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Obesidade infantil atinge mais de um terço dos jovens no país

A alimentação saudável e de qualidade é hoje um dos maiores desafios para combater a obesidade infantil e melhorar a saúde geral das pessoas. Com o intuito de divulgar a campanha Obesidade Infantil X Alimentação Saudável, bem como a necessidade de rotulagem dos alimentos, a Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, realizou uma campanha neste sábado (30), na Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE), no Parque da Redenção, em Porto Alegre.

De acordo com uma das divulgadoras, Katia Cesa, que participa do Movimento pela Saúde dos Povos, a receptividade das pessoas ao movimento tem sido muito boa, com questionamentos e busca de informação para melhorar sua alimentação. Segundo ela, um dos focos do movimento é a campanha “Você tem direito à informação”, através da criação de rótulos em alimentos, com o objetivo de ajudar o consumidor a fazer melhores escolhas.

A principal mudança apresentada no modelo de rotulagem proposto é a inclusão de um selo de advertência na parte da frente da embalagem de alimentos processados e ultraprocessados (como sopas instantâneas, refrigerantes e biscoitos) para indicar quando há excesso dos nutrientes críticos, a exemplo de açúcar, sódio, gorduras totais e saturadas, além da presença de adoçante e gordura trans em qualquer quantidade.

De acordo com dados da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, os casos de sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes no Brasil triplicaram nos últimos 20 anos, atingindo mais de um terço dos jovens. Enfatiza, ainda, que a obesidade é uma doença e um fator de risco para outras doenças crônicas, como diabetes e doença do coração, além de trazer consequências negativas sociais e psicológicas.

A Aliança pela Alimentação Adequada já conta com a participação de dezenas de entidades no pais. No Rio Grande do Sul, entre outras, fazem parte do movimento Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Movimento pela Saúde dos Povos, Agapan, e Coletivo a Cidade que Queremos.

Por Juarez Tosi, EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais.

Canoada expõe impactos de empreendimentos na Volta Grande do Xingu – Primeira parte

A expedição é organizada pelo Instituto Socioambiental (ISA) e Associação Yudjá Mïratu, da Volta Grande do Xingu (Aimix) e reuniu, nesta edição, realizada de 4 a 9 de setembro na Volta Grande do Xingu, no Pará, mais de 80 pessoas.

Nos 110 quilômetros entre Altamira e as terras indígenas Ilha da Fazenda, Paquiçamba e Muratu, os participantes, remando em canoas tradicionais, conferiram de perto os impactos e as alterações provocadas pela construção de Belo Monte, ou Belo Monstro, como os Juruna se referem a esse empreendimento, que trouxe, como consequências, a redução da vazão do Rio Xingu, a mortandade de peixes, árvores ressequidas e mortas na área do barramento, aquecimento da temperatura, temporais e ventos fortes e a voraz proliferação de caparanãs, um mosquito de menos de 1cm e que tem apresentado resistência a alguns repelentes.

Durante os seis dias de expedição e sob um sol que refletia uma sensação térmica de mais de 40º C, encarando algumas corredeiras no Rio Xingu e obstáculos por terra, que testaram ainda mais a resistência dos Juruna e dos participantes, a troca de experiência e conhecimentos e o contato com a cultura desse povo tradicional fortaleceu ainda mais a luta pela redução dos impactos de Belo Monte e pelo impedimento à construção de Belo Sun, um empreendimento canadense de mineração que ameaça, com o mesmo discurso da Norte Energia, a vida dos povos tradicionais e ribeirinhos do Xingu no Pará.

“A 17 kms de onde está instalada a terceira maior hidrelétrica do mundo, por que a maior mineradora do mundo não pode se instalar”, questiona, ironizando o possível destino da região, a advogada do ISA, Bivyany Rojas Garzon. A ameaça de Belo Sun se concretiza, já que, em fevereiro deste ano, o Governo do Pará concedeu licença prévia de instalação, suspensa duas vezes, porque sua instalação está prevista a menos de 10 kms de terras indígenas, com o desejo de explorar jazida de ouro. “Não há quem informe os principais impactos previstos com essa obra, que surge com muitas irregularidades”, critica Bibyany.

