Vida Sustentável

Vida Sustentável

Vida Sustentável RSS Feed
 
 
 
 

ONGs européias coletam 1 milhão de assinaturas contra glifosato

ONGs de Madri, Roma, Paris, Berlim e Bruxelas em campanha pela proibição do agrotóxico glifosato, o mais utilizado na Europa – e no Brasil. Dezenas de organizações estão reunindo 1 milhão de assinaturas para que a Comunidade Europeia possa ouvir a demanda e dar a elas uma resposta formal.

Em Madri, segundo a ONG Amigos de la Tierra, os ativistas disfarçaram-se de tomate, milho, berinjela e insetos e foram atacados pelo glifosato. Eles também pedem mudança no processo de aprovação de pesticidas e o estabelecimento de metas para  redução do uso dos venenos na União Europeia.

Precisamos mudar o modelo de nossa agricultura e alimentação”, afirmou Bianca Ruibal, responsável pelo setor na Amigos de la Tierra. A organização lembra que, em 2015, a Organização Mundial da Saúde classificou o glifosato como “provável causador de câncer em humanos”.

A Iniciativa Cidadã Europeia reúne diversas outras organizações. Uma das mais conhecidas delas é o Greenpeace. “Este ano finalmente temos a oportunidade de tirar o glifosato de nossos campos e de nossos pratos”, afirmou em seu site o Greenpeace italiano. A ONG destacou também a contaminação de águas pelo agrotóxico.

As organizações, que lançaram a campanha em fevereiro último, têm um ano para recolher as assinaturas, em pelo menos sete países da União Europeia. Mas a mobilização ocorre em 15 países.

Congesso Latino-americano de Agroecologia vai ter mais de 2.500 trabalhos

Mais de 2.500 trabalhos de 20 países foram submetidos ao VI Congresso Latino-americano e X Congresso Brasileiro de Agroecologia nos treze temas geradores que embasaram os formatos de trabalhos científicos, relatos de experiências técnicas e populares. Os congressos ocorrem entre os próximos dia 12 a 15 de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, Distrito Federal.

“Fizemos um chamado para a comunidade científica, equipes de assistência técnica e, nessa edição do evento, como novidade, aos agricultores familiares que escreveram seus relatos de experiência e que certamente irão enriquecer ainda mais o Congresso”, celebra Ana Maria Resende Junqueira, coordenadora da comissão técnico-científica e professora da Universidade de Brasília – UnB. “Para nós foi uma resposta espetacular. Isso vai possibilitar maior integração de pessoas da América Latina e de troca de conhecimentos que vai enriquecer o Congresso como um todo”.

Conseguimos agregar equipes das instituições de ciência, de universidades,  da extensão rural, de governo, associações e dos movimentos sociais tanto do Brasil como do restante da América Latina que ajudaram na divulgação e na articulação para que fosse representativo o número de experiências e pesquisas em agroecologia.

“Para nós foi muito gratificante receber de países da Europa como Alemanha, Espanha, França, Holanda, mas também de outros não tão tradicionais como São Cristóvão e Neves, Ilhas Maurício e Benin”, conta Roberto Guimarães Carneiro, vice coordenador do congresso e técnico da Emater/DF. É um número expressivo de trabalhos do Brasil, 2.239 seguido de um aumento de trabalhos de países comoArgentina com 72 trabalhos e México com 47.

Dos resumos submetidos, cerca de 1500 foram de trabalhos científicos e 900 como relatos de experiências técnicas.  “Estávamos na expectativa de receber 100 relatos populares e trabalhamos muito para que isso acontecesse. Foram 101! Então, batemos a nossa meta.  Mariane Vidal, pesquisadora da Embrapa e presidente dos congressos, ressalta também que este foi o primeiro congresso que abriu a possibilidade dos próprios agricultores mostrarem suas experiências. “Nos próximos, com certeza terão muito mais submissões nesta modalidade”, menciona Mariane. “Esperamos agora ver o resultado do intenso trabalho da comissão técnico-científica e editores e revisores colaboradores para avaliar todos os trabalhos submetidos. Aproveito para deixar aqui um convite aos colegas que possam colaborar nessa ação que entrem em contato com a comissão.”

