio.

Balancete

Neste primeiro trimestre de funcionamento, as feiras do Bairro Peixoto e de Ipanema movimentaram R$ 70 mil por mês, o que representa, em média, uma receita mensal bruta de pouco mais de R$ 1.500,00 para cada um dos 41 produtores participantes. O frete ainda é o principal vilão do negócio. Dependendo da distância entre campo e cidade, abocanha de 20% a 50% da féria dos agricultores.

Sensíveis ao problema, para reduzir o impacto do alto custo do transporte, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário e a ABIO alteraram o desenho inicial do Circuito Carioca, de modo a permitir que os produtores, a cada deslocamento, possam escoar seus produtos em mais de uma feira. Assim, não só o agricultor compensa o alto custo do transporte no aumento das vendas, como não precisa se afastar por mais de um dia da área de produção.

- A maioria dos produtores, diretamente ou através de seus grupos, vai participar de três feiras por semana – informa Cristina Ribeiro, coordenadora da ABIO, que registra, ainda, um aumento significativo das áreas cultivadas, em função da nova oportunidade de escoamento da produção.

O Circuito Carioca de Feiras Orgânicas trouxe também para os agricultores o desafio de acordar preços justos, formados com base nos custos de produção e comercialização. Nesta direção, a ABIO estabeleceu um novo ordenamento de preços mínimos e máximos, já pactuados para 12 dos 75 itens de frutas e hortaliças à venda nas feiras orgânicas. Ganha o produtor e ganha o consumidor, que agora tem também a facilidade de poder pagar suas compras com cartões de crédito ou débito, nas barracas da ABIO.

O Circuito Carioca de Feiras Orgânicas é apoiado pelo Sebrae; a Fundação Banco do Brasil; a San Chef, grife carioca de uniformes, que assina os aventais fabricados em sarja de algodão com 5% de PET em sua composição; e a Tabaruba Design, autora da marca com o símbolo da joaninha, animal que atua na natureza como forte defensivo agrícola natural.

Fonte: Ascom/Prefeitura do Rio de Janeiro.

Agricultoras de Rondônia recebem curso e crédito para criação de galinha caipira

Curso foi realizado no assentamento Flor do Amazonas I, II e III, em Candeias do Jamari (INCRA/RO)

As mulheres dos projetos de assentamento Flor do Amazonas I, II e III, em Candeias do Jamari (RO), concluíram no final de semana o Curso Básico de Manejo e Criação de Galinha Caipira, ministrado por técnicos Incra/RO, através do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (Ates). Com essa capacitação, as participantes receberão a primeira parcela do crédito Apoio Mulher, que será utilizado para iniciar a criação e estruturar o negócio.

O curso teve duração de 22 horas, entre teoria e prática, com foco em vacinação, manejo inicial das matrizes, definição das raças e linhagens, seleção e classificação de ovos, prática de abate, embalagem e comercialização, e foi ministrado pela zootecnista Fabiana Alves Demen.

As 35 participantes definiram no próprio curso os primeiros passos para a execução do projeto aprovado no Incra. “Essa é uma etapa bem focada na prática, que é para dar início ao negócio ainda essa semana”, explicou o superintendente do Incra/RO, Carlino Lima.  “Fazer reforma agrária não é só dar um pedaço de terra e de papel (título), é dar condições para as famílias sobreviverem no local com qualidade de vida. Mas é preciso também que elas queiram fazer dar certo”, concluiu Lima.

“Estamos dando passos pequenos para não cair”, afirmou Márcia Elias, moradora do assentamento Flor do Amazonas III. Ela disse que só tinha uma noção do negócio porque criava galinha no quintal, mas faltavam as técnicas de comercialização. “É de grande importância esse curso, o Incra está acreditando na gente e não vamos cruzar os braços”, garantiu.

Apoio Mulher

A modalidade do crédito Apoio Mulher é nova no Incra e tem o objetivo de promover a inserção e a participação das mulheres na dinâmica produtiva e econômica do assentamento, além de contribuir para a diminuição da desigualdade de gênero no meio rural.

