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Rio Grande do Sul ganha mais feiras orgânicas ou ecológicas

Pesquisa recente mostra o aumento do número de feiras orgânicas ou ecológicas Rio Grande do Sul: são 89 feiras no interior e sete em Porto Alegre, registradas e divulgadas pela Comissão Estadual da Produção Orgânica (Ceporg), por Organizações Não-Governamentais (ONGs) e pela Emater/RS-Ascar. “Está em negociação, pelos membros do Ceporg, a realização de um segundo levantamento para atualizar também o número de agricultores ecológicos e disponibilizar esses dados para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec)”, disse o responsável pela pesquisa, Ari Uriartt, assistente técnico estadual de Agroecologia da Emater/RS-Ascar.

Já nos supermercados, a estimativa é de que 1,8% dos itens comercializados sejam ecológicos ou agroecológicos. As feiras ecológicas têm atraído cada vez mais consumidores, pois são espaços de comercialização de alimentos saudáveis e promovem a cultura, proporcionando troca-troca de sementes e o turismo rural, divulgando atrativos e ainda a possibilidade do público consumidor vivenciar as lidas do campo e as práticas agroecológicas.

Mas o principal motivo que fideliza o público é o contato direto entre produtor e consumidor, estreitando conhecimentos, interagindo e criando uma relação de confiança que só pode ser vivida e compreendida na prática.

Certificação Participativa

Para fortalecer essa confiança, os próprios agricultores, que têm essa visão da agroecologia e que se dedicam a essa prática de produzir alimentos em harmonia com a natureza, se organizam em redes participativas com o propósito certificar a produção ao lado de técnicos e consumidores, que visitam uns aos outros e compartilham ideias e conhecimento. É um trabalho colaborativo.
Há duas formas colaborativas de certificação conforme o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg): Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (Opac) e Organizações de Controle Social (OCS).

No Rio Grande do Sul há vários desses grupos, como a Opac Rama, que integra 70 famílias de municípios da Região Metropolitana, em especial Porto Alegre e Viamão, e é reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Mapa). Há também a Opac Litoral Norte que reúne seis famílias de agricultores associados à Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas (Coomafit), ambas com ação direta da Emater/RS-Ascar, na prestação de orientações e Assistência Técnica e Social.

As OCSs estão organizadas com a finalidade de garantir a comercialização direta em feiras e para os programas federais de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA). “Há no Estado um bom número de OCSs reconhecidas”, afirma Uriartt, ao citar as organizações de agricultores ecológicos/orgânicos sediadas em Pelotas, Lajeado, Porto Alegre e Soledade. “Hoje, mais de 50% das OCSs que estão operando passaram pelas mãos dos nossos colegas da Emater”, complementa Ari, ao citar a OCS Rio Grande Ecológico, de Rio Grande, e a EcoNorte, de São José do Norte, que abrangem os pescadores da Ilha dos Marinheiros e do Distrito Povo Novo, que comercializam na feira do Produtor do Cassino, realizada todos os sábados, no canteiro central da avenida Atlântica, próximo à antiga estação rodoviária do Cassino, e cuja produção é também entregue para a merenda escolar.

Há ainda no RS as OCs de Arroio do Meio e de Sapiranga, que mantêm visitas periódicas de avaliação de conformidade de produção orgânica, garantindo, para os agricultores e principalmente para os consumidores, alimentos com a qualidade definida pelas normativas e pelo mercado, cada vez mais exigente.

“Produzir de forma ecológica requer conhecimento, dedicação e uma visão da propriedade como um todo, provocando mudanças inclusive de hábitos cotidianos de não desperdício de água e energia elétrica, até de aproveitamento integral dos alimentos”, observa Uriartt, ao destacar que produzir orgânicos é uma questão de perfil e de compromisso com a qualidade de vida de todos.