Barragem, cemitério de árvores e peixes
É chocante remar por entre copas de árvores secas e mortas, sabendo que até novembro de 2015 o Rio Xingu seguia seu fluxo, com uma vazão média de 23 mil metros cúbicos de água por segundo, variando de forma natural entre os períodos de seca e cheia. Foi em novembro de 2015 que o Ibama emitiu licença para reservação e desvio da água do rio pelo canal à Norte Energia, consórcio que administra a usina.

Agora, após o barramento da usina de Belo Monte, a parte “baixa” do Rio Xingu, conhecida como Volta Grande do Xingu, onde vivem os Juruna, recebe menos água, ou seja, sua vazão em abril, por exemplo, mês mais chuvoso naquela região, caiu para 8 mil metros cúbicos de água por segundo, “o que inviabiliza a vida dos animais na floresta”, observa a bióloga Cristiane Carneiro, que há quatro anos coordena com os Juruna o monitoramento paralelo dos impactos de Belo Monte.

Doutoranda em Ecologia Aquática e Pesca pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Cristiane explica que o consórcio prevê, a partir de 2019, instalar a última turbina, intercalando duas vazões, de 8 e de 4 mil metros cúbicos de água por segundo, consideradas muito baixas, comprometendo o modo de vida, a navegação, a pesca e a fauna aquática da Volta Grande do Xingu, denuncia Cristiane. A bióloga defende no mínimo uma vazão de 12 mil m3 de água/segundo. “Vamos discutir com o Ibama e a Agência Nacional das Águas este mínimo de vazão, para que estes povos e o ambiente se mantenham”, afirma.

Mas os danos não acabam por aí. Três meses depois do barramento, já em fevereiro de 2016, houve uma grande mortandade de peixes, que migravam rio acima para desova. “Os peixes batiam nas turbinas e morriam”, lembra Cristiane, que critica o relatório da Norte Energia, que calcula, até março deste ano (2017), entre a construção e o início da operação de Belo “Monstro”, a morte de mais de 20 toneladas de peixes. “Essa quantidade deve ser bem maior, pois muitos peixes deixaram de desovar, já que o período reprodutivo é a partir de janeiro, quando fazem a migração”, observa.

Cristiane e os Juruna calculam mais de 30 mil toneladas de peixes mortos, incluindo Tracajás, que são pequenas tartarugas, e peixes como os Curimatãs, “que não souberam subir a escada de R$ 7 milhões, para chegar até o reservatório principal, uma grande área sem alimentação e sem área propícia para a desova”, ironiza.

Para a pesquisadora, a ictiofauna do Xingu está comprometida, afetando a pesca e o modo de vida das comunidades, bem como seu alimento e renda. Além disso, ela lamenta a proliferação dos mosquitos carapanãs, que ficam por mais tempo na água parada dos pedrais, que com o barramento estão expostos nas margens do Xingu.
Canoada militante
Ariane Sudatti, advogada e especialista em Direito e Teoria Literária, e o marido Márcio Selligmann, professor de Literatura da Unicamp, participam da Canoada pela segunda vez. Foram eles que mobilizaram amigos e alunos e arrecadaram dinheiro para garantir a inclusão digital dos indígenas.

“Com 100% de adesão no curso, os Juruna venceram o isolamento e passaram a usar os computadores, que estavam parados, como instrumento de denúncia. A partir de um trabalho de inclusão digital com alunos da Unicamp, o monitoramento dos peixes do Rio Xingu também passou a ser digital”, comemora Ariane, que desta vez coordena a arrecadação de dinheiro entre os participantes da quarta Canoada para a aquisição de um notebook para edição de vídeos e capacitação de indígenas para esse trabalho, e que será entregue nos próximos dias.

“Estabelecemos vínculos de amizade e de compromisso nessa luta com trabalho e envolvimento emocional com esse povo”, analisa Ariane, ao destacar ser “muito legal a experiência de conviver com eles na aldeia. São lindos, simpáticos e guerreiros”, afirma.
Inserção e engajamento
Trazer a Ciência para dentro das questões indígenas é um avanço na quarta edição da Canoada, que teve a presença de arqueólogos, geólogos e biólogos, entre outras profissões, como psicólogos, juízes e jornalistas, de diversas regiões do Brasil.