Nessa modalidade o órgão destina R$ 2,4 mil por agricultora (pagos em três parcelas anuais de R$ 800), que podem ser utilizados na compra de animais, sementes, maquinário, utensílios e produtos agrícolas, além de materiais para a produção de artesanato. A quantia é liberada mediante a aprovação de projetos de produção coletiva, com grupos de, no mínimo, cinco mulheres.

Em Rondônia, três projetos foram aprovados até o momento, envolvendo 73 agricultoras. Os projetos são voltados para a criação de aves e suínos, desde a construção das granjas, aquisição de equipamentos, matrizes, até a consolidação do negócio.

Fonte: MDA/INCRA-RO.

assentamento Flor do Amazonas I, II e III, em Candeias do Jamari (RO)

Dicas de nutricionistas sobre 18 maneiras de seguir uma alimentação saudável

Ter uma alimentação saudável é essencial para alcançar uma maior qualidade de vida. O abuso de alimentos ricos em gorduras saturadas, sódio e açúcares é um gatilho para doenças como infarto, derrames, hipertensão, obesidade, diabetes e até câncer. Em contrapartida, é fácil incluir no cardápio alimentos heróis da resistência e da longevidade. Por isso, para comemorar o dia do nutricionista, celebrado nesta terça-feira (31 de agosto), o Minha Vida convocou um time de especialistas para entender os bons hábitos que cada um deles indica para o seus pacientes, mas também segue como se fosse um mantra.

1.Não fique sem comer
“O mais importante é não passar longos períodos sem comer. Fazer pequenos lanches entre as grandes refeições é fundamental, pois ao restringir energia o metabolismo tende a ficar mais lento, como uma forma de poupar energia que lhe foi fornecida, o que acaba dificultando a perda de peso. Além disso, provavelmente a pessoa irá comer mais na próxima refeição, buscando alimentos mais calóricos, como uma forma de compensação, o que também resultará em ganho de peso.” (Carla Fiorillo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo)

2.Sinta prazer comendo
“A alimentação também é fonte de prazer. Não se torne escravo de dietas e calorias, pois existem cada vez mais estudos que evidenciam que pessoas que se preocupam demais com a forma física tendem a sofrer maiores oscilações de peso, além de serem insatisfeitas com o próprio corpo. Estar bem consigo mesmo e cuidar do corpo com atividade física e alimentação saudável são as melhores formas de obter uma boa qualidade de vida.” (Carla Fiorillo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo)

3.Busque alimentos naturais
“Siga uma alimentação o mais natural possível e tente fugir de refeições com muitos produtos industrializados. Se comer um macarrão industrializado, faça você mesmo um molho caseiro. Se quiser tomar um suco de frutas, tente tomar o natural, pois os alimentos industrializados contêm muitas substâncias como corantes e conservantes, que possuem altas quantidades de sódio e podem, em longo prazo, causar hipertensão e sobrecarregar os rins.” (Daniela Cyrulin, nutricionista da USP e da Instituto Saúde Plena)

4. Faça substituições
“Tente substituir alimentos mais pesados e gordurosos por versões mais leves sempre que possível: faça macarrão de palmito pupunha desfiado, arroz de couve-flor cozida, troque o presunto por peito de peru, compre o atum em água no lugar do atum em óleo, troque os queijos gordurosos por versões mais leves como o queijo cottage e a ricota, substitua o queijo parmesão ralado por ricota defumada e ralada.” (Daniela Cyrulin, nutricionista da USP e da Instituto Saúde Plena)

5. Escolha o lugar certo para comer
“As refeições devem ser feitas em lugares tranquilos e sem pressa. Comer bem devagar, sem pensar em compromissos e mastigar muito bem os alimentos fará com que você se sinta saciado mesmo ingerindo uma menor quantidade de comida. Também evite comer assistindo televisão, na frente do computador ou trabalhando, pois nessas situações perdemos a noção da quantidade de comida que estamos ingerindo.” (Lidiane Martins, nutricionista diretora do NutryUp)