Foram propostos trabalhos nos treze temas geradores, em destaque para o de “Manejo de agroecossistemas e Agricultura orgânica”, com 738, sendo também o de maior submissão na modalidade trabalhos científicos. Em seguida, com um número de 502 trabalhos, o tema “Construção do conhecimento agroecológico”, que nos relatos de experiências, tanto técnica, com 290, quanto popular, com 22, superou os outros temas.

A partir de agora a Comissão Técnica-científica irá se debruçar e se empenhar na revisão dos trabalhos submetidos nas três modalidades até o final de junho. “Estamos envidando todos os  esforços para que os autores de trabalhos recebam seus pareceres com a maior brevidade possível”, destaca Roberto .

Os trabalhos aceitos e apresentados no Congresso serão publicados na Revista Cadernos de Agroecologia com apoio da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

 

Congresso

O Congresso de Agroecologia 2017 é a realização simultânea do VI Congresso Latino-americano de Agroecologia, X Congresso Brasileiro de Agroecologia e V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.Os eventos são promovidos pela Sociedade Científica Latino-americana de Agroecologia (SOCLA) e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) e organizados em Brasília por uma comissão formada por instituições públicas como Embrapa, UNB, Seagri e EmaterDF, além de outras instituições e organizações e movimentos sociais. As inscrições para participação estão abertas no site do congresso www.agroecologia2017.com. Acompanhe as novidades no perfil do facebook.com/agroecologia2017.

Por Vida Sustentável com Assessoria de Imprensa do Congresso.

Mercado de produtos saudáveis deve atingir a marca de 1 trilhão de dólares em 2017

O setor de produtos orgânicos e naturais cresce, no mundo, a passos largos. As recentes feiras de Produtos Orgânicos e Agroecologia (BioBrazilFair) e de Alimentação Saudável, realizadas no início deste mês de junho, em São Paulo, mostraram isso. Juntas, elas movimentaram mais de 404 expositores, que apresentam as grandes tendências do setor e lançaram cerca de 1.200 produtos e serviços, com participantes de vários países, entre eles, Peru, Bolívia, Itália, Chile, Canada, Argentina, México e Coreia do Sul.

Durante os quatro dias de realização do evento, o pavilhão da Bienal do Ibirapuera, esteve lotado de pessoas ávidas em conhecer a realidade do mercado. Ao todo, foram mais de 100 horas de seminários, palestras, encontros e oficinas que colaboram com a atualização profissional, promoção da saúde, sustentabilidade e formação de consumidores conscientes.

E os números confirmam essa evidência. De acordo com o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), em 2016, o faturamento chegou a R$ 3 bilhões, um crescimento de 20% sobre o ano anterior. E para 2017, uma previsão de encantar o setor. Estima-se que o mercado global de alimentos orgânicos e naturais alcancem, pela primeira vez, a cifra de 1 trilhão de dólares em todo o mundo.

Esses dados se refletem aqui no Brasil, com multiplicação de feiras e lojas de produtos orgânicos em todos os Estados, sendo que hoje mais de 30% das indústrias já investem na produção de alimentos saudáveis.

Cerca de 40% do amendoim brasileiro pode estar contaminado, diz nutricionista

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre intoxicação alimentar apresentam números alarmantes: Anualmente, quase 600 milhões de pessoas em todo o mundo adoecem por comer alimentos contaminados; destas, 350 mil morrem.

Doenças transmitidas por alimentos são conhecidas como DTA. Há mais de 250 tipos delas (de diarréia a câncer), em sua maioria, infecções causadas por toxinas bacterianas, vírus e parasitas.

Outras formas de transmissão de doenças por alimentos incluem o envenenamento por toxinas naturais (presentes em cogumelos, algas e peixes) e o uso de produtos químicos nocivos, como os agrotóxicos. Portanto, os alimentos vegetais também apresentam risco.