“É muito bom que as pessoas venham e vejam a realidade do que vivemos hoje. Assim é possível conseguir parcerias, que ajudam muito a comunidade, como a internet na escola e a Casa do Artesanato, que tiveram o apoio dos participantes da Canoada do ano passado”, destaca Jair Jacinto Pereira Juruna, 27 anos, que participa da Canoada como remador desde a primeira edição. Segundo ele, que é professor da língua indígena na comunidade, da segunda edição em diante o percurso mudou por causa da Barragem. “Para cima tem muita água e para baixo, pouca”, observa, ao lamentar a grande perda de peixes, em especial dos Tracajá. “Para não ter muita perda de peixes precisamos do rio cheio e com sua vazão normal”, defende.

Um apoio garantido nesta edição da Canoada é a participação de Victor Lopez Richard, cubano, físico e montanhista. Ele, que é coordenador do Programa de Extensão da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), foi convidado pela Aimix e pelo ISA para estruturar roteiros de ecoturismo na aldeia, a partir de um trabalho de gestão de atividades na natureza e em áreas protegidas. “Uma das ideias é formatar e capacitar condutores para esses roteiros, que oferecem vivências na água e na canoa, usando as potencialidades dos Juruna na pesca e preservando o patrimônio cultural desse povo”, analisa.

Por Adriane Bertoglio Rodrigues – especial para a EcoAgência.

Pesquisa mostra que uso de agrotóxico no Paraná aumentou malformação de bebês

Uma pesquisa divulgada no artigo “Associação entre malformações congênitas e a utilização de agrotóxicos em monoculturas do Paraná, Brasil”,  Lidiane Dutra e Aldo Pacheco Ferreira, pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp)/Fiocruz, trouxeram evidências de que o uso indiscriminado de agrotóxicos pode estar ligado ao aumento da malformação congênita de bebês, além de outros problemas como abortos espontâneos. Em outra pesquisa, problemas causados em adultos.

O  estudo analisou a associação entre o uso de agrotóxicos e as malformações congênitas (malformação durante a gestação) em municípios com maior exposição aos agrotóxicos no estado do Paraná, entre 1994 e 2014. Os dados comparativos usaram informações dos nascidos vivos (Sinasc/Ministério da Saúde), elaborando-se taxas de malformações ocorridas de 1994 a 2003 e de 2004 a 2014. “Este é um sistema de informação de base populacional que agrega os registros contidos na declaração de nascidos vivos, o que permite diversas análises na área de saúde materno-infantil”, afirmam em artigo científico.

Os pesquisadores relatam que foi encontrada uma tendência crescente nas taxas de malformação congênita no estado do Paraná, com destaque aos municípios de Francisco Beltrão e Cascavel. “Essas malformações congênitas podem ser advindas da exposição da população a agrotóxicos, sendo uma sinalização expressiva nos problemas de saúde pública”.

Em entrevista, a pesquisadora Lidiane Dutra, afirmou que ficou impressionada com a quantidade de agrotóxicos utilizados na região. “Por mais que soubesse ou suspeitasse de um alto uso de agrotóxicos pelo estado, verificar os dados acerca das toneladas de litros aplicados na região foi assustador. Quando se pensa que o estudo contabilizou apenas uma parte dos produtos utilizados, que existem subnotificações das vendas e que há tráfico destas substâncias, principalmente pelas fronteiras do Paraguai, a sensação é ainda mais aterrorizante”, disse.  Veja artigo no banco de dados Scielo.

Fonte:  Carta Campinas.

Agroecologia contraria modelo de ‘agricultura do pobre para o rico’

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, vinculada à Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz) , acaba de divulgar estudo que aponta que o número de casos de malformações congênitas mais que dobrou nas últimas duas décadas, só no Paraná. De 1994 a 2003, foram registrados 4.238 casos entre os nascidos vivos. De 2003 a 2014, o número passou para 11.787.

Os dados alarmantes estão associados ao uso de agrotóxicos, que deixam um rastro de doenças e mortes nas regiões onde há produção agrícola com uso desses venenos. E a julgar pelo avanço de projetos de lei que incentivam ainda mais o uso de agrotóxicos e transgênicos em um país já campeão no consumo dessas tecnologias, como é o Brasil, a tendência é de agravamento da situação. Muito mais gente estará exposta a riscos ainda maiores de desenvolver diversos tipos de câncer, problemas endocrinológicos, mal de Parkinson, abortos, de gerar filhos com autismo ou até mesmo com malformações.