Aumento da produção e do consumo
A produção orgânica é registrada em 22,5% dos municípios brasileiros e vem crescendo. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2013 havia 6.700 unidades de produção orgânica. Hoje o número chega a 14.449 unidades. Para a organização da produção orgânica brasileira, o Ministério conta com as Comissões de Produção Orgânica (CPOR) nos estados, formadas por 578 entidades públicas e privadas, entre elas a Emater/RS-Ascar, que coordenam ações de fomento à essa agricultura, sugerindo a adequação das normas de produção e o controle da qualidade, ajudando na fiscalização e propondo políticas públicas para o desenvolvimento do setor.

A produção orgânica de alimentos tem vários sinônimos, como agroecológica, da permacultura, natural, biodinâmica, ecológica e até mesmo proveniente de agroflorestas. Independente da denominação, produzir e consumir alimentos considerados limpos tem sido priorizado em vários países e inclusive no Brasil. Isso porque a produção de alimentos orgânicos traz consigo valores que ultrapassam o simples ato de produzir mais e com altas produtividades.

Na agricultura orgânica, a qualidade é um princípio fundamental. Nela se insere também o respeito à cultura e aos saberes locais, a preocupação com a preservação da biodiversidade, prioriza os mercados consumidores locais, a não aceitação de trabalho infantil e escravo e, principalmente, não utiliza agrotóxicos e produtos químicos solúveis e não contém Organismos Geneticamente
Modificados (OGMs), ou Transgênicos.
A produção orgânica engloba todos os alimentos, desde frutas, legumes, grãos e até criações. A avicultura colonial, por exemplo, está crescendo, baseada num sistema de criação em transição para o orgânico, ou seja, os animais são criados soltos e não estabulados, e há maior atenção para a densidade, que é menor do que a criação convencional de aves. Na região de Porto Alegre, há inclusive algumas propriedades com certificação de avicultura orgânica, respeitando o padrão da Instrução Normativa (IN) 46/2011, que estabelece o Regulamento Técnico para os Sistemas Orgânicos de Produção Animal e Vegetal.

O cultivo de morango em substrato orgânico também é outro trabalho que a Emater/RS-Ascar incentiva, assim como a agrofloresta, proposta que alia produção de hortigranjeiros, ou frutas, ou ainda criações, com a preservação da mata nativa. De acordo com dados do Cadastro Florestal do RS, de agosto de 2015, o Estado possui sete Unidades Agroflorestais cadastradas, com registro de manejo junto à Divisão de Licenciamento Florestal (Debio), antigo Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap), vinculado à Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. No total, são em torno de 110 hectares de sistemas florestais legalmente manejados.

A posse desse registro na Debio permite ao produtor manejar, cortar e aproveitar na propriedade produtos madeiráveis, como o louro, o angico branco, a cabriúva e a canjerana, e os não madeiráveis, como laranja e bergamota, de onde se extrai suco e óleo essencial, através do raleio, e também como as frutas nativas, como butiá da praia, araçá, pitanga e jabuticaba.

“Todas essas práticas fazem parte do Programa de Agricultura de Base Ecológica, que por sua vez é parte do Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica, também conhecido como Rio Grande Agroecológico, cujas ações são executadas pela Emater”, destaca Ari Uriartt, assistente técnico estadual de Agroecologia da Emater/RS-Ascar.

Por Adriane Bertoglio Rodrigues – especial para a EcoAgência.

Jornada de Agroecologia confirma potencial do setor

“Mesmo na crise, todo mundo precisa comer”. É a frase de Roberto Pereira, tecnólogo em agroecologia, enquanto apresenta os mais de 40 produtos colocados à venda pela Cooperativa Terra Livre na feira de produtos agroecológicos da 15ª Jornada de Agroecologia, realizada na Lapa (PR).

O agricultor é um jovem formado na Escola Latino-americana de Agroecologia (ELAA), no assentamento Contestado, na Lapa (PR). Roberto defende que hoje em dia é possível um processo de produção que supere o uso de agrotóxicos.

Há dois anos, a iniciativa agroecológica da cooperativa apresenta certificação para os produtos. Fornece alimentos para programas federais como é o caso do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Aquisição Escolar (Pnae).

A dificuldade, de acordo com ele, é reunir a mão de obra necessária.  “Hoje em dia, com famílias menores no campo, muda o patamar de produção. Por isso, fazemos trabalho coletivo e mutirão. O lado positivo é ver jovens indo estudar e voltando ao campo com conhecimento para ajudar na produção”, explica.