O Saúde no Ar recebeu a nutricionista Neuza Miranda, que forneceu detalhes sobre intoxicação por alimentos, cuidados e formas de prevenção. “Os agrotóxicos trazem danos a trabalhadores, famílias que se expõem a esses resíduos”. É importante lembrar que não só vegetais são contaminados por esses tipos de produtos, ovos, carnes e seus derivados também recebem a carga”, afirma Neuza.

Neuza chama a atenção sobre a importância de saber identificar o diagnóstico correto: “A primeira coisa a ser feita é saber distinguir alergia de intoxicação” A alergia é uma reação adversa causada pela ingestão de um determinado alimento, que pode causar uma interação negativa com o seu corpo, e a intoxicação, é um problema de saúde causado pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias.

Cerca de 40% do amendoim consumido no Brasil está contaminado por Aflatoxina, que não é visível a olho nu e provocam danos hepáticos em seres humanos, chegando a causar câncer, ela é considerada uma das substancias mais perigosas da natureza. Caule e folhas de mandiocas devem ser consumidas com cuidado, se mal cozidas geram grave intoxicação alimentar, ressalta a especialista.
maniçoba

O paciente com intoxicação alimentar deve fazer repouso e ingerir muito líquido. Nos casos de perda maior de líquidos e risco de desidratação, devem ser indicados medicamentos para controlar as náuseas e os vômitos, assim como ministrar a reposição de líquidos e sais por via endovenosa.

O tratamento das infecções alimentares bacterianas inclui o uso de antibióticos específicos.

Fonte: Portal Saúde no Ar.

No Brasil, gastos com o tabagismo somam quase 57 bilhões de reais por ano

Todos os anos, R$ 56,9 bilhões são gastos pelo Brasil com despesas médicas e em perda de produtividade provocadas pelo tabagismo. Em contrapartida, o País arrecada anualmente apenas R$ 13 bilhões em impostos sobre a venda de cigarros, ou seja, esse valor cobre apenas 23% dos gastos com os males causados pela epidemia do tabaco.

“Esse é um dia histórico porque colocamos por terra um dos principais argumentos da indústria do tabaco – o que de gera empregos [renda]“, disse Tânia Cavalcante, secretária executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), na sede do INCA, no Rio de Janeiro, durante evento em comemoração ao Dia Mundial Sem Tabaco 2017.

O tema escolhido este ano pela Organização Mundial da Saúde é Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento. Os dados, inéditos, são da pesquisa Carga de doença atribuível ao uso do tabaco no Brasil e potencial impacto do aumento de preços por meio de impostos, documento técnico elaborado pelo Instituto de Efectividad Clínica y Sanitária (IECS), da Argentina, com apoio do INCA, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Também foi lançada a campanha publicitária do Ministério da Saúde e do INCA, com o slogan: O cigarro mata.

A pesquisa teve a participação de mais de 40 pesquisadores e formuladores de políticas de saúde de universidades, centros de pesquisa e instituições públicas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, México, Paraguai, Peru e Uruguai. Os resultados foram obtidos por meio de um modelo matemático desenvolvido pelo grupo de pesquisa que permite estimar a probabilidade que as pessoas têm de ficarem doentes ou morrerem devido a cada uma das principais doenças associadas ao tabagismo.

Ainda na solenidade, foram conhecidos os dados sobre tabagismo da pesquisa Vigilância sobre Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel): de 2006 a 2016, a prevalência de fumantes nas capitais brasileiras foi reduzida em 35% (de 15,7%, em 2006, para 10,2% em 2016). A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e Distrito Federal e contou com 53.210 entrevistas. Separada por gênero, a frequência de fumantes é maior no sexo masculino (12,7%) do que no feminino (8,0%). Analisada por faixa etária, a pesquisa mostra que a frequência de fumantes é menor entre os adultos antes dos 25 anos (7,4%), ou após os 65 anos (7,7%) e maior na faixa dos 55 a 64 anos (13,5%).