Dos 1,5 bilhão de hectares de terras agrícolas em todo o mundo, 91% são destinados a culturas anuais altamente dependentes de insumos, como fertilizantes e agrotóxicos, sobretudo monoculturas de trigo, arroz, milho, algodão e soja – caso de boa parte das terras paranaenses.

Mas, ao contrário do discurso dos fabricantes de agrotóxicos e plantas transgênicas – muitas delas desenvolvidas justamente para não morrer ao receber doses cada vez maiores de agrotóxicos –, é possível sim produzir alimentos para todos sem o uso dessas tecnologias, como mostra o vídeo ao fim desta reportagem.

Bases
Para se ter uma ideia, de todas essas terras cultivadas, apenas 10 a 15% é manejada por agricultores tradicionais. Em seu livro Agroecologia: Bases Científicas para uma Agricultura Sustentável (Expressão Popular/AS-PTA), o professor de Agroecologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, o agrônomo Miguel Altieri destaca que na América Latina, por exemplo, cerca de 17 milhões de unidades camponesas, com menos de dois hectares, produzem 51% do milho, 77% do feijão e 61% das batatas para o consumo doméstico.

Só no Brasil há cerca de 4,8 milhões de agricultores familiares (85% de todos os agricultores) que ocupam 30% do total da terra agrícola do país. E mesmo assim respondem por 33% da área plantada com milho, 61% com feijão e 64% com mandioca, somando 84% do total de mandioca e 67% de todo o feijão.

Longe de serem atrasadas e improdutivas, segundo ele, essas propriedades são proporcionalmente mais produtivas que as grandes e chegam a prover 20% da oferta mundial de alimentos. E ainda criam 10% mais empregos permanentes, proporcionam aumento de 20% nas vendas no varejo e aumentam a renda local em 37%. Além disso, pequenos agricultores ainda preservam melhor os recursos naturais, reduzindo a erosão do solo e protegendo mais a biodiversidade.

De acordo com Altieri, estudos mostram que a agricultura tradicional consegue produzir o ano todo e prosperar sem o uso de agrotóxicos, em sistemas com elevada diversidade vegetal, na forma de policulturas e/ou sistemas agroflorestais dotados de plantas ricas em nutrientes, insetos predadores, polinizadoras, bactérias e outros organismos que desempenham funções ecológicas benéficas.

E que a forte base ecológica dessas pequenas propriedades têm muito a ensinar aos agroecólogos, que devem dar suporte aos movimentos sociais do campo que se opõem à agricultura industrial em todas as suas manifestações. Assim como os consumidores, que devem apoiar mercados mais solidários e equitativos, que não perpetuem o modelo colonial da “agricultura do pobre para o rico”, mas que, ao contrário, representam um modelo que alavanca pequenas propriedades diversificadas como base para sólidas economias rurais.

“Tais economias não só proporcionarão uma produção sustentável de alimentos saudáveis, agroecologicamente produzidos e acessíveis a todos, mas também permitirão que povos indígenas e pequenos produtores continuem o seu trabalho milenar de promover e conservar a biodiversidade agrícola e natural da qual todos nós dependemos hoje e dependeremos ainda mais no futuro”, conclui o autor.

Altieri é um dos mais de 240 especialistas convidados para palestrar no 6º Congresso Latino-americano de Agroecologia, no qual estão inseridos o 10º Congresso Brasileiro de Agroecologia e do 5º Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.

O evento conjunto, que começa na terça-feira (12) e vai até no dia 15, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, marca a Semana do Cerrado, bioma que há tempos está no centro de disputas fundiária, mineral, ambiental, cultural, desenvolvimentista e agrária.

E que sob o governo Temer, vê avançarem projetos que beneficiam a mineração, estimulam o desmatamento, acirram os conflitos agrários, ao fragilizar direitos de camponeses, indígenas e outras populações tradicionais, além de incentivar ainda mais o uso de agrotóxicos e transgênicos.

Entre os principais temas, alimentação saudável, água, saberes populares e tradicionais da saúde, sociobiodiversidade, sustentabilidade, educação, agricultura urbana e reforma agrária – esta última fundamental para o acesso à terra e para a garantia de criação e manutenção de pequenas propriedades camponesas.