6.Fuja da farinha
“Uma pessoa que está buscando uma alimentação mais saudável deve evitar produtos com farinha refinada, como massas, bolos, biscoitos e alimentos processados, ricos em gordura e açúcar, como pipoca de microondas, sopas prontas cremosas, preparações congeladas, batatas chips e salgadinhos. Também vale caprichar em ervas aromáticas para temperar a comida como: alho, cebola, salsa, cebolinha, manjericão, alecrim, louro, orégano, sálvia, curry, açafrão e coentro” (Lidiane Martins, nutricionista diretora do NutryUp)

7. Coma de tudo
“O mais importante é perceber que nenhum alimento é proibido, a não ser que a pessoa precise fazer uma dieta restritiva, caso seja paciente de diabetes ou doença celíaca, por exemplo. É muito comum que as pessoas pensem que comer só salada é uma boa forma de manter a alimentação saudável, mas isso não é verdade. O famoso “prato colorido”, ou seja, aquele que tem uma fonte de fibras, minerais, vitaminas e proteínas é sem dúvida o prato mais saudável”. (Roberta De Lucena Ferretti, nutricionista e professora do curso de nutrição clínica na Universidade Gama Filho)

8. Estabeleça metas para a semana
“Além disso, pensar em longo prazo e criar um hábito saudável é muito importante. Dificilmente a pessoa consegue ingerir todos os alimentos que são fontes de vitaminas que o corpo precisa em um dia. Para isso, ela teria que comer vários tipos de frutas, carnes, legumes e verduras todos os dias. O melhor é fazer as metas para toda a semana. Fica mais fácil distribuir a alimentação adequada nesse período” (Roberta De Lucena Ferretti, nutricionista e professora do curso de nutrição clínica na Universidade Gama Filho)

9. Seja persistente
“Muito provavelmente, a mudança para uma alimentação adequada não ocorrerá do dia para a noite. Você deverá provar alimentos que não são de costume como frutas, legumes, verduras. Aceite que o paladar deverá ser estimulado. Desistir na primeira tentativa é um erro. Todos os dias, selecione alguns desses alimentos. Não gostou? Prove novamente. Tudo bem se você rejeitar, inicialmente. Mas desistir na primeira tentativa é subestimar o seu poder de mudança.” (Roberta Stella, nutricionista chefe do programa de emagrecimento Dieta e Saúde)

10. Escreva sobre suas refeições
“Comece a fazer um diário alimentar. Escreva todos os alimentos ingeridos durante o dia, as quantidades e horários em que fez as refeições. Facilmente, você perceberá o erro e onde está o excesso. O diário alimentar servirá como um puxão de orelha para quem está fazendo uma alimentação inadequada. Mas, por outro lado, dará um estímulo grande quando perceber que está com disciplina e determinação, conseguindo colocar alimentos saudáveis em todas as refeições e reduzindo a quantidade dos alimentos menos saudáveis.” (Roberta Stella, nutricionista chefe do programa de emagrecimento Dieta e Saúde)

11. Hidrate-se
“Beba pelo menos dois litros, mais ou menos oito copos de água todos os dias. A água ajuda na hidratação da pele e é fundamental como meio de transporte de algumas vitaminas hidrossolúveis como a vitamina B1, B2, B6, B12 e a vitamina C. Além disso, a água é essencial para que o corpo fique disposto durante todo o dia.” (Rosana Farah, nutricionista e professora dos cursos de graduação em nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie)

12.Ataque as frutas
“Consuma entre três e cinco porções de frutas todos os dias. Laranjas, maçãs, peras, melancia, tangerina, entre outras, são as melhores fontes naturais de vitaminas, minerais e fibras. Esses três componentes auxiliam o bom funcionamento do nosso intestino e auxiliam o nosso metabolismo a continuar ativo mesmo nos intervalos entres as refeições.” (Rosana Farah, nutricionista e professora dos cursos de graduação em nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie)