A pesquisa Vigitel 2016 também constatou que a frequência do tabagismo diminui com o aumento da escolaridade nas três faixas (de 0 a 8 anos de estudo, 9 a 11 anos ou mais de 12 anos). Nessas três faixas, a frequência é maior entre homens e mulheres com até oito anos de estudo (17,5% e 11,5%, respectivamente); o percentual é duas vezes maior em relação a indivíduos com 12 ou mais anos de estudo (9,1% e 5,1%). “Claro que é uma história de sucesso: o Brasil, entre 195 países, foi o que mais reduziu a prevalência de fumantes”, disse a professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e colaboradora da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, que apresentou os dados do Vigitel. O levantamento também mostrou que entre as capitais com maior prevalência de fumantes estão Curitiba (14%), Porto Alegre (13,6%) e São Paulo (13,2%). Salvador foi a capital com menor prevalência de fumantes (5,1%).

Para a economista e pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, Marcia Pinto, uma das autoras da pesquisa sobre a carga econômica das doenças atribuíveis ao tabaco, “uma das medidas mais efetivas, se não ‘a’ mais efetiva para a redução no número de fumantes, foi o aumento da tributação do cigarro a partir de 2011″. Assim, as projeções estatísticas do estudo mostram que, por exemplo, se o preço do cigarro for reajustado em 50%, em 10 anos será possível evitar mais de 136 mil mortes e se obter ganhos econômicos de R$ 98 bilhões. Por isso mesmo, para Andrés Pichon, pesquisador do IECS, o principal objetivo do trabalho é que possa “produzir mudanças nos países da região”.

A indústria do tabaco sabe disso. E assim, por meio da Confederação Nacional da Indústria, impetrou Ação Direta de Inconstitucionalidade contra resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso de aditivos que conferem sabor  e aroma em cigarros, tornando-os mais palatáveis, principalmente à primeira experimentação. “A relatoria do caso está a com a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal. Estamos tentando sensibilizar o Supremo [sobre a importância da manutenção da resolução da Anvisa]“, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que participou do evento por videoconferência. “A ação questiona o poder proibitivo da Anvisa em regular produtos de tabaco. Isso pode mudar a ação de todas as agências reguladoras”, preocupou-se a titular da Gerência-Geral de Produtos Derivados do Tabaco da Anvisa no Rio de Janeiro, Patrícia Francisco Branco.

A diretora-geral do INCA, Ana Cristina Pinho, lembrou que o tabagismo é uma doença pediátrica, porque o tabagismo “captura” crianças e adolescentes pela experimentação, e  atinge mais a renda do mais pobres, citando dados do IBGE: “Cerca de 0,92% da renda mensal de um assalariado”, o equivalente ao que ele gasta com educação, “é gasto com cigarro”. Ela acentuou ainda o problema provocado nas lavouras, com a “doença da folha do tabaco” [responsável por náuseas, dores de cabeça etc], transmitida ao agricultor devido ao manuseio do produto, e o trabalho infantil.

O evento foi encerrado com um emocionante depoimento de Malga Di Paula, viúva do humorista Chico Anysio, morto em 2012, vítima de enfisema pulmonar após muitos anos como fumante. Sua apresentação abriu a campanha publicitária do Ministério da Saúde O cigarro mata que mostra, de forma direta e impactante, a dor dos que perderam seus entes queridos para o tabagismo.

Além de Ana Pinho, Patrícia Branco e Tania Cavalcante, compuseram a mesa de abertura da solenidade a vice-diretora de Pesquisa do Instituto Fernandes Figueira, Kátia Sydronio; o advogado da Procuradoria-Regional da União da 2ª Região, Eugênio Müller; o superintendente regional da Receita Federal da 7ª Região, Marcus Pontes; o coordenador da Unidade Técnica de Determinantes Sociais e Riscos à Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da Opas, Roberto Del Águila; e o diretor médico de projetos da Fundação do Câncer, Alfredo Scaff.

Fonte: Agência de Notícias do INCA.

Estudo mostra que Brasil tem 30 milhões de obesos

A revista científica The Lancet publicou um estudo mostrando que 30 milhões de pessoas, cerca de um quinto dos brasileiros, é obeso.

Entre as mulheres, o índice chega a 23%, equivalendo a 18 milhões de pessoas. Já, entre os homens, o índice é de 17%, ou seja, 11,9 milhões.