Além de atualização científica, o evento é também espaço de diálogo com a sociedade sobre a ampla temática da agroecologia, seus avanços, desafios e a problemática social e também pretexto para o debate sobre as soluções para todos esses temas.

Haverá ainda feira de troca de sementes crioulas e florestais, que representa o contraponto à investida da indústria de sementes, especialmente transgênicas, e a conquista da autonomia produtiva e soberania alimentar por parte dos pequenos agricultores.

Fonte: Rede Brasil Atual/Vida Sustentável.

Cartilha ensina passo a passo de hortas orgânicas em espaços urbanos

Foi pensando em melhorar os hábitos alimentares da população que o Instituto Pólis criou uma cartilha detalhando como realizar todo o planejamento até a criação de uma horta. Por fim, os leitores terão dicas de como aproveitar integralmente os alimentos com algumas receitas com talos de verduras.

A primeira parte ensina como organizar o grupo de trabalho e observar a disponibilidade de espaço físico para a execução da horta. Em seguida, algumas dicas para saber como escolher as espécies a serem plantadas.

A cartilha também ensina os macetes para entender o funcionamento do solo e como plantar em sementeiras, transpondo-as futuramente para um local definitivo. Já para o controle de pragas e doenças, a publicação sugere alguns biofertilizantes – ensinado como fazê-los. Os interessados em compostagem também podem aprender como realizar a prática em casa.

A cartilha é repleta de dicas interessantes, confira aqui.

Algumas cartilhas já publicadas pelo CicloVivo: Manual grátis ensina o passo a passo da agricultura urbana, Manual escrito pelo “pai” da permacultura está disponível para download, cartilha ensina 16 receitas caseiras para controlar pragas na horta.

Acompanhe aqui o passo a passo da agricultura urbana – http://ciclovivo.com.br/noticia/manual-gratis-ensina-o-passo-a-passo-da-agricultura-urbana/

Manual da Permacultura – http://ciclovivo.com.br/noticia/manual-escrito-pelo-pai-da-permacultura-esta-disponivel-para-download/

16 receitas caseiras – http://ciclovivo.com.br/noticia/16-plantas-e-receitas-caseiras-para-controlar-pragas/

Fonte: Vida Sustentável/ CicloVivo.

Hospital de Câncer alerta trabalhador rural para riscos de agrotóxicos

O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo, e segundo a Organização Mundial da Saúde, uma lista destes químicos é apontada como causadores de câncer e outras doenças, onde os maiores afetados são os trabalhadores rurais.

Em uma pesquisa realizada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o Hospital de Câncer de Barretos, ao menos 100 produtores rurais foram estudados sobre uso de venenos agrícolas.

“O trabalho não tem o objetivo de afirmar que o veneno causa câncer, mas sim de identificar a predisposição dessas pessoas à doença”, esclareceu Rolando Salomão do Nascimento, responsável pelo projeto na Casa da Agricultura de Barretos.

A parceria que realizou um trabalho de orientação sobre a correta aplicação dos agrotóxicos foi responsável pela coleta de amostras de sangue de homens e mulheres do campo para verificar a predisposição deles ao câncer.

Além do sangue, são reunidas informações dos participantes a partir de questionário e do histórico ocupacional dos trabalhadores rurais, tudo visando a avaliação dos fatores de risco aos quais estão expostos e os tipos mais frequentes de agrotóxicos utilizados, nem todos identificados devido à pirataria.

Por: Vida Sustentável – EFE Saúde.

ONGs européias coletam 1 milhão de assinaturas contra glifosato

ONGs de Madri, Roma, Paris, Berlim e Bruxelas em campanha pela proibição do agrotóxico glifosato, o mais utilizado na Europa – e no Brasil. Dezenas de organizações estão reunindo 1 milhão de assinaturas para que a Comunidade Europeia possa ouvir a demanda e dar a elas uma resposta formal.

Em Madri, segundo a ONG Amigos de la Tierra, os ativistas disfarçaram-se de tomate, milho, berinjela e insetos e foram atacados pelo glifosato. Eles também pedem mudança no processo de aprovação de pesticidas e o estabelecimento de metas para  redução do uso dos venenos na União Europeia.

Precisamos mudar o modelo de nossa agricultura e alimentação”, afirmou Bianca Ruibal, responsável pelo setor na Amigos de la Tierra. A organização lembra que, em 2015, a Organização Mundial da Saúde classificou o glifosato como “provável causador de câncer em humanos”.