13. Deixe o açúcar de lado
“Alimentos que têm uma grande quantidade de açúcar refinado são dotados de processos químicos na sua produção e possuem altíssimo índice de glicose, que aumentam os índices de glicemia do corpo. Essas características, aceleram o envelhecimento, aumentam flacidez por desestruturar o colágeno da pele e ainda possuem calorias, porém são desprovidos de nutrientes. Hoje em dia encontramos adoçantes naturais como a sucralose, derivada da cana de açúcar, porém sem calorias e sem alto índice glicêmico e a stevia, derivado de uma planta natural.” (Daniela Jobst, nutricionista da Clínica NutriJobst)

14. Consumir alimentos fontes de antioxidantes
“As substâncias antioxidantes bloqueiam a ação dos radicais livres no organismo, prevenindo a oxidação das células. Esses elementos são capazes de prevenir o aparecimento de tumores, o envelhecimento precoce e outras doenças. Alimentos com cores fortes, como tomate, goiaba, romã, cenoura, abóbora, manga, açaí, berinjela, uva, folhas verdes, legumes e brócolis, são ricos em antioxidantes.” (Daniela Jobst, nutricionista da Clínica NutriJobst)

15.Saiba o que você está comendo
“O essencial é entender que as calorias são o combustível para o nosso organismo e que, sem elas, o nosso corpo fica sem energia. Escolher os alimentos só pelo número de calorias não é o mais indicado. Muitas vezes as calorias não são os principais perigos dos alimentos. O que na verdade faz toda a diferença na hora de uma alimentação saudável é a qualidade de nutrientes. A quantidade de gorduras, por exemplo. Por isso é importante ler os componentes de cada alimento.” (Camila Leonel, nutricionista e Especialista em Adolescência Universidade Federal de São Paulo)

16.Saiba combinar os alimentos
“O segredo da boa alimentação está em combinar todos os tipos de nutrientes como carboidratos, proteínas, gorduras, minerais, vitaminas, fibras e água. A regra geral é que não há um tipo de alimento que deva deixar completamente a sua dieta, mas sim quantidades de nutrientes que devem ser controladas. Tudo é uma questão de variar o cardápio, não deixar de fora nenhum tipo de alimento e sempre comer em pequenas porções ou quantidades.” (Camila Leonel, nutricionista e Especialista em Adolescência Universidade Federal de São Paulo)

17. Coma sem medo
“Hoje são tantas informações sobre a alimentação que as pessoas ficam com medo de comer. Quem procura uma dieta já não sabe mais se é bom ou não comer certo alimento, se é saudável deixar de ingerir certas comidas ou que tipo de substância engorda. Comer é importante, vital para a vida. Para quem tem dúvidas sobre dietas, a alimentação básica que nossos avôs conheciam e praticavam, ainda é uma boa dica por ter todos os tipos de nutrientes que o corpo precisa.” (Ana Maria Roma Devorais, nutricionista especializada em distúrbios alimentares)

18. Procure o que você gosta
“Comer de tudo um pouco, de todos os grupos de alimentos. Cereais (prefira as versões integrais), grãos, carnes/aves/peixes, frutas, verduras, leite e derivados e até mesmo as guloseimas. Praticar uma alimentação saudável também é saber comer alimentos “não tão saudáveis”, mas que são apetitosos e fazem parte da cultura, da tradição de uma família. Não dá para comer só guloseimas , mas não podemos deixar colocar em nossas refeições aquelas comidas que dão sensação de bem-estar.” (Ana Maria Roma Devorais, nutricionista especializada em distúrbios alimentares)

Fonte: Blog Minha Vida – Saúde, Alimentação e Bem Estar.

Carnes vermelhas aumentam e as brancas reduzem o risco cardíaco, diz estudo

O consumo de carne vermelha e carne processada – incluindo bacon e salsicha – aumenta bastante os riscos de doença cardíaca entre as mulheres, segundo estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos. Por outro lado, de acordo com os autores, ingerir alimentos ricos em “proteínas saudáveis” – como peixes, aves, laticínios desnatados e castanhas – pode reduzir os riscos de desenvolver problemas cardiovasculares.