Os dados colocam o Brasil na terceira posição entre os homens, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, e na quinta entre as mulheres, atrás  da Rússia e Índia, entre os países mais obesos do mundo.

A comparação realizada pelo estudo é baseada em números absolutos e todos os países listados estão entre os mais populosos do mundo. Em 1975, o Brasil estava em 10º lugar no ranking de homens obesos e em 9º no de mulheres.

O estudo mostra, também, que o país melhorou em relação a pessoas abaixo do peso. Enquanto em 1975 aparecia em 9º colocação nas duas listas, agora está em 18º entre os homens e 13º entre as mulheres. Ainda assim, cerca de 3% da população adulta brasileira (4 milhões) está abaixo do peso.

São consideradas obesas, de acordo com a pesquisa, pessoas com IMC acima de 30. Coordenado por cientistas do Imperial College London, o estudo comparou o IMC de cerca de 20 milhões de homens e mulheres de 1975 a 2014. Os dados incluem 186 países.

O relatório mostra que há, no mundo, mais adultos categorizados como obesos do que como abaixo do peso. Além disso, afirma que um quinto da população mundial adulta será obesa em 2025 e classifica como “virtualmente zero” as chances de atingir as metas da ONU para frear a obesidade nos próximos dez anos.

O objetivo da Organização Mundial da Saúde, no entanto, é que os índices em 2025 não ultrapassem os de 2010. Segundo Majid Ezzat, principal autor da pesquisa, a obesidade global chegou a um ponto de crise.

Fonte: Doutor Coração.

Semana do Alimento Orgânico 2017 será lançada nesta segunda-feira (29), em Porto Alegre

Um seminário com a participação do presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Leonardo Melgarejo, marca, nesta segunda-feira (29), a abertura da Semana do Alimento Orgânico no Rio Grande do Sul. O evento, organizado pela Comissão da Produção Orgânica do RS (CPOrg-RS), inicia às 13h30min, no Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa do Estado.

De acordo com José Cleber Dias de Souza, secretário executivo da CPOrg-rs e auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura, o evento, realizado nacionalmente, ocorre desde 2005, através de seminários, palestras, exposição e degustação de produtos, panfletagem, divulgação em mídia impressa e audiovisual, rodas de conversas, eventos culturais e educativos, visitas de campo, dentre outros.

“Em 2008″, explica ele, “o evento foi realizado durante a última semana de maio em 23 capitais, sendo que, a partir de então, firmou-se a data da campanha na última semana de maio. Em 2015 a Semana do Alimento Orgânicos passou a ser o marco de partida da Campanha de Valorização da Produção Orgânica, desenvolvida ao longo de todo o ano”.

A programação da semana é definida pela CPOrg-RS, em articulação e parceria com produtores e entidades do setor público e da sociedade civil. Os objetivos da campanha são a promoção do produto orgânico e a conscientização dos consumidores sobre os princípios agroecológicos que regem a sua produção, os quais buscam viabilizar a produção de alimentos e outros produtos necessários ao homem de forma mais harmônica com a natureza, contribuindo para a saúde de todos e para que haja justiça social em todos os segmentos de sua rede de produção.

A Semana do Alimento Orgânico é uma ação coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com outras organizações governamentais e não governamentais.

A programação  do lançamento da Semana do Alimento Orgânico 2017 no Rio Grande do Sul é a seguinte:

13h30min – Abertura

13h50min – O que comer? o veneno, a agricultura, a comida, os impactos e as alternativas
Leonardo Melgarejo – AGAPAN; Ana Beatriz Oliveira – UFRGS; Leandro Venturin – CE Serra

13h30 – Antônio Gringo e os Cantores do Povo

15h – Potencializando a produção e o acesso aos alimentos orgânicos
Emerson Giacomelli – COCEARGS; Ildo Maciel da Luz – Prefeitura Municipal de Nova Santa Rita/RS, Representante da Ecovida, Representante da Cooperativa Girassol

16h – Ações e papel do poder público e da sociedade
Rogério Dias – PLANAPO; Agda Ikuta – PLEAPO; Debatedores: Laércio Meirelles – Ecovida e Ana Paula Medeiros – MPF

17h40 – Encerramento cultural
Antônio Gringo e os cantores do povo

18h – Presidência da ALERGS e CPOrg/RS.