Várias dimensões de produtores
Ceres Hadich, integrante da coordenação do Jornada de Agroecologia, aponta que o objetivo neste ano foi organizar uma feira com produtores do campo e também praticantes da Economia Solidária da cidade. Cerca de 70 estandes foram montados no espaço de um barracão, enfeitado com imagens da luta e com as sementes crioulas.

“Pensamos em reunir várias dimensões, desde bancas de projetos e campanhas, passando pelas organizações urbanas, indígenas. E também temos os produtos da agricultura familiar, que vão da culinária até a exposição de sementes”, comenta.

Ao final do encontro, no sábado (30), será distribuído aos participantes da Jornada um estoque de sementes de 60 espécies e 200 variedades diferentes.

Agricultor desenvolve variedades crioulas do milho
Valdecir “Vinagre” Cadena tem orgulho em exibir as variedades de milho crioulo cultivado pela família há doze anos, na região de Imbaú (centro do Paraná).

O nome também lhe dá orgulho e ele espera que a sua variedade de milho, chamada “milho caiano” – mais barata, sem transgênicos e agrotóxicos –, espalhe pela região.

“Queremos que se espalhe o milho caiano pelo Paraná. Não somos os únicos produtores, mas ele não é visto em outros lugares. É mais difícil”, afirma.

Fonte: Pedro Carrano, Brasil de Fato.

INCA lança site dedicado à alimentação e prevenção do câncer

Já entrou no ar o site do INCA dedicado à alimentação e nutrição e prevenção do câncer. Alimentação e nutrição inadequadas são classificadas como a segunda causa de câncer que poderia ser prevenida. O site apresenta recomendações sobre os fatores de risco e prevenção, oferece dicas sobre alimentação, esclarece mitos e verdades e traz uma seleção de publicações, vídeos e legislação referentes ao tema.

“Já temos evidências convincentes da relação entre a alimentação e nutrição e a prevenção de câncer. No entanto, a população ainda não reconhece que a alimentação adequada e saudável, a prática regular de atividade física e a manutenção do peso corporal podem prevenir vários tipos de câncer”, explica Maria Eduarda Melo, nutricionista responsável pela Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do INCA.
O site é voltado para a população em geral e apresenta dicas práticas, como o modo correto de preparar carnes de uma forma saudável, a maneira de reduzir o consumo de agrotóxicos e como identificar a quantidade de açúcar nos alimentos industrializados. Há também uma área que esclarece dúvidas frequentes, como, se aquecer as refeições no micro-ondas causa câncer e se atividade física previne o câncer independentemente de levar à perda de peso.
No Brasil, atualmente 53,9% da população estão acima do peso (Vigitel 2015), e o excesso de peso corporal aumenta o risco de ter câncer. “Temos um cenário epidemiológico atual preocupante, no qual mais da metade da população brasileira está com excesso de peso, a prevalência de sedentarismo é elevada e o consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados é crescente”, alerta Maria Eduarda.
No site, profissionais de saúde também terão acesso às recomendações atualizadas de prevenção de câncer por meio da alimentação e nutrição preconizadas pelo INCA, com base no Fundo Mundial de Pesquisa em Câncer/Instituto Americano de Pesquisa em Câncer e as publicações da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da Organização Mundial da Saúde. Na área “impressos e multimídia” estarão as publicações do INCA referentes à temática, sugestões de vídeos e legislação dividida por temas específicos para facilitar o acesso do usuário.
Acesse o site de alimentação do INCA e confira: www.inca.gov.br/alimentacao.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).

Agricultura familiar produz 70% dos alimentos consumidos por brasileiro

Principal responsável pela comida que chega às mesas das famílias brasileiras, a agricultura familiar responde por cerca de 70% dos alimentos consumidos em todo o País. O Dia Internacional da Agricultura Familiar é comemorado neste 25 de julho com a consolidação dos avanços promovidos pelas políticas públicas integradas de fortalecimento do setor, intensificadas na última década.