A Iniciativa Cidadã Europeia reúne diversas outras organizações. Uma das mais conhecidas delas é o Greenpeace. “Este ano finalmente temos a oportunidade de tirar o glifosato de nossos campos e de nossos pratos”, afirmou em seu site o Greenpeace italiano. A ONG destacou também a contaminação de águas pelo agrotóxico.

As organizações, que lançaram a campanha em fevereiro último, têm um ano para recolher as assinaturas, em pelo menos sete países da União Europeia. Mas a mobilização ocorre em 15 países.

Congesso Latino-americano de Agroecologia vai ter mais de 2.500 trabalhos

Mais de 2.500 trabalhos de 20 países foram submetidos ao VI Congresso Latino-americano e X Congresso Brasileiro de Agroecologia nos treze temas geradores que embasaram os formatos de trabalhos científicos, relatos de experiências técnicas e populares. Os congressos ocorrem entre os próximos dia 12 a 15 de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, Distrito Federal.

“Fizemos um chamado para a comunidade científica, equipes de assistência técnica e, nessa edição do evento, como novidade, aos agricultores familiares que escreveram seus relatos de experiência e que certamente irão enriquecer ainda mais o Congresso”, celebra Ana Maria Resende Junqueira, coordenadora da comissão técnico-científica e professora da Universidade de Brasília – UnB. “Para nós foi uma resposta espetacular. Isso vai possibilitar maior integração de pessoas da América Latina e de troca de conhecimentos que vai enriquecer o Congresso como um todo”.

Conseguimos agregar equipes das instituições de ciência, de universidades,  da extensão rural, de governo, associações e dos movimentos sociais tanto do Brasil como do restante da América Latina que ajudaram na divulgação e na articulação para que fosse representativo o número de experiências e pesquisas em agroecologia.

“Para nós foi muito gratificante receber de países da Europa como Alemanha, Espanha, França, Holanda, mas também de outros não tão tradicionais como São Cristóvão e Neves, Ilhas Maurício e Benin”, conta Roberto Guimarães Carneiro, vice coordenador do congresso e técnico da Emater/DF. É um número expressivo de trabalhos do Brasil, 2.239 seguido de um aumento de trabalhos de países comoArgentina com 72 trabalhos e México com 47.

Dos resumos submetidos, cerca de 1500 foram de trabalhos científicos e 900 como relatos de experiências técnicas.  “Estávamos na expectativa de receber 100 relatos populares e trabalhamos muito para que isso acontecesse. Foram 101! Então, batemos a nossa meta.  Mariane Vidal, pesquisadora da Embrapa e presidente dos congressos, ressalta também que este foi o primeiro congresso que abriu a possibilidade dos próprios agricultores mostrarem suas experiências. “Nos próximos, com certeza terão muito mais submissões nesta modalidade”, menciona Mariane. “Esperamos agora ver o resultado do intenso trabalho da comissão técnico-científica e editores e revisores colaboradores para avaliar todos os trabalhos submetidos. Aproveito para deixar aqui um convite aos colegas que possam colaborar nessa ação que entrem em contato com a comissão.”

Foram propostos trabalhos nos treze temas geradores, em destaque para o de “Manejo de agroecossistemas e Agricultura orgânica”, com 738, sendo também o de maior submissão na modalidade trabalhos científicos. Em seguida, com um número de 502 trabalhos, o tema “Construção do conhecimento agroecológico”, que nos relatos de experiências, tanto técnica, com 290, quanto popular, com 22, superou os outros temas.

A partir de agora a Comissão Técnica-científica irá se debruçar e se empenhar na revisão dos trabalhos submetidos nas três modalidades até o final de junho. “Estamos envidando todos os  esforços para que os autores de trabalhos recebam seus pareceres com a maior brevidade possível”, destaca Roberto .

Os trabalhos aceitos e apresentados no Congresso serão publicados na Revista Cadernos de Agroecologia com apoio da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

 

Congresso

O Congresso de Agroecologia 2017 é a realização simultânea do VI Congresso Latino-americano de Agroecologia, X Congresso Brasileiro de Agroecologia e V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.Os eventos são promovidos pela Sociedade Científica Latino-americana de Agroecologia (SOCLA) e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) e organizados em Brasília por uma comissão formada por instituições públicas como Embrapa, UNB, Seagri e EmaterDF, além de outras instituições e organizações e movimentos sociais. As inscrições para participação estão abertas no site do congresso www.agroecologia2017.com. Acompanhe as novidades no perfil do facebook.com/agroecologia2017.

Por Vida Sustentável com Assessoria de Imprensa do Congresso.

Mercado de produtos saudáveis deve atingir a marca de 1 trilhão de dólares em 2017

O setor de produtos orgânicos e naturais cresce, no mundo, a passos largos. As recentes feiras de Produtos Orgânicos e Agroecologia (BioBrazilFair) e de Alimentação Saudável, realizadas no início deste mês de junho, em São Paulo, mostraram isso. Juntas, elas movimentaram mais de 404 expositores, que apresentam as grandes tendências do setor e lançaram cerca de 1.200 produtos e serviços, com participantes de vários países, entre eles, Peru, Bolívia, Itália, Chile, Canada, Argentina, México e Coreia do Sul.

Durante os quatro dias de realização do evento, o pavilhão da Bienal do Ibirapuera, esteve lotado de pessoas ávidas em conhecer a realidade do mercado. Ao todo, foram mais de 100 horas de seminários, palestras, encontros e oficinas que colaboram com a atualização profissional, promoção da saúde, sustentabilidade e formação de consumidores conscientes.

E os números confirmam essa evidência. De acordo com o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), em 2016, o faturamento chegou a R$ 3 bilhões, um crescimento de 20% sobre o ano anterior. E para 2017, uma previsão de encantar o setor. Estima-se que o mercado global de alimentos orgânicos e naturais alcancem, pela primeira vez, a cifra de 1 trilhão de dólares em todo o mundo.

Esses dados se refletem aqui no Brasil, com multiplicação de feiras e lojas de produtos orgânicos em todos os Estados, sendo que hoje mais de 30% das indústrias já investem na produção de alimentos saudáveis.

Cerca de 40% do amendoim brasileiro pode estar contaminado, diz nutricionista

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre intoxicação alimentar apresentam números alarmantes: Anualmente, quase 600 milhões de pessoas em todo o mundo adoecem por comer alimentos contaminados; destas, 350 mil morrem.

Doenças transmitidas por alimentos são conhecidas como DTA. Há mais de 250 tipos delas (de diarréia a câncer), em sua maioria, infecções causadas por toxinas bacterianas, vírus e parasitas.

Outras formas de transmissão de doenças por alimentos incluem o envenenamento por toxinas naturais (presentes em cogumelos, algas e peixes) e o uso de produtos químicos nocivos, como os agrotóxicos. Portanto, os alimentos vegetais também apresentam risco.

O Saúde no Ar recebeu a nutricionista Neuza Miranda, que forneceu detalhes sobre intoxicação por alimentos, cuidados e formas de prevenção. “Os agrotóxicos trazem danos a trabalhadores, famílias que se expõem a esses resíduos”. É importante lembrar que não só vegetais são contaminados por esses tipos de produtos, ovos, carnes e seus derivados também recebem a carga”, afirma Neuza.

Neuza chama a atenção sobre a importância de saber identificar o diagnóstico correto: “A primeira coisa a ser feita é saber distinguir alergia de intoxicação” A alergia é uma reação adversa causada pela ingestão de um determinado alimento, que pode causar uma interação negativa com o seu corpo, e a intoxicação, é um problema de saúde causado pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias.

Cerca de 40% do amendoim consumido no Brasil está contaminado por Aflatoxina, que não é visível a olho nu e provocam danos hepáticos em seres humanos, chegando a causar câncer, ela é considerada uma das substancias mais perigosas da natureza. Caule e folhas de mandiocas devem ser consumidas com cuidado, se mal cozidas geram grave intoxicação alimentar, ressalta a especialista.
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O paciente com intoxicação alimentar deve fazer repouso e ingerir muito líquido. Nos casos de perda maior de líquidos e risco de desidratação, devem ser indicados medicamentos para controlar as náuseas e os vômitos, assim como ministrar a reposição de líquidos e sais por via endovenosa.

O tratamento das infecções alimentares bacterianas inclui o uso de antibióticos específicos.

Fonte: Portal Saúde no Ar.

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