Por Juarez Tosi, EcoAgência e Vida Sustentável.

Bio Brazil Fair vai apresentar pesquisa inédita sobre consumidor brasileiro de orgânicos

O mercado de produtos orgânicos cresce a taxas contínuas e movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano no Brasil. Mas quem é o consumidor desses produtos? Quais seus hábitos e comportamento? Por que ele busca uma alimentação mais saudável?

Essas e outras questões serão respondidas na apresentação de uma pesquisa inédita sobre o perfil do consumidor de produtos orgânicos no Brasil, no primeiro dia do Fórum Internacional de Agricultura Orgânica e Sustentável, no dia 7 de junho, às 15h, por Ming Liu, diretor-executivo do ORGANIS – Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável.

Em sua 13ª edição, o Fórum integra a programação da BIO BRAZIL FAIR | BIOFACH AMERICA LATINA – Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, principal evento de negócios o setor do País, que acontece de 7 a 10 de junho, no pavilhão da Bienal do Ibirapuera.

A apresentação da pesquisa será precedida pela palestra de Rogério Dias, coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre a Produção Orgânica do Brasil. No dia 7, a programação do Fórum inclui ainda palestras sobre a Homeopatia aplicada à agricultura no Brasil e no mundo, pelo farmacêutico especialista Alexandre Henrique Leonel, e o acesso da agricultura familiar ao mercado, por José Ricardo Roseno, secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

No dia 8, tem lugar a etapa internacional do Fórum, com palestras de Amarjit Sahota, do Organic Monitor, sobre o mercado global orgânico; Tia Loftsgard, da Canada Organic Trade Association, sobre o mercado orgânico naquele país; e Maria Mascaraque, da Euromonitor International, sobre certificação orgânica e as oportunidades nos segmentos de alimentos e bebidas (veja programação abaixo).

As inscrições são gratuitas para os visitantes profissionais da BIO BRAZIL FAIR | BIOFACH AMERICA LATINA e podem ser feitas pelo link: http://www.biobrazilfair.com.br/2017/credenciamento_eventos.asp.
As vagas são limitadas.

A cada ano, o Fórum Internacional de Agricultura Orgânica e Sustentável se consolida como um espaço democrático onde autoridades do mercado nacional e internacional de orgânicos discutem temas atuais e relevantes, como políticas públicas, tendências, desafios, ampliação dos canais de vendas e da oferta de produtos, entre outros.

Confira a programação (sujeita a alterações):
http://www.biobrazilfair.com.br/2017/prog_forumagricultura_2017.asp.

BIO BRAZIL FAIR | BIOFACH AMERICA LATINA 2017 – 13ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia
NATURALTECH 2017 – 13ª FEIRA DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, SUPLEMENTOS, PRODUTOS NATURAIS E SAÚDE
Data: 7 a 10 de junho (quarta a sábado) – dias 9 e 10 abertos ao público
Horário: das 11h às 19h
Local: Pavilhão da Bienal do Ibirapuera

Mais informações no site www.biobrazilfair.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa da BioBrazilFair.

 

Camponeses capixabas apoiam campanha nacional contra agrotóxicos

“A agroecologia não só uma prática agrícola, mas um modo de vida, alinhado com todos os vieses da sociedade: econômico, social, ambiental, cultural e político”. A declaração do agricultor Valmir Noventa, membro da coordenação estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), mostra a magnitude que a luta diária pelo fortalecimento de uma agricultura familiar saudável, livre de agrotóxicos e da exploração do trabalhador do campo, tem na vida das famílias camponesas. “Essa é a nossa maior bandeira”, afirma.

O MPA é uma das organizações que compõem a Via Campesina no Espírito Santo, que, por sua vez, é uma das autoras da Campanha Chega de Agrotóxicos. Lançada em março deste ano, trata-se de uma plataforma digital que recolhe assinaturas contra o Projeto de Lei 6299/2002, conhecido como “Pacote de Venenos” e a favor da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRa), cuja implementação é defendida pelo Projeto de Lei 6670/2016.