Publicados na edição de agosto da revista científica Circulation, o estudo com 84 mil mulheres com idades entre 30 e 55 anos indicou que aquelas que comiam duas porções de carnes vermelhas por dia tinham 30% maior risco de desenvolver doença cardíaca coronariana do que aquelas que comiam apenas meia porção diariamente. E esse risco era reduzido em 30% se a carne vermelha fosse substituída por castanhas e nozes; e em 19% e 24% se a escolha fosse por aves e peixes, respectivamente.

Por Leandro Perché, Blog Boa Saúde .

Alimentação é o segredo de vida dos povos do mediterrâneo

Com índices de mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares inferiores à média mundial e menor incidência de doenças como Parkinson e Alzheimer, os países da costa do mar Mediterrâneo têm muita coisa a ensinar sobre saúde aos demais.

A opinião é de Elliot Berry, professor do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Escola de Medicina Hadassah da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, que proferiu no dia 27 palestra na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Águas de Lindoia (SP).

Segundo Berry, a boa saúde dos povos mediterrâneos se explica em parte pela alimentação. Mesmo culturalmente diferentes, os países da região partilham alguns ingredientes em comum, entre os quais sete se destacam: trigo, cevada, uva, figo, tâmara, romã e azeitona.

“São alimentos antigos e citados na Bíblia. Dois deles – romã e azeite de oliva – são especialmente bons para a saúde. O azeite reduz o risco de doenças cardíacas e a romã possui alto teor de antioxidantes e diminui riscos de aterosclerose na veia carótida”, disse.

Outro diferencial está no próprio modo de se alimentar, com pequenas porções, refeições bem distribuídas ao longo do dia e aproveitamento de alimentos da época e cultivados nas proximidades, o que garante frescor.

Para Berry, o Mediterrâneo ensina que a alimentação é um componente importante da qualidade de vida de cada país e deve ser quantificada. Pensando nisso, ele e mais dois colegas – Joshua Rosenbloom e Dorin Nitzan-Kaluski – elaboraram em 2008 o Índice de Nutrição Global (GNI, na sigla em inglês).

O GNI é formado por três itens com peso igual. O primeiro é a taxa de deficiência nutricional, que analisa a qualidade da alimentação e se há deficiência de nutrientes – esse número é calculado pela iniciativa Global Burden of Disease.

Outro componente é o excesso nutricional, que mede o porcentual de obesos com mais de 15 anos – dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O terceiro indicador é o de segurança alimentar, que representa a porcentagem da população desnutrida – dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O GNI divide os países em desenvolvidos e em desenvolvimento. O Japão é quem está melhor na primeira lista, com índice de 0,930. Três países mediterrâneos estão entre os dez primeiros: França (2º), Itália (9º) e Espanha (10º).

Berry explica que há diferenças entre países ricos e em desenvolvimento ao abordar problemas nutricionais iguais. “A obesidade, por exemplo, é mais prevalente na população pobre dos países desenvolvidos, enquanto que nos países em desenvolvimento ela aparece mais nos estratos sociais mais altos”, disse.

O Brasil é o décimo entre os países em desenvolvimento, com um GNI de 0,834, próximo à Argentina (em 7º, com 0,849) e ao Chile (8º, com 0,848). A lista é liderada pela Coreia do Sul (0,930), seguida pelo Uruguai (0,892).

Altos e baixos

“Os dados ficam muito interessantes ao cruzarmos o GNI com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): verificamos que boa nutrição e desenvolvimento econômico não são necessariamente sinônimos”, destacou.

Ao sobrepor os rankings IDH-GNI, Berry encontrou resultados curiosos. Países com altos índices de desenvolvimento humano apresentaram índice nutricional baixo, como foi o caso dos Estados Unidos, Austrália e Canadá. Também houve exemplos reversos, como China e Indonésia, com bons GNIs e IDH abaixo da média mundial.

Por isso, Berry defende a incorporação do GNI ao IDH. “As duas informações juntas poderiam subsidiar políticas públicas que ajudariam inclusive os países ricos com problemas de nutrição”, afirmou.No entanto, a nutrição somente não explica a boa saúde encontrada no Mediterrâneo. Berry apresentou uma pesquisa realizada durante dois anos e que acompanhou 811 pessoas, comparando a perda de peso por meio de diferentes dietas. Dietas ricas em gordura, proteínas e carboidratos foram comparadas a outras com baixos teores desses componentes.