O pequeno agricultor ocupa hoje papel decisivo na cadeia produtiva que abastece o mercado brasileiro: mandioca (87%), feijão (70%), carne suína (59%), leite (58%), carne de aves (50%) e milho (46%) são alguns grupos de alimentos com forte presença da agricultura familiar na produção.

Com melhores condições de crédito e a ampliação de mercado por meio de programas como o de aquisição de alimentos, a agricultura familiar segue estruturada e com investimentos crescentes. Anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em junho, o Plano Safra 2015/2016 da agricultura familiar terá investimento recorde de R$ 28,9 bilhões pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os recursos representam um aumento de 20% em relação à safra anterior. Na safra 2002/2003, o crédito disponível foi da ordem de R$ 2,3 bilhões.

Na safra 2015/2016, o governo manteve baixas as taxas de juros, que variam entre 2% e 5,5%. Para a região do Semiárido, os juros ficaram ainda menores, entre 2% e 4,5%. O plano prevê ainda que a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) irá atender a 230 mil novas famílias de agricultores familiares, com foco na produção de base agroecológica.

“[O Plano Safra 2015/2016] demonstra o compromisso da presidenta Dilma com aqueles que mais precisam e que mais trabalham para produzir o alimento das famílias brasileiras”, ressaltou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra.

Juventude rural
Segundo o ministro, para continuar avançando em áreas-chave, o governo investiu no fortalecimento da agroindústria familiar, no cooperativismo, na produção agroecológica, na assistência técnica e extensão rural, na ampliação do mercado institucional para a agricultura familiar, na equidade de gênero e no apoio à juventude rural, “o presente e o futuro da agricultura familiar”.

Para fortalecer o apoio aos cerca de 8 milhões de jovens que hoje vivem no campo e têm participação ativa na produção agrícola, o governo trabalha no aperfeiçoamento do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural. De acordo com Ananias, o plano está em “processo de contrução de forma participativa e democrática”.

O Plano Nacional de Desenvolvimento Rural e Sustentável observa que o grande desafio do governo é tornar o campo um lugar atraente para os jovens, capaz de fazê-lo permanecer no meio rural. “Para isso, é preciso transformar a concepção da relação campo-cidade, ofertando qualidade de vida digna, trabalho e renda nas áreas rurais”, aponta o plano do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Uma ação importante no âmbito da política setorial é a ATER para a Juventude. O programa irá atender a 22,8 mil jovens rurais neste Plano Safra. Além disso, o Banco de Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai destinar, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, R$ 5 milhões para a produção de empreendimentos econômicos da juventude rural.

Ex-diarista abastece Programa de Aquisição de Alimentos
Ex-diarista, a agricultora familiar Lindaci Maria dos Santos, de 51 anos, aderiu ao Pronaf há pouco mais de cinco anos no Distrito Federal e hoje abastece o Programa de Aquisição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento  Social e Combate à Fome (MDS). “Lutamos com muita garra mas temos um futuro. É uma coisa maravilhosa você colocar um produto [orgânico] na mesa”, contou Lindaci em depoimento ao Portal Brasil. Ela produz diversos tipos de alimentos orgânicos, entre frutas e hortaliças.

O Brasil fora do Mapa da Fome
O fortalecimento da agricultura familiar, aliado à execução de  programas de inclusão social, como o Bolsa Família e o Pronatec Rural, contribuiu, por exemplo, para que o Brasil fosse retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Recentemente, a agência da ONU apresentou um relatório na qual afirma que o Brasil pode se tornar o principal exportador de alimentos do mundo na próxima década. O documento destaca o papel fundamental da agricultura familiar na produção de alimentos e elogia as políticas públicas do governo federal para o setor.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

CAPA realiza seminário Comida Boa na Mesa: Teologia Boa para Comer

O Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA) realiza no próximo dia 03 de agosto, a partir das 9 horas, o Seminário Comida Boa na Mesa: Teologia Boa para Comer. O evento visa a reflexão sobre produção de alimentos, sua origem, sistema de produção e modo de consumo, hábitos alimentares, entre outras questões ligadas ao tema, o qual acompanha a trajetória da humanidade e que está diariamente no centro da mesa das famílias.