A PNARa foi elaborada em 2015 por meio de um esforço entre coletivos e organizações da sociedade civil e o Governo federal, a partir da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, mas foi vetada no Congresso pela bancada ruralista. O fim das isenções fiscais para agrotóxicos e a criação de zonas livres de venenos agrícolas e transgênicos são algumas das medidas prevista na PNaRa.

No site da Campanha, são destacados os problemas ambientais e de saúde pública gerados pelo uso intensivo de agrotóxicos no Brasil, o maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Entre eles, diversos tipos de câncer, contaminação das águas e do solo e ameaça à soberania alimentar. Problemas que irão se intensificar, caso o Pacote de Venenos seja aprovado, pois sequer a palavra agrotóxico irá mais ser usada, sendo substituído pelo termo “defensivo fitossanitário”.

O PL também prevê que a avaliação de novos agrotóxicos ficará a cargo exclusivo do Ministério da Agricultura, excluindo os órgãos de meio ambiente e saúde pública, sendo permitido o registro de substâncias comprovadamente cancerígenas. A regulação específica sobre propaganda de agrotóxicos irá acabar e será permitida a venda de alguns agrotóxicos sem receituário agronômico de forma preventiva. Além disso, estados e municípios ficarão impedidos de terem regulações mais restritivas.

Barragens não são suficientes
Na avaliação de Valmir Noventa, o agronegócio tem conseguido aumentar sua investida contra a agricultura camponesa, com apoio do governo Michel Temer. “Está sendo feito um verdadeiro desmonte dos direitos da população e da natureza, da legislação que protege os biomas e que tenta controlar minimamente o uso de agrotóxicos”, observa o líder camponês.

No Espírito Santo, o Governo estadual caminha no mesmo sentido, favorecendo os grandes latifúndios e as monoculturas. Investimentos que beneficiam o agricultor familiar se restringem a algumas barragens, que visam amenizar, a curto prazo, o problema da seca, que, por sua vez, é aprofundado exatamente pelas políticas econômicas de incentivo ao latifúndio e monoculturas. “As barragens têm sua importância, mas não podem ser a única ação no enfrentamento da seca”, observa Valmir.

A Campanha Chega de Agrotóxicos, no Espírito Santo, é levada aos militantes das organizações que a compõem e à sociedade por meio do trabalho diário que é desenvolvido, na criação, identificação e implementação de tecnologias agroecológicas de produção e comercialização. E tudo com recursos próprios, dos agricultores e das entidades que os apoiam. A presença do Estado, responde Valmir, se dá por iniciativa pessoal de alguns técnicos e de alguns acadêmicos, mais sensibilizados com a questão.

Na dúvida, avance!
“Os agricultores ecológicos não se sentem valorizados pelo Estado”, afirma Valmir, ao comparar os incentivos fiscais e financiamentos públicos ao agronegócio com as políticas públicos e investimentos na Agroecologia.

“No Brasil ainda prevalece o pensamento ‘na dúvida, vamos avançar’”, ironiza, com relação ao insustentável comportamento dos políticos e da academia em não só liberar, como incentivar o uso de agrotóxicos e transgênicos, sob a alegação de que “não há estudos que comprovem seus riscos à saúde”.

A força da sociedade civil organizada
Se no Espírito Santo e no Brasil, a falta de apoio do Estado para políticas e práticas de redução do uso de agrotóxicos e pleno desenvolvimento de tecnologias ecológicas são gritantes, a situação em outras partes do mundo não é muito diferente. Em resposta, é a sociedade civil que tem promovido as mudanças, ainda lentas, em direção a uma agricultura e uma alimentação mais sustentáveis.

A Via Campesina, na qual os agricultores familiares capixabas se fazem representar, dentro desse grande esforço global em favor da vida, é uma organização internacional de camponesas e camponeses, indígenas, trabalhadores sem terra e migrantes, de 73 países na África, Ásia, Europa e Américas. Criada em 1993, reúne atualmente 200 milhões de pessoas de 164 organizações locais e nacionais e tem sede administrativa no Zimbabue/África.