“A nossa tendência é dizer que os que receberam baixos índices de gordura, proteínas e carboidratos emagreceram mais. Porém, o resultado foi indiferente, mostrando que para a perda de peso a quantidade de alimentos é mais importante do que a qualidade”, disse.

Além da alimentação, a qualidade de vida é um item importante a se destacar nos países do Mediterrâneo. “O horário das refeições, como você come e até com quem você come podem influenciar na saúde”, disse.

Berry também destacou a importância da prática de exercícios físicos. “Toda vez que pegamos um elevador em vez de usar escadas estamos perdendo uma oportunidade preciosa para queimar calorias”, disse.

Segundo o cientista, a quantidade de alimentos ingerida deve estar diretamente ligada ao nível de atividade física executada. “Somos como uma usina de energia, o combustível que consumimos deve ser compatível com o trabalho gerado”, apontou.

Os dez mandamentos do estilo de vida Mediterrâneo segundo Elliot Berry:

* O que fazer:

1) Consumir mais óleo/azeite de oliva, abacate e amêndoas.

2) Consumir cinco porções diárias de frutas e vegetais.

3) Consumir peixe duas vezes por semana para adquirir ômega 3.

4) Fazer exercícios de 30 minutos pelo menos três vezes por semana.

5) Ter um dia de descanso com a família e os amigos.

* O que não fazer:

1) Fumar.

2) Comer demais.

3) Adicionar sal à comida já preparada.

4) Exagerar no consumo do álcool (limite de 20 a 30 gramas por dia).

5) Dirigir em alta velocidade

Por Fabio Reynol, de Águas de Lindoia (SP) – Agência FAPES.

Foco de salmonela aponta para granjas industriais

As autoridades norte-americanas determinaram que um foco de salmonela causado por ovos infectados com a bactéria teve origem no alimento para galinhas utilizado em dois estabelecimentos rurais de Iowa. Muitas organizações culpam o sistema de granjas industriais. Até agora, cerca de 550 milhões de ovos foram retirados do mercado após registro de 1.300 casos de intoxicação com salmonela em dez Estados.

Embora a bactéria causadora da salmonela não seja a mais mortal nem a mais perigosa que existe – até agora não houve nenhuma morte ligada ao foco atual – seus sintomas incluem diarreia, febre e vômitos. E, como dizem organizações que defendem os alimentos seguros, a velocidade com que a salmonela se propagou desta vez revela que o sistema alimentar depende em demasia de uma produção concentrada.

O alimento contaminado procedia da firma Wright County Egg, propriedade de Austin “Jack” DeCoster, cujas operações muitas vezes foram criticadas por incorrerem em práticas como alojar as galinhas em condições que facilitam a transmissão de doenças. Isto significa que aproximadamente seis delas estão amontoadas em uma pequena “gaiola emparelhada”, em geral de 20×20 centímetros.

As granjas de Iowa afetadas pela salmonela não são as únicas que funcionam dessa maneira. Estima-se que 97% dos ovos produzidos em todo o país procedam de gaiolas emparelhadas, como cerca de 60% dos ovos de todo o mundo.

Nos últimos anos, foi detectada salmonela em alguns tomates, pimentões, espinafre e carne, mas a atual retirada de ovos do mercado ilustra algo muito simples que os defensores dos alimentos seguros afirmam há anos: as doenças podem se espalhar muito mais facilmente entre animais que lotam locais pequenos, como as gaiolas emparelhadas. Nestas densas concentrações de galinhas, se uma fica doente é muito mais difícil conter a enfermidade do que curar.

“Trata-se de operações concentradas onde em cada recinto estão cerca de dez mil aves. Isto cria uma estrutura na qual a contaminação ambiental pode se propagar mais facilmente”, disse Patrick Woodall, diretor de pesquisas na organização sem fins lucrativos Food & Water Watch. Segundo ele, estas operações enormes e concentradas têm uma “incidência maior de salmonela do que em lugares de menor densidade. Maior densidade, maior risco de contaminação”, resumiu.

A Humane Society of the U.S. diz que nove estudos feitos nos últimos cinco anos concluíram que é entre três e 50 vezes mais provável encontrar salmonela em estabelecimentos com galinhas em gaiola do que naqueles onde podem circular livremente. Patrick disse que os frangos podem nascer com salmonela, que por sua vez pode estar nos alimentos que comem ou no entorno onde vivem.

Neste caso, embora as autoridades sejam cuidadosas em destacar que ainda faltam análises e pesquisas, a bactéria parecer ter se originado nos alimentos. O fato de tantas galinhas estarem ocupando um espaço pequeno, entretanto, parece ter permitido que a bactéria se propagasse inclusive para aquelas que não ingeriram o alimento contaminado.

Além disso, não são apenas as galinhas que estão concentradas no mesmo lugar. O mesmo ocorre com a produção. Cinco Estados produzem metade dos ovos dos Estados Unidos, o que ajuda a explicar como um problema em um estabelecimento de um condado de Iowa deixou doentes pessoas de todo o país. Embora os ovos com salmonela tenham origem em apenas duas fazendas de Iowa, foram distribuídas por pelo menos 36 marcas diferentes em 14 Estados.

Ironicamente, a regulação que garante a segurança destes produtos está longe de ter se consolidado. Tal como apontado muitas vezes desde que foi reconhecido o foco de salmonela e retirados do mercado os ovos contaminados, no começo da semana retrasada, a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA) está encarregada dos mesmos – assim como cerca de 80% do resto dos alimentos do país – enquanto o Departamento de Agricultura controla outros produtos derivados dos ovos e das aves.

A FDA carece de autoridade para ordenar a retirada desses produtos. Por outro lado, como já ocorreu em vários casos, depende de os produtores os retirarem voluntariamente. Novas regulamentações entraram em vigor apenas semanas antes do surgimento do foco, muito tarde para detê-lo. As mesmas exigem mais exames das galinhas, de seus alimentos e ovos. Se for encontrada salmonela, os ovos contaminados serão processados como líquido ou pó, após serem pasteurizados para matar a bactéria.

Contudo, estas novas regulamentações continuarão dependendo de uma combinação de autoanálise das empresas e do controle da FDA. Patrick não está seguro de que o resultado tenha êxito, dado que as “regulações da FDA foram frouxas no passado”. Além disso, as novas normas “nada fazem para mudar a estrutura das operações”, isto é, a lotação com que são criadas galinhas poedeiras.

As organizações que defendem a segurança dos alimentos depositam suas esperanças em um projeto de lei que está parado no Senado. A Câmara de Representantes aprovou no ano passado um projeto similar criando uma única agência federal dedicada à segurança dos alimentos, com poder de realizar pesquisas obrigatórias e fechar estabelecimentos que não cumprirem os requisitos.

A própria FDA exigiu a aprovação do projeto. Segundo Patrick, a indústria “lutou com unhas e dentes para impedir que fossem aprovadas até mesmo as regulações” que entraram em vigor bem antes da retirada dos ovos do mercado. Estas foram propostas originalmente no governo de Bill Clinton (1993-2001), embora algumas partes, como a medida que exige que os ovos sejam refrigerados para diminuir o desenvolvimento das bactérias, tenham sido propostas pela primeira vez na década de 80.

Por Matthew Berger, da IPS/Envolverde.

BioNat Gourmet oferece oficinas culinárias gratuitas no Gasômetro

Três jovens profissionais da área de Gastronomia integram o time da BioNat Gourmet, seção especial da BioNat Expo, para uma série de aulas sobre culinária saudável e utilização de orgânicos no dia a dia. Felippe Sica, Raffa Leal e Valdecir Balbueno vão mostrar suas técnicas e conhecimentos com receitas bastante práticas e acessíveis, além de saudáveis. O encontro dedicado ao desenvolvimento sustentável acontece de 24 a 26 de setembro, integrada à Semana da Primavera. As aulas acontecem de sexta a domingo na Usina do Gasômetro em Porto Alegre. As inscrições são gratuitas e podem ser encaminhadas através do site da BioNat Expo.

Programação BioNat Gourmet

24 de setembro – sexta-feira
14h -  Vida Saudável com Orgânicos – Chef Valdecir Balbueno
16h – Cozinha Territorial: Tailândia aqui – Chef Felippe Sica
18h – Sabor com Saúde: Gastronomia Orgânica do Mediterrâneo – Chef Raffa Leal e Raquel Leal

25 de setembro – sábado
14h -  Gastronomia Saudável: Pães d’água, pães recheados e pães doce – Chef Raffa Leal
16h – Cozinha Territorial: A França aqui – Chef Felippe Sica
18h – Sabor com Saúde: Gastronomia Orgânica na Mesa Brasileira – Chef Raffa Leal e Raquel Leal

26 de Setembro – domingo
14h – Vegetarianismo e Orgânicos – Chef Valdecir Balbueno
16h – Gastronomia Saudável: pães sovados, pães Italianos (2 tipos) e pães recheados – Chef Raffa Leal e Raquel Leal
18h – Sabor com Saúde: Comida de Botequim  – Chef Raffa Leal e Raquel Leal

Os chefs

Felippe Sica

Natural de Porto Alegre e desde muito cedo com o pé na estrada, Felippe Sica descobriu precocemente os sabores do mundo. A técnica básica veio com cursos no Senac-RS com o mestre Mamadou Sène entre outros professores. Mas foi a vivência na cozinha de restaurantes importantes na cena gastronômica da capital do Rio Grande Sul que aprimorou e  sedimentou sua vocação. Atuou nos restaurantes Chez Philipe, Constantino e Koh Pee Pee em suas diferentes linhas culinárias. Em seu projeto ‘cozinha territorial’ busca a valorização dos produtos regionais utilizando preferencialmente ingredientes orgânicos frescos e da estação.

Raffa Leal

Formado em Gastronomia na Unisinos, Raffa Leal está fazendo uma vivência em Portugal, onde atua na cozinha do Hotel Vila Joya, o único restaurante em Portugal que possui duas estrelas do guia Michelin e considerado pela crítica européia o melhor do País. Gaúcho de Bagé, Raffa segue a linha de gastronomia sustentável. Com características próprias e estilo de cozinhar ecologicamente correto, busca sempre o ingrediente mais fresco, tendo preferência pelos orgânicos.

Valdecir Balbueno

De origem alemã, Valdecir desde cedo foi cativado pelos pratos preparados por sua mãe e durante os encontros de família, cucas, biscoitos e doces sempre estiveram presentes.
A formação profissional veio com o curso de cozinheiro no Senac-RS, onde já foi professor e a culinária vegetariana se deu durante um curso básico em Camaquã.
Aos 26 anos de idade, Valdecir trabalha com culinária desde os 19.
Atualmente chefia a cozinha da rede do Supermercado Gecepel e a padaria de uma de suas lojas.

Inscrições
As inscrições para a BioNat Gourmet são gratuitas e com vagas limitadas. Informações:www.bionatexpo.com.br/programação

BioNat Expo 2010

O evento acontece entre 24 e 26 de setembro na  Usina do Gasômetro em Porto Alegre. A terceira edição inclui mais atrativos do perfil econômico cultural do Rio Grande do Sul: o artesanato e a gastronomia. Na oportunidade, os três pilares básicos da sustentabilidade ˆ desenvolvimento econômico, proteção ambiental e equidade social ˆ serão abordados em diferentes linguagens por meio de oficinas, paineis, seminários, exposições e apresentação de vídeos.

A Bionat Expo é um empreendimento organizado em coprodução com a Associação dos Professores Técnicos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Agptea) e Secretaria do Turismo do Rio Grande do Sul, com apoio e parceria de diversas entidades e organizações nacionais.

Serviço:

* Evento: Bionat Expo 2010
* Data: 24 a 26/09, das 9h às 20h
* Local: Usina do Gasômetro, Porto Alegre – RS
* Entrada franca.

Fonte: Assessoria de Comunicação Bionat Expo 2010.

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