Entre os palestrantes do turno da manhã, estão o teólogo Willian Kaiser de Oliveira, que fará a apresentação do seu trabalho “Teologia Boa para Comer: Comensalidade, Hábitos Alimentares e Sustentabilidade”; e a Pesquisadora Jaqueline Sgarbi, que vai abordar o tema Alimentos Tradicionais e regionais.

À tarde, o evento contará com mesas temáticas para apresentação de experiências práticas, como: alimento orgânico no Restaurante Universitário, com a nutricionista-chefe da Universidade  Federal de Pelotas (UFPel), Moema Zambiazi; equipe do Capa-Pelotas produção e certificação de produtos orgânicos; Cooperativas; Agricultoras Feirantes; Comida das Comunidades Quilombolas, entre outras atrações.

O Seminário será realizado no auditório do Centro de Capacitação da Agricultura Familiar – Embrapa Cascata (CECAF), em Pelotas/RS.

Fonte: Redação Vida Sustentável/CAPA.

Ex-cientista dos OGMs revela: animais que comem transgênicos morrem

Thierry Vrain, que passou muitos anos como um cientista e defensor dos transgênicos da Agricultura do Canadá, veio recentemente a público com sua conclusão de que os transgênicos (Organismos Geneticamente Modificados – OGM) são perigosos para os seres humanos, animais e meio ambiente.

“Eu refuto as reivindicações das empresas de biotecnologia que suas colheitas modificadas produzem mais, que eles exigem menos aplicações de agrotóxicos, que eles não têm impacto sobre o meio ambiente e é claro, que eles são seguros para comer“, escreveu ele.

Enquanto estava no Agriculture Canada, Vrain foi o cientista designado para tratar em grupos públicos com a mensagem de que os transgênicos eram seguros.

“Eu não sei se eu estava apaixonado por isto, mas eu estava bem informado”, escreveu ele. “Eu defendia o lado do avanço tecnológico, da ciência e do progresso. Mas nos últimos 10 anos eu mudei a minha posição.”

Animais que comem transgênicos morrem
Vrain diz que a sua mudança de opinião surgiu depois que ele tomou conhecimento de numerosos estudos de laboratórios de prestígio, publicados em revistas científicas de prestígio, mostrando os riscos para a saúde dos transgênicos (Organismos Geneticamente Modificados – OGM).

“Há… um crescente corpo de pesquisa científica – feito principalmente na Europa, Rússia e outros países – mostrando que as dietas contendo milho ou soja projetada causar sérios problemas de saúde em ratos de laboratório e ratos”, escreveu ele.

Vrain observa que a evidência é tão abrangente que, em 2009, a Academia Americana de Medicina Ambiental pediu uma moratória sobre os alimentos transgênicos e expansão nos testes de segurança. Os estudos revisados ​​pela Academia descobriram que uma dieta com transgênicos levou a diversos problemas, incluindo envelhecimento acelerado, disfunção imune, infertilidade, disfunção em genes que regulam a sinalização celular, a síntese de colesterol, a regulação da insulina e formação de proteínas, e alterações aos rins, fígado, baço e do sistema gastrointestinal.

Vrain observa que, apesar de muitos transgênicos produzirem inseticidas em seus tecidos e ainda são até mesmo registrados como inseticidas, as proteínas tóxicas que estes produzem nunca foram testadas para a segurança.

“Não há estudos de alimentação a longo prazo realizados nesses países para demonstrar as alegações de que bioengenharia de milho e de soja são seguros“, escreveu ele. “Tudo o que temos são estudos científicos provenientes da Europa e da Rússia, que mostram que ratos alimentados com engenharia de alimentos morrem prematuramente.”

Com base na ciência obsoleta
Vrain condena toda a premissa da engenharia genética como má ciência, com base na idéia agora desacreditada que cada gene codifica uma única proteína.

“Todo o paradigma da tecnologia da engenharia genética é baseada em um mal-entendido”, escreveu ele. “Todo cientista agora aprende que qualquer gene pode gerar mais do que uma proteína e que a inserção de um gene em qualquer parte de uma planta, eventualmente, cria proteínas errantes. Algumas destas proteínas são, obviamente, alergénicas ou tóxicas.”

Vrain também chama a atenção para os riscos ambientais dos transgênicos, citando o relatório de 120 páginas “Transgênicos: Mitos e Verdades“ (“GMO Myths and Truths”). Esta análise de mais de 500 estudos e relatórios governamentais refuta alegações da indústria de que os transgênicos são mais nutritivos, utilizam menos pesticidas e não prejudicam o meio ambiente. Estudos repetidamente descobriram que os transgênicos podem passar seus genes modificados para não apenas outras plantas, mas também para as bactérias do solo. Estas bactérias, em seguida, espalham os genes para o meio ambiente. Outro estudo descobriu genes transferidos para as bactérias do intestino de seres humanos que comeram transgênicos.
“Isto é poluição genética ao extremo“, escreveu Vrain.

Vrain também aborda o argumento mais comum de proponentes transgênicos: a de que ninguém jamais ficou doente depois de comer uma refeição contendo transgênicos.

“Ninguém fica doente de fumar um maço de cigarro também“, escreveu ele. “Mas com certeza acrescenta-se, e nós não sabíamos que na década de 1950 antes do início nossa onda de epidemias de câncer. Só que desta vez não se trata de um pouco de fumaça, é todo o sistema alimentar que é motivo de preocupação.”

Fontes:
– Natural News: Former GMO scientist exposes the outright lies and propaganda of the biotech industry
– GMO Myths and Truths (PDF)
– Interview with Dr Thierry Vrain, GMO whistleblower

Fonte: Notícias Naturais.

Lançado o II Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica

Em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), no último mês de maio, o Governo Federal, por intermédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), ainda no governo Dilma, instituiu o II Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (II Planapo), com vigência 2016/2019. Essa é mais uma vitória do movimento agroecológico, que vê no Plano, um dos instrumentos importante para o desenvolvimento da agricultura familiar e camponesa de base agroecológica no Brasil.

Importante também, no momento político como o atual, o II Planapo ter sido lançado durante a Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Cnater), em junho do corrente ano, em Brasília. Isso porque o I Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, até maio deste, ano ainda não havia sido lançado devido a problemas com Kátia Abreu e setores do governo contrários ao mesmo. É bom lembrar que a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) foi instituída em 2012, pelo governo federal, por intermédio do decreto de Nº 7.794. É no Planapo, entretanto, que estão desenhadas as estratégias, os objetivos e diretrizes para execução dessa Política nos diversos territórios do país.

A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que congrega diversas redes e organizações, faz parte da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), que é composta por representantes do governo e de organizações e redes da sociedade civil. A Articulação tem contribuído bastante no debate e nas propostas para que o Planapo contemple as demandas das famílias agricultoras e suas organizações.

De Acordo com Denis Monteiro, da Executiva da ANA, o II Planapo avançou em relação ao primeiro, pois incorporou reivindicações feitas desde o I Plano, mas que só no atual foram contempladas agora como a entrada das comunidades tradicionais como grupos a serem beneficiados pelo novo plano. “Há vários avanços em relação ao primeiro. Vale destacar a criação do eixo Terra e Território, com a regularização da assistência técnica a assentamentos voltada para a agroecologia, a comercialização da produção dos assentamentos. Então, é bastante importante a criação desse eixo”, destaca Denis.

Um outro eixo que também foi criado nesse novo Plano foi o da sociobiodiversidade. Ele organiza uma série de ações e da apoio, principalmente a estruturação do extrativismo. “Ele apoia, especialmente a produção de produtos nativos como a da castanha, do Açaí, do Barú. Esse eixo entra, em função da participação dos ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e das representações das comunidades tradicionais, do movimento extrativista, do movimento das quebradeiras de coco e da Rede Juçara”, explica Denis.

É importante destacar que no II Planapo toda Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) foi considerada ATER Agroecológica pelo MDA. Agora a Ater passa a ser orientada pelo enfoque agroecológico. Outra proposta interessante é a de nacionalizar o fomento para estruturação de sistemas agroecológicos, em especial os voltados para mulheres. “Tem um conjunto de avanços importantes, que a gente espera que com a retomada do governo Dilma, o Plano possa ser efetivado como a gente espera e como a sociedade merece”, espera Denis.

Papel do Movimento Agroecológico
Apesar dos avanços apontados nesse II Planapo, a preocupação é de que tudo isso não venha a ficar apenas no papel, especialmente neste momento político. “Corre o risco de se perder se a sociedade civil não se organizar. Já conseguimos várias coisas interessantes”, ressalta Generosa de Oliveira, que faz parte da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO).

Para Generosa, o movimento agroecológico tem um papel importante para fazer valer o II Planapo. “A agroecologia tá em moda, a sociedade tem despertado para o alimento saudável. Mas é preciso fazer o trabalho de base, o trabalho político para que as pessoas que estão lá na ponta, na comunidade, saibam porque é importante para o Brasil e para o mundo a agroecologia”, reflete.

Generosa defende um movimento amplo, envolvendo os diversos setores, para se divulgar a importância da agreocologia. “Tem que haver uma ação de base para fazer com que a agreocologia seja de fato uma proposta disseminada na sociedade como um todo. E nós podemos fazer a pressão junto ao governo. Temos que sair do campo de discussão, de seminários e fazer algo mais concreto. Temos que ir às ruas, porque há o perigo de tudo o que a gente trabalhou não ser executado”, finaliza Generosa.

Veja aqui o II Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica
http://www.agroecologia.org.br/files/2016/06/Planapo-2016-2019.pdf

Fonte: Articulação Nacional de Agroecologia.

Faz bem comer fruta com outro alimento? Dicas são do Meu Prato Saudável

Certas combinações podem causar sensações desagradáveis durante a digestão, como mau-estar, inchaço ou gases

Quando certos alimentos são consumidos juntos, um pode neutralizar o efeito do outro durante a digestão. Essas combinações podem causar sensações desagradáveis durante a digestão, como mau-estar, inchaço ou gases. É o que alerta o programa Meu Prato Saudável, parceria do Instituto do Coração (InCor) e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com a LatinMed Editora em Saúde.

De acordo com o programa, a energia do organismo passa, então, a ser utilizada para digerir os alimentos, em vez de utilizada em outras funções.

No caso das frutas, o melhor é comê-las sem outros alimentos. Espere meia hora para comer fruta de sobremesa após as refeições principais. Você vai aproveitar melhor as vitaminas e minerais.

Sinergia alimentar
Brócolis e tomates quando comidos separadamente são saudáveis. Quando ingeridos juntos a capacidade de combater o câncer pode aumentar exponencialmente. É como somar um mais um e obter quatro como resultado. Ou seja, segundo o Meu Prato Saudável, quando determinados alimentos são ingeridos juntos, seus compostos são absorvidos ao mesmo tempo e circulam simultaneamente no nível celular.

Quer mais dicas sobre alimentação saudável?
Acesse a página do https://www.facebook.com/meupratosaudavel
ou acesse o site http://meupratosaudavel.com.br/.

Do Portal SP Notícias.

Troca-troca de sementes atrai grande público em Candelária

Cerca de 350 pessoas, entre integrantes de 29 Grupos de Produtores Rurais de Candelária, alunos e comunidade em geral, inclusive de municípios vizinhos, participaram na quarta-feira (15/06) do Encontro Municipal Troca-troca de Sementes Crioulas de Candelária. Em sua 16ª edição, o evento, realizado no Salão Paroquial da Igreja Católica, foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente, Igreja Católica e Pastoral da Terra, com o apoio da Sicredi, Celetro e Embrapa.
A programação iniciou no período da manhã, com a abertura oficial do evento e a realização de duas palestras. A primeira, ministrada pela Irmã Lurdes Dihil, abordou “Documento do Papa Francisco – práticas ecológicas e o resgate das sementes crioulas”; em seguida, a professora da Universidade Federal de Santa Maria, Lia Rejane Silveira Reiniger, falou sobre a “Importância das sementes de cultivares crioulas”. Após, houve um momento para perguntas e debate sobre as temáticas.

De acordo com a bióloga da Emater/RS-Ascar, Carini Paschoal de Souza, para o evento foi organizado um almoço coletivo. “Neste dia, toda a alimentação é comunitária. Os grupos de produtores levam alimentos que são oferecidos no café da manhã e no almoço, preparado no local por voluntárias”, destaca a extensionista.No período da tarde, o evento teve continuidade com o troca-troca de sementes crioulas, plantas e flores.

“Há 16 anos essa ação acontece e, neste dia, todo o esforço de manutenção das sementes crioulas pelos Guardiões de Sementes é valorizado, e isso os mantém motivados a permanecer na atividade que é fundamental, pois são estas sementes vivas e limpas que mantém a história e a cultura de uma região, auxiliando no processo de garantia da segurança e soberania alimentar, que é um grande foco de trabalho da Emater”, frisa Carini.Por  Carina Venzo Cavalheiro, Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar.

Produtos orgânicos são alternativa para quem deseja alimentos saudáveis

Um dos objetivos da Semana do Meio Ambiente, que se estende de 3 a 10 de junho, é conscientizar a população da necessidade do consumo de produtos saudáveis.

Uma das alternativas para uma alimentação mais saudável, que permita uma melhor qualidade de vida, é o uso de alimentos orgânicos. Esse modelo de agricultura, sem o uso do fogo no preparo da terra e nem de agrotóxicos durante o processo de produção, movimenta em todo o Brasil R$ 2,5 bilhões por ano.

Quem mora em Rio Branco já tem diversas opções para adquirir esse tipo de produto. Uma delas é na Feira de Produtos Orgânicos, organizada pelo Grupo de Agricultores Ecológicos do Humaitá.

Além das frutas e verduras, produtores oferecem doces e bolos produzidos a partir de matéria prima da agricultura orgânica (Foto: Leônidas Badaró)
Além das frutas e verduras, produtores oferecem doces e bolos produzidos a partir de matéria prima da agricultura orgânica (Foto: Leônidas Badaró)
Os produtores, que moram às margens da AC-10, estrada que liga Rio Branco ao município de Porto Acre, decidiram há mais de uma década enveredar pelo caminho da produção sustentável. Sem usar fogo ou agrotóxico, os 20 agricultores que fazem parte do grupo, comercializam um pouco de tudo. Frutas, verduras, hortaliças, bolos, doces ficam à disposição dos clientes.

Micileia de Jesus, presidente do Grupo de Agricultores Ecológicos do Humaitá, fala que os produtores têm orgulho de oferecer alimentos mais saudáveis à população. “Ficamos felizes porque sabemos que estamos contribuindo para que as pessoas tenham mais saúde. Já estamos há 16 anos trabalhando sem fogo e sem agrotóxico e não pretendemos mudar nossa forma de produzir”.

Feira é realizada uma vez por semana em Rio Branco

Micileia de Jesus é presidente do Grupo de Agricultores Ecológicos do Humaitá mostra, orgulhosa, parte de sua produção (Foto: Leônidas Badaró)
Micileia de Jesus é presidente do Grupo de Agricultores Ecológicos do Humaitá mostra, orgulhosa, parte de sua produção (Foto: Leônidas Badaró)
Toda sexta-feira, a partir das 6 da manhã, a feira é realizada no calçadão do mercado Aziz Abucater, em frente ao Terminal Urbano.

Aos poucos, os clientes vão chegando e conferindo as opções oferecidas pelos produtores.

São pessoas como o servidor público Antônio Lima que, mesmo sendo frequentador assíduo da feira, nem sabia o que era um produto orgânico. “Costumo comprar aqui toda semana porque gosto da qualidade dos produtos. Agora sabendo que estou que faz bem pra saúde é melhor ainda”, explica.

Já tem outros que são conscientes da importância de uma alimentação saudável e por isso mesmo não abrem mão dos produtos orgânicos. “Procuro comprar sempre produtos que possam melhorar a minha saúde. Já tem vários anos que evito colocar na minha mesa produtos que eu não conheça a procedência”, destaca a aposentada Sueli Guimarães.

Fonte: Agência de Notícias do Acre.

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