No Espírito Santo, é formada pelo MPA, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Pastoral da Juventude Rural (PJR) e Associação de Programas em Tecnologias Alternativas (APTA).

Entre as demais organizações que integram a campanha Chega de Agrotóxicos estão: a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), o Slow Food Brasil e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Para conhecer mais a Campanha e assinar a petição, clique aqui.

Fonte: Fernanda Couzemenco, Século Diário.

Nova pesquisa mostra crescimento da obesidade no Brasil

O brasileiro está mais obeso. Em 10 anos, a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros. Os dados inéditos divulgados nessa segunda-feira (17/4) fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais do país. O resultado reflete respostas de entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53.210 pessoas maiores de 18 anos das capitais brasileiras.

Segundo a pesquisa, o crescimento da obesidade é um dos fatores que pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que piora a condição de vida do brasileiro e podem até matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e o de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.

“O Ministério da Saúde tem priorizado o combate à obesidade com uma série de políticas públicas, como Guia Alimentar para População Brasileira. A alimentação saudável aliada a prática de atividade física nos ajudará a reduzir a incidência de doenças como diabetes e hipertensão na população”, declarou o ministro Ricardo Barros.

O Vigitel, realizado pelo Ministério da Saúde desde 2006, auxilia para conhecer a situação de saúde da população e é utilizado como base para planejar ações e programas que reduzam a ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis, melhorando a saúde do brasileiro.

Excesso de peso e obesidade – A obesidade aumenta com o avanço da idade. Mas mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. Excesso de peso também cresceu entre a população. Passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Já é presente em mais da metade dos adultos que residem em capitais do país.

A pesquisa também mostra a mudança no hábito alimentar da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão diminuiu 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016. E apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

Menos refrigerantes – Entre as mudanças positivas nos hábitos identificados na pesquisa está a redução do consumo regular de refrigerante ou suco artificial. Em 2007, o indicador era de 30,9% e, em 2016 foi 16,5%

A população com mais de 18 anos está praticando mais atividade física no tempo livre. Em 2009, 30,3% da população fazia exercícios por pelo menos 150 minutos por semana, já em 2016 a prevalência foi de 37,6%. Nas faixas etárias pesquisadas, os jovens de 18 a 24 anos são os que mais praticam atividades físicas no tempo livre.

Incentivo a hábitos saudáveis –  O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Assim que assumiu o Ministério da Saúde, Ricardo Barros publicou uma Portaria proibindo venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio e prontos para o consumo dentro das dependências do Ministério. A pasta também participou da assinatura da portaria de Diretrizes de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nos Serviço Público Federal. Sugerida pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a diretriz orienta formas da alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho do serviço público federal. Além disso, constrói uma campanha pela adoção de hábitos saudáveis chamada Saúde Brasil.

O Ministério da Saúde também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. Durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, realizado em março em Brasília, o país assumiu como compromisso deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

Outra ação para a promoção da alimentação saudável foi a publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira. Reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada, a publicação orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados.

Em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o Ministério também conseguiu retirar mais de 14 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos. O país também incentiva a prática de atividades físicas por meio do Programa Academia da Saúde com mais 4 mil polos habilitados e 2.012 com obras concluídos.

Queda da Mortalidade – O conjunto de ações do Governo Federal, com expansão do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além das ações de promoção da saúde, já impacta na queda de óbitos precoce por Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra uma redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos).

“Aumentamos a identificação das Doenças Crônicas Não Transmissíveis na população, o acesso a assistência, com consultas e busca ativa e também a assistência aos medicamentos para controle o que já demonstra redução significativa nas mortes prematuras por estas doenças. Isso mostra o bom funcionamento das políticas públicas de saúde atingindo a população como um todo”, completou o ministro Ricardo Barros.

Com isso, o Brasil já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022. A meta inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022. Anualmente doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, diabetes e câncer respondem por 74% dos óbitos e são a primeira causa de mortes no país.

Fonte: Portal Saúde – Ministério da Saúde.

Indicamos

Receba nossas informações:

Nome:



Email: